Beth Sônea dormia tranquila em sua cama de pétalas de rosas. Logo, um som baixo começou a tocar.

"Era uma vez um pudim apaixonado. Estava andando nas ruas quando foi atropelado... puft!"

Logo o volume aumentou consideravelmente e começou a berrar. "PUDIM AMASSADO!"

A ruiva abriu os olhos instantaneamente e cambaleou sobre as pétalas. Caiu da cama.

"PUDIM AMASSADO! PUDIM AMASSADO!! PUDIM AMASSADO MORREU. Boa noite... Doce pudim."

Então ela levantou-se e percebeu que era seu celular tocando. Agarrou o aparelho e atendeu à ligação.

- Alô?

"- Beth! Você tá super atrasada, mulher!"

- Leiving? — Beth disse bocejando.

"- Sim! Onde você está??"

- Ah! E-eu... eu... tô indo já! Tô quase chegando! — ela disse arregalando os olhos e correndo para o banheiro.

"- De verdade?"

- Ah, sim! Claro! — ela mentia passando o sabonete apressadamente — Ui, que trânsito!

"- Por que esse trânsito todo? A essa hora?"

- Pois é, né!? — confirmava calçando os sapatos.

"- Venha logo! O diretor está dando um chilique!"

- JÁ TÔ AQUI NO TAXI! Ô MEU SANTO TRÁFEGO! — ela dizia apertando várias vezes o botão do elevador.

"- Ô, Beth!"

- TÔ CHEGANDO!! — ela confirmava descendo as escadas aos saltos.

Logo ela chegou na rua e o barulho começou. Beth estendeu a mão, tentando chamar um taxi.

"- Que barulho é esse?"

- Quê!? BARULHO? QUE BARULHO? EU NÃO ESTOU ESCUTANDO NADA!! — ela dizia correndo para o outro lado da rua em direção ao ponto de ônibus.

"- Ai, Beth! Não é possível esse trânsito todo!"

- AH, É QUE UM CAMINHÃO ENGUIÇOU ALI NA FRENTE!

"- Quê?"

- UM CAMINHÃO NÃO! UM TRATOR! UM HELICÓPTERO!! AI MEU DEUS, EXPLODIU!! — gritava chamando táxis e táxis.

"- E-explodiu?"

- É! TÁ PEGANDO FOGO!! FOGO!!

"- Fogo!?"

- APAGARAM! APAGARAM!!!!

Logo uma ambulância passou.

"AUAUAUAUAU!" — a sirene apitava.

"- O que é isso?"

- NADA! EU NÃO ESTOU OUVINDO NADA!!!!! — ela exclamava entrando no taxi.

"- É... é uma sirene?"

- NÃO! É... É UM LOBO!!

"- Um lobo?"

- É! UM LOBO!! NO... NO ÔNIBUS QUE PAROU AQUI DO LADO DO CARRO!!!

"- Um... um l-lobo no ônibus... ?"

- É! ISSO AÍ! — ela explicava — É... pro estúdio de gravação... — Beth explicava pro taxista.

"- Quê?"

- QUER DIZER... ER... É PRO ESTÚDIO DE GRAVAÇÃO STARK, NÉ, LEIVING??

"- É..."

- SÓ CONFIRMANDO MESMO! — ela berrou — Pros estúdios de gravação Stark — ela sussurrou para o taxista, que concordou com a cabeça.

"- E aí, Beth?"

- TÔ ENTRANDO NO ESTÚDIO! — dizia olhando pela janela do taxi nervosa — OLHA, DEI MEU PRIMEIRO PASSO DENTRO DO LOTE! UIA, ENTREI! ENTREI! RELAXA!

Logo o taxi estacionou em frente ao estúdio e Beth saiu apressada.

- Ei, ei! — o taxista chamou — A grana! Beth se virou. — Espera aí, você é Beth Sônea? — o taxista não acreditou. — Vai, vai! VOU DIZER PARA TODOS DA MINHA CASA QUE EU SERVI À BETH SÔNEA!

"- Beth?"

- TÔ NO ELEVADOR! TÁ SUBINDO, TÁ SUBINDO!!!

Ela correu e entrou no elevador do edifício.

"Porta abrindo. Porta fechando."

"- Quê? Disse alguma coisa?"

- Não, não disse nada! Ouviu alguma coisa?? Eu não!!!!!

"- Tá chegando?"

- TÔ ME APROXIMANDO DA PORTA! MINHA MÃO TÁ CHEGANDO NA MAÇANETA! CLAMA, CLAMA!

"- Clama?"

- É, CLAMA! — disse irônica.

Logo, o elevador emperrou.

- Ah, droga — Beth murmurou.

"- Que disse?"

- NADA! TÔ ABRINDO A PORTA! UHHH!!

"- Não está, não. Eu estou aqui na porta."

- AH! EU... EU... FUI NO BANHEIRO!! É! — ela disse apertando o botão de emergência, que começou a apitar.

"- Que barulho é esse?"

- SOU EU! Er... ESTOU CHAMANDO PÁSSAROS! ARARAAAAHHH!! ARARAAAAHHH!!

"- No... banheiro?"

- Hum... é...

Beth forçou a porta e a abriu. O elevador tinha parado na metade do andar. Beth escalou e subiu no chão.

- Ufa! TÔ CHEGANDO! TÔ REALMENTE CHEGANDO!!

Ela correu para a porta e entrou no estúdio correndo. Leiving a viu entrando e desligou o telefone.

- Cheguei! Cheguei...

Todos olharam para ela.

- Bem, — o diretor começou — eu tenho algo à dizer, agora que Beth Sônea chegou. — Arf, eu também tenho algo a dizer! Arf! — bufou Beth.

- Sim?

- Ai... Fala você primeiro! Arf! Eu fiquei sem fôlego! Ui... geralmente uso dublê...

- Pois bem, — continuou o diretor — das cenas 12 à 21 nós teremos de transferir as gravações para Os Ângelos, a cidade ao norte dos Estados Separados.

- O que? Por que? — questionou Leiving.

- Porque sim! E os astros terão de passar um tempo vivendo lá.

- Quanto tempo?

- Han... tipo... morar lá.

- Quê? Onde iremos ficar?? — indagou Beth.

- Isso é problema seu, querida Beth Sônea!

- Pô!

- E você? O que tinha a dizer, Beth?

- Ah... deviam dar um concerto básico no elevador social da direita.

- Mas, você não teve problemas com o elevador... — duvidou Leiving.

- Ah! Er... só por... precaução...!

- Er... tá bem... — estranhou o diretor — Agora todos em seus lugares! Preparados? Cena 11, take 1... AÇÃO!

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.