A Tale of Heroes and Villains

3 The story of a villain part. 2


Notas iniciais
Desculpem a pequena demora

Na manhã seguinte, depois de tudo que aconteceu, Regina levou Henry para a escola. Ela se despediu do filho com um simples beijo na bochecha e um "Tenha um bom dia".

No pátio do colégio, Henry avistou um garoto, encolhido em um cantinho escuro e afastado de todos. Ele não usava o uniforme. Trajava roupas sujas, meio antigas. Ele se aproximou e viu que o garoto choarava. Ele sentou ao lado do garoto, que ainda não havia percebido a presença dele.

― Hey, por que está chorando? ― perguntou Henry tocando no ombro do garoto que finalmente percebeu que havia alguém ao seu lado. Quando o menino se virou para olha-lo nos olhos, Henry quase se engasga. Ele era muito parecido com Regina, sua mãe. Tinha os mesmos cabelos cor de ébano cortado um pouco acima do ombros, os olhos castanhos escuros e a pele clara.

— Quem é você? — o estranho estava assustado, devia ter a mesma idade que Henry — Como consegue me ver?

Ele não entendeu a última pergunta do menino, mas quando olhou ao redor ninguém parecia notar a presença do garoto, alguns até olhavam para Henry como se fosse um maluco e estivesse falando com o nada.

— Me chamo Henry, e quanto a como consigo lhe ver, eu não sei. As pessoas parecem não notar sua presença aqui.

— É assim desde que eu cheguei. — ele fungou, limpando as lágrimas que caíam com as costas da mão.

— E como chegou aqui em StoryBrooke?

O menino olhou nos olhos de Henry com seus olhos vermelhos.

— Eu não sei. Estava durmindo quando ouvi uma ventania, e então ... — ele gaguejou, mas voltou a falar — Uma nuvem negra. Ela cobria tudo. Derrubava árvores. Quando me alcançou, eu perdi os sentidos e quando recobrei, estava no meio de uma estrada de pedra preta, havia algumas pessoas lá, porém, quando tentei falar com eles, era como se eles não me vissem, como se eu fosse invisível.

Ele voltou a chorar, estava em posição fetal, e enfiou a cabeça entre os joelhos. Sua situação era muito triste, mas o que mais chamou a atenção de Henry foi o modo como o garoto chegou na cidade.

— Acho que posso te ajudar quanto a questão das pessoas lhe verem. Ahn, qual seu nome?

O menino ergueu os olhos para Henry, eles brilhavam, não só pela lágrimas mas por saber que alguém iria lhe ajudar.

— Daniel.

FLASHBACK ON:

Após o parto Regina estava muito cansada e suada, então seu pai a levou para que pudesse se lavar. Ela colocou o filho em um berço ao lado da cama, e se retirou do quarto acompanhada do pai. Poucos minutos após a rainha ter saído, uma mulher entrou no recinto. Era uma das serviçais que havia ajudado no parto. Ela se aproximou do berço onde o bebê dormia e o pegou no colo.

― Você deveria ser meu filho, meu e dele. Mas aquela mulher entrou nas nossas vidas, e acabou com a minha felicidade. Agora eu vou acabar com a dela. ― a mulher retirou do meio de suas vestes uma faca, e quando estava prestes a enfiá-lá no coração da criança, mas algo parou.

A luz da lua que entrava no quarto iluminava o rosto do bebê, seus olhos castanhos brilhavam com curiosidade, observavam atentamente cada movimento da mulher. Ela largou a faca e pegou a criança nos braços.

— Tenho a impressão de que iremos nos dar bem meu pequeno Daniel.

FLASHBACK OFF:

No gabinete da prefeita, Emma, Branca, Encantado, Killian, Bela e Regina estavam reunidos tentando descobrir o que foi aquela misteriosa névoa que cobriu StoryBrooke na noite anterior. Até que Zangado entra gritando, chamando a atenção de todos.

― Ei vocês precisam ver isso! — falou o anão.

— Calma, o que houve Zangado? — Branca corre até o amigo para ver se ele está bem, parecia que tinha acabado de terminar uma maratona.

— Um... castelo... no bosque. — disse ele tentando recuperar o ar.

— Bem parece que aquela nuvem nos trouxe algo afinal, vamos lá dar uma olhadinha. — Emma já estava se retirando do gabinete quando Regina a chamou.

—Emma espere. Henry me mandou uma mensagem, parece além do castelo, ela também trouxe um menino.

— Um menino? — indagou David.

— Sim. Henry não entrou em detalhes, mas está levando ele para minha casa e quer passemos lá.

— Okay, nós duas vamos ver esse garoto e vocês vão para o castelo. — todos concordaram e em poucos segundos já estavam nos carros em direção ao seus destinos.

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No bosque, Bela olhava os enormes portões do castelo, feitos de carvalho escuro, as paredes eram feitas de obsidiana e as janelas de vidro eram tão escuras quanto a noite de um céu sem estrelas.

— Nunca vi um castelo assim. — disse Gancho.

Branco ficou ao lado do pirata e ficou observando a construção negra.

— Também não. David tente ligar para Regina e pergunte a ela se já viu algo parecido com este castelo!

— Já estou fazendo isso.

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Enquanto isso, em frente ao casarão da prefeita, o fusca amarelo de Emma estaciona, as duas descem do veículo e vão em direção a casa. No caminho o celular de Regina toca e ela o atende.

— Alô

— Regina, é o David. Nós já chegamos ao castelo e eu nunca vi algo do tipo.

— O que quer dizer com "nunca vi algo do tipo"?

— Ele é totalmente diferente de qualquer castelo que eu já vi, as paredes de obsidiana, os portões de carvalho negro e há uma árvore entalhada neles. Acho que é uma macieira, só que parece morta, os galhos secos e as maçãs estão caídas no chão e podres. Já viu algo assim em suas viagens?

O rosto dela ficou pálido, demorou alguns segundos até responder a pergunta.

— David aconteça o que acontecer, não entre no castelo. Tire Branca e outros daí imediatamente.

Desligou o celular e se virou para Emma que a encarava.

— O que foi? Por que você mandou meus pais saírem de lá? — a Salvadora estava confusa com o que a amiga havia mandado seu pai fazer.

— Acho que sei quem é o garoto que Henry encontrou.

Ela começou a correr para a casa e abriu a porta o mais rápido que pode.

— Henry, onde você está? Henry? — Emma ainda não entendia o porquê de Regina ter ficado tão preocupada após após a ligação.

Henry apareceu poucos segundos após ter escutado sua mãe o chamar. Assim que o viu, ela o puxou para um rápido abraço, o afastando à distância de um braço e com as mãos em seus ombros, perguntou:

— Onde ele está?

Henry olhou para a mãe sem entender o porquê de seu desespero. Quando ia responder a pergunta Daniel o interrompeu.

— Aqui. — ele havia trocado a roupa. Agora estava todo de preto, botas, calça, camisa e uma capa que parecia sugar toda a luz e alegria do lugar.

— Uou, como você trocou de roupa tão rápida?! — indaga Henry chocado.

— Com magia. — sua expressão estava diferente, não mais assustado e fraco, mas severo e poderoso.

— Quem é você? — Emma ergue os braços já se preparando no caso do bruxo fazer algo.

— Emma abaixe as mãos, magia de luz será inútil. — Regina encarava Daniel com profundidade — Ele é o Príncipe da Escuridão, e também meu filho.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.