A Surpresa
8 Capítulo 8 - A surpresa de verdade (parte 2)
Notas iniciais
O que eles pretendem fazer? Ai meu Deus tenho medo de saber o que é aquilo... Coitado de mim... Nunca fiz nada pra ninguém.
Hehehehe, eu tava doido pra chegar essa hora. Já tinha preparado tudo pra que ocorresse tudo perfeitamente. O nii-san que me perdoe, mas eu não poderia perder isso por nada. Ele anda muito cabeça quente esses dias. Hora de esfriar mais a cabeça, irmãozinho.
— Pessoas, levem esse condenado pro quintal. A Senhora Gracia disse que não quer sujeira em casa — Disse Winry, entusiasmada. Nós dois rimos muito no telefone planejando tudo isso. — Al, que demora é essa?
— Já vou, é que guardei lá no fundo. — Eu respondi, me apressando. Ela já estava ficando impaciente. Ah, como eu esperei por esse momento! O nii-san nunca vai se esquecer desse aniversário. Hehe.
--------OoOoOoOoO--------
Que demora do Al! Eu mal posso esperar. A gente combinou isso já faz algum tempo... quero que tudo saia perfeito! Tomara que ele chegue logo. Até lá, porque não abusar um certo alquimista imobilizado? Afinal não é sempre que surge uma oportunidade, não é verdade? Tenho que aproveitar. Hehehe.
— Ahhhh, mas vejam só! Não parece mais tão corajoso agora, não é Edinho? Está imobilizadinho! Não pode se mexeeer! — Falei, pirraçando.
— Winry, eu te juro! Quando eu sair daqui... — Ele disse, com uma cara enfezada e tentando se libertar, mas em vão. Ai como eu adoro abusar ele.
— Vai ter o que? Você vai me bater? Bateria em uma dama indefesa? — Eu respondi, ainda em tom de provocação.
— Dama indefesa... que piada! Você e aquela chave-inglesa juntas são o capeta! — Eu me irritei com esse comentariozinho infeliz.
— Você tem muita sorte de hoje ser seu aniversário, e de eu não ter a minha chave-inglesa aqui, caso contrário... — Eu falei, com uma veia saltando da testa. Mas logo sorri com astúcia. — Mas acho que posso te irritar mais um pouquinho como castigo.
— Ah é? — Ele falou, com deboche. — E como pretende fazer isso?
— Ed... posso fazer uma lista de coisas que te irritam — Eu dei uma risada. —mas o método que eu escolhi é esse!
Eu cheguei perto dele e comecei a caminhar com os dedos por cima do peito e pela barriga dele. Ele estava imobilizado, e sua expressão facial ficou branca.
— Winry, para! — Ele gritou, parecendo irritado. — Não faça isso! Você sabe que eu odeio isso!
— Isso? — Eu voltei a cutucar as costelas dele e ele deu uma risada leve e tentou mover o abdômen para a direção contrária de onde eu estava cutucando. Eu ri.
— Estou te avisando, pare! — Ele disse, em um tom de raiva e pânico. — Odeio que me façam cócegas!
— Tá, eu paro — falei entre risos. — Só queria te deixar irritadinho. Você sabe que te amo!
— Sei... — respondeu, dando um suspiro e assoprando a antena pra cima de novo, porque ela tinha caído.
— Winry, aqui está! — Al disse, trazendo cinco baldes cheios até a boca de balões de água.
--------OoOoOoOoO--------
Balões de água?! Balões de água?! Essa era a surpresa? Eu sinceramente não acredito que esse pessoal consiga ser tão infantil... Qual é gente já somos adolescentes! Essa brincadeira é um pouco infantil não acham?
— Balões de água?! Balões de água?! Essa era a surpresa? Eu sinceramente não acredito que esse pessoal consiga ser tão infantil... Qual é gente já somos adolescentes! Essa brincadeira é um pouco infantil não acham? — Falei exatamente o que pensei na hora. Eu falo o que eu penso. Bem... Na maioria das vezes.
— Ah, não seja tão chato — Ouvi Winry dar um risinho. — Eu e Al nos esforçamos pra fazer dessa festa especial pra você. Disso você nunca vai se esquecer e ainda vai ter uma historinha pra contar pros filhos! Não é legal?
— Esperem aí... Não me digam que vocês pretendem... — Eu travei na última palavra. Ah, eles não teriam essa coragem.
— Jogar isso tudo em você? — Perguntou Al, rindo. — Acertou, se foi isso que pensou.
Eu não acredito... Eles não teriam coragem... Teriam? Agora bateu um certo pânico. A primeira a pegar um balão foi a Winry. Aquela maquimaníaca desgraçada... Me paga.
— Podemos começar, Al? — Ela perguntou com uma cara de vitória.
— Claro! Quer ter as honras? — Ele perguntou, aquele traidor miserável...
— Com prazer! — Ela disse, se preparando.
“Ela não vai fazer isso... Ela não vai fazer isso... Ela não vai fazer isso...” Meu pensamento foi interrompido por uma bola que veio em minha direção, estourando em mim e me molhando bastante. Uma água fria. Ai, eu mato esses dois. Molhou minhas roupas, meu cabelo, até a minha cueca! Essa foi demais. A única coisa boa foi que molhou o marmanjo do coronel, que estava segurando o meu braço esquerdo, mas isso não diminui a pena daqueles malditos.
— Eu não acredito que vocês fizeram mesmo! Molharam as minhas roupas todas! Olha só isso! — Eu estava furioso com isso, e logo todo o salão começou a rir. Que lindo... Agora virei motivo de piada... — E vocês ainda ficam rindo da minha cara, é?!
— Ed, não estamos rindo de você — Disse Winry, entre risadas. — Estamos rindo com você!
— E eu tenho cara de estar rindo?! — Eu disse, exaltado. — Tem água até na minha cueca!
Nessa hora, todo mundo começou a rir. TODO mundo. Eu não resisti e acabei caindo na risada também. Não vale a pena ficar de mau humor... É só água, não é mesmo? Não machuca e quem sabe esfrie mesmo a minha cabeça. Winry pegou outro balão e mirou em mim, rindo. Estava com os movimentos fracos, porque rira tanto que sua força foi embora.
— Há! Você nunca que vai me acertar bamba desse jeito. Parece até que vai cair de tanto rir. Bem feito. — Eu falei com um sorriso vitorioso.
— Ah é? — Ela respondeu, jogando o balão. — Vamos ver se não!
Eu só senti o balão explodir em mim e a água se espalhar por partes variadas do meu corpo. Cabeça, peito, até nas pernas escorria. Tomara que quando isso tudo acabar não pensem que é outra coisa...
— Ei! Não é justo! — Eu falei, rindo um pouco. – Mas sabe que é até refrescante? Com esse sol eu é que ganho, há há!
— É mesmo — Ela falou, passando a mão na testa ligeiramente suada. — Não é justo só você se divertir! Coronel e subordinados, podem colocar o Ed no chão. — Ela disse, e eles ficaram surpresos, mas me colocaram no chão. Ela cochichou alguma coisa no ouvido de Al, e os dois riram. Ela está tramando alguma coisa...
— É guerraaaa! Cada um por si! — Ela disse, pegando um balde e saindo correndo com Al pra um canto.
Os outros se entreolharam e depois entenderam a ideia, fazendo o mesmo. Mal reconhecia a tenente Hawkeye. Ela parecia uma criança de novo e foi a primeira a pegar um balde. Era divertido ver ela assim. Até o coronel eu admito que me pareceu mais criança. Todo mundo parecia que tinha a mesma idade. Começaram a voar balões de água pra todos os lados. Muitas pessoas queriam ser atingidas e se jogavam na frente dos balões, e quanto estes as atingiam, elas caíam no chão e fingiam estar feridas, só dando margem para mais uma remessa de balões vindos de todos os lados. Foi muito divertido. Brincamos muito, até que acabaram todos os balões. Depois que acabaram, começamos a rir do estado uns dos outros. Todos rimos e eu deitei na grama pra descansar, e Winry, que estava do meu lado, fez o mesmo. Ficamos rindo lá, e depois de um tempo paramos e respiramos fundo em um suspiro. Foi o melhor aniversário que eu já tive. Ainda estava molhado, mas estava feliz. Winry se sentou na grama, ao meu lado, e sorriu pra mim. Ela fica linda sorrindo. Porque eu fico reparando nisso?
— E aí, gostou da sua festa? Eu e o Al que planejamos. — Ela ainda estava sorrindo. Eu sorri de volta.
— Adorei. Foi o melhor aniversário que eu já tive. — Eu disse, colocando os braços atrás da cabeça. — Não precisava ter feito tudo isso. Na verdade pensei que você já tivesse esquecido a muito tempo.
Winry olhou pra mim com olhos que não consegui definir exatamente o que demonstravam. Estavam sérios, levemente irritados, talvez uma pitadinha de pânico, não sei. Focaram em mim rapidamente, e logo aqueles olhos azuis me dominaram com receio.
— Ed, vem cá, eu um presente especial pra você. — Ela disse, sorrindo de canto. Eu não acredito. Ela não precisava ter esse trabalho todo por mim!
— Winry, a festa já foi o melhor presente que eu recebi! Não precisava se incomodar em comprar um presente. — Eu disse, sorrindo. Nossa, como ela se preocupa.
— Vem logo, espero que goste. — Ela disse, sorrindo e se levantando.
Eu me levantei. Agora ela tinha despertado a minha curiosidade. Ainda estávamos molhados, e ela foi me levanto até o quintal dos fundos. O que será que ela vai me dar?
Notas finais
fui o// b29;
Fale com o autor