A Surpresa
6 Capítulo 6 - Valsando ao ritmo da música
Notas iniciais
Winry literalmente me arrastou para o centro da sala, e começou a dançar. Ela até que dançava bem, mas desconsidere minha opinião quanto à isso, porque não entendo nada de dança. Eu olhei em volta, e todos me olhavam com o rabo do olho, sorrindo e sem parar de dançar. Aposto que esperavam que eu dançasse também. Bom, o que eu tinha a perder? Comecei a me mexer um pouco, rebolando às vezes pra lá e pra cá, de um lado pro outro. Nossa, devia estar ridículo... Winry olhou pra mim, ainda dançando, e sorriu.
— É assim que se faz, alquimista! — Ela disse, rebolando e fazendo uns passos bem legais.
Eu me encorajei com aquele elogio e arrisquei dançar mais espontaneamente. Agora estava me sentindo mais relaxado e menos ridículo. Al olhou pra mim e sorriu.
— Isso aí, nii-san! — Ele disse, dançando.
Meu Deus, se até o Al, que é uma armadura enorme não tem vergonha de dançar, porque eu tenho?! Ah, essa foi a gota d'água. Fui até o centro da "pista de dança" com Winry, sem medo de ser feliz, e comecei a dançar de verdade. Até rebolei e fiz uns passos iguais aos do Maicou Jéquisson, tirando onda. Winry me olhou surpresa.
— Ed?! É você mesmo? — Ela me perguntou, rindo um pouco vendo a minha mudança.
— Em carne, osso e auto-mail, baby! — Eu respondi, fazendo essa pose:
[N/A: Dá pra imaginar? huashuahuas]
É, acho que não estava batendo muito bem da bola naquele momento... Mas quem se importa? Estava muito divertido! Nunca dancei assim na minha vida.
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Que bom que o Ed começou a dançar! Ele nem parece ele mesmo. Agora seria a hora perfeita pra fazer o que a Winry me pediu pra fazer. Ela não perde mesmo a oportunidade, hihihi. Hora de trocar o CD. Soltei a Elycia e fui de fininho até o rádio, pegando o CD que estava ao lado.
— Mamãe, o que está fazendo? — A Elycia me perguntou baixinho, estranhando o jeito que me afastei do pessoal que estava na "pista de dança". Eu sorri.
— Estou em uma missão! Vou trocar os CDs agora, a pedido de Winry, ok? — Eu pisquei olho pra ela e sorri, e ela riu baixinho.
— Ok! — Ela sussurrou para mim, e eu finalmente consegui trocar os CDs. A festa finalmente havia começado!
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O-o-o que está acontecendo? Do nada a música divertida parou e começou a tocar uma música lenta? Daquelas de dançar coladinho? O que foi isso? Winry ouviu a música e começou a olhar pra mim na expectativa, um pouco corada. Mas o que ela estava esperando de mim, meu Deus? Eu não sei dançar valsa! Aaai, mas eu mereço... Quem foi que trocou a música? Foi proposital?! Não faço a mínima ideia! Eu sou a vítima!! *pânico*
— Ed, você quer dançar comigo? — Ouvi Winry me perguntar, corada e sorrindo.
Todos novamente me olhavam com o rabo do olho. Um homem de verdade não seria capaz de recusar. Mas acontece que eu não era um homem ainda, era só um garoto.
— Winry... Acontece... Que eu nunca dancei valsa na vida, então não sei. — Tentei dar essa desculpa, mas ela me olhou sorrindo.
— Ora, veja que coincidência, eu também não. Então não temos nada a perder, não é mesmo? — Ela disse, olhando pra mim. Agora eu não tinha pra onde correr.
Vai, seu fresco, vai! O que você tem a perder? Vai lá! Parte de mim quer dançar, mas meu orgulho ainda me deixa com receio. Maldito orgulho, vou mandar você pro espaço!
— Tu-tudo bem. — Eu disse, não ouvindo o que tinha dito. Ela sorriu feliz e se aproximou de mim, ficando à minha frente.
O que foi que eu fiz?! O que foi que eu fiz?! Aaaah, não creio que fui tão idiota! Eu não sei dançar! Mas se eu recusar agora vou magoá-la, não tenho escolha. Vou ter que improvisar.
— Ed, segure na minha cintura. — Winry disse ao meu ouvido, colocando a mão no meu ombro.
— O-o quê? — Eu disse sussurrando, em tom de pânico.
— Segure! — Ela disse, sussurrando, mas ainda em tom imperativo. Eu coloquei a mão na cintura dela.
Ai, o que eu faço? Nunca peguei na cintura de uma garota antes! Eu não sabia o que fazer, por isso olhei pra ela em pânico. Ela riu um pouco.
— Ed, pra quê esse pânico? Você me guia na valsa. Eu vou onde você me levar. — Ela disse, sussurrando em meu ouvido.
Ai, o que ela quis dizer com isso? Maldito duplo sentido em minha mente... Eu, sem saber, comecei a dançar com ela pela sala. Eu não sabia o que estava fazendo, mas pelo pouco que sabia sobre dança sabia que eram “dois pra lá e dois pra cá”, e assim fui seguindo, um pouco desajeitado. Droga, acabei pisando no pé dela.
— Ai, você pisou no meu pé! — Ela gemeu um pouco.
— D-desculpe, Winry! — Eu disse, ainda em pânico.
— Tudo bem, Ed. — Ela disse, rindo um pouco. — Você está aprendendo.
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Santo Deus, o do Aço definitivamente precisa de ajuda. Ele com certeza nunca dançou na vida, e como essa pode ser a primeira e última dança que ele vai ter, é melhor dar um apoio.
— Tenente — Eu sussurrei no ouvido dela, e ela olhou pra mim. — Precisamos ajudar o do Aço.
— E como pretende fazer isso, Coronel? — Ela me perguntou sorrindo. Eu sorri e peguei a mão dela.
— Aceita me acompanhar em uma dança? — Eu perguntei, sorrindo. Ela pareceu meio surpresa com minha cantada. Ora, poderia usar a situação a meu favor também, não é?
— Co-coronel! — Ela disse, ainda um pouco surpresa.
— Ah, vamos! Ele precisa ver pra saber como é. — Eu justifiquei o meu pedido, apesar de saber que não era só ajudar o do Aço que eu queria.
— Tudo bem, mas só uma dança. — Ela disse, deixando-me levá-la até o centro da sala, junto do do Aço. — Mas nada de gracinhas!
— Ok, sem gracinhas. — Eu disse, sorrindo.
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Ora, não é que o Coronel resolveu finalmente chamar a Hawkeye pra dançar? Isso seria bom, pelo menos eu teria alguma referência. Comecei a olhar e imitar o que ele fazia. Até levantei a Winry pela cintura no ar! Ela pareceu ter gostado, porque deu uma risada. Essa dança estava tão boa, eu estava adorando. E a Winry também parecia estar gostando.
— Essa é a melhor dança que eu já tive — Ela disse sorrindo.
— Essa é a única dança que você já teve. — Eu acrescentei e ri.
— Mas é a melhor, de qualquer jeito! — Ela disse, rindo.
Continuamos a dançar pela sala. Essa deveria ser a melhor festa de aniversário da minha vida.
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Ei, o do Aço e o Coronel começaram a dançar! Ai, eu sempre fico sobrando... Mas não dessa vez! Ainda tem uma garota sobrando, e é a minha garota. Ela é tão estudiosa e bonita... Gosta de ler igual a mim e até usa óculos iguais aos meus! Fomos feitos um pro outro. Mas agora só falta coragem para chamá-la para dançar. Vai, seu tonto, vai! Tá bom, eu vou! Afinal, não tenho nada a perder. Ajeitei o cabelo, fui até ela e peguei a sua mão.
— Sheska... Vo-vo-você aceita dançar comigo? — Senti meu rosto corar e o coração bater mais forte, porém nada iria me impedir de chamá-la pra dançar.
Ela pareceu surpresa. Eu fechei os olhos, me preparando para receber um não e outros desaforos pela minha ousadia, mas em vez de tudo isso eu ouvi ela dizer:
— Pensei que nunca viria me chamar, Fuery.
Eu abri os olhos e a vi sorrindo, corada. Será mesmo? Eu consegui? Ainda não conseguia acreditar. Então me aproximei dela envergonhado e olhei para seu rosto, ainda um pouco corado. Éramos da mesma altura, então ficamos frente a frente. Pedi permissão para colocar a minha mão em sua cintura, e ela me concedeu, sorrindo. Dançamos felizes, e parece que todas as aulas de dança que a minha mãe me obrigou a fazer tinham valido a pena. Esse deveria ser o dia mais feliz da minha vida.
—CONTINUA—
Notas finais
E quanto a Fuery e Sheska, ai eu acho que eles formam o casal perfeito! São tããão lindinhos
Bom, no próximo cap nós vamos sair desse clima romântico e entrar de novo em clima de festa! Não percam!
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