A Surpresa
5 Capítulo 5 - Uma briga, música e DANÇA!
Notas iniciais
Esse Alphonse... todo aquele tempo me fazendo de bobo. E eu pensando que ele tinha esquecido... aquele safado tava era me preparando uma festa surpresa. Mas a Winry se lembrar? Isso sim era uma surpresa pra mim. Eu pensava que ela estava só ligando para o meu auto-mail, mas parece que estava errado. Nossa... não devia tê-la julgado dessa maneira... chego a sentir certa culpa e... não acredito! Ela me trouxe torta de maçã! Ai, eu adoro a torta de maçã dela! Huuum, já posso até sentir o cheiro. Tenho certeza que foi o Al quem fez aquele cartaz lindo e colorido pendurado bem ali, em cima da mesa.
— Al, você... armou tudo isso bem debaixo do meu nariz? — Eu disse, ainda incrédulo no que via.
— Eeeeeeeu? Nããããão, nii-san, nunca armaria a melhor festa de aniversário da sua vida bem debaixo do seu nariz. — Al fez uma prezepada e eu ri.
— Você não toma jeito mesmo... — Eu disse, rindo. Esse meu irmão...
Coronel?! Até você por aqui?! Só veio para comer, eu suponho, ou porque o Al o chamou. Não é que ele trouxe os subordinados? Mas parece bem animado, não sei porquê. Devem estar tramando alguma coisa, imagino. Até a Sheska veio! Poxa, que legal. Aposto que minha cara deve estar bem engraçada... ou melhor dizendo, devo estar com cara de abestalhado.
— Parabéns, Ed! Felicidades! — Disse Winry, e veio me abraçar.
Minha cara ficou vermelha... droga. Porque sempre fico assim perto dela? Ouvi o tosco do Coronel rir da minha cara atrás... que belo presente...
— O que foi, do Aço? Não resiste em ser abraçado por uma garota? — Ele disse, com aquela cara de tacho de sempre, me provocando. Resolvi responder à altura.
— É melhor não resistir ser abraçado por uma do que não ser sequer abraçado por uma, não concorda Coronel? — Eu disse, provocando-o. Ele riu irônico.
— Saiba, do Aço, que sou sim abraçado, diferente de você, por várias mulheres. — Ele disse com o maior orgulho, aquele palito de fósforo metido a besta. Eu ri um pouco.
— Uma fala interessante para um solteirão de 29 anos, não é coronel? — Eu olhei para a cara dele e vi que ele tinha sido pego de surpresa. — E isso não só mostra o quanto você é mulherengo e apelão, Coronel? Ou apenas demonstra um pequeno desejo de sempre querer se sentir por cima da carne seca? — Respondi com o máximo tom de pirraça que consegui.
Ele olhou pra mim irritado. Parecia que eu tinha pegado lá fundo, que ótimo. Ele depois riu sarcástico, o que eu não entendi direito.
— Melhor almejar o topo do que ter um complexo de altura. Tem uma calçada ali na frente, não é, do Aço? Deu muito trabalho para subir nela, ou finalmente comprou o equipamento de alpinismo que eu recomendei? — Me enfureci tremendamente com aquele comentariozinho infeliz.
— QUEM VOCÊ ESTÁ FALANDO QUE É MENOR DO QUE UM GRÃOZINHO DE AREIA NAS COSTAS DE UMA FORMIGA, HEIN, SEU PALITO DE FÓSFORO METIDO A BESTA?!?!
Eu estava explodindo de raiva, quando vi a tenente puxar a orelha do Coronel e parei surpreso.
— Coronel, hoje é o aniversário de Edward, então pare de colocar pilha.
— Mas tenente... AI! — Ela puxou a orelha dele e ele gemeu.
— Nada de “mas”, vamos comer uns salgadinhos para você sossegar. — Ela levou ele pela orelha até a mesa dos comes e bebes, enquanto ele gemia.
Eu ri alto, ai que cena maravilhosa! Cada gemido dele era música para os meus ouvidos.
— Ora, ora! Não parece mais tão esperto agora, não é Coronel?
Pra quê eu fui dizer isso... assim que eu terminei de falar, senti um puxão forte na orelha que me obrigou a ir na direção de sua origem. Foi Winry que puxou a minha orelha, e tinha doído pra caramba.
— E você, pare de provocar o Coronel. É o seu aniversário e não queremos nenhuma briga.
— Ai ai ai! Tá bom, tá bom! Pode largar a minha orelha! — Eu disse e ela soltou e sorriu. Aaai, doeu! E o pior foi ter que ver o sorrisinho de satisfação na cara do Coronel.
A senhora Gracia foi até a sua caixa de som e colocou um CD com umas músicas bem legais.
— Vamos começar logo essa festa! — Ela disse sorrindo, e se dirigiu ao centro da sala e começou a dançar com a Elicya.
As duas pareciam estar se divertindo, e logo o Coronel, Riza, os subordinados do Coronel, Winry, Sheska e até Al decidiram se juntar à elas e dançar. Bom, eu prefiro comer do que dançar, por isso fui até a mesa dos comes e bebes. Provei alguns salgadinhos, e estavam simplesmente maravilhosos.
— E aí? Gostou dos salgadinhos que eu fiz pra você?
Eu olhei pra trás e vi que foi Winry quem me perguntou.
— Foi você que fez? Mesmo? — Eu disse de boca cheia, incrédulo. Não sabia que ela cozinhava tão bem.
— Sim, por quê? Pensou que eu só fazia torta de maçã? — Eu assenti com a cabeça, meio encabulado. Ela suspirou.
— Já esperava... você nunca enxerga o meu potencial mesmo.
— Isso não é verdade! — Eu parei um pouco, percebendo que minha voz tinha saído muito alta. — Eu só... não comento.
Ela olhou pra mim, sorriu e... corou?! Porque coraria?!
Ficamos em silêncio por alguns minutos. Eu tinha que falar alguma coisa para quebrar o gelo.
— Seus salgadinhos — Eu disse, sem pensar. — estão uma delícia, Winry. Muito bons mesmo.
Eu vi os olhos dela brilharem de felicidade ao ouvir o meu elogio.
— Sério, Ed? Acha mesmo? — Ela disse tão feliz que me fez sorrir também.
— É... — Eu falei, dando um sorriso amarelo. — ... acho.
Ela deu pulinhos de alegria e me puxou pelo braço em direção ao centro da sala.
— Vem, vamos dançar! — Ela disse, e eu gelei.
— M-mas Winry, eu não sei dançar! — Eu disse, em pânico.
— E você acha que alguém aqui sabe? — Ela riu olhando envolta da sala, onde todos criavam seus próprios passos. — Deixa de frescura e vem logo!
Notas finais
Bom,tudo que eu peço são algumas reviews e se gostarem algumas recomendações, se não for pedir demais. Me deixa feliz e dá Nyah! Cash e experiência, não é a perfeita troca equivalente? xD Abraços o/
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