A Summers Love Story
8 Capítulo 8: Caindo
Notas iniciais
Alguém lembra que eu falei que as coisas estavam indo para dar uma movimentada em summers? Pois é, começa aqui agora xD
Espero que todos aproveitem a leitura!
Capítulo mais uma vez revisado pela minha queria chara Anjo Setsuna!
Capítulo 8: Caindo
Deixou seus pés o levarem por uma trilha de terra qualquer de forma descuidada, ele não conhecia Kyoto tão bem para sair andando por qualquer lugar sem pensar, mas naquele momento, Naruto apenas não estava se importando de ter um segundo pensamento para as suas ações, a única coisa que precisava era de um pouco de paz para respirar sem que se sentisse sufocado.
Tantas coisas vinham acontecendo, como seu mundo poderia ter mudado tão drasticamente em tão pouco tempo? Ele não tinha uma resposta, e mesmo se tivesse não via nenhuma utilidade em possuí-la.
O fato de estar escurecendo mal era registrado pela mente nebulosa do louro, que no momento pensava em seguir um rumo diferente do que estava trilhando em sua vida. O que fazer? Aceitar a oferta do Uchiha mais velho? Mesmo que seu pai estivesse disposto em aceitá-lo novamente como filho, sabia que pagar uma faculdade tão cara quanto a que Itachi estava oferecendo era extremamente fora de mão. Eles possuíam uma vida boa, mas não eram ricos. Seu padrinho sempre fora um mão de vaca e mesmo se o velho estivesse disposto a ajudá-lo com sua formação acadêmica, ele não iria fazer tal pedido abusivo como esse ao ero-sennin.
Sasuke?! Qualquer pensamento de estar de qualquer forma ligado a ele novamente o enojava, como ele poderia ter sido tão estúpido? Com apenas uma escolha que provavelmente o moreno nem deve ter pensado duas vezes antes de agir, conseguiu desgraçar a sua vida tranquila. Para aceitar tal oferta, Naruto teria que estar disposto a encarar o moreno, mesmo com as garantias de Itachi, ele sabia que esse momento chegaria se fosse trabalhar na empresa Sharingan.
– Porra! – resmungou chutando uma pedrinha no caminho. – Por que isso tinha que acontecer comi-?
Como dizem, quando as coisas estão ruins tendem muito a piorar então sentiu um pesado pingo d’água lhe atingir o rosto.
– Merda... – disse entre os dentes levando a mão até a bochecha e limpando a gota ao mesmo tempo em que olhava pro céu só então notando as nuvens negras e os relâmpagos que havia tomando conta do céu azul de horas mais cedo.
Naruto deu um passo para trás para retornar, ele podia sentir o pânico começar a brotar em seu peito e quando dera meia volta, percebeu que na realidade não sabia dizer em que parte do enorme bosque se encontrava.
– Ah n-não! – choramingou ao sentir a frequência dos pingos de chuva aumentar iniciando a tempestade que estava por vir. – Não, não, não! NÃO!
–//--//-
Mesmo depois de ter sido rejeitado Sai havia pegado um guarda-chuva e partido em direção à casa do velho sennin assim que notou as nuvens se formando, mesmo com o coração partido, o moreno não poderia deixar de se preocupar com aquele tolo.
Chegou na casa de Jiraya no mesmo momento em que a chuva começara a cair e quando estava dentro dos limites do jardim da casa do escritor reparou que, o sennin estava saindo pela varanda debaixo de um guarda-chuva e estranhou a atitude do homem, pois sabia que o velho não abandonaria seu afilhado conhecendo seus medos.
– Ah! Sai! – cumprimentou o homem de forma exasperada.
– Aconteceu alguma coisa Jiraya-sama? – perguntou ele olhando para casa. – Está tudo bem para deixá-lo? Essa chuva logo se tornará uma tempestade!
– É complicado, mas... Naruto saiu de casa há algumas horas atrás e não retornou. Você sabe, eu estou preocupado com aquele moleque. Ele foi para o bosque e ele não tem o costume de se aventurar sozinho na mata... – sua voz estava carregada de preocupação ao explicar para o pintor sobre a situação.
Jiraya franziu a testa por debaixo do guarda-chuva, sabia que o louro estaria em apuros se continuasse sozinho na chuva.
– Eu vou buscá-lo Jiraya-sama, eu o trarei de volta!
Sai estava decidido, olhou sério para Jiraya pedindo sua aprovação, iria fazer de tudo para trazer Naruto são e salvo.
– Ok, traga-o pra casa... Eu pedirei reforços... Tenho medo de que possa acontecer algo... – Jiraya fez menção de voltar para casa, mas antes encarou Sai com seriedade em seus olhos. – Tome cuidado Sai.
– Ryokai!¹ – o moreno balançou a cabeça afirmativamente e em seguida desapareceu entre a neblina forte que se estendia por todo o jardim.
–//--//-
Em pânico, correu em qualquer direção sem olhar para aonde ia, ele apenas queria ir pra algum lugar aonde tivesse alguém que pudesse ajudá-lo. Céus! Tinha tanto medo!
Seus pulmões ardiam tanto que Naruto mal conseguia respirar, seus olhos estavam embaçados prejudicando ainda mais sua visibilidade da estrada, que já não era boa por causa da névoa e da chuva que desabava sem piedade, e ainda por cima estava encharcado até os ossos.
– Droga! Só mais um pouco... – falou ele para si tentando se consolar, pois sabia que não era verdade, sabia que não estava chegando a lugar algum. Suas pernas estavam tão pesadas de tanto correr, não sabia dizer até quando conseguiria continuar lutando, tirando que o gesso encharcado estava pesado e seu braço estava começando a ficar dolorido.
– ARGH! – gritou ele ao escorregar na lama.
Para piorar sua situação, o louro havia pisado de mau jeito na beirada de um barranco. Ele estava escorregando morro abaixo até que se agarrou ao tronco de uma árvore por puro reflexo.
Fechou seus olhos cerrando o maxilar ao sentir muita dor no seu braço direito, Naruto tinha certeza que o osso fraturado tinha se partido novamente.
– Droga, isso não está acontecendo comigo...
O louro podia ouvir o barulho de água e sabia que não era da chuva, suas pernas não estavam apoiadas em nada, não havia terra sob elas... Naruto sabia que estava ferrado.
Aos poucos ele abriu os olhos engolindo em seco, olhou para baixo e viu que estava segurando em uma árvore média bem na borda de um penhasco de uma cachoeira, qualquer movimento errado e ele cairia sendo levado pela correnteza forte da chuva.
– Eu vou morrer... – admitiu enquanto se esforçava para puxar suas pernas para cima, mas o movimento fez com que a árvore se inclinasse um pouco. – Essa árvore, se eu me mexer...
A árvore não aguentaria seu peso, era lama demais e o solo encharcado não ajudava em nada na situação.
Naruto abraçou o tronco como mais força, fazendo o máximo possível para ficar parado e não escorregar. Agora, só lhe restava rezar para que alguém o encontrasse antes que ele caísse ou morresse de hipotermia.
–//--//-
Pela escotilha do avião Minato podia ver a chuva forte que desabava na cidade de Kyoto. Não deixou de ficar preocupado com esse fato e mais uma vez se sentiu culpado, esqueceu que nessa época do ano as tempestades de verão eram frequentes, enviara seu filho para um castigo que não merecia sem se dar conta.
“Naruto... Espero que me perdoe por ser um babaca...” – refletiu triste fechando a escotilha tentando relaxar em meio as pequenas turbulências daquela viagem.
“Estou chegando meu filho...” – pensou ele sentindo um friozinho em sua barriga. – “Tudo voltará a ser como antes...”
Mentia a si mesmo, sabia que o antes era totalmente diferente do agora após tudo que seu filho passara, mas ainda sim o queria em sua casa, um rindo da idiotice do outro, tomar café juntos...
Naruto sempre fora tão energético! Sentia imensamente saudades de toda aquela energia!
Minato se lembrava de quando seu filho ainda era pequenino, aquele garotinho do papai tinha crescido tão depressa...
– Né? Nato! Naru-chan quer ir comer ramen! – ainda podia se lembrar de seu bebê fazendo beicinho e cruzando os braços como se fosse gente grande.
Ou de quando chegava todo machucado da escolinha junto com um bilhete convocando-o para uma reunião de pais.
Ainda mais engraçado fora o momento que ele descobriu que Minato era o papai Noel após pegá-lo com a boca na botija enquanto colocava o presente debaixo da árvore de Natal.
Eram tantas lembranças boas... Que de certa forma, conseguia apaziguar um pouco as ruins.
Como quando sua mãe havia morrido ou como Minato se tornara ausente após se culpar.
E teve aquele momento horrível em sua vida em que perdera o emprego e seus cartões de créditos haviam sido bloqueados, quase ficaram sem o que comer...
Com tantos problemas Naruto teve uma úlcera estomacal de tanto estresse ficando internado por mais de uma semana.
Momentos bons e ruins... Faziam parte de qualquer família.
Mas por que estava se sentindo dessa forma? Por que estava se lembrando de tanta coisa da infância de seu filho?
Minato não poderia nem sequer imaginar o quão cruel era esse castigo involuntário.
–//--//-
Sai corria olhando para todos os lados enquanto gritava a procura do louro. Ele tentava capturar qualquer dica de uma blusa laranja entre o nevoeiro, mas era em vão, não conseguia achá-lo.
– NARUTO! – o pintor já estava começando a amaldiçoar a chuva. – Droga! Para onde o sem-pinto foi?
Sai parou de correr, havia um lugar que ele não havia verificado ainda, o lugar que ele evitara durante anos e de todos os lugares que o louro poderia ter ido, ele esperava que Naruto não tivesse ido para lá.
Tinha más recordações daquele lado do bosque e realmente não desejava mais uma para se juntar a memória triste que guardava com tanto desprezo.
Sai fazia questão de manter aquela memória, mesmo que a odiasse mais que qualquer coisa, só para se lembrar de seu maior erro e de sua covardia, de que um dia falhou e perdera tudo por causa de seu fracasso e suas emoções tolas. E por causa daquele maldito lugar ele havia se fechado e se não fosse pelo louro, provavelmente para sempre! Por isso, ele não poderia perdê-lo. Não permitiria que tal coisa acontecesse, nem que tivesse que trocar a sua vida pela do sem-pinto.
O pintor havia prometido a Jiraya que iria levá-lo para casa e ele iria cumprir, acontecesse o que acontecesse não iria fraquejar novamente, iria protegê-lo com unhas e dentes.
Voltou a correr em direção a aquele lugar amaldiçoado, com seu coração disparado, fazia tanto tempo que não experimentava essa sensação de ansiedade...
E quanto mais próximo era do lugar, mais Sai poderia sentir o sangue latejando em sua cabeça. E mesmo que a única coisa que ele quisesse fazer era se distanciar dali, continuou, até que o som da cachoeira podia ser ouvido por ele.
–//--//-
Naruto estava batendo queixo incontrolavelmente de tanto frio que estava sentindo, seu corpo estava começando a ficar dormente dificultando para ele conseguir manter-se seguro na árvore. Seu pânico devido a chuva há muito o abandonara deixando um outro tipo de medo muito maior. Ele sabia que iria morrer, que não adiantava, que mais cedo ou mais tarde perderia suas forças e cairia...
– NARUTO! Onde você está seu idiota!?
O louro ouviu sem acreditar em seus ouvidos. Sorriu com a possibilidade de sobreviver, de poder recomeçar, renascer, mas e se fosse apenas sua mente pregando peças?
– NARUTO?
Ouviu novamente reconhecendo a voz de Sai e se esforçou para responder.
– Estou aqui... – mas sua voz saiu fraca, o moreno nunca o escutaria...
– Narutooo?
– Droga, eu estou aqui... Estou aqui, aqui! – respondeu pondo-se a chorar desesperado rompendo-se em soluços descontroláveis.
O loiro olhou ao redor em busca de algo que pudesse o ajudar e avistara algumas pedrinhas, ele estendeu o braço quebrado e dolorido, mas não conseguiu fechar os dedos para pegá-las. Naruto teria que utilizar o braço bom, mas ele cairia...
Com muito custo ele apoiou o braço ruim em volta da árvore, a dor o atingiu com tudo, sabia que não suportaria a dor por muito tempo, agarrou as pedras e jogou uma tentando alcançar o barranco para chamar a atenção de Sai, mas sem forças no braço esquerdo por não ser o seu braço dominante, a pedrinha voltará a cair sem alcançar a superfície do barranco.
– Vamos, só mais um pouco... – com uma última tentativa, jogou outra com mais força que a anterior quase caindo no processo com o esforço e conseguindo atingir a parte superior do barranco.
– Sai, por favor... – ele pediu tentando se segurar. Estava quase perdendo o resto de equilíbrio, teve que se esforçar muito para ter êxito em jogar a pedra.
– Droga! Naruto!? Como você caiu aí? – perguntou Sai desesperado. – Segura aí, vou tentar te puxar!
–//--//-
Sai já estava quase sem esperança de encontrá-lo quando uma pedrinha tinha voado para a estrada quase passando despercebido por ele. Seu coração deu um pulo, e em negação, ele se debruçou na lama para olhar para baixo do barranco.
Naruto estava dependurando agarrado a árvore próxima a queda d’água da cachoeira, seu rosto demonstrava a agonia em que o menino se encontrava, ele sabia que se não fosse rápido Naruto cairia. O louro parecia já estar em seu limite, não daria tempo de chamar ajuda...
– Droga! Naruto!? Como você caiu aí? – perguntou ele se desesperando com a situação, de todos os lugares que ele tinha que cair, tinha que ser logo ali? – Segura aí, vou tentar te puxar!
Sai se levantou, jogou sua blusa de frio no chão junto com o guarda-chuva e começou a descer vagarosamente o barranco até ficar próximo do louro, ainda existia um espaço de aproximadamente um metro entre eles, mas o restante do barranco era muito íngreme para ele ir e ainda conseguir puxar o louro.
Sai apoiou-se na parte mais reta e firme do solo e com mais espaço para se apoiar após pular com louro sem que caísse na cachoeira, abraçou uma árvore que julgou ser firme para aguentar o peso de ambos e estendeu o outro braço para o louro.
– Naruto, eu preciso que você agarre meu braço e pule, está me entendendo? – gritou pra o louro.
– Eu não vou conseguir... – respondeu para Sai que quase não conseguiu ouvi-lo.
– Confie em mim! Nós vamos conseguir!
– Mas Sai?! – contestou, observando o braço ainda esticado do moreno. E se o pintor caísse também?
– Se apoia na árvore com o braço bom e me estenda o outro, eu irei puxá-lo pelo antebraço. – explicou Sai.
– O-ok... – Naruto se esforçou para apoiar e esticar o braço fraturado para o moreno para que esse pudesse o alcançar.
– Só mais um pouco... – Sai resmungou tentando manter a calma.
Estava quase conseguindo pegá-lo pelo antebraço quando a árvore em que o louro estava apoiado cedeu do terreno.
– NÃO! NARUTO!
– AH! SAI!
O pintor o viu caindo em câmera lenta, ainda fez uma última tentativa sem sucesso de agarrá-lo, só conseguindo puxar o gesso molhado fora de seu braço.
Da mesma forma que antes, caindo, caindo...
E ele nunca percebeu que o desenho que havia feito no gesso havia estragado...
Nota: Ryokai = Afirmativo, ou um ok mais formal, em inglês é falado como Roger.
Notas finais
Ah! Para quem não sabe, está rolando uma rifa no Onigiri Ramen, a rifa custa R$ 5,00, ou seja, você doa e concorre ao sorteio. O premio é um doujinshi R-18 SasuNaru, será sorteado dia 04 de março!^^
Leiam mais no site http://onigiriramen.com
Ah! E aproveitem as inúmeras atualizações do site, ok? ♥
Ja ne!
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