A Summers Love Story

7 Capítulo 7: Demônios


Notas iniciais
Novo capítulo de A Summer's love Story para vocês!
Aproveitem!
Beta: Anjo Setsuna!^^
Capítulo 7: Demônios

Como poderia passar por aquilo novamente? Bem; ele não sabia; se tivesse Naruto não estaria a quase uma hora tomando um banho de ducha fria para ajudá-lo a esfriar a cabeça. Em algum momento enquanto estava usufruindo a companhia de Sai começou a se sentir quente, um calor que vinha do peito e se espalhava pelo seu corpo, a sensação era extremamente boa e o fez se sentir vivo como nunca se sentira antes. Mas isso o assustou e acabou por fugir, negou-se a se aproveitar de algo tão puro como o que sentiu há pouco.

Foi no mínimo inesperado. Enquanto estava ali, sentado entre suas pernas com a cabeça repousada em seu peito, apreciou a sensação de segurança que o confortava deixando-o grogue de sono em seus braços. Neste momento, a qual se encontrava tão a vontade, sentiu a ponta do nariz de Sai roçar carinhosamente sua bochecha direita ao mesmo tempo em que seus dedos longos e pálidos puxavam seu queixo para se virar em sua direção.


Por um instante, o moreno apenas o encarou com seus olhos profundamente negros, sua mão, antes em seu queixo, escorregou para sua nuca, e enquanto Naruto se mantinha perdido nesta clara demonstração de afeto, os olhos de cobalto se fecharam se rendendo aos toques do outro.


Seus sentidos se tornaram mais sensíveis, o leve roçar de lábios sobre os seus foi o suficiente para fazê-lo derreter ainda mais no aconchegante colo do pintor. Porém, quando os lábios de Sai procuraram pelo seu com mais fervor, algo em sua mente o fez recuar.


Seus músculos enrijeceram e ele se levantou em um salto, dando as costas para o moreno sem dar explicações. Seus olhos estavam começando a arder, esta sensação incomoda estava se tornando quase que parte de seu cotidiano, pois já não tinha mais forças para lutar contra o que sentia. Porra! Quando foi que se tornou tão fraco?


Estava preste a deixar-se perder por esse sentimento que passara a atormentá-lo. No fundo de sua mente, ele se perguntava até quando poderia continuar negando o que seu coração tanto ansiava. Era difícil, Deus sabe como ele estava se sentindo! Mas e agora? Como ele poderia lidar com tudo isso?


- Fique aqui. – Sai o segurou suavemente pelo braço bom tentando impedi-lo de se afastar não deixando de perceber os tremores do corpo do louro.


- Deixe-me ir. – pediu Naruto em um tom baixo sem se virar para o moreno, tentando assim, esconder a dor que queimava em seu peito. – Por favor...


- Então é isso? Você vai fugir? – Sai o sacudiu pelo aperto e Naruto se virou para encará-lo com olhos vazios transbordando lágrimas não derramadas.


- Fugir? – o louro estudou o outro por um breve momento antes de explodir em gargalhadas carregadas de sarcasmo tentando assim esconder o terror que esse sentimento o fazia sentir, era avassalador tentar fugir de algo tão atraente quanto o que ele sentia no momento. – Eu estou aqui, não?


Sai não respondeu, apenas observou as lágrimas que escorriam pelas bochechas marcadas do louro, que não pareciam ser conseqüência de seu ataque de riso, ele apenas tentava entender, se Naruto estava tão ferido como aparentava estar, por que não deixá-lo ajudar a curar essa ferida? Neste momento, ele se sentia um inútil por não conseguir alcançá-lo.


- Se estou aqui, é porque já sou um fugitivo! – disse o louro entre dentes antes de puxar seu braço abruptamente e sair às pressas sem se atrever a olhar para o garoto gentil com seu coração despedaçado.

Esse sentimento era tão familiar que chegava até a doer, porém ele poderia dizer, a sua essência era diferente. Antes ele sentia-se como se cada centelha de seu ser dependesse de cada respiração de Sasuke para viver, cada insulto que recebia era uma punhalada dolorosa em seu coração, mas era apenas uma paixão, foi como o fogo que logo se apagou.

No fim das contas, era apenas rivalidade, eles sempre estiveram juntos para tudo e sempre disputaram tudo, por que não disputar então sua atenção? Seu mundo sempre foi ligado ao de Sasuke, nunca houve um vencedor e perdedor em suas disputas sem sentido. Cada pequena coisa de sua vida foi dividida com o Uchiha, cada momento de raiva, felicidade, tristeza, tudo! Por que não a luxúria? Mas infelizmente era tarde demais para descobrir o que realmente significava seus sentimentos por Sasuke, nesse momento já não o ajudava.

Sai era algo novo, ele gostava de estar ao redor do pintor, ele não esperava nada do moreno, apenas estar lá era o suficiente para o louro. Quando ele parava para pensar sobre como se sentia, chegava à conclusão de que era algo incompreensivo e imensurável. Os toques do jovem pintor eram como brasas que deixavam marcas invisíveis por onde ele tocava. Pensar em sua vida sem Sai o fazia se sentir como se algo estivesse extremamente errado em sua existência, Naruto precisava do outro, nem que fosse só para estar por perto.

— Naruto! Deixe de ser uma donzela e termine logo seu banho! – ele ouviu a voz abafada de seu padrinho o chamar do lado de fora da porta do banheiro.

— Já tô saindo ero-sennin! – gritou ele em resposta.

— Ande logo moleque! Você tem visitas!

Visitas? Quem poderia ser? Ele não conhecia ninguém além de Sai naquela região... Será que era... Poderia ser seu pai?

Com esse novo garoto em sua vida, por um breve momento, acabou se esquecendo do pai. Era estranho, já não sentia tanta falta do apóio de Minato quanto como naquele dia, onde sua vida inteirinha tinha puído diante de seus olhos e fora uma responsabilidade jogada para outra pessoa se encarregar, ele estava destruído.

Ao decorrer do tempo que estivera preso ali, as coisas foram se ajeitando e acabou por distrair-se, Kyoto era uma cidade monótona, porém possuía um encanto único, ali ele se sentia protegido e em paz, mas mesmo assim, a verdade era que Uzumaki Naruto sentia muita saudade de seu pai.

--//--

Finalmente havia aberto a pasta que Naruto deixara para ele. Minato não sabia o que era mais doloroso, ler a humilde nota de uma única frase escrita por uma caligrafia desajeitada; demonstrando que a pessoa que a escreveu estava nervosa; ou o chumaço de exames temendo a verdade que estava por vir.

Na sua nota, Naruto apenas se desculpou e lamentou sobre seus erros e sua orientação sexual, ironicamente se achando culpado pelo o que ocorrera, como o homem mais velho havia duramente o acusado antes de expulsá-lo do lugar onde crescera.

- Shina chegou! Shina chegou! – um belo anjinho corria em direção a porta de casa para recepcionar sua mãe apenas de fralda e com o rosto todo sujo de tinta guache.


— Oh! Naru-chan! Já disse que é Okaa-san! Não Shina! – a mulher de longos cabelos vermelhos pegou seu filho no colo apertando-o em um aconchegante abraço para matar a saudade.


— Mas Shina, Nato chama Shina de Shina, e não de Okaa-san! Então Naru-chan chama Shina de Shina! – disse o loirinho fazendo beicinho.


Era complicado ser filho único, Naruto tinha se acostumado a ouvir seus pais se dirigirem pelo primeiro nome. Fazia apenas uma semana que Kushina e Minato haviam combinado de chamarem um ao outro de Okaa-san e Oto-san para ver se o loirinho se acostumava a chamá-los de forma correta.


— Por que você está todo sujo? E o que significa essa fralda? O que tínhamos conversado? – Kushina estava tentando limpar o rosto de Naruto com as mãos sem obter muito sucesso.


— Naru-chan quer fazer totô, mas têm medo do bicho grande do banheiro morder o bumbum. – explicou enquanto sacudia os braços inflamando as bochechas para demonstrar seu ponto de vista. – E Nato tá na sala pintado com Naru-chan! Ele faz desenho feio!


Ela caminhou até a sala e encontrou o seu marido numa situação tão ruim quanto a de Naruto, tirando o fato do mais velho não estar de fralda claro.


Naruto remexeu-se no colo da ruiva querendo descer e Kushina o pôs no chão onde ele voltou a brincar de pintar.


— Olá Minato! – disse ela dando um beijo na bochecha de seu marido. – Eca! Acho que comi tinta.


— Não reclama, eu e o Naru-chan fizemos muitas obras de arte! Não é mesmo Naru-chan? – perguntou afagando as madeixas louras do seu anjinho.


— Ta atrapalhando Naru-chan, Nato! – reclamou o menor.


— Então Okaa-san? Com quem o Naruto fica amanhã? – o homem mais velho parecia ansioso ao perguntar. A babá de Naruto tinha pedido demissão no dia anterior, pelo que parecia, a hiperatividade era demais para uma senhora de 54 anos conseguir lidar e por sorte, Minato tinha algumas extras no banco de horas no trabalho e ficou em casa com Naruto, que aproveitou cada momento com o pai. Mas ele não poderia faltar no dia seguinte.


— Consegui uma escolhinha com berçário, nós podemos deixá-lo lá na parte da manhã e pegá-lo no final da tarde! Vai ser bom, não é saudável para ele ficar tanto tempo sozinho com apenas adultos ao redor. Lá ele vai poder brincar com outras crianças. – explicou ela se sentando no sofá observando o filho se levantar e fazer cara de concentração ao ponto de ficar com as bochechas vermelhas. – Acho que ele vai precisar de um banho agora.


— Shina! Naru-chan terminou! Naru-chan fez cocô! – disse ele indo para o colo da mãe novamente.


— Então vamos, vou lhe dar um banho quentinho! –Kushina respondeu dando alguns tapinhas sobre a fralda de Naruto.


— Posso levar o Gama-Kichi? – Naruto puxou levemente as mechas do cabelo da parte da frente de Kushina ao mesmo tempo em que apontava para sua caixa de brinquedo.


— Pode! Desde que você não faça bagunça, promete? – Kushina o levou para o trocador e o limpou antes de deixá-lo sair pelado pela casa e buscar seu brinquedo enquanto ela preparava seu banho.


— Naru-chan promete! – gritou ele.


— Oto-san!? – a ruiva chamou pelo seu marido que se levantou da sala e foi ao outro cômodo para atendê-la. — Eu marquei alguns exames para ele, então amanhã de manhã eu vou levá-lo e depois deixá-lo na escolinha, ok?


— Shii! – Minato colocou o dedo indicador sobre os próprios lábios pedindo silêncio. — Fala baixo! Você sabe que ele vai causar problemas se ele escutar!

Lembrar de um momento como aquele só o fazia se sentir ainda mais medíocre. Naruto sempre tivera horror a hospitais! Quando era pequeno, mal podia ver uma gota de sangue que desmaiava, só quando ficou mais velho que passou a ter uma maior resistência a sangue por pura determinação, pois não queria fraquejar na frente de seus colegas de escola. Como sempre foi muito brigão acabava por se machucar com freqüência, mas ainda existia momentos que ele chegava perto de desmaiar.

O sonho de Kushina era que seu anjinho se tornasse um médico, ela achava que ele daria um daqueles médicos galãs de seriados estadunidenses, mas se conformou ao ver que Naruto não tinha aptidão para a profissão. Ela sempre aceitou o jovem louro da forma que era, birrento, bagunceiro, Senhor Encrenqueiro nº 1... Enquanto o lourinho crescia, eles perceberam o quanto era altruísta e que isso era geralmente a raiz dos problemas que geravam as reuniões de pais na escola. Naruto sempre comprou uma boa briga, tomava as dores de seus coleguinhas de classe que se sentiam injustiçados sem pensar duas vezes. Não foi uma surpresa quando Naruto chegou a casa após uma aula sobre profissões com a idéia maluca de virar advogado. Provavelmente, a ruiva nunca deixaria de amá-lo nem mais nem menos pela sua sexualidade. Minato era um tolo...

Mas, por tudo que era mais sagrado, ele não desejava a ninguém passar pelo o que ele estava passando. Após ler a nota de Naruto por várias vezes, o que apenas restou foram pilhas de exames e mesmo estando preste a ler algo que estava acostumado a ver todos os dias no noticiário, não era fácil, ele nunca imaginou que um dia estaria com o resultado de um laudo médico de estupro do próprio filho.

O estupro em si já era uma situação extremamente traumática e não eram todos que chegavam a procurar um hospital, pois geralmente eram feitas muitas perguntas incômodas e a situação em si era muito constrangedora para a vítima que já se encontrava numa situação delicada. Os médicos aplicam alguns exames para comprovar o abuso sexual, esse conjunto de exames é conhecido como “kit de estupro” que é recomendado ser coletado com 72 horas de uma agressão sexual.

No primeiro momento foram tiradas várias fotos das lesões do louro, em seguida o grupo médico cuidou das lesões mais graves enquanto documentavam para o laudo. Também foi coletado amostras de urina e sangue, e swabs* da área genital e oral. Normalmente, uma amostra de cabelo da vítima é recolhido e uma enfermeira iria coletar evidencias biológicas que comprovassem o ataque, mas pelos exames feitos, não foram necessários. Além disso, geralmente é oferecido tratamento profilático para doenças sexualmente transmissíveis e para gravidez, se essa for a preocupação da vítima, porém parecia que Naruto confiava o suficiente no seu agressor para não aderir ao tratamento, ou talvez ele só não teve tempo...

Após o laudo, o paciente é confrontado pelos médicos para registrar queixa a polícia, porém as estatísticas mostram que a maioria não chega a registrar qualquer queixa sobre o abuso, e seu filho fazia parte dessa triste estatística...

--//--

O coração de Naruto estava acelerado enquanto andava ansioso pelos corredores da casa em direção a sala de estar. Seus cabelos molhados respingavam pelo chão, mas no momento ele não estava se preocupando com isso, ele tinha tanto medo... Por fim adentrou o cômodo, mas a pessoa que estava sentada tranquilamente no sofá não era a pessoa que tanto ansiava ver.

Na verdade, nem sequer um dia passou pela sua cabeça que este homem estaria na sala de estar de seu padrinho esperando-o. Com certeza, essa era a última pessoa que poderia imaginar que veria neste momento, viajar até Kyoto para vê-lo? Não fazia o estilo do moreno estóico que o estudava cuidadosamente com seus olhos profundamente negros.

— Olá, Naruto-kun. – o moreno se levantou para cumprimentá-lo adequadamente sem deixar de perder o contato com os olhos azuis espantados do louro.

— Itachi... O que faz aqui? – ele se manteve firme ao falar, não iria se mostrar fraco perante o Uchiha mais velho. Naruto conhecia muito bem o outro homem, sabia o quão super protetor ele era em relação ao seu irmão mais novo. – Se está aqui por causa de Sasuke, fique tranqüilo... Eu não vou...

— Você está certo Naruto-kun, estou aqui por causa do meu irmãozinho tolo, mas não vim pedir nada para você. – Itachi voltou a se sentar convidando o outro a fazer o mesmo.

Naruto se sentou calmamente no sofá esperando que Itachi começasse a dizer o que tanto queria falar. Aquele homem... Ele sabia que poderia esperar qualquer coisa dele. Itachi sempre foi um cara sistemático, tudo tinha que funcionar da forma que ele havia planejado, qualquer falha o irritava profundamente.

— Meu irmão errou e merece ser punido; por isso Naruto-kun;, eu não posso pedi-lo para não denunciá-lo. – o moreno falou calmamente.

— O que você quer dizer? Como exatamente ficou sabendo do que aconteceu? – perguntou Naruto quase que histericamente.

— Quando meu irmão realmente percebeu que havia te perdido, ele acabou se despedaçando e me contando tudo. Até então Sasuke não tinha consciência do que havia lhe feito... Você sabe Naruto-kun, meu irmão sempre foi muito mimado... Ele até então não tinha aprendido que nem todos têm que tolerar os seus caprichos. Mas custou muito caro essa lição de ouro, não é mesmo Naruto-kun?

Naruto se sentia desconfortável, ele não queria saber o que tinha acontecido com Sasuke, tudo aquilo não era mais da sua conta... O que Sasuke se tornou ou o que ele fez, nada mais importava...

— Ele ficou recluso durante dias. Sasuke chegou próximo da depressão, ele não queria ir à escola e nem a qualquer outro lugar que o fazia lembrar quão canalha havia sido com você. Por fim, nós entramos num acordo... E ele está morando no exterior com um tio. – Itachi percebeu que aquela conversa estava desagradando o louro resolvendo assim mudar de assunto. – Não estou aqui para justificar o que ele fez, estou aqui para falar do seu futuro, Naruto-kun!

— Futuro? – Naruto franziu as sobrancelhas tentando antecipar onde o Uchiha queria chegar.

— Sim, futuro! Você sabe que a empresa Sharingan pertence a família Uchiha certo? – disse Itachi observando o pequeno aceno de cabeça de Naruto. – Existe um sistema para intercambistas na empresa e nós vamos beneficiá-lo com esse sistema lhe dando uma bolsa completa para cursar Direito na melhor faculdade do mundo.

— Tsc. Por que isso? – perguntou se curvando para frente. – Você não está tentando comprar meu silêncio... Então o que quer em troca?

— Em troca... A única coisa que te peço é que trabalhe durante o período de um ano para a nossa empresa após se formar. Será sua escolha continuar depois que esse período acabar.

— Mentira. – disse rispidamente encarando profundamente Itachi. – Eu não vou trabalhar com seu irmão, não tente fazer esses jogos de mente comigo... Você melhor que ninguém sabe que não funciona comigo.

— Meu irmão não será um problema... Ele tem planos diferentes agora. Ele não quer estar envolvido com os negócios da família.

— Ele não fala de outra coisa, o sonho dele é mostrar que é melhor que você... Ele quer ser presidente dessa empresa de merda! – disse o louro sorrindo em desdém.

— Como eu tinha dito, ele mudou... A empresa não o interessa mais, ele deixou isso para o passado. – Itachi se levantou rapidamente encerrando assim a conversa. – Tenho que ir, pense sobre isso Naruto... Venha me procurar quando terminar o colégio. Acho que um ano será o suficiente para tomar essa decisão.

Itachi foi até o hall de entrada e saiu pela porta, deixando o jovem louro para trás com seus demônios para domar.

— Então, como foi a conversa? – perguntou Jiraya entrando na sala após a partida do moreno.

— Não sei... Acho que preciso sair para pensar... – disse enquanto suspirava e caminhava apressado para hall e saiu apressado pela porta que Itachi havia saído minutos antes.

Notas finais
Nota:
Kit de estupro: leia mais (www.patopor.com/13207/o-que-e-um-kit-de-estupro)
Swabs: É uma haste de algodão estéreo usado para recolher material biológico para biopsia.