A Summers Love Story
6 Capítulo 6: Duro como gesso
Notas iniciais
Dessa vez eu não deveria ter demorado, mas acabou que a facul me fez empurrar para amanhã, e depois, e depois... Bem, até que eu tomei vergonha na cara e resolvi postar v.v
Espero que todos gostem! Esse capítulo e bem mais light! Mas se preparem para o que está por vir, ok?
Capítulo betado pela minha chara Anjo Setsuna!^^
Enjoy!
Capítulo 6:
Duro como gesso
- Então é nisso que você se tornou. — nem de longe era uma pergunta e sim uma afirmação carregada de mágoas de Jiraya, que assistia o pai de seu afilhado deitado em um sofá enrolado em uma coberta com aparência decadente.
- Você não sabe o que diz... Por isso não venha me julgar. — disse Minato cheio de desdém para o intruso em sua casa sem realmente se preocupar em encará-lo.
- Ah sei muito bem o que digo Minato! E foi para por um pouco de maturidade em sua cabeça que deixei um garoto apavorado e sozinho em minha casa enquanto desabava uma chuva torrencial em Kyoto. – Jiraya notou que a postura do jovem pai havia mudado e perdido um pouco de seu descaso.
- Estava chovendo? – perguntou preocupado.
- Sim, mas você não se importa não é mesmo? – o velho homem dizia com sua voz carregada de desprezo e cheia de veneno. Aquela discussão não era para feri-lo, a intenção de Jiraya era conseguir atingi-lo e acordá-lo para a realidade, para ver o quão injusto estava sendo com o próprio filho. — Você disse que não tinha filho gay, não foi isso que disse para ele?
- Já disse que você não entende! Eu não deveria ter deixado isso acontecer! O que Kushina acharia de mim quando soubesse que deixei Naruto se relacionar com outro garoto? – perguntou com olhos vagos ainda sem olhar para o outro.
Neste momento o escritor não conseguiu se segurar e soltou uma gargalhada alta irritando Minato.
- Pelo que me lembro... Habanero Sangreto... – Jiraya se referiu a mãe de Naruto pelo seu apelido enquanto coçava seu queixo se lembrando da juventude da ruiva. – Não era ela que vivia lendo aqueles mangás Boy’s Love quando era uma adolescente? Então... Não a use como desculpa para a sua homofobia!
- Eu não sou homofóbico! – o loiro retrucou se sentando no sofá furioso voltando-se para o homem.
- Então por que a súbita raiva por ele ser homossexual?
- Você acha que é fácil para mim? Olhe o meu estado Jiraya! Se eu tivesse a resposta não estaria trancado em minha casa evitando meu próprio filho! – Minato gritou aturdido – Eu Fiquei furioso quando eu descobri... Vi aquelas fotos... Não parecia o meu filho, senti como se eu não o conhecesse, sei lá! Eu não sabia o que fazer! Era como... Como se as coisas não estivessem certas!
- E infelizmente as coisas não estavam... Você deixou Naruto explicar? – perguntou Jiraya fechando os olhos por um momento tentando manter a calma.
- Explicar o que? Que eu sou sogro de um moleque? – perguntou irritado.
- Deixa de ignorância! Não houve relacionamento, ele foi... – começou a dizer, mas parou achando que não era seu dever fazê-lo enxergar. Não era isso que esperava de Minato, em toda sua vida o louro havia sido um exemplo. Sempre foi responsável, cuidou de Naruto sozinho quando Kushina se foi, mas parecia que escolheu o pior momento para falhar.
- Ele foi o que? Uma puta que se deixou ser fudido para a escola toda ver? – perguntou Minato ainda em sua fúria.
- Não Minato... – Jiraya suspirou fundo antes de continuar. – Creio que você foi chamado para delegacia não? Você sabe o motivo?
- Sim, eu fui chamado, mas presumo que seja sobre as fotos não? – perguntou Minato voltando a se sentar tentado conter sua ira.
- É, tem relação com as fotos... – ele respirou profundamente antes de prosseguir, não tinha outra forma, a verdade tinha que ser esfregada na cara de Minato. — Tsunade queria que você registrasse a ocorrência contra Uchiha Sasuke por ter estuprado Naruto.
- O que? – toda a raiva que obstruía a razão do jovem pai se dissipou diante de seus olhos, deixando-o atordoado com o choque de tal notícia... Além de cego, havia sido surdo, pois se estivesse escutado o que todos haviam tentado dizer, talvez ele não teria cometido tantos erros.
- Você ainda pode corrigir as coisas Minato. Mas não esqueça que você abandonou seu filho quando ele mais precisou de um pai. – disse por fim dando as costas para Minato e saindo daquela casa, deixando o homem louro preso em seus próprios pensamentos.
- Naruto... – o louro resmungou encarando a pasta lacrada de seu filho que estava sobre a mesa de centro, onde Minato havia deixado durante todo esse tempo em que tentava tomar uma decisão sobre o que fazer, mas agora, ele já sabia o que faria com a pasta misteriosa, mas sobre seu filho... Bem, talvez ele descobrisse uma resposta para ele ali dentro.
~~.~~
- Ahh!
- Calma Naruto-kun.
- Itai! Tá doendo muito...
- Se você não parar de se mexer vai doer ainda mais!
- Tira daí... Por favor...
- Fique quieto! Está tirando minha concentração.
- Então tire sua mão daí...
- Não, não tiro.
- Então pelo menos pare de apertar! Vai pulsar mais se continuar segurando aí.
- Desculpa.
- Ah... Eu nunca pensei que doía tanto assim.
- É a primeira vez...?
- Sim, é sim, você já...?
- É, com meu irmão uma vez...
- E doeu muito?
- Doeu, mas não tanto... Você que é um exagerado escandaloso.
- Hei! Isso realmente dói, tá legal? Eu não consigo nem tocar direito de tão duro e inchado que está.
- Você vai se acostumar com a dor... É só relaxar.
- Mas dói muito!
- É só não mexer.
- Ai, ai, ai! É neste ponto aí mesmo!
- Eu avisei que você ia cair, mas não quis me ouvir... Tinha que subir naquela árvore né? – Sai retirou sua mão do braço machucado de Naruto observando o inchaço com formato semelhante a um ovo próximo do pulso.
- Droga... Foi você que ficou me agourando... – Naruto pestanejou dengoso com os olhos marejados de lágrimas enquanto ainda estava sentado no mesmo local que havia caído com Sai ao seu lado.
- Vamos, vou te levar a um médico... – Sai passou o braço pela cintura do louro e o puxou para cima ajudando-o a se levantar enquanto mantinha um sorriso pateta que não combinava com seu inexpressível rosto. – Ele vai pôr esse osso quebrado no lugar.
- Pôr... No lugar? – agora sim Naruto queria chorar.
~~.~~
- Itai... – o louro resmungou fazendo beicinho enquanto encarava desanimado o seu novo braço engessado. – Isso tá’ doendo...
- Baka! Eu não posso me ausentar por alguns dias sem que coloque sua vida em risco? – perguntou Jiraya cruzando os braços sobre o peito.
- Eu avisei, falei com ele para não trepar naquela árvore... Que ia cair, mas... – Sai falou como se tivesse tentado explicar algo para uma criança teimosa enquanto encarava os olhos azuis e revoltados do louro.
Os dois garotos tinham encontrado Jiraya em casa quando voltaram de seu passeio ao pronto socorro, o homem tinha acabado de voltar de sua viagem e agora os três estavam sentados no chão da varanda de frente para o jardim, a chuva tinha apaziguado, dando uma trégua para o calor quase que insuportável de um belo sol quente em um céu sem nuvens.
- Foi sua culpa que me distraí! – disse Naruto mostrando a língua para o outro. – Eu não pude resisti àqueles caquis suculentos...
- Por que não comprou na feira? – perguntou Sai.
- Aí num tem graça né? E a sensação de subir numa árvore e conquistar o direito de apanhá-la que a faz gostosa! – explicou Naruto estufando o peito orgulhosamente.
- Né? E me diga Naruto... Foi bom para você? – perguntou Jiraya entediado. – No final das contas, pegou o caqui?
- Hehehe, pois é né? Bem... Eu acho que me esqueci dele depois que caí. – disse sem graça coçando sua nuca com o braço sadio.
- Você é um fracote, quase desmaiou quando o médico do pronto socorro foi emendar os ossos. – Sai debochou.
- Porra! Você fala assim porque não foi com você! – disse enquanto sacudia o braço desajeitado na frente do garoto moreno antes de voltar a se sentar ao senti-lo doer pelo seu movimento brusco. – Itai...
Jiraya observava a cena divertida que abrandou seu coração preocupado, pois parecia que Naruto estava se recuperando e era inegável que Sai estava o ajudando. Ele se perguntava se o pintor tinha noção de o quão importante ele estava se tornando para seu afilhado. Com esse pensamento em mente, o escritor iria aproveitar que Sai estava ali para amparar Naruto quando caísse, não haveria outro momento melhor para falar de sua viagem com o louro.
- Naruto, eu preciso conversar com você. – o sorriso do louro desmanchou ao reconhecer no tom de voz de seu padrinho que se tratava de algo sério. — Sai... Você se importa...
- Eu vou estar no jardim. — disse Sai. – Vê se não quebra mais nada pinto pequeno.
Porém Naruto já não estava mais ouvindo ignorando o comentário de Sai.
- O otou-san está bem? – perguntou Naruto amuado após Sai os deixar jardim.
- Sim, ele está. Nós conversamos sobre você. – disse Jiraya encarando os olhos vazios do louro.
- Sobre mim? Acho que não foi uma viagem boa então... – Naruto abaixou a cabeça encarando seus pés lembrando-se do seu último encontro com Minato.
- É complicado, mas digamos que ele irá cair na real. Só não espero que seja tarde... – Jiraya começou a dizer antes de ser interrompido bruscamente por Naruto.
- Não tem problemas. Eu não me importo mais... — Antes que sequer Jiraya pudesse continuar, o louro se levantou e saiu pelo jardim a procura de Sai deixando seu padrinho confuso para trás.
Não demorou muito para encontrar o moreno sentado embaixo de uma árvore esboçando algumas paisagens.
- Tem algo te incomodando... – sentenciou sem se virar para olhar para Naruto.
- Não é nada... – disse Naruto virando o rosto.
- Vem, senta aqui... – disse Sai abrindo as pernas para que o louro sentasse entre elas.
- O que? Você quer que eu sente aí? — disse Naruto apontando para o lugar que lhe foi oferecido enquanto ficava extremamente vermelho.
- Confie em mim... – disse Sai.
Naruto sentou desajeitado entre as pernas do moreno e o mesmo o puxou pela cintura fazendo-o escorar suas costas contra o seu peito.
- O que pensa que está fazendo? – perguntou Naruto ainda muito constrangido.
- Não seja tímido Naru-tan... Apóie seu braço quebrado em minha perna. – pediu Sai e o louro obedeceu ainda relutante.
Sai pegou uma palheta de tinta aquarela e alguns pincéis enquanto Naruto o observada com curiosidade. Quando ele tinha terminado de preparar todo o seu material, Sai passou os braços em volta da cintura do louro se acomodando em uma posição confortável.
- Então? – perguntou Naruto ainda se sentindo constrangido.
- Veja. – Sai pegou o braço fraturado de Naruto e começou a pintar nele a paisagem que antes estava esboçando.
O louro ficou observando a naturalidade que Sai pintava em seu gesso. Ele se sentia bem assim, sentindo-o tão próximo... Era relaxante. Naruto estava ficando grogue no colo de Sai enquanto via aos poucos a criação de uma bela imagem no seu gesso, era com naturalidade que Sai remexia o pincel em suaves pinceladas.
- Prontinho. – disse o moreno sorrindo enquanto dava as últimas pinceladas de verniz para proteger a pintura. – Aguarde algumas horas até que seque.
- Certo... – disse Naruto ainda aconchegado no colo do outro enquanto apreciava a arte. – Obrigado Sai.
- Não foi nada. – respondeu voltando a abraçá-lo pela cintura enquanto apoiava seu queixo sobre o topo da cabeça de Naruto que dessa vez não se queixou do contato, apenas se aconchegou mais.
O louro não notou o tempo passar enquanto estava no colo do outro, ele se sentia protegido entre os braços de Sai, sentia um novo sentimento nascer em seu peito a cada dia que se familiarizava mais com o moreno, e este novo sentimento ainda tão prematuro, o fazia sentir medo.
Notas finais
Gente, depois dêem uma conferida, eu postei uma one-shot SaiNaru, "Colorless". Vá até o perfil e leia! LOL
Além disso, fiquem a vontade para brincarem com os links do meu perfil, orkut, twitter, formspringme, tumblr...
E para quem nem sabe o que é doujinshi, ou já sabe, mas nunca leu em portuga... Visite o Onigiri Ramen (onigiriramen.com). Lá tem dois doujinshis (um SasuNaru e outro NaruSasu) para você se deliciar...
Tirando que temos três projetos em fase de finalização, que logo serão publicados!^^
Ja ne!
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