A Submissa Do Cullen
2 Conhecendo o Dominador
–Obrigada papai. — agradeci, já fazia 18 anos que eu morava com Aro Volturi, e minha madrasta Sulpicia. Meu irmão se chamava Alec e sua irmã gêmea: Jane. Ambos eram irritantes. Jane principalmente. Meu pai me abraçou e eu sabia que com muito esforço eu e Sulp. tínhamos conseguido que ele deixasse eu ir para Nova York. Suspirei profundamente abraçando Sulp. — Obrigada Sulp. — sussurrei e ela me apertou em resposta.
–Ah quem vai me ajudar com as meninas? — perguntou Alec fungando de tanto chorar. Ele tem razão vou sentir muita saudade desse pirralho. O abracei apertado e ele fungou mais um vez. Argh. Jane estava por ai. Minha prima que agora mora com a gente e é como uma irmã para mim, Ana Barbara. A abracei apertado, ela precisou de alguns segundos para respirar normalmente. E rimos.
–Sentirei sua falta, vaca. — falou
–Eu também sentirei a sua Galinha. — Falei abraçando-a mais uma vez e agora era a vez do meu noivo, Damon. Todos sairam para que eu pudesse ficar a sós com ele. -Vou sentir falta, principalmente de você, amor. — disse no seu ouvido e vi que o mesmo se arrepiou
–Também sentirei a sua princesa. — E me abraçou — arrase lá em Nova York.
–Pode deixar que a próxima vez que eu vier para cá estarei na capa de alguma revista sensacional. — provoquei e ele deu risada.
–Assim espero. — e sorriu finalmente. — Você sabe que eu te amo não é? — perguntou e eu assenti. Antes de poder responder o meu voo foi anunciado. Merda. Eu nunca disse um Eu te amo para Damon. Deve ser por que eu não sinto nada por ele. Só estou me casando pelo meu povo. Precisamos juntá-los. Ainda não entendo esse preconceito que ainda existe aqui em Italia. É tão criança. Sei lá.
Sai com as minhas malas de Volterra. O voo tinha sido tranquilo e a primeira coisa para se fazer era encontrar um apartamento, qualquer coisa eu tinha Milly para me ajudar. Senti algo me incomodando e vi no meu celular as horas, e sem querer o dia. Merda. Minha menstruação. Por que ela tinha que ser tão pontual quando vinha?! Sai do Aeroporto e peguei um táxi pedindo para que o mesmo me levasse direto para uma farmácia, chegando lá, paguei o mesmo e sai com minha mala. Entrando na farmácia vi duas meninas de provavelmente 12 anos. O que elas estavam fazendo aqui sozinhas? Vi uma delas pegando um pacote de camisinha e pagando o moço, ambas entraram no banheiro. Entrei atrás puxando minha mala e encontrei as duas tentando abrir a camisinha. Será que os pais delas sabiam? Deixei minha mala lá e voltei para a farmácia pegando um pacote de absorventes e pagando. Voltei para o banheiro e as duas estavam sentadas frustadas. Olhei para ambas e fui até elas, olhei para os lados e me agachei na frente das duas, ambas me olharam assustadas quando peguei a camisinha e abri. Quando ia entregar a elas e a loira ia pegar puxei a mão e perguntei:
–Quantos anos tem?
–Temos 13.
–Quem mandou fazerem isso?
–A nossa professora de Ciência, estamos aprendendo sobre o corpo humano as partes intimas e ela falou que precisava de voluntários. — Disse a Loira rapidamente — Levantei a mão e ela entregou um pedaço de papel para mim e mais 5 alunas.
–Todas que se candidataram são Meninas? — perguntei
–Tinha um menino — disse a morena — mais ele era gay.
–Hmmm... e vocês saíram com o mesmo papel?
–Eu não levantei a mão — explicou a morena — mais não poderia deixar minha irmã lamber isso, então vim aqui para ajuda-la e apoia-la. Já que valia nota. — Olhei a camisinha e era de sabor.
–Não poderia ter visto o sabor da camisinha e falado para ela? — perguntei.
–Precisa ser filmado — a Loirinha estremeceu
–Seus pais sabem?
–Papai não viu o papel.
–Contaram pelo menos para a mãe de vocês.
–Sim — falou a loira de cabeça baixa. A Morena escondeu o celular no bolso de trás e abraçou a irmã.
–Como se chamam? — perguntei olhando sugestivamente para as duas.
–Rosalie, mais pode me chamar de Rose — disse a Loira.
–Alice, mais chama eu de Aly. — disse a Morena
–Ok! Rose e Aly, eu vou fazer um favor para vocês, ok? — ambas assentiram — Eu vou lamber a camisinha e descreverei o sabor. Vocês vão gravar o que eu falar e vão regravar tudo na voz de Rosalie, como ela não disse que tipo de gravação seria sugiro essa ok?! — ambas assentiram de novo e Alice ligou o gravador do celular. Lambi aquilo sem pensar duas vezes e descrevi para elas. Alice me fez algumas perguntas. E ambas saíram, quando eu vi Rose sem querer tinha trocado o meu celular com o dela. Merda. Meu celular. Sai correndo do banheiro com o dela nas mãos. Um homem de terno estava parado dizendo alguma coisa para elas e elas olharam para ele com um olhar triste.
–Espera! -gritei e ele parou antes de entrar no carro, suspirou e tirou do bolso do paletó uma caneta, fiquei confusa no começo mais depois olhei para as meninas. -Rose, — chamei e o cara de óculos escuros, paletó e gravata guardou a caneta quando percebeu que queria falar com ela. Fui para um canto, um pouco, distante com ela e entreguei seu celular. Ela arregalou os olhos e tateou os bolsos procurando o meu. O homem pigarreou;
–O que gostaria com a minha filha? — perguntou quando ela me olhou com espanto, e um pouco de medo. Merda se ela perdeu vou morrer.
–Pai! -chamou Rose — É... Cade aquele celular que eu te dei? — perguntou e ele tirou o mesmo do paletó.
–Esta aqui, Rosalie, Por que? — Que cara sério será que nunca fez um agrado para as filhas. Se é que elas fossem suas filhas.
–É... Eu troquei sem querer com a... — ela pediu ajuda
–Bella! — e pisquei para ela e a mesma sorriu.
–Bella. — confirmou.
Ele devolveu o meu telefone e simplesmente arrancou o de Rose com uma brutalidade da mão dela e o guardou. Ela me olhou e deu de ombros. Devo ter ficado com cara de espanto.
–Bom, Bella, — disse o moço empurrando Rose — Espero que seja só isso.
–Pai! — chamou Aly — Nossa babá já foi mandada embora ou ainda ta lá?
–Já Alice. — ele falou cansado — Ela já se foi, agora quero ver vocês encontrarem outra.
–Estou procurando emprego — me escutei falar.
–Bom. Tem experiência com crianças? — perguntou o homem e eu bufei.
–Tenho um irmão e duas irmãs. — confirmei; Ele anotou em um papel o endereço e o telefone da casa
–Começa amanhã! — mandou. E eu sorri. Rose e Aly também sorriam para mim. E quando ele entrou no carro antes de fechar a porta dei um "tchauzinho" para as meninas que retribuíram. A limousine saiu e eu voltei para a farmácia a fim de pegar minha mala. Peguei a mesma e pedi um táxi liguei pra o hotel onde meu pai ficava e pedi uma suite. E indiquei ao taxista o nome e em menos de 10 minutos eu estava já entrando no mesmo, todos os homens me olhavam e eu corei. Eu estava normal, mais como Damon sempre dizia: "Você tem uma luz especial e uma beleza surpreendente." Sorri com isso e mais homens me olharam. Parei de frente a recepcionista e sorri para ela.
–Olá, meu nome é Isabela Swan Volturi fiz uma reserva no nome de Aro Volturi.
–O que a Srta. seria dele? — perguntou mascando o chiclete descaradamente. Argh. Odeio isso.
–Sou filha, se quiser ligar para ele, para confirmar. — Papai tinha uma suite para ele neste hotel sempre que vinha com a Mamãe para Nova York. A mulher sorriu e me deu a chave do quarto.
–Seu pai, vai vir lhe visitar?
–Não! Só eu vim, para Nova York.
–Bom, espero que tenha uma boa acomodação. — e sorriu. Ligeiramente disse um obrigada sorrindo e peguei o elevador, lá vi o mesmo cara da limousine.
–Oi! — falei e ele sorriu.
–Bella. — assentiu uma vez falando meu nome. E um arrepio subiu pela minha espinha, esse arrepio não era ruim era algo bom que se aquetou no meu ventre. Disfarcei.
–O que você é das meninas? — perguntei logo de cara.
–Sou o pai delas. Por que? — perguntou num tom que me fez estremecer por dentro. E novamente aquela sensação no meu ventre se apossou ali.
–Nada — dei de ombros e só percebi que mordia os lábios quando senti o gosto de sangue.
–Poderia parar de morder o lábio? — perguntou o mesmo e parei.
–Desculpa. — sussurrei. Quando o elevador parou no meu andar nós dois saímos. Fui para a direita e ele para a esquerda e trombamos.
–Desculpa — murmuramos e mudamos o rumo.
–Tem como parar com isso? — perguntou e eu o olhei com uma sobrancelha levantada.
–Com o que? — ele pareceu pensar um pouco, suspirou e passou por mim.
Terminei de arrumar minhas coisas e liguei para Milly.
–Alô? — perguntou a rabugenta e eu percebi que atrapalhará algo.
–Tem como parar de ser um sádica por cama menina? — disse brincando e senti que a mesma sorria
–Quando se está com um moreno gostoso perto você não consegue evitar, principalmente num sábado como esse.
–Com cheiro de preguiça — falei e ela riu
–Sim super preguiça. — depois de cinco segundos a escutei gemer e eu dei risada.
–Ok! Não irei ficar segurando vela pelo telefone. — anunciei
–Hmmmm... — ela gemeu de novo e eu ri mais.
–Hmmmm...? — falei em pergunta
–Hmmmm...! — respondeu e eu segurei o riso.
–Tchau.
–Bella, não... ah... espera — disse gemendo e eu desliguei.
Sai do quarto e fui andar por Nova York. Parei num restaurante e comi alguma coisa qualquer e quando cheguei no Hotel fui me sentar no bar para beber um pouco. E vi novamente o cara de terno, me sentei três cadeiras afastadas dele e pedi uma cerveja.
–Bebendo antes do dia do trabalho? — perguntou se aproximando.
–Só estou bebendo para acalmar os nervos — avisei sem olhar para ele.
–Então bebe para acalmar os nervos? E com o que especificamente está nervosa? — perguntou fingindo uma curiosidade
–Nem sempre! Estou nervosa por que amanhã de manhã tenho que ir para a faculdade, ver se fui aceita. — disse e estremeci um pouco quando ele se aproximou mais.
–Com frio? — perguntou
–Anh... — Não –Sim! — menti.
–Sabe, Isabella, você é uma péssima mentirosa.
–O que está fazendo aqui? — disparei — Como o Senhor se chama? O Senhor é casado? Está namorando? — disparei e ele pensou um pouco, pendendo a cabeça para o lado.
–Cullen. Não e Não.
–O Senhor não respondeu a minha primeira pergunta? — acusei
–Estou aqui a trabalho. E olha! Ela já voltou.
–Cullen — disse uma loira se aproximando — Olá, é ela? — perguntou olhando para mim
–Sim, ela talvez seja a nova babá de Rose e Aly, o que acha? — a mesma me olhou de cima a baixo e assentiu.
–É bonita com certeza. Sabe artes marciais? — perguntou. Eu não ia dizer que Jake e eu jogávamos com nossos amigos quando crianças. A gente ia em vários jogos de mangás. E isso fez com que meu pai me colocasse para aprender Karatê, Jiu-Jitsu e boxe.
–Karatê, Jiu-Jitsu e Boxe! — afirmei.
–Flexível — pensou, ela fechou o punho e tentou socar meu olho desviei pegando sua mão e balancei a cabeça em negatividade — Rápida. — Senhor Cullen pareceu se surpreender. Estudei seu tamanho era quase o do Jake, mais como eu sabia não iria vencer uma luta contra o Cullen ou Jake, nunca. — Bom, acho que ela é perfeita Cullen. — disse a loira olhando para ele que me fitava.
–Perfeito — juntou as mãos e as esfregou — Eu e as meninas estaremos lhe esperando amanhã a tarde Srta. Swan. — avisou e os dois saíram, ele na frente e ela rebolando atrás dele.
Dormi tão bem que quase não acordei para ir ver a minha faculdade nova. Era lógico que fui aceita. Eu estava prestando para ser professora e para Moda. Nessa noite tinha sonhando com olhos verdes esmeraldas que me deixaram excitada. Respirei fundo me lembrando daqueles olhos perfeitos.
O tour pela faculdade foi interessante, e rápido cheguei no Hotel e almocei trocando de roupa rapidamente e me dirigindo a casa do endereço. Quando cheguei um cara de ombros largos e cara amarrada atendeu.
–Srta. — falou me dando passagem para entrar. — O Senhor Cullen já descerá. — informou e eu tive uma vontade tremenda de rir, ele parecia aqueles robozinhos. Escutei risadas e gritos e olhei para o pé da escada.
–BELLA! — gritou Alice e Rosalie descendo e pulando em cima de mim.
–Srtas. — disse o mesmo.
–Quem é ele? — sussurrei quando ele deixou a porta da frente.
–Ah, ele se chama Lauren. Ele é meio esquizito liga não! — avisou Rosalie
–Ele parece mais um robô — falei sorrindo e ambas me acompanharam.
–Sim parece mesmo.
–O que parece mesmo? — perguntou Edward aparecendo.
–Pai! — As duas falaram ao mesmo tempo
–Senhor Cullen. — cumprimentei.
–Iremos nos falar a noite, até lá poderá cuidar das duas. — falou e saiu.
–Educado seu pai.
–Ele é pavio curto. Mamãe gosta de chamar ele de Domi. — falou Alice — A gente até hoje não sabe por que!
–Domi? — perguntei e elas me olharam também confusas.- Como ele se chama?
–Edward. — disseram dando de ombro.
–Vocês são gêmeas? — perguntei
–Sim! — responderam novamente juntas.
–Ok! E o que querem fazer hoje? — perguntei olhando em volta.
–Primeiro a gente vai te mostrar a casa. — disse Rosalie pegando em minha mão. Alice repetiu o movimento da irmã.
Vi a Sala, o quarto delas, o quarto de jogos, e a biblioteca. Ficamos por lá. Ali possuía uma mesa de bilhar será que elas sabiam jogar?
–Vocês passam a maioria do tempo aqui nessa biblioteca? — perguntei e elas assentiram. — Não podem ser assim, vão ficar que nem o pai de vocês — acusei.
–É melhor do que ficar que nem nossa mãe — cuspiu Rose de volta e eu levantei uma sobrancelha surpresa.
–Ok! Por que não vamos para o quintal debaixo daquela macieira que eu vi? — perguntei pegando um livro para mim.
–Legal! Pode ser uma boa ideia. — Disse Aly se levantando para me acompanhar.
–Rosalie. — chamei cantarolando.
–Ta bom! — se levantou e fomos para o quintal, sentamos no chão mesmo com as reclamações de Rosalie, fizemos uma roda sentadas em volta da árvore e quando as meninas sentiram fome peguei três maças.
Quando foi a noite, as meninas foram jantar e Edward me chamou para conversarmos.
–Então, eu tenho um contrato e uma proposta meio estranha para lhe fazer
–Que proposta? — Merda como sou curiosa.
–Vai parecer estranho, mais quero que você seja minha Submissa! — senti que se não fechasse logo minha boca, ela ia tocar o chão.
–Su- su — sua o que? — gaguejei.
–Minha submissa.
–Eu sou noiva.
–Seu registro ao vir para cá consta como solteira. — disse ele pegando uma pasta grande. — Está dizendo que mentiu?
–Não... Quero dizer Sim! — SUBMISSA?!
–Mentir para entrar em um pais é crime Srta Isabella. — acusou fechando a mesma e a guardando na gaveta.
–Eu e Damon não somos oficialmente noivos — falei.
–Esta ou não noiva, Isabella? — perguntou e eu estremeci.
–Estou. — e vi uma pontada de tristeza no seu olhar.
–Ok! — Tipo: Ok? Só isso?!
–E sobre eu ser babá das meninas? — perguntei
–Desculpe Srta. Swan, você não passou no teste.
–O — o — o que? Como assim? — perguntei novamente gaguejando
–Você está noiva.
–Só por que não posso ser sua Submissa não significa que não posso cuidar das suas filhas! — acusei me levantando e batendo a mão na mesa.
–Uma pessoa que não transa, fica raivosa e na maioria das vezes desconta no trabalho e nas pessoas as suas voltas. — explicou se levantando também. Eu não iria dizer que nem tinha beijado Damon ainda e que era virgem.
–Eu não sou assim! — disse me aproximando dele.
–Quem me garante? — perguntou se aproximando.
–Minhas atitudes podem lhe provar!
– Não gosto de pensar em ter uma pessoa raivosa perto das minhas filhas.
–Eu não sou raivosa! — gritei e só percebi que nossos rostos estavam perto demais, um centímetro talvez, quando ele desviou o olhar e sorriu.
–Bom, eu peço-lhe desculpas, Srta. Swan. Mais a resposta ainda é não! — falou e se dirigiu a porta, parei perto da mesma indicando que eu não iria sair.
–Não vou sair. — falei e vi um tom de surpresa e algo mais que não identifiquei.
Vi a porta se fechar num baque e minhas costas atingirem algo duro e frio.
–Eu não tinha mandado você parar de morde os lábios? — perguntou beijando meu pescoço. Eu estava indefesa, minhas mãos estavam acima da minha cabeça e estava sendo prensada contra a parede. — Você tem um cheiro tão bom Isabella. — sussurrou no meu ouvido e novamente senti aquela sensação sob meu ventre. — Você tem que ser minha! — sussurrou novamente. E aquela sensação se intensificou. Ele me prensou com mais força na parede e eu senti algo entre suas pernas crescer. Ai Meu Deus.
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