A Study in the Tardis
1 O encontro
Olhei para fora do meu quarto e vi uma cabine azul, que nunca tinha visto antes. Abri a janela e ouvi o barulho diferente que vinha dessa cabine. Enquanto observava a cabine policial azul, um homem de cabelos castanhos e topete, com uma gravata borboleta e suspensórios saiu de dentro dessa, juntamente a uma garota ruiva, que estava de vestido vermelho.
Parecia que estavam procurando algo muito importante, pois estavam prestando atenção em cada movimento da rua. Continuei observando-os, e de repente, de dentro da cabine, saiu mais um homem de casaco comprido e cachecol azul. Ele era alto e tinha uma cara conhecida, como Londres não é uma cidade muito grande, provavelmente deveria ter cruzado com ele antes.
Todos observavam a casa de meus vizinhos cuidadosamente, o homem mais alto, contornou a casa algumas vezes e chegou a deitar-se no chão com, acho que uma lupa, em suas mãos. O outro homem abaixava-se e pulava ao redor da casa e a menina ruiva estava um pouco perdida, mas com um olhar curioso. Acho que o nome dela era Amy, pois o homem de gravata borboleta gritou:
"Não vá por aí Amy!"
Vi o homem mais alto levantando-se e vindo em direção ao meu quintal, seguido dos outros dois. Tirei o meu pijama e coloquei a primeira roupa que eu achei em meu guarda-roupa, e desci rapidamente para conhecer esses estranhos em meu quintal.
"Oi, eu moro aqui e posso saber o que vocês estão procurando?"
"Olá, eu sou o Doutor, esta é a Amy, e esse é meu amigo Sherlock. Como você se chama?" — disse o homem de gravata borboleta
"Meu nome é Judy."
"Olá Judy. Você mora sozinha?" — perguntou o Doutor
"Moro sim. Mas, hum, por que? Tem alguma coisa errada?" — questionei com medo da resposta
"Não, só para saber. Tem acontecido alguma coisa estranha por aqui? E outra coisa, você conhece os seus vizinhos?"
"Não aconteceu nada estranho, pelo menos não que eu me lembre. E conheço meus vizinhos são um casal, mas eles não ficam muito tempo em casa, ambos viajam no mínimo 3 vezes por mês, mas durante as últimas não tenho os visto" — falei, confusa.
"Hum, interessante." — ouvi Sherlock sussurrar
"Judy, você acreditaria se eu dissesse que seus vizinhos foram mortos?" — indagou o Doutor
"O que?? Isso é loucura, como você pode desconfiar de uma coisa dessas baseado somente em algo que eu disse?"
"Não foi apenas no que você disse, eu também olhei o lixo dos seus vizinhos e espiei através de espaços nas janelas" — Doutor disse dando um pequeno sorriso, seguido de uma risada
"Mesmo assim, como?" — perguntei sem desconfiar de nada
"Simples, no lixo, podemos perceber que não há nenhuma coisa que foi consumida nos últimos dias, como restos de comida ou embalagens abertas, só há 2 pacotes de bolachas, que só é vendida em Liverpool, isso confirma o fato que eles faziam muitas viagens, provavelmente a trabalho, pois cada viagem não durava muito tempo. As janelas semiabertas, indicam que eles estavam na casa quando foram mortos, e apenas uma janela está completamente aberta e suja de terra, isso mostra que o assassino entrou e saiu por essa janela e caiu na terra úmida no chão, pois há uma marca que mostra que alguém se apoiou para levantar, com a mão suja de barro na lixeira." — disse Sherlock tão rapidamente, que mal consegui entender
"Nossa!! Como que eu não percebi nada?" — perguntei indignada
"Agora que você sabe da maioria, gostaria de ajudar a gente a descobrir em que parte dessa história o alienígena entra?" — disse o Doutor olhando para mim
"Que alienígena?" — eu questionei
"Ah é, esqueci de dizer, aquela cabine azul é a Tardis, ela sempre me leva onde ocorrem acontecimentos com alienígenas envolvidos. E eu sou responsável de tirá-los da Terra. Agora sim você sabe da maioria. E aí? Vai nos ajudar? Sim ou não?"
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