A Stranger In My Life
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Boa leitura!
Um carneirinho, dois carneirinhos, três carneirinhos...
Quinn resolveu contar carneirinhos para tentar dormir, elas os imaginava pulando uma cerca. Mas é claro que isso não deu certo. O quarto carneirinho veio com cabeça de gato, o quinto voou pela cerca, o sexto ficou com a cabeça presa na cerca. E ele estava sufocando... Quinn de repente também estava sufocando. O carneirinho ia morrer... Quinn ia morrer.
Ela sentou-se subitamente, tentando limpar a mente da imagem do carneirinho com cabeça de gato sendo sufocado pelas grades da cerca. Ela respirou fundo tentando controlar a mente. Ela tinha sido varias vezes ensinada a fazer aquilo, mas isso não significava que ela tinha aprendido. Isso era tão frustrante...
O escuro também não ajudava em nada. Ela desceu devagar, quase pisando em cima do braço de Rachel. Já no chão ela olhou ao redor, não tinha nada pra fazer, se ela acendesse a luz Rachel acordaria. Ela caminhou até a porta e a abriu para que um pouco de luz do corredor entrasse. Pegou o notebook, folhas de papel, sua manta e saiu do quarto.
Estava frio e dava para ver a leve chuva caindo no campus. Mesmo com os pés cobertos por meias ela conseguia sentir o chão frio. Ela caminhou até o final do corredor e fez uma especie de abrigo com sua manta e ligou o computador.
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Rachel acordou com uma leve iluminação no quarto. Ela não se incomodou, simplesmente virou para a parede e fechou novamente os olhos. Mas abriu-os novamente ao sentir falta de algo. Um barulho na verdade.
Ela franziu a testa para se concentrar no que estava faltando.
Ow, sim! A respiração de trator de Quinn. Não que a loira roncasse, mas Rachel tinha percebido que ela dormia com o nariz pressionado no travesseiro, o que acabava provocando um barunho estranho quando ela respirava. Isso não a incomodava, pelo contrario, era relaxante e abafava os ruídos assustadores vindos das árvores do campus. Agora ela poderia ouvi-las nitidamente.
"Quinn?" Ela chamou baixo. O barulho das árvores e da chuva a estavam deixando tensa.
Ela levantou e percebeu que a luz fraca vinha do corredor e entrava pela porta que estava levemente aberta. Ao dar uma olhada na cama de cima ela percebeu que estava vazia.
Oh meu Deus! Alguém sequestrou Quinn...
Ela já tinha ouvido casos sobre jovens que eram sequestradas por universitários obcecados por loiras. Ela sempre mandava Quinn trancar o quarto...
Ela andou devagar até a porta e saiu para o corredor e se arrependeu no momento em que seu pé descalço tocou o chão gelado, um arrepio se espalhou pelo seu corpo. Olhou para p fim do corredor e encontrou um notebook e uma montanha bege de lã. Quinn.
Pensou um pouco e percebeu que não conseguiria dormir com o barulho do vento e da chuva, que agora estava se tornando uma tempestade. E ela também não era tão mal assim para deixar a sua colega de quarto morrer de frio. Então, Quinn teria que voltar para o quarto.
"Quinn." Ela chamou chegando perto da montanha de lã. "Quinn está frio, vamos pra dentro."
"Hum." Foi o que recebeu em resposta antes da loira se levantar devagar, colocar a manta sobre os ombros e ir tombando para o quarto. Ela parecia uma sonambulo.
Rachel pegou o computador, as folhas de papel e um origami bem detalhado de um cachorro, ou talvez um lobo.
Ao voltar para o quarto e ascender a luz ela viu Quinn, que tinha roubado sua cama e estava abraçada a seu travesseiro. Otimo! É isso que dá ser caridosa.
"Ei, essa é minha cama!" Disse um pouco frustrada recebendo apenas um gemido em resposta.
Agora ela estava zangada. Pôs os pertences de Quinn em cima da escrivaninha junto com a manta que antas jazia no chão. Olhou a cama de cima pretendendo subir, mas foi invadida por lembranças de sua infância, quando tinha dez anos e oi dormir pela primeira vez em um beliche. Ela caiu da cama e quebrou o braço e deslocou o pulso, teve que ficar seis meses com o braço engessado. Então... Sem chance!
Ela pegou o travesseiro de Quinn e seu lençol que havia sido abandonado em um canto e se deitou na beira da cama. Tinha espaço suficiente, porque Quinn dormia como uma bola abraçada ao travesseiro e hoje estava sem lençol.
Logo a respiração de trator invadiu o ambiente e Rachel finalmente se entregou ao sono, sem ser incomodada por barulhos assustadores.
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Rachel não sabia como, nem em que momento da noite tinha trocado de ludar com Quinn, mas ela tinha acordado, literalmente, cheirando a parede. Estava tão quentinho... Até a realidade lhe bater a mente e ela lembrar que tinha aula de técnicas vocais aquela manhã. Se virou lentamente para não empurrar Quinn da cama e olhou para a mesa. Eram 7h e 45, ela ainda tinha tempo.
Seus olhos desceram mais um pouco e ela encontrou o rosto pálido e sereno de Quinn. Na verdade ela não estava tão pálida, seus lábios e suas bochechas estavam levemente coradas. A boca entre-aberta e a posição semi-fetal já eram conhecidas por Rachel.
Ela não poderia negar que Quinn era realmente bonita. Com belo penteado e uma roupa elegante ficaria parecendo com uma daquelas moças bonitas de filmes dos anos 30. A calça de pijama levantada revelava um machucado perto do joelho e vários hematomas. Rachel sempre ouvia quando ela batia a canela na cadeira perto da escrivaninha ou no sanitário.
Quando voltou seus olhos para o rosto da loira ela foi recebida por olhos sonolentos que encaravam ao redor. Eles eram castanhos com vários riscos verdes, que faziam Rachel lembrar de arvores, terra e chuva.
"Por que você está aqui?" Quinn perguntou com voz rouca a olhando nos olhos com uma expressão confusa.
"Na verdade essa é minha cama." Respondeu escorando a cabeça na mão. Quinn olhou para a cama de cima e novamente para Rachel que acenou com a cabeça.
"E o que eu estou fazendo aqui?" Agora ela estava sorrindo. Rachel realmente não a entendia, uma hora ela era acanhada, outra ela se comportava como se fosse realmente sua amiga.
"Isso eu também não sei responder, mas eu sei como você veio parar aqui." Quinn riu abertamente e se espreguiçou. Passou um tempo olhando para cima até se levantar parecendo procurar por algo. Ela foi até a escrivaninha e papel em forma de cão/lobo e voltou para cama.
"É pra você." Ela colocou na palma de Rachel que estava levemente aberta sobre a cama. "É um lobo." fez uma pausa. "Eu esqueci de te agradecer por ter ido me buscar na enfermaria. Então eu fiz isso, pra te agradecer e pra te pedir desculpas por não te agradecer antes." Ela mordeu o lábio.
"Obrigada. Sempre que precisar eu vou te buscar." Falou sorrindo e recebendo um sorriso de Quinn, que se levantou e seguiu para o banheiro.
Rachel aproximou a dobradura de seu rosto para poder observar os detalhes com a iluminação da manhã e sua ultima frase ficou latejando em seus pensamentos.
Notas finais
E mais uma vez peço desculpas pela demorada, estou meio ocupada e doente, o que me faz ter alguns bloqueios e colapsos. Dependendo da minha melhora eu postarei semana que vem. Bjnhos!
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