Notas iniciais
heyy
Me descupeeem pela demora, eu estava com uma barreira de criatividade pra continuar esta história. Mas enfim aqui está, e eu não sei se o capítulo está bom.. mas espero que gostem (=
p.s: Fiquei sem criatividade pra um titulo pra esse capítulo ://

Aqui estamos nós, um grupo de sobreviventes que irá passar a noite no meio do mato até que o chefe do grupo ache um lugar temporariamente seguro para ficarmos. Em uma tentativa de nos tranquilizar um pouco, meu pai decidiu reunir todos nós em volta de uma fogueira para que todos possam contar uma história engraçada ou assustadora, só para descontrair um pouco. A primeira história quem conta é Carol. Ela fala sobre algo que aconteceu quando ela tinha 16 anos. Nem presto tanta atenção, algo esta fazendo com que o meu coração aperte.

Todos começam a rir e então eu não estou mais entre o grupo de sobreviventes, estou no quintal da casa de fazenda do meu avô. Estamos eu, minha mãe, meu pai, Beth e o nosso avô, reunidos ao redor de uma fogueira. Nosso avô tocando violão enquanto nós cantarolávamos algumas canções. Também contávamos algumas histórias, a maioria de comédia o que fazia com que todos soltassem gargalhadas, eu chegava a me jogar pra trás de tanto rir.

Lágrimas se acumulam em meus olhos e antes que alguém perceba, me levanto e caminho para longe deles. Quando tenho a certeza de que estou sozinha e que ninguém viu eu me afastando, permito que as lágrimas escorram por meu rosto. Mas pior do que estar chorando, é saber que eu sou uma pessoa fraca demais, todos os dias eu tenho vontade de gritar, pelos mesmos motivos. Estou presa ao passado, talvez seja porque o passado foi muito melhor que o presente. Sinto falta de tudo o que eu vivi, de todos com quem eu convivia e de quem eu era antes.

Escuto alguns passos se aproximando. A pessoa — ainda não me virei para ver quem é — coloca uma jaqueta sobre meus ombros e se senta ao meu lado. Depois de um bom tempo me viro para ver quem é. Glenn. O encaro com lágrimas presas em meus olhos mas me esforço para não permitir que elas escorram. Ás vezes nem eu mesma sei por que eu faço isso, se já está na cara que eu estava chorando, e que estou morrendo de vontade de me encostar no peito dele e chorar até me faltarem lágrimas.

- Ei, por que você tá chorando? — Ele pergunta me encarando com tristeza. Em seu olhar percebo que ele não está com pena de mim, tudo o que ele quer é que eu não fique triste. E ele está triste, por me ver chorar. Não respondo nada, apenas deito minha cabeça em seu ombro e ele me abraça fortemente fazendo com que eu me sinta mais segura em seus braços. Não sei, foi como se tudo de ruim tivesse sumido, e só estávamos eu e ele. Juntos.

(...)

- Maggie.. — Glenn me sacode. — Maggie, acorda. — Abro meus olhos lentamente. — Rápido, o Rick encontrou um lugar mais seguro para o grupo. — Ele me puxa apressadamente.

- Mas não tem ninguém.

- Exatamente, eles já estão a caminho. Eu disse que os alcançaria. Rápido. — Ele entra rapidamente no carro, mas como eu me comporto igual a um zumbi quando acordo, ando lentamente até o carro. — Rápido Maggie. — Ele altera o tom de voz.

- Não é gritando comigo que você vai me fazer ir mais rápido.

- Você esta fazendo isso de proposito, só pode ser.

- Ok eu já estou dentro do carro, se você estivesse com tanta pressa já teria ligado.. — Antes que eu termine ele liga o carro e sai em velocidade máxima. Não falo nada e vamos o caminho inteiro em silêncio.

Glenn finalmente consegue alcançar Rick e os outros. Seguimos eles até uma prisão. Rick, e os outros saem do carro e caminham na direção do portão, meu pai abre o portão, eles entram e começam a atirar em alguns zumbis. Abro a porta do carro mas Glenn segura o meu braço.

- Eu vou.

- Eu também vou. — Solto meu braço da mão dele.

- É perigoso.

- Glenn, eu não sou nenhuma princesinha indefesa, e também, você não tem nada comigo, não é meu pai, meu irmão e nem meu marido, por que se importa tanto?

- Mas que merda Maggie, eu me importo com você por que eu te amo. — Ele grita e sai do carro rapidamente, andando na direção da prisão. Fico sentado pensando nas palavras que ele acabou de dizer, mas logo pego uma lanterna no porta luvas, a arma no banco de trás e ando na direção da prisão também. Entro por uma porta estreita e ligo a lanterna. Um lugar pequeno, com uma outra porta. Ando até essa porta e a abro. Um corredor com algumas celas. Entro em todas as celas e todas estão vazias. Subo uma escada que está no final do corredor. Mais celas, e estas também estão vazias. O silêncio e a escuridão do lugar fazem com que eu fique arrepiada. Escuto alguns passos, e os passos não vem do andar de baixo, nem do andar de cima. Meu coração acelera e sinto um frio no estomago. Levo a lanterna para todos os cantos e não vejo ninguém. A luz da lanterna se apaga. Minhas pernas ficam bambas. Meu coração quase salta pela boca e então os passos se aproximam mais e mais. Sinto que a pessoa está atrás de mim e solto um grito quando sussurra um "shhhh" no meu ouvido, solta uma risada.

- Ron acende a luz, quero ver o rosto da nossa visita. — Esse tal de Ron acende a luz e eu continuo paralisada. Um homem alto, cabelos loiros, parece ter 30 anos, fica de frente para mim. — Ei calma, eu não vou te machucar. — Ele abre um sorriso que demonstra o contrário do que ele falou. — O que você tá fazendo aqui? Com quem você está? — Não respondo, as palavras simplesmente não saem da minha boca. — Fala. — Ele grita e então segura meus braços fortemente. — Fala logo vadia. Você está sozinha? — Nego com a cabeça. — Cade o seu grupo? São em quantos?

- Eu levo vocês até eles. — É a única coisa que consigo pensar em falar, já que sozinha eu não conseguiria matar os dois. Vou para fora da prisão.

- Eles devem estar dentro da prisão vendo se tem algum zumbi lá dentro. Logo eles vão estar aqui. — Falo e o tal de Ron me segura pelo braço. — Dá pra me soltar? — Ele não responde. Solto um suspiro os dois ficam ali, encarando a entrada da prisão.

Depois de muito tempo de tortura, em pé com um cara me segurando pelo braço, eles finalmente resolvem sair da prisão.

- Quem são vocês? — Rick pergunta enquanto se aproximam.

- Nós é quem perguntamos. Quem são vocês?

- Solta ela. — Glenn fala apontando a arma e na mesma hora o Ron aponta uma arma para a minha cabeça.

- O que vocês estão fazendo aqui? — Ron pergunta.

- Queremos um lugar seguro para ficar. — Rick fala.

- Acontece que esse já é nosso.

- Nós podemos chegar a um acordo. — Rick se aproxima.

- Claro, um acordo. Soltamos a princesinha e vocês vazam daqui.

- Podemos dividir o espaço. Ou então vocês dois se juntam a nós. Vai ser melhor para todos. Quanto mais gente, mais chances de sobrevivermos. — O cara fica por um tempo em silêncio.

- Ron. — O cara loiro o chama e afirma com a cabeça. Ron me empurra para longe. — Tudo bem. — Como eles podem ser tão burros? Não tá na cara que o Rick vai matar os dois? Não que eu esteja reclamando, mas eu jurava que os dois eram mais espertos.

- Ta tudo bem? — Glenn pergunta e eu afirmo com a cabeça.

- Só não vem com "Eu te avisei". — Falo e ele da uma risada fraca.

Rick vai cumprimentar Ron com um aperto de mãos e dá o seu jeito de jogá-lo no chão. O loiro cujo nome eu não sei aponta uma arma na direção do Rick mas Daryl é mais ágil e atira nele primeiro. Rick pega a arma de Ron e atira até ter certeza de que ele está morto. E pela primeira vez eu abro um sorriso ao ver alguém morrer.

Notas finais
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Reviews?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.