A Song And Ice And Fire -lies And Deviations

5 Porque a noite é escura e cheia de terrores


Notas iniciais
mais um capitulo ESSE É MAIOR E ENGLOBA UM POUCO RENLY ALÉM DA MORTE DE JON ARRYN ..bjks

Estava sentada com Septã Caslyn e suas irmã mais nova Myrcella, costurando, odiava costurar, principalmente quando Septã Caslyn ficava dando palpites em tudo e dizendo como sua irmã de apenas 8 anos costurava melhor que ela de 14, era insuportável, mas ela aguentava, tentava deixar seus pontos retos, não que os de Myrcella fossem perfeitos, mas ela tinha de admitir que ela era melhor nisso.

Ela se saia melhor com Flowers do que com agulhas e isso era admiravel .O fogo crepitava firmemente na lareira e seus olhos pararam sobre ele num tipico instante ...

E ela viu mas do que qualquer outra pessoa poderia ver com seus olhos nitidamente azuis ,o gelo tomou conta de seu corpo e ela se deixou ver mais do que poderia .

Seu transe não levou mais que vinte minutos mas a fez saltar correndo da cadeira e descer desabalada os degraus de dois a dois da fortaleza vermelha até a sala do trono de ferro antes de adentrar ela já ouvia os gritos de Lysa Arryn ,ela queria avisar mas já era tarde ele se fora ,Lord Arryn se fora ela podia ver seu corpo ser levado pra fora ,ela queria gritar como Lysa ,dizer o que sabia mas sua voz não saia ,o choro lhe faltava,sentiu os braços de Renly a envolverem deitou a cabeça em seu peito e só pode sussurrar a Noite é escura e cheia de terrores .

Cidade interna -Porto real

O sol se punha o horizonte, dando espaço para a lua brilhar sobre nossas cabeças. Inspirei o aroma das flores silvestres do jardim dum casarão próximo, ignorando a conversa paralela entre meus irmãos e companheiros de noitada. Logo que fomos aproximando-nos de nosso destino, a fragrância feminina e sensual de incensos invadiram meu nariz e fez-me lembrar do que estaria a fazer dali a pouco.

Eu possuía experiência o suficiente para que a insegurança não me viesse á tona, mas poderia de haver um engano caso eu me recusasse a participar do programa daquela noite, obviamente! A disposição requerida para violar o corpo sagrado de uma mulher em prol de meu prazer escapava-me, trazia-me certo receio da ideia, o que me irritou profundamente. Pois ora essa, a mente trazia-me filosofias morais quando eu menos esperava, e de fato tal coisa era parte de mim e eu não poderia evitar! Soltei o ar, bufando. Bem poderia ir ter com Loras, preferiria eu, ou então ter ficado com Kat no castelo, mas lá eu já estava, então desemboca, Renly.

— Por que me parece desgostoso, Renly? — questionou Mindinho, atrasando o passo para acompanhar-me. — Não está mais a gostar das fêmeas? Ou medo de quenga? — riu zombeteiro, puxando a risada dos outros.

Dei uma risadinha sarcástica e mal-humorada, afastando-o de mim com a mão. Veja lá, não abri a boca e a baderna já começou. Apertei o passo, antes desleixado e devagar, adentrando a casa do prazer antes de todos. Imediatamente fui recepcionado por uma mulher muito bem desenvolvida, digamos, como também intencionada. Desviei-me gentilmente desta e separei-me um pouco do grupo, que ia direto ao centro do salão onde se concentrava maior número de mulheres. Mal enxergava o rosto maquilado de alguma delas, estando num ambiente mais escuro que o habitual.

— Qual a razão do apagamento das velas, Lorde?

— Hoje teremos a apresentação célebre de uma jovem, senhor. Creio que está por vir — afirmou, sorrindo de canto. — Uma beleza de moça...

Ergui as sobrancelhas, assentindo. Para tal atenção, devia de ser mesmo. Passou-se um curto intervalo de tempo e eu avistava, a uma taça de vinho na mão, meus companheiros engraçando-se com seus respectivos alvos da noite quando as velas do longo palco principal acenderam-se e flamejaram espalhando suas sombras sobre ele numa visão surpreendente e misteriosa. Atentei-me, curioso.

A tal moça surgiu em meio ás cortinas do fundo, caminhando lentamente até o meio do palco que em poucos segundos o fez pertencer somente á ela; minha primeira impressão foi da jovem estar consumindo a energia de tudo ao seu redor para sustentar a própria beleza. E mais tarde eu descobriria que também o mais absurdo encanto. Vestida inteiramente por uma túnica branca e meio transparente, dando-lhe o ar espectral, na cabeça carregava uma coroa de flores vermelhas e dali a ponta dos pés corria um véu de renda ligado a um fino pano que tampava parte de seu rosto, deixando á mostra apenas os olhos escuros e... Bem, inocentes.

Era uma virgem, e isso não só surpreendeu-me como também contribuiu para o fascínio a qual fui dominado com tanta facilidade. Seguiu-se uma série de movimentos lentos e sensuais de uma forma única, mesclados á delicadeza que jamais pensei que mulheres de tal categoria poderiam possuir. Não era qualquer coisa; era uma delicadeza voluptuosa, que me causou sérios pensamentos tempestivos.

— Quem é ela? — indaguei, num tom que não procurei disfarçar. O Lorde olhou-me com curiosidade. — Nunca a vi por aqui...

— Ora, esta é a nossa mais jovem garota, Katy. Vejo que lhe agrada em muito, senhor, mas certamente! — exclamou, analisando minha expressão. Franzi a testa, sem desviar os olhos da moça. — Sabia que ela não iria me decepcionar. Tem talento.

Pigarreei, pousando a taça num lugar qualquer e baixando o olhar, esforçando-me para desviar meus pensamentos. Porém, instantes depois lá estava eu olhando Katy novamente. Por um momento nossos olhares encontraram-se e, pensei na hora ser uma maldita ilusão, mas se seus lábios estivessem descobertos eu teria visto um pequeno sorriso se abrir. Muito bem, enfim... Tinha eu a certeza de que tal ser não estaria disponível a algum ali e afinal, algo em minha cabeça indicava-me não ser a melhor ideia ir deitar-se com uma prostituta do qual o encantara com tanta intensidade. Ah, não, de certo.

Ponderei rapidamente sobre a áurea exclusiva que ela carregava, o suficiente para a apresentação encerrar-se. Houve uma explosão de aplausos e participei de tal vigorosamente, como bem merecido. A dançarina voltou-se ao público e fez uma vênia discreta, apressando-se a entrar na cochia. Suspirei, virando-me para o Lorde.

— Irei ao meu quarto reservado e logo voltarei em busca de alguma — informei-lhe, distraído.

— Pois vá, meu senhor! Terás cortesia da casa esta noite, espero que faça bom proveito.

— Explique-me isso direito, Lorde — Sorri de canto, achando graça em sua expressão exasperada.

— Apenas vá, logo tudo estará esclarecido, garanto-lhe. — afirmou a olhar-me severamente.

Concordei, sem opções, e segui caminho para o quarto especialmente guardado a mim. Tolice.

Após alguns lances de escadas, lá estava eu no iluminado corredor e dirigi-me ao aposento mais bem apresentável. Notei de imediato, desconfiado, a abertura que das cortinas indicando que alguém ali havia acabado de entrar; contudo adentrei, a passo vagaroso e a desprender minha longa capa dos ombros.

Olhei tudo ao redor e meus olhos pararam direto na cama impecavelmente composta. Minha respiração falhou ligeiramente á imagem diante de mim e pisquei algumas vezes, quase sem compreender.

Katy, a jovem dançarina sentada á beira da cama, as costas viradas á mim, sutilmente descobertas e revelando a pele alva e imaculada. Os cabelos já não estavam mais presos, e sim soltos em longos cachos louros escuros. Oh, mas...

— Boa noite — pronunciei, atônito.

Ela virou-se com certo susto, e vi que sua boca ainda não me era visível por conta do tecido rendado. Levantou-se no segundo seguinte, os olhos meio cabisbaixos e as mãos unidas.

— Boa noite, senhor... — disse, a voz baixa e meiga. Avancei um passo inconscientemente, e seus olhos levantaram-se com lentidão, tímidos. — Servir-lhe-ei esta noite.

Franzi a testa; não sabia exatamente como prosseguir e permaneci parado, sentindo-me um tanto rude e silencioso. E então me lembrei das palavras de Baelish. Cortesia da casa, é...? Pareceu-me palavras de tamanha modéstia, talvez.

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As cortinas esvoaçavam delicadamente, como se dançassem ao sabor da brisa leve e quente. Lá fora o céu tinha escurecido por completo, apenas com os pequenos brilhos das estrelas a iluminar as ruas de Porto Real.

Respirei fundo, lenta e profundamente, inalando o aroma doce e lascivo do incenso que haviam acabado de queimar no quarto, e fechei os olhos por instantes, com a mão sobre a barriga. Senti a ansiedade crescer a cada segundo que eu tentava contê-la, resultando no incómodo intenso em meu estômago, que revirava sem sossego.

As palavras de Petyr Baelish soavam constantemente em minha cabeça e isso, de fato, não ajudava em nada ao processo de descontração. Tombei o rosto levemente, deixando os cabelos escorregar sobre o ombro, repetindo as suas ordens.

“Deveis agradá-lo; poucas mulheres têm a sorte de conseguir sequer um minuto do irmão do rei.” A paragem quase ameaçadora de suas palavras causou-me uma série de tremores pelo corpo, que ele animadamente observou. “Ótimo, estais consciente das consequências.”
Logicamente, informei que me portaria na perfeição e satisfaria os seus desejos sem protestar, enquanto o homem que me comprou passava os dedos em meu decote, puxando-o para baixo de modo a aumentá-lo. Segurei a respiração, esforçando-me para não corar, mesmo estando apenas eu no quarto.

Ou assim achava.

— Boa noite — A voz forte sobrepôs-se à de Baelish em minha mente.

Virei-me, sobressaltada por perceber que nem sequer me dera conta da entrada do meu... cliente. Os meus olhos arregalaram-se ligeiramente, ao perceber que era o homem alto e forte, de olhos azuis magnetos, que tinha observado enquanto dançar. O mais novo dos homens Baratheon: Renly.

Sustive a respiração e levantei-me, com o olhar perdido e as mãos juntas na frente do corpo. Pelos Céus...! Como pode satisfazê-lo? Era claramente um homem muito mais experiente que eu.

— Boa noite, senhor... — Acabei por dizer, em tom meigo e baixo. O irmão do Rei avançou um passo e tive que erguer os olhos timidamente para poder encontrar os seus e prosseguir — Servir-lhe-ei esta noite.

Não houve resposta por largos segundos; alarmei-me e mordi o lábio, ainda coberto pelo tecido branco do véu, aproximando-me delicadamente.

— Deseja tomar algo em especial? — Inquiri, estreitando os olhos um pouco. — Lord Baelish informou-me do seu gosto pelo bom vinho. Trouxeram um exclusivamente para si.

O homem movimentou a cabeça num sim, de modo quase inexistente, mas o suficiente para que eu entendesse. Tombei o rosto um pouco e segurei a saia do vestido apenas para tornar os meus movimentos mais rápidos e fluídos, tomada por uma súbita pressa de manter as costas voltadas. A sua mão larga segurou-me o braço, no entanto, impedindo-me de qualquer movimento. Ergui o olhar novamente, confusa e assustada.

— Senhor?

Com a mão livre, Renly tocou o véu que eu ainda usava e o enroscou entre os dedos, descendo-os em seguida. O tecido desceu lentamente, quase como uma caricia a minha pele, ao passo que os grandes olhos azuis pareciam analisar-me a alma detalhadamente.

— Sente-se. — Ordenou, com o tecido branco nas mãos, enquanto me empurrava cuidadosamente para a cama.

Obedeci, esforçando-me para sorrir do modo suave que Petyr havia indicado como extremamente sensual, e fui sentar-me na ponta da cama coberta com lençóis vermelhos de seda brilhante.Renly tombou o rosto e caminhou majestosamente até ao jarro cheio de vinho, enchendo duas taças de ouro baço.

— Tomo pela cor das suas vestes que sejas, ainda, pura.

— Sim, senhor.

— E está claramente nervosa...

E o fato de ele o ter percebido em nada ajudou. Estaria a desagradá-lo a minha hesitação? Abri os lábios um pouco e demorei mais a reagir do que gostar, mas acabei negando com a cabeça; sorri-lhe, colocando uma mecha de cabelo atrás da orelha, e dediquei-lhe um olhar doce, mas de algum modo, confiante.

— Tolices, senhor. Não deve dar importância a tais coisa... — Sussurrei, quando ele voltou a aproximar-se com a taça e me entregou.

— Suponho que possuas um nome? — Indagou, sorvendo uma pequena quantidade de vinho.

— Kathryn. — Sorri, sem necessitar de perguntar o seu.

— Kathryn... — Repetiu, pensativo.

Voltou a beber mais um gole de vinho, sem descolar os olhos dos meus por um instante. A falta de palavras da sua parte começava a assustar-me e rapidamente a ansiedade de antes deu lugar ao medo de não ser suficientemente aprazível ao seu olhar para que pudesse satisfaze-lo.

— Bom... Kathryn... — Começou novamente, pousando a taça vazia numa das cómodas. — Não necessitamos fazer nada, se não se sentir à vontade.

O que senti ao ouvir as suas palavras quase me deixou louca, tamanha a controvérsia. Desejei aceitar a gentileza, declarar-me assustada e tremula aos toques de um homem; contudo, desejei ainda mais que, se realmente deveria fazê-lo, aquele homem era absolutamente divino.

Levei a taça aos lábios e tomei o resto do vinho, sentindo a garganta arder um pouco. Levantei-me da cama, atenta no seu olhar expectante e ainda assim tão calmo, aproximando-se lentamente da sua figura alta e imponente. Ergui os olhos quando não mais do que dois pés nos separavam e mordi o lábio. Renly entreabriu os seus, soltando uma golfada de ar quente e inebriante em meu rosto.

— Os seus desejos são os meus, senhor...

Renly Baratheon estreitou os olhos e exibiu um cálido sorriso de canto, que rapidamente se tornou quente. As suas mãos fortes e ásperas pousaram em meus ombros e afastaram as alças finas e trançadas do vestido. Arrepiei-me por completo e, por impulso, pousei as mãos no seu peito largo.

Apertei as mãos no tecido da camisa leve que vestia, sentindo a pele quente por baixo. Sem pensar corretamente, puxei-o para mim, sussurrando-lhe o nome pela primeira vez, num sussurro apagado. O seu sorriso pareceu aumentar e Niklaus não se mostrou nem um pouco reticente.

O seu nariz tocou-me antes a bochecha, em algo que poderia ser designado como carinho suave, fazendo-me suspirar. Os lábios fecharam-se nos meus, urgentes e possessivos, mas não se aproximou demasiado, limitando-se a guiar-me as mãos para lhe abrir a camisa e descobrir o peito nu e musculoso.

Segurei o ar ao tocar-lhe o peito, sentindo o nervosismo voltar para me engolir. O irmão do Rei, contudo, sorriu mais, deslizando as mãos para minhas costas e levando o meu vestido com elas. Afastou-se de meus lábios meramente para se ocupar da curva do meu pescoço, onde sussurrou:

— Serei cuidadoso...

O meu vestido caiu ao chão no segundo seguinte.