A Sombra da Lua
9 Capitulo 8
Kumogakure, pós guerra.
POV Shikamaru Nara
Depois de uma longa caminhada finalmente podíamos ver o acampamento da aliança shinobi nas montanhas de Kumogakure. A vila estava com uma grande parte destruída por conta da bola da besta de dez caudas que Madara e Obito atiraram para destruir o nosso quartel general. Meu pai estava ali.
Suspirei. O caminho shinobi é cheio de perdas, porém ninguém disse que seria fácil lidar com elas. Nunca imaginei que viveria sem o meu pai ao meu lado, isso dói mais do que todos os ferimentos de guerra juntos.
Muitos dos ninjas sobreviventes estavam sendo carregados, e todos nós estávamos esgotados. Acho que chakra só do Naruto e do Killer B. Eu mal podia esperar para deitar em alguma cama.
—A minha vila está em pedaços...
—Calma Raikage, todos nós vamos resolver, agora com a aliança shinobi os grandes países vão finalmente estar juntos e colaborarem um com o outro.
As palavras do Kazekage pareceram tranquilizar o Raikage, e realmente ele estava certo, essa aliança pode salvar o mundo shinobi de diversas maneiras, se Kumogakure, pós guerra.
POV Shikamaru Nara
Depois de uma longa caminhada finalmente podíamos ver o acampamento da aliança shinobi nas montanhas de Kumogakure. A vila estava com uma grande parte destruída por conta da bola da besta de dez caudas que Madara e Obito atiraram para destruir o nosso quartel general. Meu pai estava ali.
Suspirei. O caminho shinobi é cheio de perdas, porém ninguém disse que seria fácil lidar com elas. Nunca imaginei que viveria sem o meu pai ao meu lado, isso dói mais do que todos os ferimentos de guerra juntos.
Muitos dos ninjas sobreviventes estavam sendo carregados, e todos nós estávamos esgotados. Acho que chakra só do Naruto e do Killer B. Eu mal podia esperar para deitar em alguma cama.
—A minha vila está em pedaços...
—Calma Raikage, todos nós vamos resolver, agora com a aliança shinobi os grandes países vão finalmente estar juntos e colaborarem um com o outro.
ela durar.
—Shikamaru, temos que mandar cartas para avisar sobre o fim da guerra aos Daimyo e aos reis e líderes dos outros países, principalmente aqueles que acolheram os refugiados.
—Sim, Kakashi já vou providenciar isso assim que chegarmos definitivamente no acampamento.
Kakashi era um bom líder, era inteligente, conhecia os valores ninjas como ninguém. Até Naruto estar pronto e na idade certa, Kakashi é a melhor opção para substituir Tsunade como Hokage, e provavelmente deve me dar menos trabalho do que ela e o Naruto dariam.
Finalmente chegamos ao acampamento. Fomos recebidos por uma equipe medica que tinha ficado lá para emergências e pós guerra, mas antes que eu pudesse tratar dos meus machucados fui escrever as cartas para todos os outros países e para os Daimyo, afinal tem muitas pessoas em estado mais grave do que eu, e isso eu devo agradecer aos meus companheiros, e até aquela garota.
Escrevo as cartas do jeito mais simples e rápido possível, sem muitos detalhes, é uma mensagem rápida, os detalhes vem depois.
Quando estava quase acabando Kiba me interrompeu.
—A gente não pode conversar antes, mas agora você não me escapa Shikamaru!
Bufei. O que esse cachorro quer comigo logo agora?
—Kiba eu estou trabalhando, quero terminar logo e poder descansar antes de voltar a trabalhar.
—Você acha que eu não vi você e a Temari se beijando?! Por que eu vi sim! E você vai me explicar sobre aquilo.
Suspirei, Kiba era insistente e as vezes irritante, mas a questão era que eu não tinha o que explicar porque nem eu entendi o que foi aquilo. Era obvio que alguém tinha visto, afinal estávamos no meio do campo de batalha, só que eu não esperava um interrogatório tão cedo.
—Olha Kiba, eu realmente não sei o que aconteceu ali, Temari veio me cumprimentar pelo fim da guerra e me beijou, é isso, não tem mais.
—COMO ASSIM NÃO TEM MAIS?! VOCÊ BEIJOU ELA! TEM QUE TER MAIS!
Desisti de escrever aquela carta, coloquei meu rosto em minhas mãos, estava cansado, e tudo o que eu menos queria era pensar nessa situação problemática.
—Não grita, não tem ninguém surdo aqui. Eu não sei ok? Eu não vi a Temari depois daquele beijo, e eu não sei o porquê dele ter acontecido, ela não me disse nada apenas me beijou e eu não soube como reagir, se está esperando que eu diga que tenho sentimentos por ela ou ela por mim, você não vai conseguir isso, porque de fato eu nem estou pensando dobre isso, e nem sei se quero pensar. Isso é muito problemático e agora tudo o que eu quero é terminar meu trabalho, então, por favor, sai.
Voltei a escrever aquela carta que ia ser enviada para o país do Ferro.
—Não precisa ficar bravinho assim Shikamaru! Eu não queria te incomodar, só que achei que talvez você pudesse estar gostando dela e isso seria bom pra você, gostar de alguém. Mas também fiquei preocupado, por que ela é de Suna e trabalha com o Kazekage que é o irmão dela, e você é de Konoha e agora sem o seu pai você vai trabalhar diretamente para o Hokage, são três dias de viagem e isso não seria fácil... Enfim, só queria saber como você estava em relação a isso, qual é, sou seu amigo, eu posso ser meio desleixado mas ainda assim sou seu amigo.
Apesar de tudo Kiba era um amigo de verdade, se importava e se preocupava, do seu jeito claro, mas ele era de certa forma leal e sempre queria ajudar, e agora ele tinha razão.
—Está tudo bem Kiba, eu ainda não pude conversar com ela, mas se eu conversar eu te conto depois.
—Tudo bem amigo, bom trabalho.
Kiba saiu da sala no exato momento que eu terminei aquela carta, essa era a penúltima agora só faltava uma.
Não podia pensar em Temari agora, tinha que terminar logo isso e ir descansar um pouco. Depois eu teria que fazer todo um relatório da guerra e colocar as perdas e o nome dos ninjas que voltariam para Konoha, isso vai me dar muito trabalho.
Peguei o papel para escrever a última carta, então olhei para o mapa dos países para ver qual faltava receber a notícia do final da guerra, o último país era o país da Lua, uma pequena ilha turística, com uma família real e uma vila shinobi com poucos ninjas, Getsukagure. Recebemos alguns ninjas de lá para a guerra, será que estão todos vivos?
Comecei a escrever a carta.
A guerra tinha acabado, milhares de perdas, mas ainda assim aqui estou eu. Muitos sobreviveram apesar de tudo, e em breve irão voltar para suas casas e famílias. Mandar essas notícias a todos esses países era bom, sei que ainda vai existir muita dor dentro de nós, mas estamos vivos e o mundo continua aqui.
Por um breve momento me pego pensando naquela garota, Mei. Qual desses países será o dela? Por que ela chegou no final da guerra e foi embora sem se reportar a ninguém? Por que tanto mistério? Quem é ela de fato?
Suspirei. Parece que o destino queria me obrigar a pensar em coisas problemáticas justamente quando eu preciso de uma folga.
Terminei a carta e entreguei todas para o Sai, ele iria ser responsável por enviar elas.
—Shikamaru, posso te fazer uma pergunta?
Eu já tinha virado as costas, estava louco para ir tratar meus machucados e dormir.
—Sim?
Perguntei. Sai parecia nervoso, seu rosto estava vermelho, ele olhava para o chão.
—É que... Você é do mesmo time da Ino certo?
Então é isso, menos mal.
—Sou sim.
—Ela... já falou de... mim?
Sai estava gostando de Ino, nada surpreendente. Eu vi o quanto ele cuidou e ajudou ela na guerra.
—Se quer um concelho, você deveria ir falar com ela, seja gentil, elogie ela e lhe de um presente, flores principalmente, ela vai gostar.
Sai sorriu.
—Obrigado Shikamaru, você deveria seguir seus conselhos e ir atrás daquela garota.
—Que garota?
Não estava nem um pouco a vontade de falar sobre a Temari de novo.
—Aquela do cabelo branco, Mei né?
Eu travei por um momento, como assim a Mei? Eu nem conhecia a garota.
—Eu reparei a forma como você olhava para ela na guerra, você confiou nela mesmo sem conhecer, e ainda salvou a vida dela, me pareceu que gostava dela.
Era possível gostar de alguém que você acabou de conhecer e não sabia nada a respeito?
—Isso é ilógico Sai, agora vai enviar as cartas antes que escureça.
Não é possível gostar de alguém que não conhece. Apesar dela estar no meu sonho do pesadelo infinito, não fazia nenhum sentido essa afirmação do Sai. E por de repente todo mundo resolveu me atormentar com essas coisas?!
Prossegui com o meu caminho em direção a enfermaria, quando estava quase chegando vi Temari conversando com um dos shinobis de Suna, ela parecia bem.
Meus pensamentos estavam me incomodando muito em relação a ela, e agora com a observação de Sai, Mei estava muito mais presente na minha mente também, ficar confuso seria meu novo hobby?
—Shikamaru! Por que demorou tanto? Olha para você! Está todo machucado!
—Bom te ver também Ino, eu estava ocupado com as cartas.
—E deu tudo certo?
—Sim, Sai vai enviar elas.
—Ah... Sai estava lá com você?
—Sim, por que?
—Por nada...
Ino começou a fazer meus curativos, então eu reparei que as suas bochechas ficaram levemente vermelhas depois de ter perguntado de Sai, mulheres...
—Ele me perguntou de você.
Ino apertou o curativo.
—AI INO!
—O QUE ELE DISSE?!
—ME PERGUNTOU DE VOCÊ! TA DOENDO INO!
—O QUE ELE PERGUNTOU?!
—SE VOCÊ FALAVA DELE! SOLTA O MEU BRAÇO!
—E O QUE VOCÊ RESPONDEU?!
—QUE ELE DEVERIA IR FALAR COM VOCÊ! AAAAI!
Ino finalmente soltou meu braço e começou a andar de um lado para o outro falando coisas como “e se ele vier falar comigo hoje?”, “que roupa eu tenho que usar?”, “mas eu não tenho outras roupas além das de guerra”. Por que tem que ser tão problemática?!
—Deixa que eu te ajudo com isso Shikamaru.
—Obrigado Shizune.
Shizune assumiu meus machucados enquanto Ino enlouquecia com a hipótese do Sai falar com ela, pelo menos ela esqueceu o Sasuke.
—Ino me contou sobre a garota do cabelo branco, estranho o fato do chakra dela ser semelhante ao da Kyuubi.
—Realmente, mas ela nos ajudou bastante durante a guerra.
—Sim, Tsunade-sama queria agradecer a ela e aproveitar para entender sobre esses poderes especiais que a Ino falou e o chakra dela, então está planejando procurar por ela enquanto viaja pelo mundo na sua aposentadoria, assim que fizer os braços do Sasuke e do Naruto, mas na minha opinião ela só vai sair jogando por aí.
Shizune riu.
—Se caso ela conseguir falar com a Mei ou ter alguma informação eu te aviso tudo bem? Apesar que isso pode demorar um pouco. Enfim, pode ir descansar, seus curativos estão prontos.
—Obrigado de novo.
Eu estava definitivamente intrigado em relação a Mei, queria saber sobre ela, mas quando Shizune disse que me informaria caso Tsunade falasse com ela, um frio se alojou na minha barriga, e eu não pude evitar mais uma série de perguntas. Mei estava definitivamente debilitada no final da guerra, ela usou muito chakra, e apesar de ter uma quantidade enorme isso era cansativo e seu corpo estava machucado, será que ela estava bem?
Ela estava chorando provavelmente pelo sonho que teve no genjutsu, mas a forma como ela olhou para mim mostrava algo além de tristeza. Mei parecia intrigada comigo e ao mesmo tempo parecia me conhecer pela forma como sorriu para mim, ela conseguia me deixar tão confuso quanto a Temari, devido à falta de informação. Essas mulheres vão me matar algum dia.
Saí da enfermaria e me dirigi aos dormitórios improvisados do acampamento. Amanhã o dia seria de relatórios e muito trabalho, bufei.
A lua estava cheia e clara como de costume, muitas pessoas conversavam entre si, contavam o que tinham acontecido com elas e comentavam a história do Naruto.
Todos já sabiam sobre como o Naruto e o Sasuke tinham derrotado Madara e depois a progenitora do chakra, Kaguya. Todos também já sabiam sobre a luta dos dois e como Naruto fez Sasuke se arrepender dos seus crimes contra todos. Ele agora estava sendo vigiado por Sakura e Tsunade, Kakashi intervia junto com Naruto por ele contra os Kages e os Daymos que tinham chegado a pouco tempo.
Por mim Sasuke não merecia o perdão, mas quem era eu para falar sobre isso? Naruto o salvou como tinha prometido, então talvez receber ele de volta seja o certo a se fazer em respeito ao Naruto e a Sakura.
Consegui finalmente deitar em uma cama, mas o sono não vinha. Pensava no meu pai e em Asuma sensei, como eu queria que eles estivessem ali. Eles estavam felizes no meu sonho e agora a dor da perda era mais forte do que qualquer outra.
Eles me ensinaram tudo o que eu sabia e por eles eu lutei com tudo o que eu tinha, mas isso não vai trazer eles de volta. Prometi ao meu pai que cuidaria do clã, da minha mãe e do trabalho para a vila, da mesma forma, prometi ao Asuma sensei que cuidaria da Kurenai e da Mirai, que treinaria ela e que seria forte junto dos meus amigos.
Naruto cumpriu suas promessas e eu vou cumprir as minhas, só que isso não amenizava a dor. Ser um ninja requer sacrifícios, esforço e força, nada nessa vida é fácil por mais que a gente queira e tente, nada nunca vai ser fácil.
Todos os dias tem uma batalha pela frente e conviver com a dor talvez seja a mais difícil de todas. Pelo menos não estamos sozinhos, temos com quem dividir esse peso, um com o outro, caminhamos e vencemos essa guerra e agora pode vir muitas mais. Temos que estar prontos para isso, por mais que doa, e dói muito.
E pensar que tudo que eu queria era uma vida tranquila, olha onde eu estou agora.
—Shikamaru, posso falar com você?
Temari.
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