A Sombra Que Sempre Fui

1 Sonhando, matei tudo que me envolvia...


Notas iniciais
Essa foi a primeira vez que juntei as palavras e decidi torna-las publicas. Compreendam qualquer erro.

Sentia-me sozinha a ponto de ter como únicos companheiros as sombras e vultos que me cercavam tanto durante a luz do dia quanto às trevas da noite. Nasci diferente das pessoas normais e tentei conviver com isso durante toda a minha vida e confesso que foi em vão. Minha mãe morreu durante o parto e meu pai, nunca foi visto desde então. Cresci sozinha, ou como desejarem, em um abrigo no fim da rua de numero 15, em uma cidadezinha pacata no interior do México. Aos sete anos sonhei minha tutora e depois disso, a cada dia, encontravam uma das partes de seu corpo espalhadas pelos cômodos do local. Disseram-me que era louca, assenti e depois disso tudo piorou.


Durante cerca de três anos, continuou assim... Sonhos e depois catástrofes. Juro que tentei me controlar. A força que me comandava era mais forte, a única coisa que sei era que se, por um motivo qualquer, algo ou alguém me desagradasse eles habitariam meus sonhos e depois disso pagariam, não importando o preço ou a forma, pelo que me fizeram de mal. O erro foi que tentei me apossar do mal que carregava nas costas e depois disso me descontrolei. Culpei quem não deveria e passei a repetir nomes todas as noites antes de dormir. Forçar sonhos deveria ser possível... Por algum tempo deu certo, depois, pela primeira vez sonhei comigo mesma.


E agora estou aqui, morta, contando através das sombras o que me ocorreu. Desci tão baixo enquanto dormia que depois disso meu pai, que é ninguém mais ninguém menos que o dono de todos os confins da Terra, permitiu que eu ficasse junto a ele e não descesse ainda mais. Disse-me que pagaria pelos pecados de outra forma. Nunca mais sonhei nem vi a luz do sol. Se antes estava sozinha, agora mesmo com meu pai, me sinto desolada e perdida. Nasci das sombras e carreguei o peso da morte, já agora... Vivo nela.


Você chegou ao fim do livro. Parabéns!