Notas iniciais
Estou escrevendo esta Fic numa pagina minha do facebook. É 100% original.

"Me perdoa Josefa" — pensou Sombra.

Sombra sentia-se muito mal por estar fazendo aquilo que Josefa sempre a proibiu de fazer. Mas um grande puxão no seu coração lhe dizia que tinha mesmo de entrar.

- É agora... — disse Sombra bastante decidida. — Se não for agora, ainda morro sem saber o que está aqui.

Quando entrou, deparou-se com um baú enorme coberto de pó e musgo. Ouvia-se gotas pingando do tecto até ao chão. Um enorme arrepio se apoderou de Sombra. Mas não ligando, Sombra abriu o grande baú e no meio de grandes folhas velhas, achou uma chave dourada e um pequeno papel vermelho com pequenas palavras escritas.

" Não está à sua frente, nem à traz de você, nem mesmo em seu redor. Um grande porta, castanha escura de madeira pura. Pode nem dar conta, mas ela se encontra." dizia o pequeno papel.

- Mas... se não está nem atrás, nem à frente nem ao meu redor... onde está a porta? Vão me dizer que está no chão? — perguntou-se Sombra.

Foi naquele momento que Sombra começou procurando a porta no chão. Mas essa procura foi feita sem sucesso.

- No tecto? — perguntou-se Sombra outra vez. Então pegou num grande escadote de madeira que estava ao lado de uma grande estante de livros velhos. Lançou-a bem no alto até conseguir ver algo.

- Cá está! — exclamou Sombra. Voltou a descer o escadote, pegou na chave e voltou a subir. Destrancou a porta e com todas as suas forças, entrou.

Sombra via-se no passado. Sim! No passado. Estava mesmo no grande acontecimento. O seu nascimento. Via sua mãe rodeada de enfermeiros e médicos deitada em cima de uma cama branca e cheia de ferrugem. Ouvia grandes gritos vindos da boca dela, fazia força para que o bebê saí-se. Até que, ele sai. Uma bebê muito branca. Mas... a mãe de Sombra, com tantas forças que teria feito, seu coração não aguentou mais, e teve de dizer adeus à sua nova e perfeita bebê. Grandes pingos de lágrimas salgadas e bastante frias, escorriam pela face de Sombra. Ela, correu para o pé de sua mãe, sabendo que não poderia fazer nada, pois apenas estava vendo o seu passado.

Nesse mesmo momento, viu um senhor, de bigode e alto, vestido a rigor entrando dentro da sala. Mal viu a senhora, caiu ao seu colo e lágrimas escorriam violentamente de sua.

Sombra pensou logo que era seu pai, e era mesmo! Correu para seus braços e abraçou-o. Ela sentia o corpo quente de seu pai, sabia que nenhum deles ali presentes naquela sala sabiam que ela se encontrava ali. Mas isso não lhe importava. Ela só queria poder estar com alguém amigo, alguém que a conforta-se.

Desceu o escadote e foi arrumá-lo.

- Amanhã, pode ser que volte lá para saber mais sobre mim. Por exemplo o que aconteceu antes de me porem no orfanato. — disse Sombra para ela própria.

Hoje não estava com sono, pegou numa cadeira ali perto e encostou-a à janela. Limpou-a e pela 1ª vez que se lembrava, via a rua.

Lá de vez em quando, passavam carros... daqueles bem caros. Sombra adormeceu, com a cabeça apoiada no parapeito da janela.

Toda a cidade estava adormecida. Até os bichos que pelo meio das ruelas andavam.

Notas finais
Espero que tenham gostado!