Notas iniciais
No capítulo anterior, o grupo consegue escapar dos terríveis Daleks com a ajuda do velho conhecido Capitão Rockhopper. Mas e agora? Pra onde eles estão indo?

“Você está maluco?!”, perguntava o Doutor. “O planeta dos Daleks foi destruído. Não tem pra onde ir!”.

“Claro que tem”, disse Rockhopper. “Para o lugar aonde eles estão se estabelecendo.”.

“E aonde seria esse lugar?”, perguntei.

“O Bar Uma Maçã Por Dia.”, respondeu Rockhopper.

Todos ficamos confusos, mas, bem, em Rockhopper, nós confiávamos.

Chegamos num pequeno planetoide, tão pequeno que a única construção nele era um pequeno bar com um letreiro dizendo “Bar Uma Mação Por Dia”, e uma pequena maçã de neon queimada ao lado. Ao lado, algumas naves estacionadas. O planeta era basicamente isso. Enfim, nenhuma daquelas naves se pareciam com a dos Daleks. Mas, enfim, estacionamos, descemos e entramos no bar.

O bar estranhamente parecia bem maior por dentro do que por fora. Lá, havia um imenso balcão e várias mesas com diversas espécies alienígenas que eu não conhecia conversando e bebendo.

“Você sabe o que é isso, Ghe?”, perguntou o Doutor.

“Tecnologia dos Senhores do Tempo”, respondeu Ghe. “É maior por dentro do que por fora.”.

Fomos até o bar, aonde o Doutor tentou uma abordagem discreta.

“Uma maçã terráquea, por favor.”, solicitou o Doutor.

O barman, que era um Ood, deu a maçã.

“Uma maçã?”, perguntou Azul.

“Uma mação por dia mantém o Doutor longe.”, respondeu o Doutor, dando uma mordida na maçã.

“Longe do que?”, perguntou Aamelo.

“Doenças, perigos, etc.”, respondeu o Doutor. “Querem um pouco?”.

Todos recusaram.

“Tá vendo a arca?”, sussurrou Ghe para o Doutor.

“Sim.”, respondeu o Doutor.

Então vi que eles se referiam à uma pequena caixa branca escondida atrás do balcão.

“Tecnologia dos Senhores do Tempo?”, perguntou Pipoca, curioso.

“Exatamente”, respondeu o Doutor. “Se o Rockhopper está certo, creio que os Daleks estejam mantendo sua base lá dentro.”.

“Como estamos respirando aqui?”, perguntou Pinguito.

“O lugar é oxigenado”, respondeu Ghe. “Diversas espécies de todo universo frequentam bares. Várias delas dependem do oxigênio. Então, os bares e locais públicos em geral mantem o ambiente oxigenado.”.

“Mas os Daleks não precisam... como estávamos respirando naquela nave?”, perguntou Justin.

“Ah, era um pequeno tanque de oxigênio que eu havia trazido do nosso planeta e abri ali na nave. Se tivéssemos ficado por mais dois minutos, o oxigênio teria acabado e teríamos morrido!”, respondeu Ghe.

Um silêncio constrangedor seguiu-se depois dessa frase.

“CARAMBA!”, exclamou Rockhopper. “Estão distribuindo dinheiro grátis de todos os planetas em Delta Minotauro!”.

Então, nesse momento, TODOS, eu disse TODOS, até o barman Ood, saíram do bar e pegaram suas respectivas naves e foram pra tal Delta Minotauro, deixando somente nós no bar.

“Quanto tempo temos?”, perguntou Lila.

“Não muito, Delta Minotauro está numa distância razoável daqui. Se conseguirmos resolver em meia hora, será perfeito.”, respondeu Yarr.

O Doutor pegou o cubo branco e fez pequenos movimentos com sua chave de fenda sônica sobre ele. Então, o cubo se expandiu e um dos lados se abriu. Entramos, devagar e silenciosamente.

Centenas de Daleks mexiam em computadores, que tinham planetas em vista, ou preparavam e reparavam naves. Aamelo sussurrou:

“Caaaaralh...”

Ghe tapou o bico dele com sua nadadeira, impedindo-o de prosseguir sua fala.

“Ahá, eu sabia!”, sussurrou Ghe. “Eles não destroem os planetas! Apenas os encolhem e os armazenam em recipientes!”.

Então, vimos. Num balcão, encontravam-se vários potes, com pequenas esferas que se assemelhavam a planetas. Um deles parecia o nosso.

“Deixa comigo”, falou Justin. “Sou mestre em furtividade. Vou pegar nosso planeta.”.

Justin se esgueirou, devagar e aos poucos, até o balcão. Procurou minuciosamente entre os potes pra achar qual deles continha o nosso planeta. A tarefa não era fácil, considerando que haviam centenas de potes e ocasionalmente ele tinha que se abaixar e se esconder atrás do balcão pois um dos Daleks desviava o olhar para lá. Quando ele finalmente achou o nosso planeta, ele teve de se esconder mais um pouco atrás do balcão, pois outro Dalek estava olhando para lá. E, para piorar a situação, havia mais um Dalek parado no meio do caminho que Justin teria que percorrer do balcão até a saída, que era aonde estávamos. Então, o Doutor teve a ideia genial que salvou nossas vidas. Ele jogou a maçã do outro lado da sala. Naquele momento, todos os Daleks, eu disse TODOS, que estavam ali, desviaram sua atenção para a maçã. Eles se aproximaram dela, e, por algum estranho motivo, pareciam interroga-la. Mas, bom, isso não importa. Enfim, voltando para o contexto principal da história, Justin se esgueirou rapidamente até a saída. Mas aconteceu algo tão ruim. Ruim em tantos sentidos. Naquela hora, todos nós fizemos uma expressão facial de medo. Inclusive o próprio Justin. Ele sabia que havia cometido um grande erro. Mas acabou que aquele erro dele iria nos salvar depois, mas, bem, não vou estragar a história. Agora, você pergunta, qual foi o tal “grande erro” que o Justin cometeu? Bem... ele deixou o pote que continha o planeta cair no chão e quebrar. Nessa hora, os Daleks desviaram sua atenção e nos viram. Mas já era tarde demais. O planeta meio que eclodiu e voltou ao seu tamanho original! Quando vimos, estávamos num chão nevado, já dentro do planeta. Por sorte, os Daleks não estavam lá. Acho que quando o planeta eclodiu, destruiu a base deles, tanto quanto o bar e o planeta, o que os fez ficarem à deriva no espaço e morrerem. Mas, bom, isso não importava agora. A única coisa relevante é que estávamos de volta! Estávamos em casa! Quer dizer, pelo menos, achávamos estar em casa. Nunca estivemos mais errados, pois foi aí que vimos a ironia do destino que veio até nós, logo no dia em que retornamos ao planeta. Oh, sim. A ironia. Nos vimos cercados de grandes e hostis Ursos Polares. Aquela não era a ilha do Club Penguin. Estávamos na Ilha dos Ursos Polares. Ai sim, nos vimos mais ferrados do que nunca havíamos ficado na presença de Daleks, Oods ou derivados. Porque a Ilha dos Ursos Polares tem uma GRANDE rivalidade com o Club Penguin. E os rumores diziam que eles faziam coisas horríveis com os pinguins que apareciam lá, como... a pena de morte.

Notas finais
Referências usadas no texto:
Esse texto teve pouquíssimas referências além dos Daleks, inspirados nos inimigos principais da série Doctor Who.
Tanto o nome do bar quanto a frase que o Doutor diz ao comer a maçã são baseados na clássica frase "An apple a day keeps the doctor away".