A Snowy Night
1 Capítulo 1
Butters não estava conseguindo dormir. Não parava de rolar de um lado para o outro da cama. Ele não sabia explicar, talvez fosse como um senso de jedi lhe dizendo que algo não estava bem .
“Talvez se abrir a janela e olhar a neve caindo ... o sono venha.”, pensou com seus botões.
— É isso aí! A neve deve estar linda lá fora!
Então, Butters se levantou da cama e com um pouco de esforço abriu a janela sem dificuldade. Por sorte, o caixilho não estava enferrujado. Uma corrente de ar gélido de novembro entrou no quarto escuro e quente.
Ele enfiou a cabeça para fora da janela e respirou o ar noturno. A cidade estava completamente tomada pela branca neve. Era como se caísse açúcar, em vez de água congelada.
E pelo avançar da noite, não havia pessoas perambulando pelas ruas .
Subitamente, Butters pensou nos bolos com cobertura açucaradas que sua mãe fazia nos finais de ano. A cobertura derretia na língua, combinando com as nozes e frutas secas.
“Ah, acho que agora posso dormir um pouco.”
Um pouco antes de enfiar a cabeça de volta para dentro, olhou para baixo e notou algo muito estranho. Havia um pequeno garoto andando na rua escura, vestido com um casaco laranja, que lhe era familiar.
—Kenny?!
Kenny virou a cabeça ao ouvir seu amigo te chamar, o olhou fixamente por um instante.
—Butters? – disse com a voz abafada pelo casaco.
—Espere, eu estou indo aí embaixo.
Afastou- se imediatamente para trás e fechou a janela. Calçou seus sapatos e um casaco bem quente e, depois, desceu as escadas correndo.
Ele abriu a porta da frente e se aproximou de Kenny, comovido.
—Oh, o que aconteceu, Kenny? O está fazendo andando na rua tão tarde? – perguntou.
— Cara, meu velho me chutou para fora de casa.
—Seu pai fez o quê? Kenny, o que foi que aconteceu? Você ligou para alguém?
—Uuuuh... bem... ultimamente meu velho tem pegado o meu salário para comprar as bebidas dele.
—Como?
—E hoje eu escondi o dinheiro numa latinha no meu armário porque eu quero muito comprar um mangá novo. Meu velho ficou bravo quando não entreguei o dinheiro. E aí ele me disse que eu não era mais bem – vindo em casa até eu entregar o dinheiro.
A maioria dos moradores de South Park conhecia muito bem Kenny Mccormick. Depois das aulas, ele trabalhava como garçom de um restaurante chinês de quinta categoria chamado City Wok. Apesar de ter uns dez anos, era o mais maduro de sua turma.
Kenny nunca foi visto como um menino egoísta. Ele ajudava quem precisava de ajuda. Muitas vezes, Butters via Kenny usar o dinheiro para alimentar Karen, a irmã mais nova.
—Está tudo bem, amigão. Você pode ficar em casa hoje. – disse Butters colocando a mão no ombro de Kenny.
—Tá bom.
Pela primeira vez, Kenny desabou como um menino inocente, soltou todas as lágrimas e soluços que se escutava em um choro infantil. Butters encaixou seus braços na cintura do amigo, tentando acalmar aquela sensação que o outro estava sentindo.
—Ah, eu vou matar ele.
— Não vale a pena, Butters.
—Então, vamos sair desse frio, okay?!
Butters segurou firme na mão de Kenny. Dando o seu típico sorriso inocente, ambos adentraram a casa quente e acolhedora.
Abriu a porta do quarto e jogou um pijama limpo para o amigo usar. Ligou o aquecedor.
—O banheiro fica no fim do corredor. Vou preparar o colchonete para você dormir.
O outro sorriu e foi em direção ao toalete.
Começou a puxar um lençol limpo do armário para forrar o colchonete, Butters sorriu, tinha a consciência leve. O senso jedi havia parado de apitar em sua mente, estava quieto.
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Um vapor quente e perfumado se espalhou no quarto assim que Kenny abriu a porta do banheiro. Mesmo vestido com o pijama emprestado do amigo, ainda estava tremendo de frio.
O plano de fazer Kenny dormir no colchonete foi por água abaixo. Então, Butters se lembrou de um anime muito antigo – Os cavalheiros do Zodíaco, era uma cena em que Hyoga estava com o corpo congelado e Shun usou toda a sua energia para esquentá-lo.
—Kenny, acho melhor você dormir ao meu lado. – exclamou, com o rosto em chamas.
—Não. Eu não quero causar problemas para você, Butters. E se o seu pai pegar a gente....
—Não posso permitir que você pegue um resfriado!
Butters pegou em sua mão gelada e o acomodou na cama. Ele não queria admitir, mas estar deitado com o Kenny ao seu lado provocava sensações estranhas em seu corpo e mente.
—E a primeira vez que estou em um lugar calmo.
-Sua casa é um lugar perturbador, Kenny?
Ele acenou afirmando ao amigo.
Butters se sentiu péssimo por ele e levantou a cabeça, a fim de encará-lo. Era a primeira vez que dormia tão perto de alguém. A pele de Kenny parecia tão macia, com um cheiro suave de sabonete. Os dedos finos de Butters se esticaram e tocaram aqueles lábios frios.
— Você precisa se esquentar mais!
Kenny se alarmou quando a boca dele tocou a sua em um beijo repentino. Era apenas uma carícia suave. Seus olhos continuavam abertos, estáticos.
Não imaginava que um corpo masculino como o de Butters iria causar reações mais profundas, do que as meninas com as quais ele chamava para sair. Quando seus rostos se separaram, notou que havia um brilho diferente no olhar do outro.
O tempo parecia ter parado para eles e o silêncio da cidade havia os envolvido, era puro e profundo como a neve branca que caia.
—Você é tão lindo, Kenny...- disse, acariciando os cabelos loiros dele.
O jeito do Butters acariciar os seus cabelos era destoante da sua irmã Karen. Seu corpo estava começando a se aquecer.
Sentiu- se como estivesse em seus sonhos mais loucos, os mesmos que o mantinham com vergonha e culpa. Naquele lugar e momento só havia prazer.
—Vem dormir em meus braços, Butters! – pediu, sussurrando com os olhos suplicantes.
—Só se me abraçar bem forte.
Kenny comprimiu seus braços ao redor de Butters, esforçando –se para não fazer qualquer som enquanto lágrimas quentes caiam de seus olhos, descendo em seu rosto ainda gelado. Ele sentiu toda a tristeza acumulada em seu peito esvair-se do seu corpo, deixando – o frágil e preenchido de felicidade.
Seus olhos seguros e maduros começaram a se fechar, sentindo-se pela primeira vez em paz. O sono havia chegado.
— Você é meu príncipe, Butters.
Notas finais
Espero que tenham gostado.
Um beijo para vocês e me passem reviews , por favor.
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