A Sky Full Of Stars
1 Segunda-Feira & Novato
Notas iniciais
Bjinhos ♥ Gaby ♥
Pov. Ally
Uma coisa que me tira do sério: Acordar cedo. Mas hoje é por uma boa causa, nunca amei tanto uma segunda-feira, espera aí, nunca amei uma segunda-feira na vida. Mas hoje, é o início da última semana de aula, isso aí, daqui uma semana serei livre de um inferno chamado ambiente escolar.
Levo um susto quando meu despertador toca novamente. Ainda me pergunto por que coloquei “crawling- Linkin Park” como toque, essa coisa quase me mata do coração, já perdi a conta de quantas vezes caí da cama por causa do susto. Okay nem foram tantas assim, ou foram? Ah foda-se isso não vem ao caso. E não sei pra que essa coisa tocou de novo, já acordei desgraça. Ta vendo? Quando acordo cedo eu fico com tanto bom humor. – sente só o sarcasmo
Me levantei, desativei o despertador e fui me arrumar. Digamos que eu não ligo muito pra essa coisa de “se arrumar toda”, o simples já está bom. Então apenas fiz minhas higienes matinais, vesti uma calça preta, uma blusa de mangas compridas cinza e meu inseparável e amado All-Star preto de cano longo. Falando nele, preciso lavar essa coisa, nem lembro quando foi a última vez. Peguei minha bolsa, também preta (N/A suponhamos que eu ame preto haha) e desci as escadas.
Bom, minha casa não é aquele tipo de casa que você chega e fala: “Nossa que casão”. Mas é uma casa legal. Encontrei minha mãe fazendo o café na cozinha usando o seu inseparável e zuado avental cor de rosa com florezinhas amarelas.
-Bom dia mãe. –Digo me aproximando e dando um beijo em sua bochecha enquanto ela ainda despejava o café na xícara.
-Bom dia filha, última semana de aula né? –Ela sorria animada. Seus cabelos curtos, devido ás antigas seções de quimioterapia, estavam um pouco bagunçados o que me fez rir fraco.
-Graças ao meu bom Deus. –Nós duas rimos.
- Vem, vamos tomar café! Dá tempo de preparar umas panquecas pra você.
-Não mamãe, obrigada. – Peguei uma maçã e dei mais um beijo em sua bochecha. –Já estou saindo. Onde está Peter? – Peter é o meu padrasto. Ao contrário do que todos pensam sobre padrastos, o Peter é muito legal. Na verdade ele é como um verdadeiro pai pra mim. Quando fomos abandonadas pelo meu pai, eu tinha oito anos, Peter que ajudou prendê-lo. Nós morávamos em Ohio- Colorado e depois ele foi transferido para Miami. Quando completei quatorze anos minha mãe adoeceu, o doloroso e conhecido câncer a atacou.
-Ele trabalhou a noite ontem, e está dormindo. – Peter é Capitão de uma companhia da polícia de Miami, quase sempre tem que trabalhar a noite toda, mas em compensação tira folga no dia seguinte.
Ele me ajudava a cuidar dela, eles já estavam juntos nessa época logicamente. E á um ano atrás minha mãe ficou S.E.C. Pra quem não sabe, S.E.C significa: Sem evidências de Câncer. (N/A: ACEDE \o/) Essa foi a melhor notícia que eu que poderia receber, a melhor notícia da minha vida.
Nossa vida corre normalmente hoje em dia, lógico que levamos minha mãe ao médico checar se está tudo bem de vez em quando, nunca é de mais se prevenir. Peter é chefe de polícia, como eu já disse, e minha mãe atualmente dá aulas de piano aqui em casa para umas quatro crianças. Peter diz que é melhor ela fazer algo que não canse tanto e que ela goste, no caso, música. Pode-se dizer que eu herdei isso dela, e ela mesma me ensinou piano. Depois fui aprendendo outros instrumentos como violão, violino e guitarra. E eu também componho, mas isso é muito pessoal, eu escrevo no meu diário que é meu melhor amigo desde sempre. Então um pequeno e simples aviso: NUNCA TOQUE NO MEU DIÁRIO!
-É mesmo eu tinha me esquecido. Mande um beijo para ele por mim.- Despeço-me mais uma vez e sigo em direção a porta.
-Ei Ally –Minha mãe gritou e me virei em direção a ela –Vê se fica sem arranjar confusão na escola nessa última semana. –Pois é, digamos que na escola tem pessoas que me aborrecem, e essas criaturas sempre saem ilesas e eu me ferro.
-Já disse que eu não arrumo confusão. Aquelas garotas cheias de purpurina na roupa e aqueles maricas jogadores de futebol que procuram. Nunca ouvi falar que se defender verbalmente é crime. — Explico como se fosse a coisa mais óbvia do mundo. Nunca me envolvi em brigas físicas, mas falou em dar boas respostas em alguém é comigo mesma, modéstia a parte. Dito isso me direciono ao colégio, Marino High School conhecido também como “O local onde aprisionam adolescentes quatro horas por dia”
Deparo-me com Alex e Cassy logo na entrada, que ótima primeira impressão da escola. Pra você que não deve ter nem noção de quem são esses dois, eu vou explicar. Alex é o quarterback do time de futebol da escola e Cassy é a principal cadela loira desse lugar. Eles acham ser o “casal mais quente do colégio”, mas na verdade não passam de dois tontos que pensam que álgebra é uma ilha grega. Eu tive a infelicidade de estudar com Cassy desde o primeiro ano do colegial, me considero forte por isso. Você não tem nem noção de como é aturar essa coisa, tem que ter um estômago muito resistente. Ah já estou me esquecendo! Com eles andam a Kira, o Joe e a Samantha. Esses três também não passam de tontos que insistem em idolatrar Cassy. Que tempo jogado fora.
Passo por eles sem nem olhar paro os tais. Cassy me odeia por um motivo: Eu devo ser a única nesse lugar que desafia ela. Não sei por que o povo aqui tem tanto medo, quem tem medo também são uns tontos, ela é só mais uma garota mimada que pensa que o mundo é dela. Ela vive em uma bolha que seus pais construíram em volta dela, Cassy pensa que tudo tem que ser do jeito que ela quer e que a vida é muito fácil. Coitada, não sabe nem da metade. Eu acabei de dizer “coitada”? Okay retira essa parte, de coitada essa aí não tem nada.
-E aí Allyzinha? Como seu fim de semana? Aposto que horríveis assim como o resto da sua vida. – A cadela se manifesta com um sorriso cínico estampado nos lábios, enquanto seus cachorrinhos, ops, amigos riem do que ela disse.
-Pois é Cassy, minha vida se tornou horrível a partir do dia que olhei na sua cara. Tenho pesadelos até hoje. –Sorrio cinicamente também. Vi quando os outros riram da minha resposta, mas assim que Cassy os encara, param no mesmo instante.
-Você se acha né garota? Fique sabendo que você não vale nada. –Ela ainda acha que me atinge.
-Que irônico, eu que devia dizer isso pra você, não acha?- Fiz uma cara de desentendida e ela fingiu uma de ofendida.
-Você vai ter um descanso de mim no verão, mas quando o próximo ano letivo começar, farei questão que ele seja um inferno pra você. –Ela se aproximou ficando a menos de um metro de mim.
-Querida, só de entrar aqui nessa escola e te ver, já acho que errei o caminho e acabei indo pro inferno. Nem o capeta competiria com essa sua cara. – Digo e vejo ela se enfurecer. Começo a rir na hora, e seus fieis escudeiros também. Mas como antes, assim que ela os olha, os mesmos ficam que nem estátuas.
-Vamos gatinha, temos coisa melhor pra fazer do que ficar perdendo tempo com essa daí. –Alex se aproxima e abraça a garota por trás. Eles se viram e saem andando. E eu volto a seguir meu caminho. Nada como acordar cedo e já ter que discutir com essa criatura para melhorar ainda mais meu humor.
Em menos de dez minutos todos os alunos já estavam reunidos no auditório para ouvirmos uns avisos da diretora, esse auditório é recém construído por isso essa é a primeira vez que usamos. Nem prestei atenção no que ela disse. Mas assim que acabou, rumei para a minha primeira aula do dia, história. Cara, ninguém gosta de segunda-feira, e esses palermas de professores ainda colocam história no primeiro horário de aula.
Sentei ao fundo, como sempre. E um loiro se sentou ao meu lado, ele é novato. O garoto não parecia nada bem, estava pálido e com olheiras. Ignorei isso, deve ser só por causa de uma noite mal dormida.
***
Até que o tempo estava passando rápido. Já é a hora do intervalo. Todos os alunos se dirigiam para o refeitório que estava lotado. Detesto lugares lotados.
Peguei uma bandeja com meu lanche e fui para uma área verde mais afastada que não continha ninguém. Aquela comida estava como uma cara péssima, nem me atreveria a comer. Fiquei encostada em uma árvore, coloquei meus fones de ouvido e fechei os olhos pra poder relaxar.
Quando os abro novamente, vejo o novato loiro sentado afastado do refeitório. É ser novato aqui nessa escola é bem ruim. Se você não chega e fala com alguém, eles também não falam com você. Fiquei reparando no garoto, ele parecia inerte em seus pensamentos e também estava com fones de ouvido. Usava um jeans rasgado, uma camiseta branca e um All-Star surrado.
Quando percebo que já estava estranho eu o encarando por tanto tempo, desvio o olhar e sinto os olhos dele sobre mim. No mesmo instante o sinal toca e vou para minha próxima aula. Matemática, não é assim tão ruim.
Pov. Austin
Prazer sou Austin Moon. Na verdade, sou Austin Mônica Moon e não, você não leu errado. Meu nome do meio é mesmo Mônica. Nem venha me perguntar o porquê, pergunte pra minha mãe qual merda ela tinha na cabeça pra colocar meu nome do meio como Mônica.
Tenho 17 anos e neste exato momento estou a caminho da Marino High School, minha nova escola. Eu morava em Nova York com a minha mãe, mas aí ela foi transferida pra Miami. Logicamente meu padrasto veio junto, no início quando eles namoravam era tudo as mil maravilhas. Foi só ele se mudar para nossa casa que tudo desandou.
Daí você deve estar se perguntando: “Então por que você e sua mãe não saíram de casa?” Já tentei, mas minha mãe se recusa de todo jeito, ela se recusa a sair de lá. JURO QUE NÃO ENTENDO. Ela acha que consegue esconder de mim o que ela passa, mas eu sei e ela não me deixa ajudar, isso me deixa frustrado. Então eu a protejo, desde o início disso tudo.
Ser novato é um saco e digamos que eu também não sou bom em me socializar. No meu primeiro dia já chego atrasado, que ótimo. E ainda ser novato na última semana de aula não melhora minha situação. Cheguei e os outros alunos já estavam a caminho de suas respectivas salas, então fui à secretaria pegar meus horários e o resto das minhas coisas. Minha primeira aula é história, nossa esse dia já começou bem. Detesto história. Digam-me a necessidade de se estudar o passado? Já passou mesmo. Temos que estudar é o futuro, o que está por vir. Quem vive de história é museu.
Dirijo-me a sala, que com muito custo, consigo achar e por muita sorte, o professor ainda não havia chegado. Sento no fundo, ao lado de uma morena. Pelo o que eu percebi, ou ela era novata também ou era apenas excluída mesmo. Coloquei meus fones de ouvido e não ouvia nada ao meu redor.
Finalmente intervalo. Já não aguentava mais professores falando no meu ouvido. A maioria das garotas dessa turma parecia ser assim, fútil e sem nada na cabeça. Credo.
Não estava com muita vontade de comer, então fui para uma área mais afastada. Reparei que a morena da aula de história havia tido a mesma ideia que eu e estava encostada em uma árvore. Sentei-me mais afastado, coloquei meus fones de ouvido e me perdi em meio dos meus pensamentos.
Ah! Esqueci-me de mencionar, amo música. É meu maior sonho poder seguir carreira musical. Imagino-me em um palco, dançando e cantando para uma multidão. Meu coração acelera só de pensar.
Após um tempo, sinto necessidade de olhar para a garota sentada na árvore. Ela parecia diferente. Fiquei a observando por alguns instantes até que o sinal tocou, anunciando mais uma aula, no meu caso, matemática.
Notas finais
Comentem a opinião de vocês, estou louca para saber!
Continuo ou paro? haha
Bjinhos ♥
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