A Sky Full Of Stars

3 Guerras de comida & Hospitais


Notas iniciais
EI pessoinhas da minha life. Tudo bem com vocês? Primeiramente eu queria agradecer a todos que comentaram nos capítulos anteriores, vocês são de mais. Obrigada! Eu gostei muito de escrever esse e espero mesmo que gostem dele! Então...Vejo vocês nas notas finais! Boa leitura!

Pov. Austin

Fiquei o último horário todo conversando com a Ally, ela é legal. No início ela quase não falava nada, mas depois foi se soltando e a conversa foi ficando interessante. Quando o sinal tocou, indicando o final das aulas, me despedi da garota e fui pra casa. E só agora percebi que não peguei o número dela. Isso aí Austin, você é um completo idiota.

Minha casa não é tão longe da escola, então eu vou andando mesmo. E quer saber? Não estou com o mínimo de ânimo pra voltar para casa. No último ano, minha casa tem sido transformada em um completo inferno, e esse inferno tem nome: Lester.

Há três anos minha mãe começou a namorar ele, e depois de um ano se casaram. No início ele era um cara maneiro, pelo menos com ela, porque eu nunca fui com a cara dele. Mas aí as coisas se complicaram, ele começou a beber, chegar tarde em casa, gritar com a minha mãe, essas coisas...

Comigo ele nunca chegou a fazer nada, já tentou. Mas digamos que á um ano eu comecei a fazer academia e esportes, consequentemente fiquei maior e mais forte que ele. Lester é um cara baixinho e meio gordo, então...

Mas não é por isso que ele não faz nada comigo, nada físico quero dizer, é porque ele sabe que se encostar em mim ele pode dar adeus para minha mãe. Mas de uns meses pra cá, eu venho notando mudanças em casa, minha mãe nunca pareceu tão acabada. Ela possui olheiras, está branca que nem fantasma na maioria das vezes e têm a aparência casada. Ela diz que já foi ao médico e que é só estresse e um problema antigo de pressão, TALVEZ seja isso.

Minha mãe é médica e morávamos em Nova York, mas aí ela foi transferida para Miami e tivemos que nos mudar e consequentemente o encosto (Lester) veio junto. Ele é dono de uma rede de lojas de colchões e como tinha uma franquia em Miami, não teve problemas em se mudar pra cá. Lester é um homem carrancudo e cheio de regras, estou falando sério. São regras que não acabam mais. Minha mãe diz que está tudo bem, mas eu sei que não está. Implicar comigo tudo bem, mas se eu descobrir que aquele traste está fazendo mal a ela, minha mão terá o prazer de socar a cara dele.

Deve estar se perguntando, como Lester é meu padrasto eu não tenho pai, certo. Meu pai sofreu um acidente quando eu tinha seis anos e não resistiu. Pelo que minha mãe conta, ele era um cara extraordinário e ela diz que era a minha cara. Eu tenho lembranças dele, poucas, mas tenho. Não são tão claras, mas pelo menos existem. Seu nome era Michael Moon, mas preferia ser chamado de Mike.

Cheguei em casa e encontrei minha mãe vendo TV, ela estava inerte em seus pensamentos e pareceu nem notar que eu tinha chegado. Ao que parece ela não tinha feito almoço também. Me aproximei sentando ao seu lado e ela me mandou um sorriso e afagou meus cabelos loiros.

–Oi –Sorri – Está tudo bem mãe?

–Está sim querido, só estou cansada. Cheguei tarde do hospital ontem. – Disse em meio a um suspiro.

–Certeza?

–Sim, certeza. –Continuou afagando meus cabelos e depois se sentou virando de frente pra mim. –Como foi o primeiro dia de aula?

–Normal. Conheci uma garota.

–Hmmm..logo no primeiro dia? –Ela levantou uma sobrancelha.

–NÃO! Ela é só uma amiga que..-eu ia dizer que matou aula comigo, mas podemos ocultar essa parte, é bem desnecessária. – que eu acabei esbarrando e a gente ficou conversando.

–Ata. Qual o nome dela?

–Ally, o apelido dela. O nome mesmo é Allyce. – No meio da conversa ela acabou me contando o nome todo.

–Nome bonito. Então, eu acabei não fazendo o almoço. –Ela sorriu triste.- Será que o meu loiro preferido e chefe de cozinha poderia me ajudar a fazer agora?- Nós rimos e eu assenti. É legal cozinhar com a minha mãe, se meu sonho não fosse música eu iria cursar gastronomia, é uma opção.

–Cadê o Lester? –Só agora me dei falta dele, á essa hora, se não me engano, era pra ele estar me enchendo o saco.

–Ele saiu mais cedo para a loja, eu nem tinha acordado ainda.- Suspirou. –Graças a Deus. –A última parte ela falou baixo de mais, mas eu escutei. Tem alguma coisa errada.

–Mãe. Ta acontecendo algo que eu não saiba? –Me encostei ao balcão e fiquei encarando ela cortar alguns legumes.

–Não. Só as mesmas discussões de sempre. –Ela não me olhou quando respondeu.

–Hum...entendi.- Não estou sentindo confiança na resposta dela.

–Casais normais discutem, não é mesmo? Foi coisa simples. –Ela sorriu triste. É eu sei que não foi uma coisa simples e ela não iria me contar de qualquer jeito.

Acabamos de fazer o almoço, foi divertido enquanto preparávamos. Eu estou parecendo o Olaf ( Frozen o/ ) estou todo branco por causa da farinha. Digamos que minha mãe não aceita críticas enquanto cozinha.

Depois que almoçamos ela foi se arrumar para ir trabalhar e eu fui tomar banho. Depois que ela saiu fiquei no meu quarto tocando violão, tentando compor. E como sempre, NADA vinha na minha mente. Fiquei tanto tempo pensando que minha cabeça ameaçou a doer, não sei se era por esforço ou pela fome mesmo, tinha ficado o dia todo trancado no quarto.

Desci as escadas e fui procurar algo para comer, quando escuto a porta batendo e alguém entrando na cozinha.

–E aí fedelho, judiaram muito de você no primeiro dia de aula? Um maricas como você deve ter apanhado feio. – Ele usou o seu famoso tom de deboche. Revirei os olhos me virando pra ele.

–Um maricas que pode te estraçalhar em meio segundo né anãozinho da Branca de Neve – eu tive que rir.

–Não me provoque garoto. Se não...

–Se não o que zangado? – Pra quem não sabe esse é o nome de um dos anõezinhos, não me pergunte como me lembro disso até hoje. Dito isso me desencosto do balcão e cruzo os braços. Eu usava uma regata branca e uma calça jeans escura e estava descalço.

–As consequências podem ser graves.

–Me tremi de medo. Meu Deus, fujam para as colinas. –Gargalhei.

–Estou avisando moleque. –Ele apontou o dedo pra mim

–Arram – fiz pouco caso do que ele disse – Agora se me da licença, vou dar uma volta por aí. – Disse já me retirando da cozinha e pude ouvir quando ele fechou a porta da geladeira com uma brutalidade que só Deus na causa. Peguei uma jaqueta e meu All- Star e saí. Pude ver que minha mãe esqueceu o celular no sofá, peguei o aparelho e meu skate e fui para o hospital.

O prédio onde é o hospital é imenso, quero nem pensar o trabalho que vai ser achar a sala da minha mãe lá dentro. Faz cinco minutos que estou rodando esse lugar e tenho a impressão que estou andando em círculos, já ví o velhinho caolho umas duas vezes no mesmo lugar. Parei em um dos balcões para pedir informação, mas algo me chamou atenção, olhei por cima do ombro da atendente e observei uma garota andando de um lado para o outro. Tive a impressão que já a conhecia, tudo ficou mais claro quando a garota levantou a cabeça e passou a mão entre os fios de seu cabelo castanho. Era Ally. O que ela está fazendo aqui?

Pov. Ally

Cheguei em casa e ouvi gargalhadas altas vindas da cozinha. Estranho. Quando entrei no local presenciei uma das cenas mais engraçadas da minha vida: Peter todo coberto com molho de tomate. Logicamente comecei a rir também.

–Espera, está tendo uma guerra de comida aqui em casa e ninguém me chamou? Magoei. –Disse ainda rindo e fingindo uma cara de triste, sabe aquela carinha de cachorro que caiu da mudança? Então, essa mesma.

–Só te digo uma coisa All, nunca, NUNCA MESMO tente jogar molho na sua mãe. Olhe pra mim e tire suas próprias conclusões. –Peter disse apontando para ele mesmo. Ele estava coberto de molho da cabeça aos pés, e ainda deu o azar de estar de blusa branca.

Eu e mamãe só sabíamos rir enquanto Peter tentava se fazer de coitado. Não aguentava mais rir.

–Então é assim? Vocês duas adoram rir da desgraça dos outros? Okay. –Levantou os braços em sinal de rendição e olhou para minha mãe, malicioso. –Então querida, seu maridinho está carente e precisa de um abraço. –Eu sabia bem o que ele queria fazer, mas com o tom que ele usou me deu vontade de vomitar. Dou dez dólares para quem achar um casal mais meloso que esse.

–Peter, não se atreva. Eu tenho uma colher na mão e não tenho medo de usá-la. –Minha mãe estava encostada em uma bancada e apontando a colher para Peter. Okay isso é ridículo.

–Sério mãe? Uma colher? Tem uma faca bem do seu lado mulher. –Disse rindo e apontando para a faca.

–Ah obrigado Allyce, bom saber que você me ama e está do meu lado. – Peter colocou as mãos na cintura e me olhou como se estivesse dizendo “Sério mesmo?”

Minhas costelas estavam latejando de tanto rir, minha mãe ainda estava com a colher erguida na direção de Peter. Pois é, a retardada não pegou a faca. E Peter, bem, ele tentava sem sucesso tirar o excesso de molho derramado em sua camiseta, o que deixava ainda pior.

–Já que a senhorita acha muito engraçado, aposto que vai rir ainda mais se for você mesma que estiver suja. –Ele disse enquanto pegava a tigela cheia de molho que estava em cima do balcão. Não, espera, ele não vai...

–NÃO ACREDITO QUE VOCÊ FEZ ISSO! –O idiota jogou meia tigela de molho em mim. Esse vagabundo, filho de uma quenga...

–Vamos rir Allyzinha, não e hilário? –Descarado, cara de pau, filho da puta. Eu só sabia pensar em todos os apelidos pejorativos possíveis em relação a Peter. Olhei de soslaio para o pacote de farinha que estava em cima da bancada perto da porta, no caso, ao meu lado. HEHE.

–ALLY NÃO PENSE NIS..- Ele tinha acabado de ser atingido por uma nuvem de farinha que piorou ainda mais sua situação. Minha mãe não parava de rir de nós dois e Peter só reclamava. Eu olhei pra ele, ele olhou pra mim. Cumplices.

–AI não, eu conheço esse olhar. –Minha mãe alternada a colher na direção de Peter, que estava com a tigela de molho cheia até a metade, e a minha. Eu estava com o pacote de farinha nas mãos ainda. Olhei para Peter e ele assentiu. Pronto, era só isso que eu estava esperando. Fui correndo em direção a mulher, ele fez o mesmo despejando todo o conteúdo de molho em cima da cabeça de Penny. E eu? Joguei o que restava da farinha toda em sua cabeça.

–NÃO POSSO ACREDITAR NISSO! – Ela estava puta. Eu e Peter não conseguíamos parar de rir. Em poucos instantes os três idiotas estavam quase morrendo de rir no meio da cozinha que a essa altura estava parecendo que um furacão passou por ela. Hoje eu não estou normal, eu estou de bom humor. Eu nunca fico de bom. ALLYCE MARIE DAWNSON VOCÊ ENDOIDOU?

Estranhei estar assim, mas quer saber? Vou aproveitar. Se você está se perguntando se nós três aqui ainda esmos quase morrendo de rir, pode apostar que sim. Minha mãe bate nas costas de Peter enquanto o mesmo me abraça fazendo com que nossa situação fique ainda pior.

–Okay crianças, agora você dois vão arrumar essa bagunça aqui. –Minha mãe dizia ainda rindo.

–Pode ir parando, quem me jogou molho primeiro foi você. –Peter me soltou e ficou encarando Penny.

–Mas quem começou com a farinha foi a Ally. –Ela retrucou.

–Mas quem me jogou molho foi o Papai, por isso joguei farinha nele. –Os dois me olharam com os olhos arregalados. Só agora fui perceber o que eu tinha falado. Abaixei a cabeça. –Descul..

Fui impedida pelos braços de Peter apertados em minha volta, era uma sensação ótima. Eu nunca havia recebido um abraço se quer do meu pai, quero dizer o biológico. Ele me apertava cada vez mais e eu retribuí o abraço. Ele meio que dá cinco do meu tamanho, okay eu exagerei, mas eu sou bem menor que ele, então minha cabeça fica encostada em seu peito.

Quando nos separemos tanto os olhos dele quanto os olhos de minha mãe estavam marejados, como sou uma menina muito, bem, muito Ally cortei o clima.

–Então, quem vai arrumar isso aqui? –Ergui uma sobrancelha alternando meu olhar estre os dois.

–Os três. –Minha mãe disse com firmeza.

–Gente eu tenho que trabalhar e...

–Pode ir parando, eu sei que hoje você só trabalha a noite. –Minha mãe cruzou os braços e eu fiz o mesmo imitando ela e encarando ele. Começamos a rir de novo, não sei por que. Não discutimos mais e fomos limpar aquela bagunça. Como éramos três, acabamos em vinte minutos.

–Já que acabamos com o molho, vamos comer o que? –Me sentei no banquinho que ficava atrás do balcão, estava morrendo de fome.

–Eu fiz um...- Peter fez uma pausa, estralando os dedos, tentando lembrar o nome da receita. –Ah não importa, eu peguei uma receita com a Sd. Lucy e como sua mãe saiu hoje de manhã eu fiz.

É o Peter cozinha, e muito bem por sinal. Ele trouxe e a...bem, a “coisa” , que mais parecia uma torta, estava ótima. Era recheada com camarão. MEU DEUS QUE COISA PERFEITA, se essa torta fosse uma pessoa, eu fugiria com ela para Las Vegas e me casava com. ( Acede o/..de novo kkkk)

Acabamos de comer e Peter e minha mãe foram arrumar o resto da bagunça, eu fui tomar um banho e logo depois os dois também foram. Quando saí do banheiro escutei umas tosses vindas do andar de baixo, pareciam ser da minha mãe. Desci as escadas correndo e ela estava sentada no sofá e Peter estava ajoelhado em sua frente.

–Ei o que está acontecendo? –Cheguei mais perto dos dois, Penny não parava de tossir.

–Ela não para com essas tosses..-Ele pensou um pouco. –Ai Meu Deus é claro, camarão. Ela é alérgica. Como eu pude esquecer? Ally pega as chaves, você vai dirigindo para o hospital. –Peter pegou minha mãe no colo estilo noiva e foi em direção à garagem, agarrei as chaves do carro. Peter foi ao banco de trás com Penny e eu dirigindo.

Faz meia hora que estou sentada nessa cadeira sem informação nenhuma. Como isso me irrita MEU DEUS. Levantei-me e fiquei andando de um lado pro outro. Sempre via isso em filmes, e não é que alivia mesmo?

Sou interrompida por uma voz masculina gritando meu nome. Espera, eu conheço essa voz. Austin?

Notas finais
E então? O QUE ACHARAM? Críiticas são bem vinda e reviews também :D Não se esqueçam de comentar, favoritar, acompanhar se estiverem gostando da fic. BJOKAS e até o próximo genteney