A Single Night
2 I\'m Really Pregnant
Notas iniciais
Então, vamos ao cap??
Grávida, eu ainda nem conseguia acreditar ainda em minha gravidez. Tudo tinha acontecido tão rapidamente, que essaficha parecia que ia demorar a cair. Uma semana havia se passado desde que eu fiz aquele teste de gravidez que mudou a minha vida. Eu ainda não tinha tido coragem para procurar um médico. Tinha tanto medo, como eu nunca senti em minha vida. Ao mesmo tempo em que um receio se apoderava de meu corpo, uma espécie de felicidade transbordava em meu coração. Eu ia ter um bebê, havia um bebê crescendo em minha barriga. Eu falava em voz alta, com minha voz embargada enquanto passava minhas mãos por meu ventre.
Andava de um lado para o outro, afinal, eu sabia que não poderia adiar a visita ao médico por muito tempo, afinal, teria que começar a fazer o meu pré-natal, e tomar todos os devidos cuidados que uma gravidez requer. Mas, o medo de ser vista por alguém e essa pessoa espalhar coisas ao meu respeito pela cidade me enchia de receio. Como eu iria explicar para todos que eu tinha engravidado de uma mulher? Como eu iria explicar para Emma o fato de estar esperando um bebê dela? O que complicava mais toda essa minha situação era ela ser conhecida como a salvadora. Poderia ela ser capaz de restaurar a felicidade de todos e garantir até o meu final feliz?
Emma nunca iria acreditar em toda a verdade. Mas, por que eu estava tendo estes tipos de pensamentos? Por que eu iria me importar se ela não acreditasse em mim? Eu nem amava Emma Swan não é? Eu não queria ter que admitir para mim mesma, mas cada vez mais a xerife mexia comigo e despertava sentimentos adormecidos dentro de meu coração. Seria eu capaz de amar novamente? Eu me lembrei das palavras de Daniel, aquelas que ele havia me dito nos estábulos. “Love Again.” Palavras essas que me assombraram, eu não queria amar outra pessoa que não fosse ele. Eu não poderia amar novamente. Lágrimas silenciosas desciam por minha face, até que eu cheguei a uma constatação. Eu amava Emma Swan, por isso que só a ideia de ter que encará-la me enchia de medo. E se ela não me amasse de volta?
Eu pisquei algumas vezes ao me levantar da cama, para ver se aquela sensação de tontura que me acompanhava diariamente cessasse um pouco. Será que todas as grávidas se sentiam assim da mesma forma que eu sinto nesses últimos dias? Mas, qualquer desconforto que eu sentia desaparecia quando eu me via segurando meu bebê em meus braços. Eu sorria com os meus pensamentos, afinal, um sonho antigo se tornaria realidade. Ser mãe sempre foi o maior sonho de minha vida e ao adotar Henry eu sabia que era exatamente o que eu queria, mas agora era diferente. Eu poderia acompanhar tudo desde o início, só de imaginar que minha barriga estaria crescendo cada vez mais, ter que fazer o enxoval e me preparar para essa chegada que abrilhantaria minha vida enchia meu coração de felicidade.
Sentei-me em minha cozinha na tentativa de tomar meu café da manhã tranquilamente, mas só de pensar na ideia de me ver ingerindo qualquer tipo de alimento eu me sentia mal. Há dias que eu não conseguia segurar nada de sólido em meu estômago e meus enjoos estavam cada vez mais fortes. Mas, eu não poderia deixar de me alimentar. Porque certamente poderia não fazer bem ao bebê. Eu teria que fazer algum esforço em me alimentar, mesmo que o meu apetite tivesse me abandonado.
Eu tentei afastar esses pensamentos enquanto preparava um chá para mim. Enquanto colocava um pedaço de torrada em minha boca, aquela sensação de náusea veio imediatamente. Cheguei ao banheiro a tempo apenas de vomitar tudo o que havia acabado de comer. Quando me levantei minhas mãos estavam um pouco trêmulas e lavei meu rosto para afastar minha náusea.
***
Emma não conseguia parar de pensar em Regina desde que ela e a prefeita haviam dormido juntas. A loira sabia que não fora somente embriaguez por causa das bebidas que ela havia ingerido. Ela sentia algo por Regina, e ela não poderia negar isso. Ela podia esconder dos outros sua paixão pela mãe adotiva de seu filho, mas era impossível Emma esconder dela mesma que estava apaixonada pela morena. Só de pensar nela um sorriso nascia em seus lábios e contagiava todos ao seu redor, mesmo que ninguém desconfiasse dos seus sorrisos abobalhados.
- Emma... -chamou Henry já perdendo a paciência com sua mãe. O garoto já havia a chamado por umas cinco vezes, mas a loira parecia estar perdida em outro mundo. – Emma! –disse e logo em seguida estalou os dedos para lhe chamar a atenção. Emma parecia que saía de um transe e olhou para o seu filho.
- O que foi garoto? Aconteceu alguma coisa? — perguntou Emma enquanto dava uma mordida em seu café da manhã.
- Eu não sei se está acontecendo alguma coisa Emma. Mas, você pode me responder isso, afinal, anda tão distraída ultimamente.
- Problemas na delegacia Henry. Storybrooke é uma cidade pequena, mas não me acostumo com todo esse serviço burocrático.
- Sei! — assente Henry sem acreditar em Emma. — Parece até que está apaixonada. Quem é o sortudo? — o garoto questiona sua mãe.
- Eu já lhe disse mais de uma vez que eu não tenho ninguém. Você queria me falar alguma coisa Henry?
- Não é nada demais, é que hoje mais tarde terá reunião escolar e você tem que comparecer. — informa a mãe.
- Já falou com Regina sobre a reunião? — pergunta a seu filho e observa seu filho menear negativamente com a cabeça. — Henry, você tem que falar com sua mãe sobre as reuniões escolares. Já passou por sua cabeça que ela se sente excluída por você?
- Claro que já passou por minha cabeça, mas é tão difícil. Eu não consigo agir naturalmente ao seu lado. Às vezes eu me sinto um estranho quando estou ao seu lado. Eu não quero que ela participe tanto assim da minha vida. Eu passo os fins de semanas em sua consideração, porque se dependesse de mim eu não teria tanto contato com ela assim.
- Mas você não pode excluí-la de sua vida. Ela te ama tanto Henry, e ela já colocou sua vida em risco apenas para te proteger. Você não pode se esquecer das coisas boas que ela fez para você, mesmo que ela tenha cometido tantos erros ela quer ser uma pessoa melhor para você.
- Eu não aguento mais essas conversas sobre minha mãe. Eu a amo e não posso negar isso, mas não significa que eu quero compartilhar com ela todos os meus momentos. — disse rispidamente subindo para seu quarto.
Emma sabia que a forma que Henry tratava Regina machucava a morena por dentro. Ela havia tentado mediar essa situação, mas parecia que cada vez estava mais difícil a relação de Regina com seu filho chegar a algum lugar. O garoto cada vez mais afastava sua mãe adotiva de sua vida e não havia mais nada que ela pudesse fazer.
Emma pegou seu telefone celular e ficou pensando por alguns minutos sobre o que ia fazer. A vontade de escutar a voz de Regina cada vez ficava maior, mas depois daquela noite Regina a evitava de todas as maneiras, e quando elas chegavam a se ver ambas mal conversavam. E nos últimos dias não tinha visto Regina em nenhum lugar da cidade. Ela apenas queria escutar sua voz, tanto que ligou para a prefeitura e a secretária logo tratou de avisar que Regina não havia ido trabalhar naquele dia. O telefone de sua casa não atendia e seu celular na caixa postal. Emma então percebeu que já estava atrasada para o trabalho. Terminou de tomar seu chocolate quente com canela e correu em direção à delegacia.
***
Enquanto estava na sala de hospital eu refletia sobre os últimos acontecimentos. Por mais que eu tentasse me acostumar à ideia de estar grávida eu não conseguia. Tudo ainda era muito novo para mim. Até porque parecia que meu corpo já apresentava sinais de uma gravidez. Minhas calças que eu usei durante anos, já ficaram apertadas em meu corpo, tanto que eu tive que escolher um vestido um pouco mais solto que não me apertasse tanto igual às roupas que estou acostumada a usar.
Por que tinha que demorar tanto? Quanto mais tempo eu gastasse nesse hospital, maiores as chances de alguém me ver e tudo o que eu menos queria era ter que dar explicações. Meu coração conseguia acelerar cada vez mais. Eu só queria ter certeza de que estava tudo bem com meu bebê. Creio que isso seja parte de ser mãe que se preocupa desde sempre com o bem estar de seu filho. Felizmente eu estava melhor essa manhã e até meus enjoos tinham abrandado um pouco.
Até que o meu nome foi chamado. "Regina Mills, Dr. Whale está a sua espera." Uma das enfermeiras me disse e pude notar o olhar de todos em minha direção. Procurei logo ignorar todos os focos que vinham em minha direção e eu entrei em seu escritório. Eu tinha que ir direto ao ponto, quando menos tempo eu demorasse ali seria melhor para mim.
- Bom dia Regina. — o médico me cumprimentou cordialmente. — O que deve a honra de sua visita? — me questionou.
- Vamos deixar de conversas e conversar logo sobre o que está acontecendo comigo. — fui curta e grossa, porque não havia outro jeito daquela conversa ocorrer. — Se alguém souber sobre qualquer coisa que aconteceu aqui em seu escritório eu saberei que você não soube controlar a sua boca. Penso eu que eu não precise te lembrar de quem eu sou. — eu o ameacei, nessas horas era bom demais saber intimidar as outras pessoas. — Eu fiz um teste de gravidez e deu positivo. Vim para confirmar e saber se está tudo bem com o bebê.
- Cla... Claro Sra. Mills. A enfermeira já mandou uma amostra de seu sangue para análise? — o médico me questionou e eu confirmei. — Vá trocar de roupa na sala ao lado que eu te espero para iniciarmos o exame. — a voz do médico saiu sussurrada, claramente estava morrendo de medo do que eu poderia fazer com ele. Reparei que assim que eu saí para me trocar ele respirou fundo tentando se acalmar. Quando saí de lá já com a roupa do exame ele me apontou uma cama. — Deite-se aqui Prefeita.
Eu não disse nada, apenas fiz o caminho que ele me indicou e me deitei. Definitivamente nunca tinha ficado tão nervosa em minha vida, e aquela espera toda me corroia por dentro.
- O gel para fazer o exame é um pouco gelado. — ele me alertou antes de começar a aplicar, mas mesmo assim um gemido involuntário saiu de meus lábios quando ele aplicou o gel sobre minha barriga. — Agora vamos confirmar essa gravidez? — ele disse olhando em minha direção quando senti uma pressão em meu ventre. Olhei para o monitor até que vi algo aparecendo na tele. Eu não pude deixar me emocionar quando percebi que era meu bebê ali.
- Parabéns Sra. Mills. — disse Whale enquanto continuava a fazer o exame atentamente. Eu nada disse, apenas fiquei olhando aquela tela me sentindo muito feliz. — Você está gravidíssima. — disse ele para mim com um sorriso genuíno.
- Gravidíssima? — eu questionei em confusão desviando meu olhar do monitor e olhando para ele. — Como assim gravidíssima?
- Parece que em breve três bebês estarão correndo por sua casa. Parabéns novamente Regina. Você está esperando trigêmeos.
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