A Serva do Sangue [Fic +18]

5 Capítulo X - Cena de teste


Notas iniciais
Uma cena fora da linha cronológica da fic, com o intuito de saciar aqueles que esperavam por cenas do gênero na fic

A noite fria soprava ventos árticos que sibilavam conforme serpenteavam pelos galhos das árvores. Nuvens negras embarreiravam o prata da lua, uma premissa de chuva. Cattarine era carregada desacordada pelos braços rígidos e frios de Baalberith, imperador dos vampiros e mais novo protetor da humana. A floresta onde caminhava era densa e impiedosa, particularmente quando coberta pelo breu da noite, mas predador ou criatura alguma ousaria se aproximar do monarca das trevas. Baal achou melhor se abrigarem em uma antiga igreja em ruínas, destruída sob suas próprias ordens, no coração da floresta amaldiçoada. Lá ele poderia dar atenção à humana desfalecida. Dentro da estrutura de rochas ruídas e pintadas naturalmente de verde-musgo, o vampiro pousou o corpo de Cattarine em um altar cerimonialista e com suas unhas afiadas abriu um corte no próprio pulso, fazendo gotejar seu sangue a partir dali. A gota teria aterrissado na boca da jovem mulher, se esta não tivesse acordado com o cheiro do sangue vampírico no instante que o corte fora feito e, com toda a força de vontade que pudera reunir, desviado dela e se atirado ao chão.

—Você precisa se alimentar. — Disse o vampiro, com um olhar soberbo de reprovação — Se continuar negando o chamado de sua própria natureza, morrerá tão inútil quanto seu orgulho.

—Não posso me permitir tocar novamente seu sangue impuro. – Cattarine tentava se reerguer, apoiando-se no altar, mas as pernas vacilavam e seus joelhos voltavam a se chocar com o chão. — Quanto mais eu sucumbo a ele, mais condeno minha alma.

—Vós sois homem, Elizabeth! Teu deus já vos condenou assim que nasceram! Nenhuma magia ou benção divina te salvará da morte agora. Minha substância profana, no entanto. – Baal estendeu a mão e ajudou a jovem a se sentar no altar de pedra e limo. – Se morrer aqui não se vingará e ninguém o fará por você.

—Poupe-me da falsa empatia. Está interessado em ver o Alto Sacerdote da igreja fora do tabuleiro. – A débil humana não perdera a farpa nas atitudes.

—Aceite as trevas, elas já correm em tuas veias desde que eu a salvei. Cresça com elas e, um dia, impere ao meu lado. – Com o pulso já seco pela alta regeneração, o monstro cortou o trapézio entre o ombro e o pescoço e deixou uma gorda gota traçar um rastro rubro em seu peito saliente, visando a reação involuntária do corpo humano à sua frente.

A chuva começou a despencar em rastros finos, trespassando buracos do teto. Alguns pingos encontraram a pele parda de Cattarine e isso a fez pensar melhor sobre aquilo tudo. Se ainda fosse uma humana ordinária de pele morna teria sentido o líquido como estacas de gelo a perfurar sua pele dado o frio da noite, mas ao invés disso sentiu-o apenas curiosamente frio e prazeroso. Ponderou se Baal estava certo: as trevas já começavam a correr em suas veias, e estavam clamando seu nome. A semi-humana estremeceu quando ele aproximou o corpo de seu rosto, sentindo o cheiro daquele sangue, o sangue que lhe apetecia. A boca se abriu quase automaticamente, Cattarine pôs a língua para fora em movimentos retraídos, lutando para não perder o controle, mas sucumbiu ao desejo primitivo quando lambeu a trilha rubra da barriga até a perfuração, onde ela se embebedou com o sangue corruptor. Sentia o corpo se aquecer conforme o líquido entrava no organismo, sentia-se revigorar, e sentia conectar-se com o poderoso corpo à sua frente. Mesmo após se saciar não conseguia afastar os lábios da pele alva do vampiro. Com a boca encharcada de sangue a deslizava pelo corpo masculino até o pescoço, onde podia sentir, tão perto, o cheiro do líquido correndo nas veias dele. Mal notou que sua mão agora alisava o peito do vampiro enquanto aproximava os lábios do rosto, sentindo o pescoço dele pelo caminho. Pela primeira vez, Baalberith não se firmou em sua pose fria e impiedosa, digna daquele que sustenta a coroa do reino das sombras, mas agora estava refém de impulsos esquecidos e eles o empurravam à Cattarine. A mulher, por sua vez, era conhecida por ostentar um semblante esbelto porém fortificado com atitude e independência, mas que agora se via embriagada pelo desejo mais forte que já sentira em sua vida, e que mantinha em segredo por todo esse tempo. O desejo por ele.

Baal fitou compenetrado os globos verde-oliva, sentiu-se mergulhar é uma sensação esquecida. Pôs a palma da mão na bochecha carnuda da mulher e beijou a jovem corrompida, manchando-se no sangue da boca dela e, enquanto suas línguas dançavam juntas, agarrou as pernas da mulher sentada e as abriu, pondo-se entre suas coxas macias enquanto arqueava-se para beijá-la. Alguns trovões estouraram nos céus iluminando o salão abandonado em sucessivos flashs. Baal Ergueu Cattarine pelas coxas, a fazendo entrelaçá-las em volta de sua cintura, o mesmo se fez com os braços, apertados em volta do pescoço dele. Com a força sobre-humana do vampiro, ele sustentava o corpo da jovem com apenas um braço em volta de seu tronco enquanto andava a passos ansiosos em direção à parede mais próxima e, uma vez alcançada, as costas dela se chocaram com tamanha força que a estrutura fina de rochas sobrepostas estremeceu, reverberou em diversas direções e fez-se cair um pedaço do teto, convidando mais da chuva para o recinto tenebroso. Elizabeth teria possivelmente quebrado algumas costelas pelo ato descuidado e emocionado de ambos, mas seu corpo estava mais resistente. Ela sabia que seu corpo estava mudando, não era mais a humana frágil de outrora, a filha delicada do Alto Sacerdote, o Lírio da Pureza. Ela sabia que era cada vez menos a portadora da luz, e cada vez mais... ele. Baal queria sentir seu corpo esguio pressionado contra o delicado de Elizabeth, por tal fez questão de encurralá-la na parede. Mesmo que se sentisse irracionalmente atraído pela portadora da luz, mesmo que não desejasse machucá-la... ele ainda era um predador. Com ela erguida do chão, o vampiro sentiu o cheiro de seu pescoço, os resquícios de humanidade pulsando naquelas veias. Abriu a boca e deslisou as presas, raspando as pontas afiadas na pele da Jovem, fazendo-a morder os próprios lábios com o corpo em arrepio para em seguida perfurá-la superficialmente e permitir que seu sangue escorresse de encontro às roupas femininas. Ela apertou com força seus corpos, sentia tamanho formigamento entre as pernas que precisava pressionar a região o mais forte que conseguisse contra a dele. Ele, por sua vez, sentia extrema sede do sangue que brotava daquele pescoço, mas sabia que alguns goles lhe seriam fatais, uma vez que ainda se tratava do sangue sagrado da Portadora da Luz. No entanto, essa não era a única reação de seu corpo a ela. Cattarine sentiu o pênis de seu amante enrijecer rapidamente e, sem autocontrole algum, esfregava sua parte íntima contra o órgão dele, como se essa fosse a cura para o fogo que consumia sua carne, ainda que estivessem sob os panos das vestes. Sedento pelo corpo vívido da filha de Torrance, Baal guiou mais uma vez as costas feminina de encontro a uma estrutura em forma de cruz, um baque pequeno, mas ameaçando tombar o monumento religioso se acontecesse uma segunda vez. A mulher pôs-se de pé e somente quando finalmente parou de beijá-lo é que percebeu onde iriam chegar. Ele selvagemente rasgou suas roupas até expor completamente o corpo feminino e intocado dela. Cattarine não tinha um busto avantajado, mas ostentava uma silhueta delgada de sua cintura e quadris, que terminava em coxas abundantes em carne. O coração morto-vivo de Baal palpitou agudo enquanto ele se deleitava com a visão. Ele a beijou e Cattarine sentiu pela primeira vez a sensação da pele de seu tronco e seios pressionada contra a pele intemperada do vampiro. As mãos masculinas serpentearam pelo corpo dela, como dois predadores sedentos à procura de um ninho, até encontrarem as nádegas e as apertarem com tamanha força que isso as marcaria por algum tempo. Uma das mãos escorreu até a vagina de Cattarine, mas no instante em que a tocaram, como se relutasse pra sair do transe, a mulher se esquivou para o lado e tentou fugir, mas foi segurada pelo pulso.

—Eu sou Cattarine Elisabeth! Sucessora no comando da igreja das igrejas! Aquela quem trará a luz. Não permitirei transgressões ao meu corpo! – Mostrava-se combatente, mas sem realmente usar toda sua força para se libertar.

—Eu posso ouvir seu corpo, Elisabeth. Ele fala comigo em diferentes línguas e todas dizem que você mente! – Um sorriso leve e malicioso brotou do rosto do vampiro, que se deleitava com a afronta a tudo o que a jovem sempre acreditou. Desconstruir sua moralidade era o que apimentava o desejo dele por ela. O ser das trevas cortou da própria carne para que seu sangue vazasse e encontrasse a vegetação que invadira o santuário pelo chão. Raízes e plantas se envenenaram com a substância e passaram a acatar as ordens do monarca como seres animados. Ele as fez se enroscarem nos pulsos da mulher e a puxarem de volta ao crucifixo, onde foi erguida raspando suas costas nuas na pedra fria e subindo pouco mais de um metro do chão, as raízes deram a volta em seu corpo e a fixaram ali, segundo comandava seu mestre. Com a vítima completamente indefesa, Baal aproximou seu rosto da virilha feminina, sentiu os cheiros exalados ali, pôs parte da língua pra fora e a deslisou por sobre a carne até a região superior da vagina, abriu as pernas flutuantes e lambeu todo o externo genital. Cattarine sentia as raízes apertar, espinhos a perfuravam e sequer tinha poder para combater a situação. O combate, no entanto, não se daria com o vampiro que agora abusava de seu corpo, mas contra o corpo propriamente dito, uma vez que seu esírito suplicava pelo perdão divino, mas sua carne e mente já pertenciam ao vampiro. Ela sentia os prazeres do sexo oral pela primeira vez, seu corpo reagia com espasmos.

Fazia muito tempo que Baal não sucumbia à luxuria, quando ainda era um rei de sangue quente. Tentava se lembrar e executar movimentos que aprendera com inúmeras amantes daquela época. Seus movimentos intercalavam entre lambidas nos lábios menores e sucção da glande do clitóris, provando o gosto dos fluidos que brotavam da região. O vampiro espremia cada vez mais seu rosto contra a vagina úmida de Cattarine até que a ouviu soltar um gemido tão alto que reverberou pelo interior da igreja arruinada, em seguida seu corpo fora atacado por uma sequência de espasmos que a fariam se debater, não fosse a prisão vegetal. Ela já se encontrava fora de si, dominada pelo sabor do sexo que nunca havia experimentado. Ele sentiu o gosto em sua língua mudar e sabia que a mulher havia chegado em seu clímax, então suavizou cada vez mais os movimentos até guardar de volta o músculo na boca, deixando a região vaginal da humana encharcada com sua saliva. As raízes afrouxaram aos poucos, permitindo que o corpo da mulher descesse leve até o chão, onde ela mal se sustentava sentada. Escorreu ofegante e exaurida, mas para Baal, ele ainda tinha o que ensinar sobre o pecado carnal. Elisabeth raramente se permitia ser vista como indefesa e lançava seu olhar afiado para qualquer homem que ousasse trata-la com inferioridade, mas dessa vez, o olhar que lançou para Baal era não só afiado, mas também mergulhado na bestialidade, um olhar que fez até Baal recuar, um olhar que o fazia se sentir como se olhasse para os próprios olhos, era o olhar de um vampiro predador. Elisabeth se recompôs rápido, embora ainda ofegante, ela se atirou no vampiro e o beijou com tamanha potência, que dessa vez fora ele quem chocou suas costas à quina do altar, causando algumas rachaduras na estrutura. A mulher parecia abandonado de vez seu eu do passado e abraçado as trevas que envolviam ambos. Baal abraçou e ergueu Cattarine, e, com um giro lento, a deitou por mais uma vez no altar cerimonialista, de costas para a base empoeirada. Ele desatou o cinto e deixou desabar suas calças, explicitando o pênis rígido. Os vampiros eram incapazes de reproduzir graças à infertilidade de seus corpos, mas a luxuria e os prazeres que a seguiam sempre foram um dos passatempos mais difundidos entre algumas casas no castelo de Baal, assim, portanto, apesar de inférteis, estão longes de serem impotentes.Com a região entre as pernas de Cattarine ainda úmida, o monarca das trevas deitou seu falo sobre a pélvis da mulher antes de deslisá-lo para baixo até que apontasse para a vagina dela. Ele brincou com as reações da recém acordada predadora enquanto raspava a cabeça de seu pênis superficialmente na região íntima dela. Percebia o corpo de Cattarine suplicando para que ele a penetrasse, e assim o fez. Bem lentamente, Baal desflorou a vagina da mulher, que raspou suas unhas na pedra escura em resposta à sensação de seu interior sendo preenchido. Manchas de sangue surgiram no pênis alvo, era a denotação visual de que a virgindade do Lírio da Pureza havia sido violada, mas Catterine não sentiu dor como manda a natureza de sua carne. Uma vez metade-vampira, ela não era mais sensível a dores humanas, permitindo-se aproveitar ao máximo o abuso de seu corpo. Baal perfurou a cavidade vaginal da mulher até a metade de seu próprio membro com certa delicadeza, mas depois de se certificar de que a dor não falaria mais alto que o prazer por parte de sua amante, ele terminou enfiando de forma abrupta o resto do corpo de seu falo, obrigando Cattarine a soltar um grito de prazer que ressoou junto a um estrondoso trovão. O vampiro abria as pernas da mulher até o limite, fazendo-a se sentir extremamente vulnerável e desprotegida perante suas intenções sexuais, mas essa sensação só amplificava ao ápice sua própria excitação. O vampiro iniciou a penetração de forma contida, mas não tardou a aumentar o ritmo segundo ordenavam seus desejos. A cada estocada do falo do vampiro, Cattarine deixava escapar gemidos altos, seus dedos dos pés e mãos se contorciam como se fossem insetos em chamas e seus lábios eram mordidos com tanta força que ela já sentia o gosto do próprio sangue. Se algum sensitivo colocasse os pés naquela parte da floresta, sentiria uma perturbação nunca antes provada. As trevas abraçavam e brincavam com a luz ali, que nada podia fazer a não ser se comprimir no coração das sombras. Baal retirou o pênis de dentro de Elisabeth apenas para poder girar o corpo dela e a fazer ficar nas pontas dos pés em cima do chão, curvada pra frente sobre o altar, desguardando sua bunda na direção do inumano. Sem muita espera, ele voltou a penetrá-la com violência, dessa sem que ela pudesse sequer ver o que acontecia atrás de si. Baal se movimentava de forma tão bruta que fazia-se ouvir estalos da pele de ambos se chocando a cada ciclo de movimento. Uma das mãos do vampiro apertava fortemente o quadril da humana enquanto a outra arranhava as costas dela, tingindo-a com o próprio sangue superficial, articulando um misto de dor e prazer puro nela. Elisabeth revirava os olhos, extasiada pelas múltiplas sensações que inundavam seus sentidos, enquanto, instintivamente, Baal mostrava suas presas sob o mesmo motivo. Baal estava disposto a terminar com tudo ali mesmo, mas foi interrompido quando Elisabeth agarrou a estrutura com as mãos para não depender mais do apoio dos pés, dobrou as pernas e, com sua mais nova força sobre-humana, empurrou o vampiro para trás, libertando-se dele. O monarca a princípio ficou incrédulo com a atitude repentina de Catterine, mas logo em seguida compreendeu sua mensagem. A mulher pôs-se de pé e lentamente deu a volta na estrutura, rumando ao centro do salão, ao lado de uma pilastra. Com o teto ferido, feixes de chuva caiam sobre ela, quem decidira que aquele seria exatamente o ponto onde pararia e se viraria para Baal, enquanto sentia a chuva limpar suas marcas de sangue. O ser percebeu uma Cattarine plena e incitante o fitando, como se o chamasse, mas para terminar da forma dela, e então se aproximou da amante por mais uma vez. Assim que a alcançou, Cattarine pulou em seu peito, abraçando-o com braços e pernas, como da outra vez, porém sem roupas que os limitassem. Baal sabia que ela não desejava fazer daquela uma experiencia de predagem, mas de união entre as duas essências. Uma convergência entre a impiedosa treva e a pura luz. Por isso ela optara por abraça-lo, por isso ela tentava trazer de volta seu lado humana. Baal a encostou na pilastra ruída e, sem desgrudar seu tronco do de Cattarine, ele a penetrou. A humana mal tocava o chão permitia que seu corpo era usado para fins carnais por aquele por quem agora nutria intensa paixão. A pilastra estalava, ameaçando se despedaçar com os baques dos dois. Ela sentiu o pulsar do pênis dentro de seu corpo se tornar mais frenético, presumiu que o clímax de seu parceiro estava próximo, o que a fez sentir o seu chegando também. A chuva resfriava os corpos enquanto eles se abraçavam mais apertado do que nunca. Um clarão invadiu o recinto, seguido do estrondo celeste e, por fim, explodiram juntos. Cattarine sentiu o líquido do vampiro tomar conta do seu útero, ao passo que estremecia com o próprio gozo. Ambos permaneceram abraçados enquanto seus corpos ainda soltavam espasmos finais. Ambos caíram de joelhos no chão, exaustos. Baal há tempos esquecera da sensação de fraquejo corporal. Era como se sua própria essência tivesse sido absorvida pela mais nova companheira da noite. Por sua vez, Elisabeth sequer tinha tempo para pensar em arrependimentos, pois ocupava-se com o coração bombardeando seu peito, e a sensação de que agora, mais do que nunca, ela e Baal haviam se tornado um só. Nutria uma paixão profunda pelo antigo inimigo e, se fosse por ele, talvez fosse hora de atender ao chamado da noite.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.