A Semideusa Perdida
5 Capítulo 5 - O Campo de Proteção dá Defeito
5 – O CAMPO DE PROTEÇÃO DÁ DEFEITO Eu suava frio, meu corpo tremia, todos a volta fitavam-me perplexos. Esfreguei os olhos, minha respiração estava forte e meus batimentos cardíacos acelerados. — Mas que merda foi essa? — perguntou-me um garoto — Você está bem? — Sim — respondi rápido — Foi só um sonho — hum... É melhor você se arrumar, não quero perder o caça-a-bandeira. — O.k. Bianca... — pensei — Quem será ela? E que arma eu devo pegar? POV. Carolina Senti leves toques atrás de minhas costas, como se algo caminhasse sobre mim. Engoli em seco. Estendi a mão até meu ombro, quando senti o pelo fino. — Aaaaaaah! — joguei a aranha no chão e pisei-a — Peter! Seu filho duma puta! — Qual é Carol, tem medo de uma aranha? Hahaha — Eu queria mata-lo, mas me contive. — Você sabe que eu tenho aracnofobia! — Dei-lhe um soco no nariz. — Ai! Eu estava brincando sua grossa! — Ele esfregou o nariz para tirar o sangue — Precisava disso? — Sim — Disse com naturalidade — Pará você aprender que brincadeira tem limites. Virei-me e fui ao arcenal, onde encontrei Isabel. — Desculpa o atraso, tive um... Probleminha — Tudo bem — ela me disse normalmente — Quero escolher minha arma. — O.k. — abri as portas — entre POV. Isabel Por dentro era um local pequeno, mas fantástico ! Haviam armas de todos os tipos, eu escolheria calmamente a minha, até me lembrar do sonho. Qual será a arma que Bianca me falou... — Quem é Bianca? – Perguntei – Você a conhece? — Ahn... – Ela pareceu confusa, como se contasse a quantidade de Biancas que conhece – Algum sobrenome? — Não sei – Troque o peso dos pés – Eu tive um sonho — Sonho? Me conte! Filhos de Atena são bons em entender sonhos — Tudo bem – Acho que posso confiar nela – Eu acordei em um lugar frio e escuro. POV. Carolina Ela contou-me o sonho inteiro, acho que sei a Bianca que ela está falando... Mas não pode ser... É a única que me veio a cabeça. Bianca di Angelo, morreu antes da Isabel chegar aqui, talvez eu esteja enganada. — Bianca di Angelo... – Deixei escapar num pensamento alto – Sua arma... May virou-se para uma estante na qual pendia-se uma longa espada de ferro estígio. Arregalei meus olhos. Só pode ser ela, a garota da profecia! — Gostei dessa, será que é essa? – Eu estava sem fôlego para responder – Você está bem? — S-sim, acho que pode ser essa mesmo – Ela fitava-me preocupada. — Tudo bem, vou leva-la ao local de combate – Ela parou um instante – Tem certeza que está bem? — Claro! – Tentei me animar – Vou falar com Quíron, com licença. POV. Quíron — Espera, você está me dizendo que ela está na sua profecia? – Carolina estava atordoada andando de um lado a outro – Mas é impossível, ela chegou aqui a menos de um dia. — Ela teve um sonho. – Olhei-a – Com Bianca. É um sinal! — Escute Carol, esta é uma acusação muito grave, vamos com calma. Para ela estar na profecia precisaria ser filha de um dos três grandes. — Sim, e ela é! — Escute criança, vá para a sua atividade O.k.? Conversamos mais tarde. POV. May Fui colocada no time vermelho. O mesmo de Carolina, embora ela não parecesse confortável a meu lado, era bom poder ter uma conhecida no time. As pessoas fitavam minha espada perplexas, acho que fiz a escolha certa... Ou talvez não. — Que comece o jogo! – Gritou o líder – Vão! Eu, Carol e um menino de cabelos castanho-claros ficamos na mesma equipe de ataque. — Muito bem, vamos por aqui – Disse Carol – Tenho uma estratégia. — Acho que não goste de sua estratégia – Disse o garoto em tom provocador. — Calado Peter! Minha mãe é a deusa da estratégia – Peter divertia-se por tê-la irritado – Agora suba na árvore e faça a única coisa que você sabe. — Na verdade sei fazer muito mais coisas – Ele piscou pra mim. Corei – Mas se a chefe manda. — Não ligue para ele – Disse-me ela – Filho de Apolo. Ouvi algum movimento por perto, passos talvez. Virei-me a procura de algum sinal. Nada. — Algum problema? – Perguntou-me Carolina – Viu algo? — Ouvi. – Disse baixo – Por ali. Mal terminei minha frase, Peter apontou uma flecha na direção que eu falei. Ele suava, parecia nervoso. Ficamos num silêncio desconfortável, até que ouvimos um tec, como um galho partindo-se. Juntos viramos para a mesma direção, como se tivéssemos ensaiado. — Vocês estão cercados – Disse a garota tentando parecer durona – Rendam-se! — Há! Sério? Sua equipe te mandou como isca Sammy? – Peter ria – Que maldade... — C-calado! – Gaguejou – Não sou uma isca, estou mandando vocês se renderem! — Sammy, não vamos te machucar, apenas saia daqui e finja que não nos viu – Carolina queria parecer bondosa, ou algo do tipo – Vai! — Não! Estou cansada de ser tratada como “A filha indefesa de Afrodite” Sammy era uma garotinha pequena, mas linda. Do tipo que parece inofensiva, olhos verdes brilhando, cabelos louros e perfeitamente arrumados. Parecia uma modelo mirim, garota propaganda, ou algo assim. Aparentemente, a mais nova de seu chalé. — Awn... Que cute, cute. – Peter brincava, Carol olhou séria para ele – Ela quer parecer forte. — Então lamento. Peter, faça oque tem que ser feito. — Não vou atirar uma flecha nela. — Acebem logo com isso – Eu disse, todos me olharam – Vai ser tão ruim assim deixar ela imobilizada? Carol fez um sorriso malicioso enquanto olhava para um cipó, e em seguida para Sammy. Logo, ela nos olhou, concordamos. POV. Peter Fitei rindo a garotinha amarrada no topo de uma árvore, e, claro, Carolina olhava-me de forma repreendedora. Ela se acha muito responsável, sinceramente, não vejo problemas nisso. — Deixamos ela aí? – Disse May. — É, por mim tudo bem – Carol concordou, as duas olharam-me. — Demorou! – A garotinha fez alguns sons que devem ter sido “Não! Me soltem!” mas não ouvi direito, já que sua boca estava amarrada. – Vamos atrás desta bandeira! Caminhamos por mais algumas horas, quando minhas pernas começaram a doer. Batalhamos um pouco, fomos atacados, rotina de caça-a-bandeira. Eles não podem ter escondido esta bandeira tão bem... — Uou... – Carol olhava para algum ponto acima de nossas cabeças – A bandeira! Ela estava localizada no ponto mis extremo de uma grande árvore. — Não consigo subir isso! – Eu disse. — Então é melhor conseguir. Ela é nossa! — Não – May protestou – Está fácil demais. Não veem? Não há guardas. — Talvez eles sejam tapados e acharam que nós nunca a veríamos – Ela deu de ombros. — Peter, vamos subir. – Carol parecia decidida – May, não pode ser tão ruim. — O.k., vamos. Cravei minhas flechas pela árvore a fim de improvisar uma escada, Carol parecia aprovar minha ideia, embora ela fique bonitinha quando está com raiva, também gosto de vê-la feliz. — May, é melhor que fique aqui embaixo de guarda – Ela balançou a cabeça positivamente enquanto eu e Carol subíamos. Aquela árvore era incrivelmente alta, subimos por entre as flechas e cipós. Eu sou bom nisso. — Chegamos! – Carolina anunciou – Não, pera. Mal terminou sua frase, a última coisa que vimos foi um punho investindo contra nossas cabeças enquanto caíamos uns 10 metros. Pude ouvir May gritando “cuidado!”, mas era tarde. POV. May — Gente! – Peter sentou na maca, Carol abria os olhos lentamente – Vocês estão bem? — Ahn? Oque aconteceu? – Disse Peter olhando para o corte que atravessava meu queixo – Você foi atacada? Eu quis rir, mas me contive. Eles caíram mais de 10 metros e eu fui atacada? — Isso foi o de menos, vocês quebrou a perna, mas melhorou com um tal de néctar. A Carol bateu a cabeça, quebrou o nariz porque você caiu encima dela. — Nós perdemos? – Carolina perguntou, sacudi a cabeça – Como não? — Depois que capturaram vocês, eu consegui pegar a bandeira e correr, encontrei com o pessoal da equipe e eles atravessaram o campo. — Nos deixou pra trás? – Indagou Peter – Nossa, bateu seu recorde de tempo falando. — É... Tipo isso, vocês estavam desacordados, tive que continuar. Mal terminei, a porta voou com um barulho ensurdecedor e se partiu ao meio. Entrou uma criatura horrível, grande e nojenta. Cabelos bagunçados, cicatrizes e um enorme e único olho no meio do rosto. — Mas que porra é isso? – Perguntei, minha respiração estava acelerada. O bicho investiu contra mim e me jogou um bastão. Voei contra a parede. — May! – Gritou Carol – É um ciclope! Levei minha mão até a parte de trás da cabeça, senti algo molhado. Sangue.
Notas finais
Deixem um view, vlw
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