A Seleção - Uma vida normal
2 Capitulo 2 – A festa
Notas iniciais
Terça-feira: Tivemos aula de matemática. Kriss ama aula de matemática. Enquanto eu prefiro artes e Marlee prefere química. Sempre chamamos ela de doida, mas ele diz que é divertido e que se estudar bastante, algum dia vai fazer uma composição química para deixar Celeste careca, então nós não atrapalhamos mandando mensagem do Whatsapp. Depois da aula de Matemática, veio a tão amada aula de química da Marlee. Maxon parecia tão entediado quanto eu e Kriss. Nós gostávamos de sentar no meio da sala. Marlee na frente, Kriss do lado dela e eu atrás da Marlee. Ao meu lado estava Ashley, e Maxon na cadeira do lado.
– Bom pessoal – o professor disse – se separem em duplas para fazer o próximo experimento.
Separa em dupla era sempre ruim. Pois éramos três. Nunca sabíamos o que fazer. Enquanto discutíamos a respeito da dupla, fomos interrompidas por uma voz.
– Oi menino novo, quer fazer dupla comigo? – era Celeste perguntando para Maxon, enquanto acariciava o braço forte dele. Porque eu não pensei nisso antes? Eu e as meninas apenas olhamos para a cena.
– Na verdade, eu ia pedir para a America ser minha dupla – Maxon disse se afastando do carinho de Celeste e virando para mim com um sorriso. Marlee e Kriss olharam para mim, segurando o sorriso enquanto Celeste fechava a cara.
– Claro – eu respondi com um meio sorriso e ouvi Kriss e Marlee fazerem um “hmmm” que me fez ficar vermelha da cabeça aos pés. Acho que Maxon também ouviu, pois ele riu e virou para frente de novo.
Todos moveram suas cadeiras na sala, para ficar ao lado de suas duplas. Marlee e Kriss juntaram suas cadeiras em minha frente, enquanto Maxon trocou de lugar com Ashley para ficar ao meu lado. O professor disse quais os materiais e componentes que precisávamos e explicou o que tínhamos que fazer. Marlee e Kriss estavam indo bem. Mas eu e Maxon, creio que não tivemos tanta sorte, pois quando misturamos nossos ingredientes, ele começou a borbulhar e explodiu na gente. Começamos a rir, e rimos mais ainda quando todos olharam para nós. Kriss olhava para gente prendendo o riso, enquanto Marlee estava com uma cara de assustada e rindo ao mesmo tempo.
– Tem um pouco no seu rosto – eu disse limpando o liquido roxo da bochecha dele, mas não limpou, só espalhou. O que me fez rir mais.
– O que foi? – ele perguntou colocando a mão onde eu havia mexido.
– Eu só espalhei mais – eu respondi entre risos – não sai!
Agora – ele disse passando a mão no meu rosto – estamos quites. Sabe, você fica bem de roxo!
Nós rimos, mas fomos interrompidos pelo professor.
– O que vocês .. – ele parou e olhou para nós com os olhos arregalados – os dois, para a enfermaria agora. Precisam limpar isso rápido!
Nós pegamos nossas coisas e fomos correndo para a enfermaria. Enquanto a enfermeira preparava umas compressas estranhas nós nos acomodamos na cama. Sentados bem próximos. Ela entregou algumas para nós e saiu para buscar mais material. Começamos a passar aquele algodão gelado na pele e estava limpando.
– Você nunca me disse sobre a sua família – Maxon perguntou limpando seus braços, sem olhar para mim.
– Moro com meus pais. Sou a filha do meio.
– E seus irmãos?
– É uma longa historia – eu disse tentando limpar o rosto
Maxon virou para mim, tirou minhas mãos do caminho e começou a limpar meu rosto bem de leve.
– Creio que temos tempo de sobra – ele disse em voz baixa.
– Certo. Tenho meu irmão mais velho Kota, que saiu de casa aos 18 anos. Saiu de cidade dizendo que queria ser independente, foi morar no centro. Minha irmã Kenna se casou nova e foi morar em outra cidade. Dai tem euzinha – Maxon mais acariciava meu rosto do que limpava, estava sendo forte para me manter concentrada na historia – Dai tem a May e o Gerad. May é uma versão mini de mim, somos idênticas – Maxon sorriu, ainda limpando meu rosto – e Gerad é o caçula. Vive jogando bola e quebrando as coisas. Bom é isso. Essa é minha historia – eu disse pegando outro algodão e comecei a limpar o rosto dele – sua vez.
– Meus pais – ele começou – estão fugindo da policia, daí nós viemos para esse fim de mundo – Mas logo começou a rir com minha cara de tédio para ele.
– Há! Há! Serio Maxon
– Apenas saímos daquela bagunça que é o centro e procuramos um lugar mais calmo – ele respondeu rindo – Mas agora, me conte a respeito do seu primeiro beijo!
– Foi estranho! Foi com o primo da Marlee. Ela e a irmã dele ficaram deitados na rua cantando, muito mal por sinal, dai ele me beijou. Eu não senti nada, sabe?
– Sei — ele disse rindo
– E você?
– Foi num acampamento de férias. Num daqueles jogos ridículos de verdade ou consequência. Eu já tinha pedido verdade muitas vezes, dai me obrigaram a escolher consequência. Inventaram uma regra estúpida de uma consequência para cada três verdades. Todos só estavam tramando porque queriam que eu beijasse uma das meninas que estava lá, que era apaixonada por mim. Dai eu beijei. Ali. No meio de todo mundo. Vergonhoso – Maxon contava rindo, o que me fazia rir junto – Mas agora, qual foi o melhor?
– Melhor beijo? Hmm, não sei.
– Não teve um destaque? Posso resolver isso para você.
Ele parou de rir e passou a mão no meu rosto
Ficamos ali, Maxon se aproximando aos poucos. Nossos rostos ficaram incrivelmente próximos durante alguns segundos. Sentia a respiração de Maxon em mim, nossos lábios estavam entreabertos. Ele se aproximava bem lentamente, olhando para minha boca. Seja lá o que iria acontecer em seguida, não aconteceu. Pois a enfermeira voltou e interrompeu a gente. Ficamos meio sem graça no começo e voltamos a nos limpar.
Quando estávamos totalmente limpos, voltamos para a aula. Mas assim que chegamos, tocou o sinal. Kriss e Marlee levantaram correndo e me agarraram pelo braço. Uma de cada lado, me arrastando para longe de Maxon.
– Desculpe gato, mas temos que nos arrumar para a festa – gritou Marlee olhando para Maxon.
– Nos vemos de noite. Não falte! – Gritou Kriss acenando.
Não tive tempo de reagir a nada. Nem olhar para trás eu consegui, elas me jogaram dentro do carro da Kriss e começou o interrogatório.
– Meri! Me conte! Aconteceu alguma coisa? – Marlee perguntava eufórica
– Não Marlee – eu respondi entediada – não aconteceu nada. Apenas nos limpamos.
– Ah! Ta bom, America. Você quer que eu acredite que não rolou nada entre vocês dois? – Kriss perguntava impaciente ao volante.
– Bom.. – eu disse. Fazendo Kriss frear o carro repentinamente. Marlee e Kriss viraram para trás, me fazendo rir.
– Desembucha- Kriss disse, fingindo raiva.
– Desembucha? Quem diz isso? – Marlee disse interrompendo Kriss.
– Isso é irrelevante agora Marlee. America comece já a contar!
– Bom. Ele perguntou sobre minha família. Eu contei. Ele me ajudou a limpar meu rosto e eu ao dele. Ele contou sobre a família dele, falamos sobre nosso primeiro beijo e, eu acho que.. – eu me interrompi meio envergonhada – .. acho que ele ia me beijar. Mas a enfermeira voltou e ele se afastou. Foi isso.
Kriss e Marlee se olharam e viraram para frente. Kriss voltou a dirigir e Marlee ligou o radio.
– Precisamos te deixar linda para a festa hoje! – Kriss disse.
– Porque? Eu não sou linda? – eu perguntei, fingido estar ofendida.
– É uma gracinha. Mas .. – Marlee disse.
– Uma gracinha uma ova! E você pareceu gostar ontem à noite – eu disse passando a mão no cabelo dela, o que fez a Kriss gargalhar.
– Já te disse que não curto ruivas. Supere America – Marlee disse olhando pela janela. O que fez eu e Kriss rirmos ainda mais.
Passamos à tarde na casa da Kriss nos arrumando. Eu era boa fazendo penteados, Marlee fazendo maquiagem e Kriss confeccionando roupas. Eu já tinha desenhado nossos vestidos a meses, e ela fez os três perfeitamente. Ficamos lindas. Eu estava com um vestido tomara que caia azul escuro, com prega da cintura ate o meio da coxa. Coloquei meu scarpan preto e fiz um coque meio solto. Marlee fez uma maquiagem em tons azul escuro que levantava meu olhar e destacava meus olhos azuis claros. Kriss estava com um vestido verde. Era ate o meio da coxa também, mas era de manga ate o cotovelo e decote V. Era corte reto, mas não era colado ao corpo. Fiz uma trança nela e Marlee fez uma maquiagem em tons de verde escuro, que fez os olhos castanhos de Kriss parecer mais claros. Marlee estava com um vestido vinho esvoaçante. Era regata e tinha um elástico na cintura. Ia ate o meio da coxa e a parte de trás era mais comprido. Colocou uma maquiagem vinho nela e eu fiz um penteado meio preso, meio solto, que ficou lindo com a cor de cabelo dela.
Fomos para a festa. E quando chegamos, o Joe’s estava todo aceso, luzes coloridas piscando. Musica alta. Cada ano eles faziam mais produção na festa. Entramos e olhamos em volta. Todos estavam lá. Estava lotado. Depois de algum tempo olhando o ambiente, começamos a nos dirigir ao bar. Eu olhava para os lados, mas não via Maxon em lugar nenhum.
– Não deve ter chegado ainda Meri – Kriss disse ao meu ouvido. Era a única forma de nos comunicar com aquela barulheira toda.
– O QUE? NÃO.. EU.. – olhei para ela, e ela estava com uma cara de “você não me engana”. Eu ri e pedi um coquetel ao bar man.
Alguns minutos depois, Carter apareceu e chamou Marlee para dançar. Ela foi, mas antes de desaparecer, ela olhou para trás e fez sua famosa cara de “danada” de sempre. Eu e Kriss engasgamos de rir e ela sumiu com Carter no meio da multidão.
– America, agora que estamos sozinhas, eu queria te perguntar uma coisa ..
– Então Kriss, você é linda, mas eu não curto meninas – eu respondi e depois ri da cara de tédio que ela fez.
– Serio Meri.
– Okay. Diga.
– Eu to afim do Aspen e..
– Vai fundo!
– É o que?
– Por favor. Não se prenda a mim. Esta a fim dele. Vai fundo. Esquece meu passado com ele. Passado é passado. Mas não deixe a Celeste se aproximar – pisquei para ela.
Kriss sorriu para mim e voltou sua atenção para o coquetel dela.
– Kriss? – eu disse cutucando ela com o cotovelo.
– Oi?
– Aspen chegou. Vai.
– O que? Mas agora?
– Claro! Garanta a sua para hoje.
Kriss riu e foi falar com Aspen. Depois de um tempo olhando eles conversarem e rirem. Eles foram para a pista de dança e sumiram, da mesma forma que Marlee havia feito.
– Sozinha hoje? – Maxon surgiu de não sei onde me dando um susto.
– Achei que não viesse mais – eu disse, e não pude deixar de olhar ele da cabeça aos pés. Ele vestia uma blusa cinza gola V que exibia parte de seu peitoral musculoso, uma jaqueta de couro preta, um jeans escuro e um coturno preto. Ele estava lindo. Quando olhei para o rosto dele novamente, ele estava com uma sobrancelha erguida e um sorriso safado lindo. Me senti queimar de vergonha.
– Eu não perderia isso por nada – ele disse me olhando da cabeça aos pés – você esta linda.
Eu sorri e segurei ele pelo braço, puxando ele para a pista de dança. Sem falar nada, o arrastei comigo.
– Eu não sei dançar America – Maxon disse quando paramos no meio da multidão.
– Eu te ensino — eu disse colocando a mão sobre o peito dele.
POV Marlee:
– Quer dançar linda? – Carter chegou por trás me perguntando
Eu sorri e fiz que sim com a cabeça. Ele me deu a mão e me puxou para a pista de dança. Olhei para as meninas fazendo cara de safada, as conhecia tão bem, que podia ouvir as gargalhadas delas na minha mente. Elas tinham engasgado de tanto rir. Carter dança muito bem. Ele ficava me puxando para ele, com as mãos na minha cintura. O rosto colado no meu. Sentir a respiração dele no meu pescoço estava me deixando doida. Quando será que ele vai finalmente dar o primeiro passo? Senti algo vibrar em seu bolso. Que merda é essa? Eu me perguntei.
– Hmm. Preciso atender – ele disse pegando o celular do bolso – Vamos comigo lá fora?
– Claro – eu respondi pouco animada, agora mesmo que não rola.
Saímos e enquanto ele falava com sei lá quem, eu me encostei em seu carro e fiquei ali, analisando minhas unhas, como se fossem a coisa mais interessante do universo. Podia ficar olhando o corpo lindo de Carter, mas Kriss e Meri dizem que eu fico com cara de idiota quando encaro algum cara bonito, então optei por não fazer.
Perdida nos meus pensamento, não percebi quando ele desligou o telefone e veio para cima de mim. Já chegou chegando, me agarrando pela cintura, me empurrando contra o carro. E que beijo. Envolvi seu pescoço e me entreguei ao beijo.
Não sei quanto tempo ficamos ali nos beijando, mas eu me dei conta que precisava voltar lá pra dentro. Sem aviso prévio eu terminei o beijo e dei um empurrãozinho em Carter, mordendo o lábio e me afastei.
POV America:
Ao som de Right Round, Maxon sorriu e me segurou pela cintura. Comecei a dançar, seguindo o ritmo da musica. Indo de um lado para o outro. Maxon tentava me acompanhar. Mas ele era meio travado. Travado de vergonha, porque dava pra ver que tinha um certo molejo. Estávamos cada vez mais próximos, pois Maxon fazia questão de me puxar para perto cada vez mais. Quando estávamos colados um no outro, nos movíamos em sintonia. Maxon começou a deslizar a mão pelas minhas costas, me prendendo em um abraço. Eu facilitei o lado dele e levantei os braços dançando. Passei as mãos nos cabelos dele quando desci os braços. Deslizei as mãos por seu pescoço e parei a mãos em seu peito.
Acho que o mundo parou. Quando olhei para ele, ele me olhava nos olhos. Só existíamos nós dois ali. Após longos segundos nos olhando e perdendo o ritmo da musica, Maxon se inclinou sobre mim e me beijou ferozmente. Correspondi seu beijo com a mesma intensidade. Passei a mão em seus cabelos, que estavam meio molhados de suor. Maxon me puxava com tanta força contra ele, que chegava a doer. Mas eu não queria parar, comecei a puxar ele cada vez mais.
Quando me dei conta de que estávamos no meio de dezenas de pessoas, eu parei o beijo. Maxon me olhou. Estávamos ofegantes. Segurei o braço dele e puxei ele para um lugar mais privado do Joe’s. era um vão atrás das caixas de som, puxei ele para lá e empurrei ele na parede, antes de iniciar outro beijo. Maxon correspondeu, me puxando para ele, passando a mão em toda a lateral do meu corpo. Cada lugar que ele passava mão, eu sentia queimar. Nunca tinha sentido isso com mais ninguém. Maxon tinha um beijo incrível. Parecia impossível cansar daquele beijo. Ficamos nos beijando muito tempo. Mas nada parecia o suficiente.
Percebi que tinha acabado de conhecer ele. O que ele vai pensar de mim? Que eu sou uma dessas que pega qualquer um? Mas cadê que eu conseguia sair dos braços daquele homem lindo? Maxon começou a me apertar na cintura com força, se ele continuar fazendo isso vai ficar roxo. Eu coloquei a mão dentro da jaqueta dele e agarrei sua blusa. Maxon me apertava contra o corpo dele cada vez mais.
Finalmente eu consegui me desvencilhar de seu beijo incrível e nos olhamos.
– Eu não sou assim – eu disse recuperando o fôlego.
– Que pena – ele respondeu sorrindo – porque eu adorei.
– Eu quis dizer que não é normal eu pegar caras que eu não conheço. – eu disse rindo
– Mas nós nos conhecemos, já ate fizemos trabalho de química juntos – ele disse piscando para mim.
– Tem tanto tempo isso. Como você ainda se lembra?
Ele riu e passou a mão no cabelo, arrumando o que eu havia desarrumado.
– Vamos – ele disse me segurando pela mão e me conduzindo – vou te pagar um drinque.
– Eu não bebo.
– Não bebe? Como eu vou te embriagar para me aproveitar de você agora? Poxa! Vem, eu te pago um drinque sem álcool.
– Assim, sim! – eu disse deixando ele me conduzir de volta para o bar.
Quando chegamos, encontrei Marlee e Kriss sentadas olhando em volta. Quando me viram começaram um escândalo, para variar.
– Onde a senhorita estava? Já esta tarde sabia? Amanha tem aula peste! – Marlee gritava
– Espere um minutinho– Kriss interrompeu – os dois estavam sumidos, e aparecem juntos?
Marlee e Kriss nos olharam. Eu fiquei muito vermelha e olhei para Maxon, que também estava. Kriss e Marlee se olharam e disseram um “hmmmmm” juntas. Fazendo Maxon e eu ficar ainda mais vermelhos. Para mudar de assunto, Maxon pediu quatro coquetéis sem álcool. E quando o bar man trouxe, ele entregou um para cada e nós brindamos. Mais um pouco de conversa e fomos embora. Kriss estava de carro, eu e Marlee íamos dormir na casa dela.
– Mora onde Maxon? – Kriss perguntou.
– Rua F – ele respondeu enquanto pagava pelos coquetéis.
– É caminho para mim. Ta de carro? Quer uma carona?
– Bom.. acho que – Ele começou meio sem jeito.
– AAAh! Não se preocupe – Kriss o cortou – America vai dormir lá em casa. É mais tempo para você ficar com ela.
– Então eu não posso dizer não – ele disse piscando para mim
– Certo – Marlee disse se levantando – Então vamos?
– Vamos – todos falamos ao mesmo tempo e levantamos. Indo para o estacionamento, passando pelo mar de pessoas.
– E só digo uma coisa – Kriss começou – sem agarramento no banco de trás!
– Aaaaaah! – Maxon disse fingindo estar triste. O que me fez ficar sem graça enquanto Marlee e Kriss caiam na gargalhada.
Fomos o percurso todo rindo e falando besteira. Parecia que já conhecíamos Maxon há séculos. Quando chegamos à casa de Maxon, ele segurou meu rosto e tascou um beijão, não se importando das meninas estarem olhando ou não. Como não retribuir um beijo daqueles? Não deu né? Continuei o beijo com a mesma vontade que Maxon vinha para cima de mim.
– Opa. O que eu disse sobre o agarramento? – Kriss disse
Maxon riu ainda com os lábios nos meus e se afastou. Abriu a porta do carro e saiu. Mas antes de fechar, ele colocou a cabeça para dentro.
– Boa sorte com essas duas ai America – ele disse sorrindo – Tchau meninas, ate amanha!
Fechou a porta e entrou em casa.
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