Notas iniciais
Lis Singer: Hey pessoinhas, aqui é a Lis *0* Bem, eu postarei todas as quartas, Yeah, e eu espero que vocês gostem dos meus capítulos. Ah, essa é a primeira fic que eu faço com mais pessoas e acreditem, eu fiquei bastaaaante ansiosa pra isso :3 Espero que vocês acompanhem a fic seria uma honra gigante pra gente que escreve *3* Então, sem mais blá blá blá, sem enrolação, aqui está, espero que gostem ~(^-^)~

POV’s Amberly:

Acordo-me no meio da madrugada.

Estou com a respiração acelerada, então me sento na cama e olho para fora. As estrelas... Elas nunca estiveram tão lindas como agora. Elas eram perfeitas, infelizmente eu não era uma estrela.

Senti algo me incomodar e tirei debaixo de mim o envelope que meu pai havia me dado para a seleção.

“Pense em como isso será bom para nossa família.

Era só o que eu pensava. Seria uma ótima ideia eu me inscrever. Sempre quis ajudar meus pais o quanto eu pudesse, e sempre quis conhecer o príncipe Clarkson. Então... Por que não? Mas uma coisa martelava na minha cabeça, Adele. Se por um acaso eu fosse chamada? O que aconteceria? Por quanto tempo eu ficaria distante?

Era isso. Eu ainda tinha minhas dúvidas. Por precaução, pego uma caneta dentro do meu estojo de desenhos – sim, eu sempre gostei de desenhar – E coloco todas as informações que pedem. Ás vezes penso que eles procuram uma rainha pela beleza, não pelo caráter. Coloquei algumas informações extras, como quais as línguas que eu falo, só para garantir.

Deixo a ficha no criado mudo e me encolho na cama, não durmo mais, pensando em colocar esse envelope na urna ou não... Refaço meus pensamentos até finalmente cair no sono.

[...]

– Amber... – a Deli me balançava – Acorda...

– Hm... Ah... Estou indo...

– Papai quer falar com você, a propósito, que horas da noite você foi dormir mulher?

Sorrio pra ela e me levanto. Vou ao banheiro, lavo o rosto. Vou indo até a sala onde estão meus pais, minha mãe está em pé cozinhando ovos enquanto meu pai está sentado com o jornal na mão.

– Bom dia. – falo me sentando ao lado da Adele – Quer ajuda ai mamãe?

– Bom dia filha, e não, não preciso de ajuda. – ela vem até mim e coloca uns dos ovos no meu prato.

– Dormiu muito em? – meu pai fala enquanto guarda o jornal.

– Sim... Pai, o senhor quer falar comigo? Olhe se for por causa da seleção eu vou me inscrever sim e...

Um silêncio pairou na sala, minha mãe se voltou e sentou-se. Meu pai abriu um largo sorriso, e minha irmã começou a gritar os “ebas!” Só então eu percebi, aquelas palavras saíram por livre e espontânea vontade.

– Mas não garanto que vou ser escolhida. – falo quebrando o silêncio e comendo os ovos.

– Ah querida. Isso já é um grande passo pra nós. – minha mãe estendeu a mão até mim e eu a segurei.

– Sim filha, e garanto. Que não tem como você não ser selecionada.

– Ah tem sim. São só apenas outras milhares de garotas de Hondurgua, nada demais. – eles riram.

– Você vai conseguir maninha, estarei torcendo, e vamos fazer sua inscrição hoje mesmo.

– Calma Adele, só depois que seu pai voltar do trabalho, quero todos juntos para dar sorte.

Ela resmungou um pouco, estava mais ansiosa do que eu mesma que iria me inscrever. Depois do café dou o beijo de despedida nos meus pais, que vão trabalhar, eu lavo a louça enquanto Deli varre a casa.

– Já se imaginou como rainha Amberly? – ela pergunta.

– Quem nunca quis ser rainha?

– Bem, eu sempre quis... E ainda quero – ela colocou a vassoura no canto da porta e se sentou – Mas já que não posso, vou torcer profundamente por você.

– Obrigada Deli, e acredite, se um dia eu for rainha você será a primeira a ter um quarto especial no palácio.

– A gente gosta de sonhar alto não acha? – ela havia se levantado e mexia no meu cabelo.

– Tenho certeza.

Quatro horas já haviam se passado e as inscrições de hoje fechavam às cinco da tarde, tínhamos apenas uma hora até lá. Meus pais chegaram tarde hoje então, tentei me arrumar o mais depressa possível.

Subi até o quarto e me olhei no pequeno espelho ao lado da cama.

– Amberly... – falava comigo mesma – Confie em você... Assim que você entregar sua ficha... Você será uma estrela!

[...]

Estávamos na fila, que – pelo amor de Deus – estava gigantesca. Várias garotas conversavam umas com as outras sobre as chances de serem escolhidas, outras retocavam a maquiagem o que me fez pensar, eu estou bonita?

– Venha cá Amber, venha falar com a Rose. – minha mãe me puxa até onde está a Rose, ela é uma das minhas melhores amigas. Tem cabelos curtos e loiros, olhos castanhos claros e está sempre sorrindo pra todo mundo. Ela é uma ótima pessoa, e seria uma ótima rainha.

– AMBER! – ela corre até mim e me abraça.

– Rose, você está linda! – falei girando ela.

– Não tanto quanto você.

Na verdade eu estava simples, uso um dos meus melhores vestidos, feito pelas mãos da minha mãe, ele é azul bebê, vai até os joelhos. E uso sapatilhas rasteiras escuras. Meu cabelo solto cobria parte de meu rosto, era um charme.

– Estamos lindas então!

– Ah Amber, imagina nós duas no palácio? – ela coloca as mãos no rosto e sorri ficando vermelha.

– Seria tão... Lindo.

– Andem logo suas desembestadas, a fila está andando. – uma mulher, que parecia um tanto esnobe gritava para nós, a fila já estava longe.

– Ai que grossa!

Era a vez da Rose, eu seria logo depois, ela sai do local sorrindo e falando que estava confiante que ia sair bem dessa.

– Boa sorte filha. – meu pai beija minha testa.

– Vou precisar pai.

Entro na pequena casa que foi feita como um estúdio para tirarmos a foto. Entrego minha ficha e o homem pede que eu me sente na frente uma tela branca.

– Agora não se mexa... – ele dizia arrumando a câmera, só me deixava mais nervosa – Um... Dois...

Assim que ele acionou o flash eu escorreguei do banco e ri alto.

– Ah, desculpe-me.

– Não peça desculpas, sua foto ficou perfeita.

Sim, eu estava perfeita, era um sorriso tão natural quanto. Eu parecia feliz em estar fazendo aquilo. E acho que seria uma ótima vantagem. Mais um ponto na frente em chegar ao Clarkson.

****

POV’s Clarkson:

Estava uma correria só naquele lugar. Estava insuportável. Pior que antes.

Enquanto uns arrumavam as comidas e bebidas, outros deixavam as decorações intocadas de um jeito “não respirem em cima delas”. Eu estava em meus aposentos esperando à hora de trocar de roupa, olhava pela janela, de peito estufado, toda Illéa. Será que eu conseguiria governar isso? Como meus pais?

Ah, meus pais. Sempre em pé de guerra. Nunca os via discutir tanto como nessa semana. Ás vezes poderia jurar ouvir sons de objetos se quebrando no quarto, mas eu ignorava essas coisas.

– Com sua licença, Clarkson. – minha mãe, Abby, entrou no quarto – Ainda não está pronto?

– Desculpe mãe, perdi a noção do tempo.

– Espero que não perca quando as selecionadas chegarem aqui. Vamos, venha se trocar.

Ela estendeu o paletó até mim para que eu me vestisse. Calcei os sapatos. De repente duas moças entraram no quarto e minha mãe pediu que eu me sentasse em frente ao espelho. Elas começaram a arrumar meu cabelo.

– Mamãe, quando receberemos as inscrições?

– Hoje a noite algumas das castas Dois, Três, Quatro. Amanhã receberemos as da Cinco e logo após teremos mais alguns dias para as Sete e Oito, já que a população é grande. Ansioso?

– A senhora nem imagina.

Assim pronto, descemos até o salão, onde eu iria recepcionar alguns dos convidados. Já havia várias pessoas por ali, mas os primeiros que eu recebi foram o Rei e a Rainha da França.

– Bonsoir. – falei educadamente.

– Bonsoir et félicitations du-Prince Clarkson. – eles me deram os parabéns. Até que eu estava começando a ficar fluente no francês.

[...]

– Tire essa cara de tacho, Clarkson. Isso é sua festa, aja feliz. – meu pai, Porter, me dava ordens, eu estava apenas entediado. Parado no canto do salão com um ponche na mão.

– Essa é minha face de pessoa feliz, pai. – retruquei dando um sorriso sarcástico.

– Então é bom que a mude, logo. – ele me lança um olhar ameaçador e eu saio de perto. Nunca tive uma boa relação com ele, e pelo jeito nunca terei.

Enquanto eu falava com as pessoas – tentando parecer feliz — Stephan Fadaye, o apresentador do Jornal Oficial de Illéa vem até mim, para fazer uma entrevista sobre a festa.

– E não poderíamos deixar de encontrar o tão famoso príncipe. – ele sorri para a câmera e se curva.

– Boa noite Stephan, e Illéa. – sorrio.

– Ah, boa noite. Então príncipe Clarkson, está gostando de tudo isso aqui?

– Como não poderia? – digo sorrindo.

– Bem, já imaginávamos, e vossa alteza, já recebeu alguma pista dos rostos das selecionadas?

– Ainda não – esfrego as mãos – Queria poder vê-las como todos de Illéa, mas minha ansiedade é maior.

– Imagine só as garotas inscritas então? Haha, se me der licença senhor. – ele se curvou e saiu direto para minha mãe.

[...]

A festa está ótima, estava tentando procurar meus pais para conversar com eles, mas não os via em lugar nenhum, subo as escadas em direção ao quarto deles, mas não há ninguém. Vou então passando pelo escritório dele quando escuto umas vozes vindas de lá mesmo.

– Talvez não devesse por nenhuma garota menor que Três. – era meu pai.

– Mas Porter, quem irá escolhê-las será o Clarkson não nós.

– Então iremos rasgar todas as inscrições a partir da casta Quatro, espero que entenda.

– Porter, isso não vai dar certo, só causaria mais batalhas entre os rebeldes.

– Deles cuido eu e meu exercito.

Eu não podia acreditar no que estava ouvindo. Eles não podiam fazer isso, não iriam. Talvez a maior besteira daquela noite, foi a que eu acabei de fazer.

– Ninguém rasgará inscrições de ninguém aqui. – falo e gelo meu corpo sentindo os olhares pesados dos meus pais.

Notas finais
Então, gostaram?? :3 espero que sim, não deixem que colocar seus reviews ajuda muuito pra não desanimar a gente o/ kkkkk E não percam, na sexta-feira o próximo (Booh) Kisses *3*