Notas iniciais
Olá pessoal ^^ estou tão emocionada com esse final! Espero que gostem e boa leitura!

Alguns anos se passaram, e muita coisa aconteceu nesse meio tempo.

Alguns casais não perderam tempo e as selecionadas deram à luz a belas crianças que governariam seus respectivos reinos no futuro e quem sabe criar uma nova seleção mundial.

Outros casais focaram mais na vida amorosa e deixaram para ter filhos mais para frente.

E um casal em especial teve um final trágico.

Agora, que tal darmos uma olhada no que aconteceu no possível final dessa história?

[...]

Ming surpreendia cada vez mais Rafael.

Além de ser a mulher que mais amava nesse mundo, ela se saía incrivelmente bem como rainha. Era pé no chão e extremamente justa.

Depois que viajaram pelos lugares que ele mais queria visitar, resolvemos estabilizar.

E agora, seu primeiro filho estava chegando.

Rafael entrou no quarto depois de uma reunião importante tirando a gravata.... Ele era um rei, mas nem disso escapava.

— Arrgh.... isso é horrível! — Joguei-a na cama.

Ming se virou para ele e deu um risinho. Ela estava mais calma e talvez até mais sensível.... O que a gravidez não faz com as pessoas né? Quer dizer... com as mulheres.

Se bem que agora Rafael era um pai babão.

O rapaz se aproximou dela, enlaçou sua cintura com seus braços e olhou para fora da janela junto com ela.

— Esses meses demoram tanto para passar.... Engraçado que esses anos passaram voando! — Disse ela impaciente.

— Isso é verdade.... A culpa é da sua ansiedade. — Rafael riu.

— Se um dia descobrirem como lidar com isso, eu agradeço — Disse ela, marreta como sempre.

Rafael beijou seu ombro que estava parcialmente de fora graças a camisola e continuamos conversando por um tempinho.

[...]

Já Anna acordou no meio da noite sentindo umas pontadas de dor e soltou um grito, não precisamente de dor.
A cama estava toda molhada, em outra situação acharia que teria feito minhas necessidades na cama, mas dessa vez não...

Parece que sua hora tinha chegado.

Anna colocou a mão sobre seu ventre que estava incrivelmente grande e redondo. A garota não conseguia nem cortar as unhas do seu pé.

— Dean... — Ela colocou a mão em seu ombro e o sacudiu — Dean, acho que está na hora!

— Hm? Hora de quê? — Disse ele mais dormindo do que acordado.

– Hora de aventura — Ela revirou os olhos — Acorda logo! Os bebês vão nascer! — Falou mais alto dessa vez, começou a doer um pouco mais.

Dean deu um pulo da cama que Anna até teria achado engraçado se não fosse um momento tão importante.

— O que?! Ah meu Deus! — Disse ele saindo da cama desesperado indo buscar as malas feita há uma semana atrás. Chamou alguns empregados que pegaram as coisas e levaram até o carro.

A garota sabia que eram uma família real, mas é sempre melhor ter o parto dentro de um hospital.

Ele se aproxima de Anna novamente e lhe pega no colo.

— Ah qual é, eu ainda sei andar — Suspirou.

— Sem desculpas — Disse ele levando-a lá para baixo.

Como viu que não adiantava o que dissesse já ele não ia lhe largar, Anna apenas se concentrou no momento.

Os bebês logo iriam nascer!

Segundo os médicos era um casalzinho de gêmeos.... Eles tinham tanta sorte...

Entraram no carro e o motorista ia rapidamente até o hospital onde Anna ficaria.... Segundo o que ouviu, evacuaram todo o segundo andar para isso.... Pra que tanta coisa?

Dean lhe levou no colo até lá dentro, quando logo depois a encaminharam até a sala do parto.

Ele estava nervoso, passando a mão no próprio cabelo com olheiras enormes de sono quando Anna passou o olho nele uma última vez antes de entrar na sala.

Não sabia quanto tempo passou lá dentro. Mas demorou bastante. Era parto normal e ela estava muito ansiosa para ver os seus pequenos.

O primeiro a sair foi Liam. Soltou um grito forte e ela percebeu na hora que aquele ali puxou a mãe. Direto, difícil... Daria um ótimo rei.

Charlotte chegou logo depois. Chorou também, mas não era forte como o de Liam, talvez por que é uma garota? Ou ela seria uma princesinha fofa e frágil?

A sua princesinha.

Dean entrou rapidamente e a cara de pai coruja foi um tanto engraçada.

Ele se aproximou com um sorriso de orelha a orelha. Beijou a testa de Anna e foi ver as crianças totalmente bobo.

Esse era o início de uma família feliz.

[...]

Tris havia acabado de colocar Clary para dormir. Ela estava crescendo, mas ainda precisava chegar lá em alguns dias, contar uma de suas histórias favoritas, ajeitar seus cobertores e dar um beijinho de boa noite em sua testa.
Tris fechou a porta do quarto devagar quando Sean s surpreende por trás e beija seu pescoço.

— Shh, cuidado! — Sussurrou rindo — Vai acordar ela e vamos ficar mais uma hora inteirinha tentando explicar o porquê de o sapatinho da Cinderela caiu do pé dela se cabia perfeitamente.

Ele riu e a puxou para o quarto, colocando-a debruçada na sacada olhando as luzes da cidade e a floresta lá longe com o céu estrelado, uma lua cheia. Como estava ficando tarde, o vento que soprava já era mais gelado.

— E quando vai deixar de contar a Cinderela e mostrar o mundo incrível de A seleção mundial? — Falou ele me beijando rapidamente.

— Quando ela estiver mais grandinha — Sorriu Tris — Contos de fadas ainda são ótimos para ela.

Ele sorriu, a beijou e ficamos um bom tempo assim até ficarem com sono resolveram ir para a cama.

[...]

Castiel e Belle estavam incrivelmente animados com a ideia de engravidar. Claro que quem engravidava era ela e não ele.

Talvez depois de um bom tempo curtindo a vida de casados, se preparando, estavam finalmente prontos.

Mas Belle seria uma mãe maravilhosa, disso Castiel tinha certeza.

— Mas Castiel... — Disse Belle impaciente andando de um lado para o outro — E se nascerem gêmeos? Ou trigêmeos? Que nomes vamos dar? Ah meu Deus...

Era engraçado vê-la assim.

Castiel entrou em seu caminho, a virei para si colocando as mãos em seus ombros parando-a e olhando em seus olhos.

— Belle.... Isso é o que menos importa — Falou com a voz mais calma que pode — É uma criança que estamos planejando mas podem ir duas ou três que serão acolhidas de braços abertos.... Vai ser um momento mágico!

Sua respiração começou a ficar mais calma e seus olhos brilhavam.

— Você não existe... — Sorriu ela enquanto lhe abraçava apertado.

— Claro que existo.... Sou seu marido, lembra? Vamos ficar velhinhos juntos! — Acariciou seu cabelo sorrindo enquanto ela lhe apertava cada vez mais forte.

Se fosse outra pessoa ele teria ficado incomodado.

Mas Belle não conseguia deixa-lo incomodado.

[...]

— Mas mamãe! Me conta, o que aconteceu com o Yoshiro? — Perguntava o filho mais velho de Lise, Pedro.

Não sabia se gostaria de contar histórias ruins a crianças.... O final daquele louco não foi nada feliz.

— Por favor mamãe! — Pediu Sophie na outra cama.... As crianças hoje em dia são tão espertas!

— Hoje não crianças — Suspirou ela e se levantou — Hora de dormir — Falou indo até o armário, pegou Truffie, seu sapinho de pelúcia que acompanhou a vida inteira e entregou para Sophie.

As crianças reclamaram, mas não muito, dava para ver que estavam com sono.... Também, lise nunca havia visto crianças tão elétricas!

A garota saiu do quarto e Jake estava lhe esperando.

Ele enlaçou sua cintura lhe dando um beijo rápido e terno.

— Sabe que um dia as crianças vão querer saber o final.... Nem tudo acaba bem e todo mundo tem que se acostumar com isso desde cedo.

– Não sei como explicar isso de um modo menos pavoroso — Suspirou ela — Mas tudo bem, eu conto.... Mas não hoje! — Riu.

Jake sorriu e lhe aperta forte enquanto iam abraçados até o quarto.

[...]

Liz acordou com a luz do sol batendo no seu rosto. Alguém havia aberto as janelas, provavelmente Lucian...

Mas quando se sentou direito, com os pensamentos mais claros, se surpreendeu.

O quarto estava totalmente lotado de tulipas vermelhas. O chão estava totalmente coberto por elas, como se o quarto fosse feito assim, cheio de flores.

Em cima da cama tinha um buquê de tulipas vermelhas com um cartão.

Liz pegou-o e abriu com cuidado. A escrita era de uma caligrafia impecável e caprichosa. A garota reconheceu a letra de Lucian na hora, ela reconheceria em qualquer lugar sem dúvidas.

''Bom dia minha querida.

Acho que nós dois sabemos o quanto o dia de hoje é especial.

Feliz aniversário minha amada. Eu te amarei para todo o sempre.

P.s — Tem um embrulho dentro do banheiro. Gostaria que usasse os que está ali dentro.

P.p.s — Já te disse que eu te amo hoje? Se não, bem... eu te amo!

Com amor, Lucian''

Liz soltou um suspiro contente e apertou o bilhete contra o peito. Ele nunca perdia os modos.... Muitos menos o cavalheirismo, nunca ia se cansar disso, como ele conseguia fazer ela se derreter como uma adolescente que nunca nem beijou na vida?

A garota se levantou e caminhou tranquilamente até o banheiro. Como ele havia dito, tinha um embrulho dourado com uma fita de seda vermelha.

Liz o abriu com cuidado.

Tinha um vestido branco com a área da cintura marcada com um corpete da mesma cor e uma saia longa e esvoaçante e um pouquinho transparente...

A garota tomou um banho rápido e vestiu o vestido. Uma roupa assim pedia uma produção em especial. Fez uma trança embutida de lado, uma maquiagem esfumaçando o côncavo dos olhos, calçou um salto não muito alto e desceu.

Lá em baixo, seus filhos já corriam de um lado para o outro e quando a viram pegaram mais um buquê e lhe entregaram.

— Feliz aniversário mamãe — Sorriu o garotinho, seu filho mais novo, Maxon.

Ouvi alguém se aproximar por trás de si e lhe abraçar por trás.

Lucian.

— Feliz aniversário meu amor.... Amo você — Disse ele lhe apertando e beijando seu pescoço.

Liz tinha certeza de que nunca se cansaria daquilo.

[...]

Era bom rever as garotas que viraram suas amigas em A seleção.

Sabia que no começo, provavelmente todas elas se enxergavam como rivais. E olha que a nossa seleção foi bem mais fácil afinal, era mais de um príncipe certo?

Mas foram todas se conhecendo melhor e viramos amigas.

E quando Clarissa deu a ideia de algumas delas se encontrarem na casa dela, Juliet não teria como recusar...

A rainha chegou lá não era muito tarde...

As meninas já tomavam chá com biscoitos e as crianças brincavam no quintal com o cachorro que ali ficava.

— Boa tarde meninas — Sorriu ela se sentando e as garotas sorriram de volta.

Uma das empregadas lhe serviu uma xícara de chá.

— E então... como anda o casamento de vocês? — Perguntou Júlia — O meu está incrível, acabamos de voltar de viagem...

— Olha, apesar de A Seleção ter acabado, Jason continua me surpreendendo! — Sorrio Megan — Nunca conheci alguém tão fofo!

— Sinto que estou vivendo num conto de fadas... Desde de pequena me imaginava casando e tendo filhos e tudo o que tenho vivido... superou todas as minhas expectativas! E você Juliet?

— Bem... Depois de todos aqueles problemas com o Yoshiro, Jaspen ficou super protetor. Na época ele se sentiu muito mal por ter deixado aquilo acontecer comigo, mesmo não sendo culpa dele.... Mas depois do casamento, se mostrou o marido perfeito, atencioso, carinhoso, pé no chão... além disso um ótimo rei.

Clarissa ficou desconfortável com isso.

— Vocês ficaram sabendo com o que aconteceu com a Safira e o Yoshiro?

Juliet assentou com a cabeça assim como as meninas... Ele realmente pagou pelo que fez.

[...]

Safira ainda não acreditava no que fez com a sua própria vida.

Talvez se tivesse se comportado melhor não estaria assim.

Logo depois que forçaram seu casamento com Yoshiro, a garota teve a sua ''Primeira vez''.

Ele como esperado, foi um bruto. Mas antes fosse só isso...

Uns meses depois descobriu que Yoshiro tinha AIDS.

Ele também não sabia disso a pouco tempo atrás e como não se cuidaram, acabei pegando a doença também.

E como se não bastasse toda noite ele fazia de tudo para lhe infernizar, lhe machucar...

Quando um dia teve um acidente na casa.

Yoshiro ficou preso na cozinha, que ardia em chamas.

Safira podia ouvir seus gritos de dor e agonia.

Ele fez muitas coisas ruins nessa vida assim como ela... Mas acredite, não desejaria aquilo nem para o seu pior inimigo.

Yoshiro não sobreviveu.... Não acharam nem restos de seu corpo na cozinha praticamente sumiu entre as cinzas... E ele também.

Safira não se casou novamente. O incêndio lhe deformou e ela tinha uma doença impossível de se tratar.... E ainda fazia parte da casta mais baixa.

Sentia saudade da época em que fora bonita, bonita ao ponto de ser chamada para A Seleção Mundial.... Se não tivesse sido tão burra...

Mas a vida é justa e nos dá o que merecemos.

[...]

Então foi isso. Nossas queridas Selecionadas viviam suas vidas perfeitas, cuidando de seus filhos ao lado do homem que mais amavam naquele universo.

E foram feliz.... Até onde deu.

Não poderei dizer para sempre.

Notas finais
Primeiro eu gostaria de agradecer a todos que recomendaram, comentaram, acompanharam, favoritaram... Sério pessoal vocês vão estar para sempre no meu coração! Escrever A seleção Mundial foi uma experiência maravilhosa que vou guardar até o resto da minha vida, assim como me lembrarei de todos vocês! Muito obrigado por me acompanharem até aqui e... Quem sabe um dia a gente se encontra, não?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!