A Seleção - Clato (Hiatus)
2 Capitulo 1
Notas iniciais
_Não não não e não.- Digo irritada para minha mãe e subo correndo para meu quarto.
Minha mãe insisti em que eu me escreva nessa porcaria de seleção, mais eu não quero isso, a seleção não é pra mim, e eu já tenho tudo que quero aqui, não preciso de uma coroa e um príncipe a tira colo também.
Me jogo em minha cama, e fico assim até ter que descer para ajudar minha mãe com o jantar, já que sou a única filha mais velha que ainda mora aqui, eu tenho que ajuda-la.
Fazemos tudo mecanicamente, e a todo momento sinto o olhar raivoso de minha mãe em minha direção.
Ela acha que a seleção pode nos ajudar, mesmo que eu tenha que concordar que o dinheiro que as selecionadas irão ganhar seja bom para nos eu não quero ter que ir para lá, e acho que nem tenho chance de ser escolhida.
Até parece que entre varias garotas iriam escolher, uma que tem os cabelos negros grande, a pele branca com pequenas sardas no rosto, baixa, e que não aceita ordens, e que tem senso de justiça.
Tudo bem que essas duas ultimas coisas eles só saberiam mesmo quando e si eu fosse escolhida, mais mesmo se fosse escolhida, oque para mim é impossível já que nem vou me inscrever, o príncipe iria me conhecer e ver o como sou e me mandar embora no dia seguinte.
Claro que eu faria alguma coisa errada na presença do príncipe, ou dizer algo afinal eu não gosto dele, e com certeza iria demonstrar e falar isso a ele, e como o príncipe minado como é não vai gostar e vai me mandar embora.
Mas eu não vou me inscrever nessa porcaria de seleção, minha querendo ou não.
Meu pai diz que sou muito parecida com a minha mãe no jeito, Effie assim como eu é bastante teimosa, e quando teima com alguma coisa ela tenta até conseguir.
Só acho que ela deveria deixar de tentar porque assim como ela sou teimosa, e não irei fazer oque eu não quero.
_O que custa você somente se escrever?.- Me pergunta ela, quando estamos colocando o jantar na mesa.
_Mamãe eu não quero.- Digo, queria poder tomar um gole do chá que ela acabou de por na mesa, mais não posso fazer isso, já que se eu tomar o chá agora, depois não terei oque tomar no jantar.
_Clove filha, esses tempos está difícil para todos, principalmente para seu pai, e a seleção poderia ser um jeito de tudo melhorar. Pense em seu pai.- Diz ela, ok agora ela jogou baixo.
Meu pai, claro que eu quero ajudar ele, Prim e Gerad também, mais eu me escrever para a seleção não tenho certeza que ira ajudar em alguma coisa, se é que o dinheiro possa ajudar.
Nossa situação não é precária, não estamos no fundo do poço, mas também não estamos longe disso.
Nossa casta é a terceira antes disso. Somos artistas, e os artistas e músicos só estão três degraus acima da sujeira.
Não temos muito dinheiro e para piorar dependemos das estações.
Lembro de ter lido em um livro já gasto, que todas as datas especiais eram comemoradas todas no meses de inverno.
O natal ainda é no mesmo dia. E quando Illéa firmou o grande acordo de paz com a China, o Ano-Novo passou para janeiro ou fevereiro, dependendo da lua. Todas as comemorações de Ação de Graças e do dia da Independência da nossa metade do mundo foram reunidas na Festa da Gratidão, realizada no verão. Esse era o tempo de celebrar a formação de Illéa, de nos alegrar por ainda existirmos.
Agora eu não sabia oque era Halloween, isso simplesmente desapareceu, é como se nunca tivesse existido.
Sendo assim pelo menos três vezes ao ano a família toda tem emprego em tempo integral. Papai e Prim fazem peças de artesanato que os cliente compram para dar de presente. Mamãe e eu nos apresentamos em festa, eu cantando e ela tocando, e aceitamos todo trabalho possível.
Quando mais nova eu tinha medo de me apresentar em publico, mais agora eu só preciso entrar no clima da musica de fundo.
Gerad ainda não sabe seu talento, mas ele é só um garoto de sete anos.
Em breve as folhas da árvores mudaram de cor e nosso mundinho ficará balançado mais uma vez. Cinco bocas para alimentar e apenas quatro trabalhadores. E pior sem emprego garantido até o Natal.
Vendo assim a seleção me parece uma chance ao eu tenho que me agarrar. Talvez aquela carta que fez mamãe ficar me enchendo seja nossa salvação, e então sairíamos do fundo do poço.
Continua!!!!!
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