A Seleção - A realeza de Illéa
8 Capítulo 8
Notas iniciais
POV Christian
Fomos assistir ao “filminho” enviado por Dois. Nele haviam imagens de uma menina ruiva em seu primeiro ano de vida fazendo várias descobertas. Sophie. E para a minha não surpresa, Esperança não estava mais comigo. “Como diabos essa garota pode aparecer e sumir assim do nada?” Aquilo já estava começando a me irritar. Ejetei o DVD do aparelho de cinema e voltei para o castelo.
Mamãe e papai estavam chegando com todos os soldados passando pelos portões do castelo, mais ou menos na mesma hora. E, pelo que pude reparar, mamãe estava furiosa. Quase pude jurar ver uma nuvem negra em cima de sua cabeça. Papai estava perturbado e a seguia sem falar nada, acho que eles tinham muito para discutir ou já tinham discutido. Os segui porque tinha que mostrar o DVD para eles. Quando cheguei ao andar deles, vi que minha mãe saia pela porta do quarto com um travesseiro e, o que parecia, uma camisola nos braços. Me escondi um pouco: ela estava indo em direção ao quarto de Sophie.
– América, pare com isso! Volte.
– Eu disse que não iria sequer olhar para a sua cara. Me deixe em paz.
– Mas que saco América! Você não podia esperar mesmo que eu fosse deixar você seguir aquele homem. Ele podia ser perigoso! Eu não quero perder você também.
– Um pouco tarde pra isso Maxon — disse com amargura. — Estou cansada e quero dormir. Podemos tentar conversar de novo amanhã, quem sabe.
– AH CÉUS!!
– Mamãe. Papai. – disse encerrando aquele discussão ridícula. – Acho que vocês tem que ver uma coisa.
– Agora não é um bom momento Christian. – disse minha mãe com uma expressão desgastada.
– Achei que você fosse querer ver como a Sophie está. – disse balançando o disco nos dedos.
Ela me olhou com uma cara de espanto.
– Me dê isso agora Christian.
Sentamos no quarto deles e papai ligou o DVD. Naquela filmagem podíamos ver Sophie comendo, andando no parque e raciocinando algumas coisas .... RACIOCINANDO?? Mas o quê? Eles estavam efetuando cálculos com um bebê? E o pior, o bebê respondia.
– Ah meu Deus! – disse mamãe prestes a entrar em prantos. – Maxon eu não agüento mais isso. – e então se agarrou em meu pai.
– Calma América, nos vamos achá-la nem que seja a última coisa que eu faça.
– Eles estão destruindo meu bebê. – mais soluços.
Sai do quarto, eu já não agüentava mais aquilo. Se tinha alguém que podia me ajudar em meu plano louco esse alguém era Matthew, meu melhor amigo no palácio e filho de Marlee e Carter. Fui encontrá-lo.
Já era tarde da noite quando bati nos aposentos dos empregados. Marlee atendeu a porta sonolenta e se surpreendeu por ser eu na porta.
– Tia Marlee, será que eu poderia falar com Matthew?
– Ah meu amor, ele está dormindo agora. Posso falar para ele te procurar amanhã cedo, pode ser?
– Sim.
E parti em direção ao meu quarto. Já estava quase amanhecendo e, como as buscas pela princesa terem ido ate muito tarde da madrugada novamente, o castelo estaria quase sem vigias muito atentos de manhã cedo. Hora perfeita para que eu pudesse colocar meu plano em ação.
– E aí Chris. Minha mãe disse que você queria brincar ontem mas já estava dormindo quando você chegou. Do que você queria brincar ontem?
– Brincar? Eu tenho na verdade um plano resgate para por em ação e, você é o único louco que me seguiria.
Pude ver brilho nos seus olhos. Ele me seguiria.
– Resgate? De quem e quando?
– Sophie. Agora.
– Me dê só um tempo para eu arrumar minhas coisas. Posso falar para minha mãe que você me chamou para dormir aqui hoje e por isso preciso de uma mochila. Mas, você tem ideia de onde ir?
– Sabe, sempre que recebemos alguma informação dela vejo muita mata. É uma mata normal, mas, não sei, algo me diz para irmos para o Leste, lá tem muita vegetação inexplorada e perigosa. Talvez o lugar ideal para ...
– Um Acampamento Sulista. – falando isso ele partiu correndo muito rápido.
Matthew tinha 8 anos e era corajoso e muito insano. Qualquer coisa perigosa e que colocasse a vida dele em risco ele corria para fazer e com prazer. Por isso era o parceiro ideal para aquela loucura.
Arrumando minha mochila eu coloquei um par de tênis shorts e calças de acampamento alem de blusas e casacos. Não sabíamos o que iríamos encontrar. Peguei na cozinha várias barras de cereais, água, biscoitos e algumas frutas. Encontrei Matthew no topo das escadas olhando para baixo, avaliando nossa possibilidade de fulga sem sermos muito notados.
– Pegou comida? – perguntei.
– Acho que nossa melhor chance seria se jogássemos nossas mochilas pela sua janela e alegássemos que íamos correr nos jardins. Isso seria menos suspeito mas ainda assim, está muito cedo para estarmos acordados correndo pelo jardim.
– Qual é nossa outra chance?
– Bem, hoje é dia de compras e o caminhão vai à cidade comprar os mantimentos do palácio.
– Perfeito!
Fomos para os fundos do palácio e nos mantivemos escondidos esperando o caminhão chegar. E ele chegou. E para a nossa sorte, eles abriram as portas para colocar caixas? dentro do caminhão. Não entendi.
Alguém entrou na cozinha e deixaram as portas sem "vigia", ocasião perfeita para nos infiltramos, e não perdemos um único segundo sequer para entrar. Nos escondemos e esperamos.
As portas bateram e pude sentir o caminhão entrar em movimento. Ouvi também os servos do castelo que dirigiam o caminhão cumprimentar os guardas dos portões falando que iam ao mercado. Mais algumas palavras e brincadeiras, e o caminhão começou a se mover novamente.
Estávamos fora do palácio.
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