A Seleção
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Acordei com umas vozes e assim que abri os olhos vi a Johanna conversando com a Madge, escutei as meninas falando sobre vestidos e os desenhos que elas mandaram para o Cinna ver se tinha algum legal, elas se assustaram quando me viram de pé e depois começaram a rir. As duas falaram que o meu banho estava pronto e a Clove iria trazer o meu vestido, fiquei um tempo no banheiro escutando as duas cantando no quarto enquanto arrumavam a cama e pareciam bem alegres, assim que terminei o banho coloquei um roupão e fui para o quarto e quando sai a Clove entrou com o meu vestido.
Coloquei a minha roupa de baixo e elas vieram me ajudar com o vestido, elas arrumaram o meu cabelo e fizeram uma maquiagem bem natural para realçar o meu rosto. Assim que terminaram sai do quarto, fiquei observando os quadros que tinha no corredor e de tão distraída que estava não vi a pessoa em que esbarrei.
–Desculpa. – Olhei para a garota morena. –Eu estava observando os quadros.
–Sem problemas. – A garota sorriu. –Eu me chamo Annie, distrito 4.
–Sou a Katniss.
–Distrito 12. – Ela sorriu. –As garotas estavam falando ontem de você.
–De mim? Por quê?
–Parece que o príncipe ficou encantado com você quando viu a sua foto. – Annie sorriu. –Ele sorriu quando anunciou o seu nome.
–Ele também fez isso com todas.
–Verdade, mas ele não precisou ler o seu nome no papel como fez com as outras. – A garota disse. –Acho que você impressionou o príncipe.
–Acho que era o que eu menos queria naquele momento.
–Mas não se saiu muito bem.
–Não.
–Vamos logo para o salão antes que mandem pessoas atrás da gente.
–Não íamos para a sala de jantar?
–Hoje comemos no salão. – Annie disse. –Foi o que a minha acompanhante de distrito disse.
–Então vamos.
Segui a Annie até o salão onde iríamos comer, assim que entrei todas as garotas viraram o rosto e me olharam com um olhar de ódio e se esses olhares pudessem matar eu já estaria em cinzas, segui a Annie e fui até onde tinha uma cadeira vazia. Sentei do lado de uma garota meio ruiva e quando ela me viu sorriu, não sei se ficou assustada ou feliz por pelo menos um sorriso.
–Oi. – A garota disse.
–Oi.
–Eu sou a Delly. – Ela ofereceu a mão e eu apertei. –Sou do distrito 9.
–Eu sou a Katniss. – Falei. –Distrito 12.
–Sei quem é você.
–Ótimo.
–Você está muito bonita.
–Obrigada. – Agradeci. –Você também está muito bonita.
–Bom dia moças. – Uma mulher entrou no salão. –Eu me chamo Paylor e vou ensinar a todas como se comportar como uma dama, enquanto estiverem aqui irei ensinar tudo o que uma princesa precisa aprender. Ire ensinar as moças etiqueta, como se comportar uma princesa e sobre a política de Panem. – Paylor disse. –Enquanto estiverem aqui vão aprender isso tudo e se alguma de vocês se comportarem mal terei que relatar ao príncipe, isso não é um joguinho para a diversão de todos, se trata da escolha da futura princesa de Panem. Espero que estejamos entendidas com isso.
–Estamos. – Todas falaram.
–ótimo. – Paylor sorriu. –Vamos começar.
Nem prestei atenção a Paylor, pois sabia como se comportar a mesa como uma verdadeira dama e sabia até como usar os vários talheres que tinha sobre a mesa, sabia até que nunca deveríamos pegar um pedaço de bolo com as mãos quando têm pessoas a mesa para não passarmos vergonha, já estava ficando cansada. Paylor falou as mesmas coisas que a minha avó disse quando me ensinava como deveria se comportar uma dama, aprendi que as mãos deveriam ficar sobre o guardanapo e nem falar quando alguém não autorizasse. Meu pai se lembra disso e tem raiva, nós dois sempre brincávamos de imitar a vovó quando ela saia de casa.
–Senhorita Everdeen. – Paylor me chamou. –Se levante.
–Sim senhora. – Fiz o que ela pediu. –Em que posso ajudar à senhora?
–Quero que me fale sobre os talheres que tem na mesa em qual delas devemos usar para cada um dos pratos.
–Todos?
–Sim, se aprestou atenção no que falei vai saber quais são.
–Ok.
–Comece.
–A colher menor é para o café quando for servido, a do lado dela é para o chá, a terceira colher é para a sobremesa e a última é usada para a sopa. O garfo menor é da sobremesa, o do meio é para quando se tem peixe e o maior é o garfo principal. A primeira faca é para ser usada com o peixe, à faca do meio é para sobremesa e última é a principal. – Todas estavam de bocas abertas. –Deseja perguntar mais alguma coisa?
–Não senhorita, pode se sentar.
–Obrigada.
Paylor tentou continuar com as suas explicações, mas dois pacificadores entraram no salão e em seguida o príncipe. Ele estava de terno e para um jovem de 18 anos ficou bem gato com aquela roupa, o cabelo dele estava um pouco bagunçado e dava um ar de um adolescente normal que não pertence nenhum pouco a realeza, ele estava realmente lindo. O que eu estou pensando?!
–Bom dia, moças.
–Majestade.
–Olá Paylor. – Peeta sorriu. –Eu gostaria de me apresentar às moças, mas só se isso não for interromper nada.
–É claro majestade.
–Olá moças. – Ele olhou para todas e quando me viu sorriu. –Espero que tenham tido uma noite bem tranquila, sei que vocês estão longe de casa e isso deve ser muito chato ter que ficar longe da família. Eu pretendo conhecer todas vocês ainda hoje, uma por uma. – Ele sorriu. –Então depois do café da manhã irei convidar cada uma para vir conversar comigo, mas desde já peço desculpas caso não acerte o seu nome. Eu sou terrível em lembrar nomes. –Todas sorriram menos eu. –Não vou tomar mais o tempo das senhoritas, até depois.
Ele deu um último sorriso e saiu do salão, Paylor continuou com a aula dela até servirem o café da manhã. As meninas não paravam de falar sobre o príncipe mesmo com a Paylor entre nós, elas estavam tão animadas com aquela aparição do príncipe que nem conseguiram terminar de comer a comida, uma mulher entrou no salão e mandou que todas fossem para o quarto esperar um pacificador ir até o nosso quarto e nos levar para o tal encontro. Nós nos levantamos e fomos em fila até a porta, mas antes de sair a Paylor me chamou.
–Senhorita Everdeen. – Ela se sentou num sofá.
–Sim?
–Se eu tivesse perguntado para qualquer uma das garotas sobre os talheres elas iriam trocar pelo menos três, mesmo tendo prestado atenção nas coisas que falei o tempo todo. – Paylor disse. –Você foi a única que não prestou atenção, mas sabia como se comportar numa mesa como uma verdadeira dama e soube dos talheres. Sabe até como deve ficar sentada numa cadeira. Agora eu quero saber como a senhorita sabe disso tudo, nem mesmo garotas dos distritos mais ricos se comportam como uma verdadeira dama igual à senhorita.
–Entendo.
–Então explique. – Paylor disse.
–A minha avó me ensinou essas coisas quando eu era bem pequena e ficou me ensinando até falecer.
–Sua avó.
–Ela morou no distrito 2 e a mãe dela dava aulas de etiquetas, mas ela se casou com o meu avô e foram morar no 12.
–Entendo.
–Aprendi muitas coisas com a minha avó. – Sorri. –Ela sempre quis que a filha e as netas se comportassem como damas.
–Ela fez um bom trabalho com você. – Paylor se levantou. –Aprendeu mais alguma coisa?
–Eu sei arco e flecha.
–Um esporte real. – Paylor sorriu. –Muitos príncipes e princesas apreciam esse esporte.
–Ok.
–Sabe andar de cavalo?
–Não.
–Ok. – Ela pegou um papel e escreveu alguma coisa. –Cada uma das selecionadas escolheu uma aula especifica. Costurar, cozinhar, natação e dança.
–Eu sei dançar.
–Sua avó ensinou?
–Meu avô paterno. – Sorri. –Ele era um ótimo dançarino e eu aprendi a cozinhar com uma senhora que ajuda a minha mãe em casa.
–Sabe cozinhar?
–Sim.
–Costurar?
–Um pouco, mas eu não tenho paciência para essas coisas. – Falei. –Sei nadar muito bem.
–ótimo. – Ela se aproximou. –Como você não sabe equitação vou te mandar para o Haymitch.
–Haymitch?
–Ele da aula de equitação ao príncipe e foi escolhido para dar aulas as selecionadas, mas nenhuma delas quis aprender.
–Elas sabem andar?
–Elas não se interessaram muito por isso.
–Que bobas. – Sorri. –Eu adoraria aprender a andar de cavalo.
–ótimo. – Ela me entregou um papel. –Hoje depois do jantar peça para a sua acompanhante te levar até os estábulos e entregue esse papel a ele.
–Certo.
–Agora não vou tomar mais o seu tempo.
–Certo.
–Até amanhã. – Paylor sorriu.
–Até amanhã.
Sai do salão e fui direto para o meu quarto, quando entrei vi as garotas arrumando o quarto e quando me viram já começara a fazer perguntas. Elas ficaram de boca aberta quando contei da aula, estávamos conversando tanto que nem percebemos a Effie entrar no quarto com um mordomo e ele estava trazendo um carrinho, Effie disse que o príncipe pediu que as selecionadas almoçassem no quarto. Assim que o mordomo saiu a doidinha já foi perguntando sobre a aula, contei para ela o que aconteceu e a reação da mesma foi uma coisa bem engraçada e inusitada.
–Isso foi incrível. – Effie disse. –Você já foi treinada para ser uma dama.
–Eu sei.
–A sua avó devia ter muito orgulho da neta dela.
–Acho que tinha.
–Agora coma o seu almoço que o príncipe deve te chamar em breve para o encontro.
–Ok.
–Se precisar de mim é só mandarem me chamar.
–Sei disso.
Almocei na companhia das garotas que contaram histórias bem legais, estava gostando muito da companhia delas. Continuamos a conversar por um bom tempo.
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Já estava escuro e até agora não fui convidada pelo príncipe, ainda bem e espero que hoje eu não tenha que ver a cara daquele garoto chato e metidinho que gosta de conversar coisas chatas, ele é muito irritante e muito lindo. Tenho que parar de pensar no príncipe como uma pessoa desejada antes que as coisas piorem, não quero ter que me apaixonar jamais e se apaixonar pelo príncipe com certeza é alguma coisa ruim e sem volta para outro coração partido, não vou aguentar se isso realmente acontecer comigo. Tenho que tentar ser o mais fria que conseguir.
Fiquei observando as garotas trabalhando e já estava começando a ficar com fome, o jantar vai ser servido logo e não vejo a hora de comer alguma coisa que deve estar uma verdadeira delicia e depois descansar, eu estou com muita fome que nem consigo pensar direito. As meninas saíram do quarto e fiquei andando de um lado para o outro observando o quarto, até que é um lugar bonito e mil vezes maior que o meu próprio quarto e até mesmo que a minha casa no distrito, estou com saudades da minha casa. Fiquei observando o jardim e me assustei tanto quando bateram na porta do quarto, mandei entrarem e foi a pior coisa. Um pacificador entrou.
–Senhorita Everdeen. — O pacificador fez uma reverencia. –O príncipe solicita a sua presença.
–Maravilha. – Coloquei a sapatilha e fui até o pacificador. –Me leve até o seu mestre.
–Sim senhorita. – O cara sorriu, sai do quarto atrás dele. –Eu me chamo Finnick Odair.
–Katniss Everdeen.
–É um prazer. – Ele disse. –Se precisar de alguma coisa pode mandar uma das suas criadas virem me chamar.
–Eu tenho muitas pessoas para me ajudarem.
–Cada selecionada tem um pacificador caso precise de alguma coisa.
–Acho que isso não é uma coisa muito boa. – Ele me olhou surpreso. –Não é que não queremos ajuda masculina, mas quando se trata de hormônios femininos a coisa fica pesada. Nenhuma de nós podemos manter um relacionamento com terceiros, é contra as regras.
–Eu sei disso.
–Acho que é um teste de morte para todas. – Sorri. –Mas eu sou vacinada contra homens.
–Acho que isso é uma coisa boa. – Ele riu. –Chegamos.
–No corredor? Eu vou me encontrar com ele no corredor? Que encontro mais legal.
–Não é aqui. – Ele abriu as portas. –Siga as luzes e vai encontrar o príncipe.
–Lá fora? – Olhei para o jardim e vi que estava bem iluminado. –Se uma daquelas malucas virem que eu estou ali nesse lugar lindo vou ser assassinada.
–Cada uma delas teve um momento assim. – Finnick sorriu. –Mas como é a última deve ter um tempo maior.
–Eu vou ser assassinada.
–Não vai.
–Ok.
–Vai logo antes que ele mande pacificadores atrás da senhorita.
Pedi licença e fui para o jardim todo iluminado, o lugar estava tão lindo que parecia mais um lugar mágico e estava bem romântico para um encontro idiota desses com alguém que nem conheço direito, segui as luzes até onde tinha uma mesa em baixo de uma cabaninha. Ele estava lá com aquele sorriso lindo e estava muito bonito sem paletó, muito lindo mesmo.
–Katniss Everdeen.
–Eu. – Me aproximei dele. –Refresque a minha memória, qual o seu nome?
–Muito engraçada. – Ele riu. –Espero que esteja com fome.
–Estou faminta. – Ele me ajudou com a cadeira. –Obrigada.
–Não tem de que. – Peeta se sentou na minha frente. –Você está linda.
–Obrigada e o príncipe está elegante.
–Obrigado.
–Se eu morrer vou puxar o seu pé todas as noites. – Falei para ele. –Se uma daquelas malucas virem quem está com você vão querer a minha alma.
–Com medo?
–É claro.
–Prometo que vou deixar dois pacificadores na sua porta.
–Obrigada, assim me sinto mais segura.
–O que a senhorita precisar. – Ele sorriu. –Como foi a sua noite, querida?
–Eu ainda não sou a sua querida. – Sorri para ele. –Mas respondendo a sua pergunta, eu dormi muito bem essa noite e só levantei depois das minhas criadas me chutarem da cama.
–As suas fazem isso também? Eu sou um pesadelo para o meu mordomo.
–Sei que é.
–Fico feliz que tenha conseguido descansar, minha querida.
–É sério? Se isso vai ter que funcionar entre nós dois vai ter que parar de me chamar de querida, é um pouco chato saber que você chama as loucas de querida. – Falei rindo. –Quando a pessoa não sabe o nome da outra querida é a melhor opção.
–Certo querida.
–Quer que eu escreva o meu nome na testa?
–Não precisa Katniss. – Ele sorriu. –Eu sei muito bem o seu nome e nunca vou me esquecer dele.
–Fico lisonjeada com isso. – Sorri. –Me desculpa sobre ontem, mas é que foi tanta coisa acontecendo que fiquei sufocada, essa coisa de seleção não é sua culpa e eu fui uma tremenda megera com o príncipe. Sinto muito mesmo.
–Você tem sido muito sincera comigo e quero te fazer uma pergunta, mas tem que ser totalmente sincera.
–Vou fazer o possível para isso.
–Você ontem disse que estava aqui por engano. – Ele disse. –Mas será que em algum momento você ficaria aqui por nutrir algum tipo de sentimento por mim? Um amoroso ou até carinhoso?
–O príncipe é um amor com todas e muito atencioso. – Falei. –E muito bonito.
–Mas.
–Eu fui muito machucada por uma pessoa e ainda dói ter que pensar nessa pessoa, foi uma coisa muito ruim mesmo. Eu estou aqui na sua frente, mas meu coração está no meu distrito e em mil pedacinhos.
–Pode explicar?
–É uma coisa muito ruim que nem quero ter que pensar. – Comecei a chorar.
–Por favor, não chore. É um pouco difícil não saber o que fazer quando uma garota chora. – Ele disse. –Você gostaria de voltar para ele? Se quiser eu posso a deixar ir.
–Esse é o maior dos meus problemas. – Falei. –Eu não quero voltar e ter que ver aquele imbecil, eu quero ficar e pelo menos tentar alguma coisa.
–Mesmo?
–Posso ser sincera? – Perguntei.
–Claro que pode.
–Estou aqui também para ajudar a minha família. – Falei de uma vez. –Meu pai esta muito doente e trabalhar pra ele é um verdadeiro desafio, minha mãe faz o possível. Mas às vezes nem temos dinheiro suficiente para colocarmos comida na mesa.
–Entendo.
–E no momento não quero ter que olhar para uma certa pessoa. – Enxuguei o meu rosto. –Ele vai se casar com outra em breve.
–A pessoa que você ama?
–Sim, eu estava com ele e ao mesmo tempo o desgraçado estava saindo com outra. – Voltei a chorar. –Eu pensei que iria me casar com ele e por isso sai tão feliz naquela foto, desculpa.
–Sem problemas.
–Você é tão compreensivo que às vezes da raiva.
–Então vou mandar cortar a sua cabeça. – Ele falou rindo. –Melhorou?
–Um pouco. – Enxuguei o rosto. –Desculpa chorar na sua frente.
–Sem problemas.
–Você ontem disse que eu poderia achar alguma coisa para lutar enquanto estivesse aqui. – Falei.
–Verdade, mas é só se você conseguir achar.
–Eu quero tentar. – Sorri para ele. –Quero mesmo tentar.
–Se não adiantar nada quero que seja sincera comigo. – Ele segurou minha mão. –Não vou ficar chateado com você.
–Eu irei falar.
–Está mais tranquila agora? – Ele perguntou.
–Um pouco.
–ótimo. – Ele olhou para alguma coisa atrás de mim. –O jantar acabou de chegar.
–Estou faminta.
–Também estou.
O pessoal nos serviu e logo saíram para nos deixar sozinhos, contei mais sobre o meu distrito e Peeta disse que iria ajudar o distrito com relação a mais comida e mandaria um funcionário ver a situação dos trabalhadores, ele era uma pessoa bem legal para um príncipe metidinho e a companhia dele era boa. Assim que terminamos o jantar caminhamos um pouco pelo jardim, ele mostrou os lugares secretos de quando brincava quando era criança e era sempre nesses lugares que ficava para fugir do avô.
–Você deve estar cansado depois de conversar com tantas moças.
–Verdade, mas guardei o melhor para o final.
–Então eu sou a melhor.
–Com toda certeza.
–Eu adorei o jantar e estou apaixonada pelo cozido de cordeiro.
–Sabia que ia gostar. – Ele me acompanhou até as escadas. –Quero fazer um convite.
–Outro? Já estou me sentindo superimportante.
–Você é uma grande amiga e da para ver isso.
–Obrigada.
–Então quero te convidar para ver um filme comigo. – Ele sorriu. –Vai ser um cinema ao ar livre.
–Ai é que elas me matam mesmo.
–Você vai estar segura. – Ele sorriu. –O que acha?
–Eu adoraria. – Me aproximei dele e dei um beijo em sua bochecha. –Obrigada pela noite majestade.
–Eu que agradeço. – Peeta sorriu. –Até amanhã.
–Até.
Subi as escadas correndo e fui direto para o meu quarto, quando entrei vi as garotas e elas vieram para cima assim que me viram e já foram perguntando como tinha sido o meu encontro, contei que foi uma coisa mágica e elas ficaram tão alegres com isso. Depois que elas terminaram de gritar pedi que chamassem a Effie, assim que a doidinha entrou peguei o papel que estava na mesinha.
–Em que posso ajudar? – Effie me abraçou.
–Eu preciso ver o Haymitch. – Falei. –Paylor disse que depois do jantar fosse conversar com ele.
–Sério? Logo o Haymitch.
–Algum problema com ele? – Perguntei.
–Não, vamos logo antes que ele fique bêbado.
–Ok.
Acompanhei a Effie até os estábulos, quando chegamos não vimos nenhuma pessoa lá. Effie foi procurar o Haymitch e enquanto eu fiquei sozinha fui observar os cavalos, tinha um marrom que me encantou muito e ele estava bem agitado.
–Ele é selvagem. – Eu dei um grito e assustei o cavalo. –Desculpa te assustar.
–Sem problemas. – Olhei para o homem. –Estou procurando o Haymitch.
–Quem é você e o que quer com ele?
–Eu sou Katniss Everdeen e a Paylor me mandou vir conversar com ele. – Mostrei o papel. –É sobre as aulas de equitação.
–Uma selecionada interessada. – Ele olhou para o papel e guardou no bolso. –Eu sou o Haymitch.
–Oi.
–Olá.
–Finalmente achei você. – Effie entrou no estábulo. –É complicado te achar.
–Oi querida.
–Não começa. – Effie estava furiosa. –Ainda estou com raiva de você.
–Solta a cinta e seja feliz. – Haymitch disse. –Desculpa a minha esposa, mas é que ela é meio chatinha.
–Você é casada?
–Você conhece a Effie?
–Ela é minha acompanhante de distrito. – Falei.
–É mesmo. – Haymitch disse. –Eu tinha me esquecido disso.
–Já conversou com ele? Temos que voltar logo.
–Calma querida.
–No momento não sou a sua querida!
–Ela é sempre assim?
–É, mas você se acostuma. – Haymitch riu. –Vai querer mesmo as aulas?
–Sim.
–ótimo. – Ele sorriu. –Amanhã depois do almoço as 16h00min venha até os estábulos.
–Certo.
–A gente se vê amanhã. – Ele fez uma reverencia. –Tchau querida.
–Babaca.
–Ele é seu marido? – perguntei para a Effie assim que saímos. –Não pensei que você era casada.
–Eu sou casada, mas no momento estou odiando aquele idiota.
–Calma.
–Ele inferniza a minha vida, mas eu o amo.
–Então faça as pazes com ele.
–Quero deixar o imbecil sofrer mais um pouco.
–Onde vocês moram?
–Numa casinha que tem perto dos estábulos, mas essa semana eu estou dormindo aqui no castelo para ajudar a Enobaria com umas coisas.
–Ok.
–Tudo bem com você?
–Só estou com saudades de casa. – Sorri. –Queria saber como eles estão.
–Devem estar morrendo de saudades da garotinha deles.
–Eu prometi que ia tentar.
–Você vai se sair muito bem. – Effie disse. –Se não vencer vai ter muitos rapazes aos seus pés.
–Eu sei.
–Você precisa descansar. – Effie sorriu. –Paylor disse que ficou surpresa com você hoje na aula de etiqueta.
–Eu já sabia algumas coisas. – Falei.
–Ela disse que a sua avó te ensinou como se comportar como uma dama.
–Verdade e acho que causei uma boa impressão nela, mas nas garotas só um pouco mais de ódio.
–Elas não têm ódio de você.
–Precisava ver os olhares que recebi quando entrei no salão.
–Elas não podem te tocar.
–Mas podem me sabotar.
–Acho um pouco complicado. – Entramos no meu quarto. –As suas roupas e as maquiagens não ficam aqui como os das outras garotas.
–Como assim?
–Cinne e Flavius acharam melhor deixar essas coisas com eles para não acontecer nenhuma sabotagem.
–Eles são uns anjos.
–São os melhores. – Effie disse. –Já esta entregue.
–Obrigada por ir comigo.
–Sem problemas. – Ela me abraçou. –Agora trate de descansar.
–Boa noite Effie.
–Boa noite Kat.
Fui para o banheiro assim que a Effie saiu, tomei um banho rápido e me arrumei para ir dormir. Fiquei deitada na cama observando as coisas que tem no quarto, continuei a observar até adormecer.
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