A Seleção
11 11º Capítulo: Eu Te Amo
Notas iniciais
11º Capítulo: Eu Te Amo
“Sem você confesso eu não vivo, sem você minha vida é um castigo, sem você prefiro a solidão á 7 palmos do chão” – Los Hermanos
P.V.O Caroline
A temperatura do ambiente se mostrava cada vez mais fria, os gritos horrorizados estavam cada vez mais altos, o barulho dos tiros, o barulho do atrito de espadas, ali sentindo o calor de Klaus me senti confortável, ele era o meu refúgio, mesmo ele sendo quem ele é, mesmo ele tendo feito o que ele fez, eu o amava, não suportaria viver sem seu calor, sem sua essência. Nós ficamos assim agarrados um ao outro como se fossemos um só por um longo período.
– Caroline vai ficar tudo bem... Nós vamos ficar bem... – Disse ele me reconfortando.
– O que eles querem Klaus? – Perguntei o segurando mais forte.
– Eles querem o fim da Seleção... – Disse ele, respirei fundo e levantei meu rosto para ver os olhos dele, tinham uma fagulha de tristeza e descontentamento.
– Porque não escolhe sua esposa de uma vez?
– Eles disseram que querem o fim da Seleção, quer nós mandemos todas pra casa... Eu não posso fazer isso, eu amo uma garota aqui. – Disse ele me olhando.
– E o que você pretende fazer sobre isso? – Perguntei.
– Continuar a Seleção, escolher a minha esposa e aturar esses malditos ataques, ter filhos que vão sofrer com o mesmo que eu estou sofrendo... – Disse ele.
– Eu sinto muito... – Eu disse, algo bateu na porta, fechei meus olhos e mantive meu rosto no peito de Klaus que me segurou mais forte. Ouvi o barulho da porta se abrir me virei e vi, um homem da mesma idade de Klaus, era alto e musculoso seus cabelos negros num corte militar, era um rebelde... Usava roupas esfarrapadas.
– Olhem o que eu achei! – Gritou ele, estremeci, o que eles fariam conosco, nunca me senti intimidada por homem algum, mas agora o medo me dominava, minhas pernas tremiam, minhas mãos suavam e meu rosto estava pálido. Klaus estava imóvel, ele não mexia um músculo sequer, apenas eu pude ouvir sua respiração fraca. Logo veio um homem de pele morena e olhos âmbar, seu cabelo estava raspado, usava roupas de luxo diferente de todos os rebeldes.
– Ótimo trabalho Tyler! – Disse ele. – Príncipe Niklaus a quanto tempo não é mesmo?
– Me poupe Marcel! – Disse Klaus com um tom de desgosto.
– Senhorita Caroline Forbes, sabia que nós queremos que você seja nossa Rainha? – Disse ele puxando minha mão, me esquivei de seu toque. – Mas vejo que a fama subiu a sua cabeça!
– Saiam do meu Palácio, e se você tocar em Caroline de novo...
– O que você vai fazer Niklaus? Vai me matar? Os seus guardas estão ocupados demais tentando proteger o Abrigo da Família Real, que porventura está sendo quase aberto! Porém a notícia de que nosso alvo não estava lá foi tão decepcionante que tive que perder a execução do Rei para vir atrás da preciosa Caroline. – Disse ele sorrindo para mim, Klaus me empurrou para atrás dele, como se fosse me proteger, não havia nada ali para me proteger, me senti uma daquelas pata chocas dos filmes de romance, que precisa ser protegida, vi no chão um Spray de limpeza para vidro me abaixei discretamente e o coloquei embaixo do vestido.
– Por que você precisa dela? – Perguntou Klaus. – Leve qualquer uma menos ela!
– Pelo simples fato de que você a ama. – Disse Marcel, Tyler veio e segurou Klaus os dois começaram uma luta corpo a corpo, e Marcel bem...Seus braços forte me seguravam pelo pescoço, logo um de seus braços escorreu até meu braço e a outra permaneceu em meu pescoço. – Parem com isso pelo amor de Deus! – Disse Marcel, logo que Klaus me viu nos braços de Marcel, sobre o domínio dele, se soltou de Tyler.
– Solte ela Marcel! – Disse Klaus num grito, Marcel soltou sua mão que estava no pescoço e foi até meu queixo segurando-o com força, tirei de baixo do vestido o Spray de limpeza para vidro e espirei em seus olhos, ele me soltou e levou as mãos aos olhos. Ouvi um gemido de dor, e Klaus no mesmo instante imobilizou Tyler e o jogou no canto do cômodo ao lado de Marcel, eu corri até a porta e tirei a chave, Klaus fechou a porta e eu a tranquei com as mãos trêmulas. Klaus me fitava, eu não pude evitar, mesmo ele tendo feito tudo o que ele fez, eu ainda sim o amava. Eu nunca tive coragem para dizer que o amava, mas eu o amo... Eu o amo de verdade... Não sei o porquê de eu Caroline Forbes que nunca amei ninguém exceto minha mãe, amar o Príncipe Niklaus Mikaelson, seria sua educação, sua riqueza, seu ego, seu narcisismo, seu jeito controlador e super protetor. Ele me abraçou tão forte que senti que nós estávamos unidos de novo, um só ser vivo, um só amor, um só coração. Pressionei meu rosto contra seu peito e pude ouvir seu coração numa batida fora de compasso.
– Eu sinto muito por tudo isso... – Disse ele, sussurrando de leve em meu ouvido.
– Não sinta... Vamos salvar sua Família e as garotas, devem estar todos apavorados! – Eu disse olhando no fundo de seus olhos que convidavam a um mergulho, talvez ao fundo de sua alma.
– Não Caroline, você vai ir até o estábulo, irá pegar o cavalo mais veloz de todos e eu quero que você cavalgue o mais rápido que você puder, e quero que vá o mais longe possível desse Palácio! – Disse ele, senti sua respiração gelada sobre meu rosto, uma mistura de menta e hortelã.
– De jeito nenhum! Eu não vou fugir sem você! Ou fugimos os dois, ou ficamos e lutamos! – Eu disse claramente.
– Você tem noção do quão é perigoso tudo isso? Se você se machucar eu não o que seria de mim! Caroline você é tudo pra mim! – Disse ele.
– Eu te amo... – Eu disse, ele me encarou com um olhar zombeteiro e deu uma risadinha sarcástica.
– Como é?
– Não vou repetir isso! – Eu disse abaixando a cabeça, ele com sua mão máscula e calejada, levantou minha cabeça, sua expressão se tornou neutra e calma.
– Eu também te amo! E é por isso que quero que você esteja a salvo!
– Eu vou estar a salvo do seu lado! – Eu disse, ele selou meus lábios, e quando o beijo se tornou mais pecaminoso e provocante incluindo caricias extras, uma voz irônica veio a nos separar.
– Isso são horas para estarem num momento love? – Perguntou Damon, que estava com uma de suas mãos encostadas na parede. Ele não parecia muito machucado para quem estava numa batalha.
– Poderia me dizer como anda o confronto de rebeldes e guardas? – Perguntou Klaus.
– Bem eu não sei estava ocupado demais com a sua irmã Rebekah, ela está surtando no carro, gritando: “Eu preciso de um banho!”, eu creio que é melhor que vocês vão conosco até o automóvel, pretendo dirigir até algum lugar que não tenham pessoas gritando, porém terão que esperar um pouco vou buscar a minha garota ela está usando o banheiro. – Disse Damon.
– E a Família Real? – Perguntei com imenso pesar, uma oculta preocupação com a família de Klaus, por mais que eu não gostasse de Elijah e nem ao menos conhecesse ou tivesse intimidade com os outros membros dessa família, eu jamais gostaria de ver Klaus chorando a morte deles.
– Calminha Barbie! Eu chamei os melhores homens do meu exército para ajudar eles estão chegando daqui a uns trinta minutos para dar uma ajudinha para os recém treinados guardas de Ilhéa! – Disse ele.
– Quem é a sua garota? – Perguntei vagamente, apostava que eram ou Katherine ou Hayley, elas se encaixavam perfeitamente no perfil de Damon, porém a resposta foi a mais inusitada possível.
– Elena Gilbert. – Ele disse o nome de Elena... Minha amiga Elena... Ela era doce, linda e gentil, ela não podia estar com ele... Com o Damon, eles são como água e vinho... Simplesmente custo a acreditar que eles estão juntos, como Klaus aceita que um Príncipe de outro país roube uma de suas Selecionadas para si. E como o Rei Giuseppe aceita que seu filho, herdeiro do trono da Itália, fique com uma plebeia estrangeira. O amor deles era restritamente impossível mas ainda sim existia. Fiquei calada eu não iria discutir com Damon que aquilo era impossível, eu irai tirar minhas dúvidas com a própria Elena. Logo um estrondo de uma explosão sacudiu as paredes do Palácio.
– Acho que precisamos ir! – Disse Klaus, colocando um de seus braços sobre minhas costas e me levando para fora da cozinha dos empregados, que aparentemente estava deserta. E andamos pelo Palácio despercebidos já que todos os soldados e rebeldes estavam concentrados numa área determinada do Palácio onde estava o Abrigo Real, no chão haviam cacos de vidro, sangue e alguns cadáveres. Ignorei tudo aquilo e mantive a cabeça erguida, olhando sempre pra frente, Damon parou em frente a uma porta que logo se abriu revelando uma Elena sorridente, ela se curvou rapidamente.
– Majestades! – E assim que a reverência sessou ela atacou ferozmente os lábios de Damon. Rolei os olhos enquanto Klaus apenas observava sem mostrar expressão alguma. Assim que se separou de Damon ela me olhou e disse. – Caroline... Eu...
– Porque não me contou? – Perguntei. – Se não confia em mim o bastante!
– Eu ia contar Caroline, quando a Bonnie, a Hayley nem a Katherine, estivessem por perto... Me desculpa...
– Tudo bem! – Eu disse sorrindo e a abraçando.
– Vamos garotas nosso tempo está acabando! – Disse Klaus nos fitando com um olhar misterioso, andamos os quatro juntos pelo Jardim, Damon abriu os portões e pude ver o automóvel nele estava Rebekah, entramos, eu no banco do meio, entre Rebekah e Elena, Damon estava atrás do volante enquanto Klaus estava no banco do passageiro. – Damon preciso que você busque o garoto, o Donovan, conversei com Caroline e acho melhor buscá-lo. – Disse Klaus.
– Obrigado Caroline! – Disse Rebekah nunca voz rouca e fraca, ela me abraçou.
– Vai ficar tudo bem Rebekah! – Damon dirigiu uns dez minutos, todos no carro estavam em silêncio o único som presente no ambiente naquele momento era o choro baixo e descompassado de Rebekah. Ela havia enfrentado um aborto e a morte de seu verdadeiro amor, seu comportamento era compreensível. Damon parou o carro e pegou o corpo que estava entre arbusto e colocou os dois dedos da mão direita sobre o pescoço de Matt e gritou em alerta.
– Ele está vivo. – Eu e Rebekah saímos do carro desesperadas e vimos Matt desacordado, Rebekah caiu no chão desesperada chorando e acariciando o rosto de seu amado, eu estava em pé olhando aquela bela cena, Damon e Elena estavam arrumando o carro suspendendo o porta-malas e arrumando os bancos, ou seja aumentando o espaço, senti os braços de Klaus na minha cintura, estávamos colados, mas logo ele teve que se separar de mim para ajuda Damon a colocá-lo dentro do carro que agora tinha sete lugares. Elena, eu e Rebekah entramos no carro nessa ordem. Klaus e Damon assumiram seus lugares anteriores, o automóvel foi além de Angeles, fomos para uma província vizinha, Hansport onde a maioria dos cidadãos eram Dois, era a província de Elena. Ela disse que seu irmão Jeremy estava fazendo um intercâmbio na Nova Ásia, e seus pais haviam falecido a alguns anos então a casa estava inabitável no momento. Então Damon dirigiu até lá era numa área afastada da província, onde haviam poucas casas era quase na divisa com a Carolina uma outra província. A casa era grande e bonita, Saímos do carro Damon e Klaus foram e pegaram Matt no colo, eu desci do carro ajudando Rebekah a andar ela estava ainda um pouco abalada, enquanto isso Elena andou rapidamente até a varanda da casa, virou o tapete e pegou uma chave reserva e abriu a porta, a casa dela era uma casa normal, tinha uma escada do lado direito e ao lado esquerdo um corredor que tinha uma porta grande e no final do corredor provavelmente teria um banheiro. Ela subiu as escadas e todos nós a seguimos, ela abriu um quarto meio preto e escuro.
– Ele pode ficar aqui! – Disse ela, Damon e Klaus colocaram Matt sobre a cama, Rebekah se sentou ao lado dele e ficou ali, somente se virou para Klaus antes dele fechar a porta.
– Obrigada Nik! – E fechamos a porta, Elena desceu as escadas e abriu a porta do corredor que levava a sala e a cozinha que eram separadas por um balcão no estilo cozinha americana. Ela se deitou com Damon no sofá e disse.
– Deve ter cerveja na geladeira e camisinhas na terceira gaveta do segundo armário! – Disse ela.
– Porque alguém teria camisinhas na cozinha? – Perguntei, percebi que todos na sala me analisavam todos incrédulos, mas logo me toquei que a resposta era tão óbvia. – Entendi... – Eu fui até a geladeira e peguei uma água, abri os armários, e vi que tinham algumas coisas enlatadas. Klaus apenas estava debruçado no balcão me analisando. Me virei e declarei em voz alta. – Tem alguns enlatados aqui se eu misturar dá pra fazer alguma coisa pra gente comer!
– Isso é bom estou morrendo de fome! – Disse Damon, Elena se levantou e ele deu um tapa em seu traseiro, minha boca formou um O perfeito, ela veio e me ajudou misturamos os molhos e fervemos um macarrão que faltava um mês para sair do prazo de validade, Damon saiu para ir ao mercado comprar carne e frutas, já que ele era o único que ninguém conhecia por aqui. Logo ele voltou e Elena fritou a carne enquanto eu fazia um suco com algumas laranjas que ele havia comprado. Assim que estava tudo pronto servimos tudo no balcão mesmo, chamei Rebekah e Matt, que havia acordado, ele estava bem a princípio, apenas com alguns hematomas distribuídos pelo corpo. Sentamos, estávamos todos comendo em silêncio. Até que Klaus se pronunciou.
– Eu sinto muito Matt... – Disse ele, meio a contragosto. Elena deu um chute em Damon por baixo da mesa.
– Mas que diabos... – Disse ele, Elena apontou com a cabeça para o soldado machucado, e ele assentiu relutante. – Eu também sinto muito! Mas que fique bem claro foi Klaus que armou tudo isso!
– Ele reparou seu erro primeiro! – Eu disse implicante.
– Então Barbie...
– Parem os dois, pelo amor de Deus só sabem brigar! – Disse Elena. – Bem Klaus você e Caroline podem ficar no quarto dos meus pais ele está vago, eu e Damon iremos nos virar no meu quarto e Matt e Rebekah o quarto do meu irmão e de vocês! – Disse ela. Eu iria dividir um quarto com Niklaus Mikaelson... Depois de tudo que aconteceu hoje será horrível a sensação de não me entregar a ele....
CONTINUA...
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