Notas iniciais
Oi, gente!

Já faz muito tempo desde a última vez que postei algo aqui...
Juro que, dessa vez, vou fazer de tudo para não deixar meu trabalho inacabado.

Estou ansiosa para saber o que vocês vão achar dessa história que desenvolvi com tanto carinho :)

— Por que ainda perdemos tempo aqui? – Resmunguei pelo que pareceu ser a sexta ou sétima vez. – As chances de eu ser escolhida para essa porcaria são...

– Míseras! – Harry, meu irmão mais velho, e Gina, minha cunhada, responderam juntos.

– Se não me engano, deve ser a oitava vez que você repete isso para nós hoje, Hermione. – Meu irmão suspirou encostando a cabeça no braço do sofá.

– Então, o que ainda estamos fazendo com a TV ligada no Jornal Oficial? Em cinco minutos vai começar Pretty Little Doctors, e eu quero saber quem matou a Ellen!

20 anos desde seu casamento e dois filhos depois, o rei de Illéa, Lucius Abraxas VII, decidiu seguir a tradição real e casar seu primogênito, Draco Lucius Malfoy III, através de um processo bastante conhecido em nosso país:

A SELEÇÃO

35 garotas selecionadas de todo o país passam a viver no palácio como parte da família real, onde vão aprender tudo sobre ser da realeza enquanto lutam pelo prêmio final, o coração do príncipe (ou seria a coroa?).

Desde o momento em que as inscrições foram abertas, há 3 semanas, não se fala mais de outra coisa. E, honestamente, eu não aguentava mais ouvir uma letra que remetesse aos nossos governantes.

Tudo o que eu menos queria era ser da realeza. Não queria ser uma princesa. Não queria deixar meu irmão, minha cunhada e meu pequeno sobrinho de apenas dias, James.

Desde a morte da mamãe e do papai, quando perdemos tudo o que era nosso, Harry tomou as rédeas da situação e fez de tudo para me dar um futuro melhor do que aquele que me aguardava. Eu tinha 14 e ele 18 anos.

O sonho do meu irmão era ser empresário. Mas, ele largou a faculdade antes mesmo de iniciá-la e procurou emprego de porta em porta.

Não sei se foi sorte, destino, ou coincidência. Mas, o dono de uma livraria famosa de Carolina, nossa província, um senhor de idade chamado Alvo Dumbledore, se lamentando pela perda recente de seu gerente, ofereceu o cargo vago para Harry em sua loja. Não era muito. Mas, éramos felizes com o pouco que tínhamos.

Lembro com clareza que os livros foram meus melhores amigos. Eu passava horas nas poltronas da livraria estudando tudo o que podia e lendo as histórias mais incríveis já escritas.

Um ano depois, Harry conheceu Gina. E foi amor à primeira vista.

E, após três anos, eu com quase 18 anos e ele com 22, nós nos encontrávamos na sala de casa assistindo ao noticiário. Minha cunhada e meu irmão abraçados no sofá, e eu na minha poltrona favorita com o pequeno James nos braços.

Eu simplesmente não poderia largar minha família assim.

Tinha certeza de que eu não iria durar uma única semana no palácio se fosse convocada. Mas, eu precisava tentar. Eu precisava ficar até o limite.

As famílias das selecionadas recebiam quantias generosas de dinheiro semanalmente. Por mais que nós não passássemos necessidades como há alguns anos, e por mais que meu irmão sempre dissesse que eu não precisava fazer isso, eu me sentia no dever de ao menos tentar.

Gina e eu ajudávamos com as contas. Mas, agora com o pequeno James, Harry havia pedido que ela deixasse o trabalho como enfermeira de lado para se dedicar 100% ao bebê.

Então, eu não podia deixar a oportunidade de dar melhores condições ao meu sobrinho.

Mas, alguma coisa me dizia que, entrar nessa Seleção mudaria completamente a minha história.

– Sejam muito bem-vindos, senhoras e senhores! – A voz de Gavril Fadaye ecoou pela televisão, me arrancando do mar das minhas lembranças. – Hoje, como todos sabem, é um grande dia para toda a nação de Illéa! Anunciaremos, ao vivo, o nome das 35 garotas que estarão participando da Seleção deste ano.

O apresentador foi interrompido por uma salva de palmas dos que estavam presentes no estúdio de gravação.

– Mas, antes disso, eu gostaria de convidar Vossa Majestade, Rei Lucius, para nos dar uma breve explicação de como o processo ocorrerá.

O rei surgiu em nossas televisões com alguns segundos. Alto, sério, de traços firmes e com uma aparência impecável, nosso governante (que parecia nunca sorrir) resumiu tudo aquilo que já sabíamos.

– Muito obrigado, Majestade. – Agradeceu Gavril. – Sem mais delongas, Sua Alteza Real, o príncipe Draco!

Mais palmas soaram.

– Boa noite a todos. – Draco Malfoy saudou.

O príncipe de 18 anos, loiro, alto, de porte atlético e dono dos olhos mais instigantes que eu já havia visto era a cópia fiel de seu pai. A diferença era: ao contrário de seu pai, o príncipe aparentava estar inquieto, ansioso, ou (quase) nervoso.

– Fico muito feliz de estar aqui hoje. Assim como meus pais, há 20 anos, eu gostaria de ter a chance de viver uma história tão bonita como a deles, ao lado de uma moça que, além de princesa, será minha esposa, e, eu espero, o amor da minha vida.

Bufei ao revirar os olhos:

– Por quanto tempo esse cara ensaiou essa baboseira?

Porém, não havia tanta firmeza em minha fala. Pois, de alguma maneira, eu conseguia ver sinceridade nas palavras do príncipe.

– Então, vamos ao que interessa:

E, a cada nome chamado, a foto da selecionada aparecia na tela.

O príncipe já devia estar no vigésimo nome. Eu não prestava muita atenção pois, enquanto minha cunhada fazia comentários sobre cada uma das garotas, eu colocava James, adormecido, em seu carrinho ao meu lado.

Hermione Lily Granger!— Ouvi uma voz masculina me chamar.

– O que foi, Harry? – Questionei achando que meu irmão falava meu nome um segundo antes de olhar para a televisão e ver minha foto ao lado do príncipe Draco.

– Bem-vinda à Seleção, irmãzinha...

Notas finais
É isso por hoje!

Não esqueçam de comentar e favoritar a história s2