A Seleção de Damon - Interativa

7 Julieta,Ravenna e Tessa


Notas iniciais
Oie! Boa Leitura!

Pov Julieta Alewis

O espelho à minha frente só fazia-me lembrar mais e mais de Jessica. Ela era tão nova para morrer... Eu era tão nova para perdê-la... Eu não desviava o olhar nem um segundo do meu rosto. Era como se o sangue ainda estivesse ali e todos os momentos de terror acontecendo em câmera lenta atrás de mim. Eu via Jessica apertando o botão de socorro e logo em seguida ouvia o som do tiro na minha mente. As lágrimas começaram a sair sem que eu pudesse pará-las, mas eu ainda estava em transe. A sala estava vazia e ninguém poderia me ver ou me salvar de mim mesma. Toda a sensação de vazio e o gosto do sangue na minha boca voltou.

Alguém me abraçou por trás e eu voltei. Era Gabrielle, minha cunhada.

– Não chora, meu anjo, sei que é duro, mas não chora.

Eu estava na parte de trás do palco. E quando eu digo palco é o palco. Ele foi montado só para mim no meio da praça principal da minha província, Whites, e milhares e milhares de pessoas estavam lá fora gritando, rindo, mostrando cartazes, só para me dar tchau. Hoje eu iria para o palácio.

– Desculpa – respondi, fungando.

Acho que Gabrielle achou que eu estivesse chorando por que iria ficar longe. Ninguém sabe que eu estava vendo Jessica na hora que a mataram. Ninguém sabe que eu vi tudo, que eu estava lá. Mas todo mundo da minha família sabe que eu não consigo me olhar no espelho sem me lembrar daquele dia, que eu fiquei muito mal depois que ela morreu, e que agora eu teria a chance de passar por cima daquilo tudo e, quem sabe, me apaixonar de verdade.

– Não se desculpe, eu também ficaria nervosa se estivesse no seu lugar – ela sorriu.

Gabrielle era a pessoa mais fofa e gentil que eu já conheci. Não tinha pessoa mais gentil que ela, ela poderia te fazer sentir nas nuvens mesmo que estivesse no inferno e poderia te arrancar do seu pior pesadelo com um só toque. E era por isso que eu a amava. Meu irmão, namorado de Gabrielle, entrou na sala sorrindo e veio até mim. James era chef de cozinha e sabia mais do que qualquer um que não poderia ter arranjado menina melhor que Gabrielle.

– Ei, nova Rainha de Illéa, muito ansiosa? – ele perguntou. – Está chorando?

– Eu estou tão feliz – menti. Mas, em parte, era verdade, eu estava muito feliz em ir para o palácio, era um sonho para mim. – Não acredito que vou deixar minha província pela primeira vez!

Ele riu.

– Assim que se fala, maninha! – ele me abraçou. – Boa sorte no palácio! Sei que não vai precisar, mas só pra não quebrar o costume.

– Eu vou sentir tanta falta daqui e de vocês, da sua comida!

De repente, eu estava chorando de novo, mas dessa vez era de felicidade, era por estar deixando minha terra e minha família. Eu tinha um futuro melhor pela frente, mas deixar quem eu mais amava ainda me doía aos montes.

– Eu também vou sentir falta desse seu cheirinho de morangos e de correr com você de manhã – ele parecia bem chateado também. Nunca imaginei ver James assim, ele era sempre tão alegre.

– Quando vocês forem me visitar é bom que ainda estejam em forma! Pois vamos correr ainda mais! – eu disse, cheia de lágrimas nos olhos.

Minha mãe entrou na sala e eu corri para abraçá-la. Tentei falar alguma coisa, mas não consegui. Eu só queria dizer que iria sentir muito a falta dela, que iria ligar todos os dias se pudesse, que iria escrever cartas e mandar bilhetes e cartões. Eu iria fazer o possível para me sentir ao lado dela, mas saiu algo com um mããfábuumãããni e choro no final. Lá se foi minha maquiagem.

– Eu sei, querida, eu sei. Eu vou te escrever cartas. Prometo que vamos ficar todos na torcida, qualquer coisa é só ligar. Você tem a receita dos chás, não tem? Se precisar mande alguém fazer. Cuidado com becos escuros e com vitaminas suspeitas! Não quero que ninguém te faça mal algum. Seja cuidadosa!

Eu ri. Para onde ela achava que eu estava indo? A abracei ainda mais forte. Eu a amava tanto.

Meus pais, antes da morte da Jess, só ligavam para o trabalho. Eu não os culpava, sempre tivemos tudo o que queríamos por causa deles, e meu pai tinha várias coisas para lidar. Mas depois da morte da Jess, eles passaram a se dedicar 99% a nós, sempre conversando, comparecendo às reuniões na escola, jantando. Fazendo todo o possível para estarem ao nosso lado. E depois que a Jess morreu, minha mãe me ajudou muito quando eu entrei em depressão, ela era minha heroína.

Vi meu pai do meu lado e o abracei. Ele não era um cara de muitas palavras, mas podia sentir que ele estava orgulhoso de mim, e isso era o que bastava. Eu era tão grata por tê-lo ali.

Os próximos foram Hope e Caleb Marbus. Os melhores presentes que o trabalho do meu pai me deu nessa vida. Eles foram a causa de eu estar tão feliz hoje em dia, de ter saído do fundo do poço. Eles são os filhos do sócio do meu pai, resumindo, eles foram apenas os anjos que salvaram minha vida. Eu os abracei tão forte. Tudo o que tinha que ser dito saia em forma de abraço e nenhuma palavra foi dita. Eu só sabia que eu os amava muito, e eu iria escrever sempre que pudesse.

– Vai e arrasa – disse Hope para mim.

Eu fiz que sim com a cabeça para não começar a mugir como fiz com minha mãe, eu não iria aguentar dizer nada, só sabia chorar.

– Boa sorte, Julie – Caleb sussurou, entre meus cabelos, no meio do nosso abraço.

– Vou sentir sua falta – chorei no ombro dele.

– Senhorita Alewis, você deve subir no palco agora – disse um guarda real para mim.

Meu coração quase pulou para fora. A animação era tanta. O meu nome foi dito nos auto-falantes e o povo todo que me esperava lá fora gritou e um coro com meu nome se iniciou. Eu nunca imaginei que as pessoas iriam gritar meu nome. A Seleção mudou tudo para mim.

– Sim, senhor, só me dê um minuto para ajeitar essa maquiagem – pediu Gabrielle.

– Um minuto e a Senhorita vem comigo – ele exigiu.

– Certo, vem cá, Julie – chamou Gabi.

Fui correndo até ela. Não conseguia parar de chorar. Era tanta coisa nova, tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo. As lágrimas iam no automático, eu até achava que elas davam um charme a mais. E se não dessem, eu não poderia fazer nada.

– Fiz o meu melhor... – A cara da Gabi me dizia “você não parou de chorar então ficou isso daí, prende esse choro senão vai parecer uma panda!”.

Eu a abracei uma última vez. Abracei todos pela última vez, até meu irmão de 14 anos, Jackson, que não gostava de abraços. Eu estava tão feliz. O guarda me chamou pela ultima vez e eu dei tchau para minha família com mais lágrimas nos olhos, contendo-as.

Fui guiada pela escada pelo guarda real e parei em frente à cortina pra me recompor. Quando eu a abri, foi quando eu soube que nada ia ser o mesmo.

Pov Ravenna Alexandra McQueen

Tentei não ter um ataque enquanto eu assistia ao Jornal Oficial. Eu nunca fiquei tão ansiosa assistindo ao Jornal, nunca nem liguei muito para ele, mas aquele dia era um dia especial. Eles diriam os nomes das Selecionadas. Assim que o rei parou de dizer as notícias militares, como ele sempre fazia, Alec Darpan entrou em cena. Ele tinha mais ou menos a mesma idade do príncipe e entrevistava a família real sempre, não havia uma entrevista deles que não fosse feita por Alec. Até em outros canais era ele quem entrevistava. Sempre achei aquilo estranho, mas Alec era tão simpático e bonito que eu não ligava para isso, se fosse Alec entrevistando, a entrevista com certeza seria perfeita.

Ao meu redor estavam meus três irmãos, Jared, Tyler e Stephan. Jared era o mais doido de todos, estava sempre fazendo uma piada idiota e engraçada sobre tudo e aquela vez não seria diferente.

– Olha a roupa desse cara — ele zombou, apontando para a TV, onde Alec conversava com o rei. — Ele parece estar vestido com trezentos guardanapos de tão branca que é a roupa dele!

Eu teria rido se eu não estivesse tão nervosa. Eu era muito animada 100% do tempo. Como fui criada com três irmãos eu era diferente das outras meninas, sempre mais alegre e fazendo pegadinhas sem que ninguém me descobrisse, eu sempre fui muito extrovertida, mas naquele momento eu estava nervosa e concentrada. Meu corpo todo suava e minhas mãos estavam cerradas, eu estava quase explodindo meu ursinho de pelúcia de tanto que eu o apertava e eu não conseguia parar de pedir mentalmente para Alec pular para a parte onde ele falava o nome de todas as Selecionadas.

Há alguns dias uma carta da Seleção chegou aqui em casa. Meu pai me mostrou e disse que eu poderia participar se eu quisesse. Meus irmãos não ficaram muito animados, mas minha empregada Katrina que e igual a uma mãe insistiu para que eu enviasse um formulário. Ela disse que seria uma ótima experiência de vida, mesmo se eu não ganhasse, e ela lembrou que todas as meninas que saíram da Seleção viraram ícones ou se casaram com nobres, políticos, artistas famosos, pessoas com dinheiro. Eu não precisava disso, era uma Três, mas imagina ter tudo o que uma menina sempre quis ter: um príncipe, um castelo, uma vida de rainha, alguém que realmente a amasse e alguém para amar. Eu não queria enviar o formulário, mas talvez eu pudesse mesmo ter uma ótima oportunidade de vida.

Eu não estava muito ansiosa antes do Jornal, minha sorte realmente não era uma das melhores e não era como se eu quisesse aquilo mais que a minha vida, eu só acharia demais se eu fosse mesmo para o palácio. Talvez fosse a chance de encontrar alguém especial , talvez fosse a chance de me casar e me apaixonar de verdade. Mesmo se eu não ganhasse, eu pelo menos tentaria. Minha mãe iria gostar que eu tentasse...

E ali, assistindo ao Jornal Oficial, eu fiquei feliz por ter enviado do formulário, agradeci mentalmente à minha tia. Pelo menos eu tinha uma chance de ser feliz, assim como todas as garotas que também enviaram os seus formulários. Eu estava muito ansiosa pelo resultado. Minha província foi a terceira que menos enviou formulários, eu teria muito mais chance que alguém que morava em Atlin, a que mais enviou, e só essas estatísticas já me deixavam muito mais feliz.

– Você está bem? — perguntou Stephan para mim. Ele estava sentado do meu lado no sofá e bebia refrigerante direto da lata.

Stephan era o irmão menos idiota, era o que mais conversava comigo também. Sempre queria saber o que eu estava sentindo, pois ele conheceu mamãe e ele ficou muito abalado depois que ela morreu. Eu nunca a conheci, mas Stephan sempre me contava histórias sobre ela. Ele disse que eu deveria crescer com um pedaço da mamãe em mim e por isso ele sempre me falava sobre ela. Ele disse que somos parecidas na personalidade, mas ela era mais delicada e responsável. Eu me acostumei a conversar com Stephan de uma maneira que eu nunca conversei com ninguém.

Olhei para as pessoas à minha volta. Nenhuma delas prestava atenção em nós. Eu suspirei.

– Estou muito nervosa, muito mesmo — admiti. Acho que deve ter soado muito mais rápido e embolado do que eu pensei que seria, mas eu estava tão nervosa que mal conseguia falar.

– Também estou nervoso – ele começou -, não é todo dia que você entrega sua irmãzinha para a família real, né? — Ele sorriu, estava tentando me acalmar, como sempre. — Mas você tem que acreditar em si mesma, saiba que te apoiamos na sua escolha e que ficaremos felizes se você for Selecionada, assim como se você virar uma princesa. É sua vida, ninguém pode tirar seu direito de ser feliz.

– Senhorita Elicha Vanderwal, Baffin, Seis! — anunciou Alec.

Eu fechei os olhos e procurei a mão de Logan para segurar. A cada nome que Alec pronunciava, eu ficava cada vez mais nervosa. Talvez eu não fosse conseguir.

– Senhorita Mackenzie Ferrazy, de Allens, Seis!

Talvez eu nunca fosse Selecionada ou tivesse a chance de conhecer a família real.

Mas minha família me apoiava e era isso o que importava.

– Senhorita Ravenna Alexandra McQueen, de Atlin, Três!

Pov Tessa Eve Baker

– Vire-se, Senhorita Eve, está dificultando as coisas! – uma “mini-mulher” estava me rondando naquele momento.

Ela já estava lá há uma hora e simplesmente não ia embora. No dia anterior, nos disseram que receberíamos a visita de duas pessoas no penúltimo dia que ficaríamos em casa, uma delas era essa mulherzinha minúscula e frágil (anã, talvez?) que veio tirar minhas medidas e a outra era um cara (esperava que não fosse tão chato e irritante como o outro) que vinha para nos explicar algumas coisas sobre a Seleção que deveríamos saber a todo custo.

Eu achei que eu fosse gostar mais da mulher que tira as medidas por não ter gostado de nenhum dos caras que vieram falar comigo sobre a Seleção e suas regras, mas de todas as pessoas que me visitaram nos últimos seis dias, aquela mulher a pior, ela era tão irritante, eu não consegui descobrir como ela guardava toda aquela chatice em uma cabeça tão pequena.

– Senhorita Eve, já mandei ficar com a cabeça para o alto! – ela ordenou pela terceira vez.

Eu não aguentava mais ficar em pé! Ela tirava as medidas de absolutamente tudo, dos meus dedos, da minha coxa, da minha cabeça, pescoço, braço, tudo! Pra que eles precisavam daquilo tudo? Era realmente chato ficar ali fazendo nada enquanto eu me concentrava em ficar com a cabeça para o alto. Ela gritou um “não se mexa, Senhorita Eve!” que eu poderia dizer facilmente que até meus filhos (Que eu não tenho)iriam poder escutar.

Eu era uma Cinco. Ser uma Cinco tem lá suas desvantagens, mas eu nunca reclamei de poder Dança, por que eu realmente amava aquilo, meus passos eram bonitos e famosos, nunca pude reclamar.

Tenho falta do minha pai, ele com certeza me diria o que fazer nesse momento de tensão pré-Seleção, me diria como reagir a todas aquelas notícias que os noticiários passavam sobre mim e toda aquela história de usar vestido o tempo todo. Ele seria a pessoa mais alegre da casa por que ele sempre foi assim...

Mudaram-me de posição.A Seleção não era importante para mim há um mês. Na verdade, há um mês eu nem pensava em ir morar no palácio e me apaixonar por um príncipe. Depois de perceber todas as coisas que eu fiz com a minha vida, eu queria ficar em casa e fazer meu pai e minhas amigas se orgulharem da menina que dança ballet de novo. Eu tinha me transformado em uma pessoa que não era eu, me meti com tanta gente que não devia e percebi o que tinha acontecido. Agradecia por não ter sido tarde demais quando eu decidi mudar. E então a carta chegou.

Meu pai foi o primeiro a ler, depois minha mãe e depois eu, Adam não estava em casa e não conseguíamos falar com ele pela falta de dinheiro para pagar o telefone (eu disse que ser Cinco tinha suas desvantagens). Eu achei que fosse a oportunidade perfeita de mostrar que eu poderia ser alguém para se orgulhar se conseguisse, eu achei que a Seleção seria uma grande oportunidade na minha vida, afinal, o que eu tinha a perder depois de tudo? Foi um impulso e eu fiquei tão feliz e surpresa quando percebi que eu tinha ganhado. Meu pai ficou feliz por mim, depois de um longo tempo todos estavam felizes por mim e eu recebi várias visitas empolgadas, uma delas era Adam.

Um flash me cegou e eu percebi que era Adam tirando uma foto de mim.

– Há, sabe por quanto essa aqui vai vender? – ele sorriu brincalhão.

– Relaxa, depois que eu for pra Seleção nunca mais vai ter que dizer essa frase a cada vez que tirar uma foto ótima, já que vamos ter dinheiro para o resto de nossas vidas. – Eu sorria.

Ergui minha mão para coçar os olhos, pontinhos brilhantes voavam na minha frente depois do flash, mas a mulherzinha — cujo nome eu não sabia — gritou meu nome mais uma vez. Revirei os olhos para Adam e ele riu. Aquilo era tão desconfortável.

– Uma foto de Tessa Eve que mais se parece com uma boneca... Uns mileu ganho nessa! – E ele me mostrou a foto. Eu estava com a cabeça baixa e o vestido branco de alcinha que a mulher me fez vestir para me medir me fazia mesmo parecer uma boneca. Meu olhar nem parecia de verdade. Olhei estranho para a foto. Essa não sou eu, pensei.

– Deixa eu ver! – pediu Emily e Chloe

Como ele me deixava tão bonita em todas elas?

– Acabamos, Senhorita Eve – avisou a mulher, mas antes mesmo dela terminar o “Senhorita” eu já estava me jogando no sofá com um “ahhh” de alívio imenso. A mulher me olhou e empinou o nariz, saindo da sala de estar e indo para a cozinha, onde três outras pessoas discutiam sobre vestidos e anotavam minhas medidas.

– Que desespero – comentou Emily , rindo.

Chloe riu até se contorcer. Ela sabia como eu estava desejando do fundo da minha alma que aquela semana acabasse de vez. Eram tantas visitas, perguntas, entrevistas, palestras, regras, eu estava ficando maluca! Eu sorri e olhei para Emily, sentado do meu lado. Podia dar uma bela de uma resposta para ela, mas decidi ficar calada. Era parte do meu treinamento para a Seleção, eu prometi a mim mesma não me meter em encrencas por causa da minha língua afiada. Ainda não me decidi se era a minha língua ou meu cabelo o mais incontrolável.

– Vamos aproveitar enquanto a Senhorita Eve – Chloe imitou a voz da mulherzinha e eu comecei a rir – não pode nos responder com suas respostas e comentários grosseiros – agora ela estava falando de uma vez que eu respondi a mulher dizendo que aquele era “o mais extravagante e desnecessário vestido que eu já vi”, a mulherzinha falou a mesma coisa que Chloe imitava para mim naquele momento, mas a verdade é que simplesmente escapuliu, assim como as outras coisas que eu digo sempre.

– “Você não quer que eu diga tudo isso ao príncipe, ou quer, Senhorita Eve?” – imitei também, rindo.

Estranhei o fato de Emily e Chloe terem parado de rir em um segundo e olharem para algo atrás de mim. Pensei por um segundo e soube que estaria encrencada.

– O príncipe saberá da sua má conduta, Senhorita Eve! – grunhiu a mulherzinha quando eu me virei para encará-la. – Já estamos de saída.

Ela andou um pouco e se virou:

– Estamos tão aliviados quanto você ao saber que vamos sair daqui agora – ela olhou para mim com raiva e saiu pela porta da frente, o resto do pessoal foi atrás, um deles ria baixinho.

Meu sangue parou e parecia que o ar tinha sumido por alguns segundos. Eu estaria mega encrencada, depois de tudo o que eu passei pra entrar na Seleção eu tinha jogado tudo fora em um segundo.

– Talvez ela esteja blefando... – Emily estava sendo a mais otimista que poderia ser e me deu um sorrisinho de canto mais falso que aquela mulher.

Eu comecei a rir da cara dela torcendo para que aquilo fosse verdade. Eu realmente esperava que fosse, não, eu precisava...

Notas finais
Espero que tenham gostado! Julieta: http://vignette3.wikia.nocookie.net/vampirediaries/images/1/1f/600full-candice-accola.jpg/revision/latest?cb=20130111152947 Ravenna:http://embed.polyvoreimg.com/cgi/img-thing/size/x/tid/26766953.jpg Tessa: http://www.celebank.com/cintia-dicker/cintia-dicker-11-1952-3000.jpg