A Seleção de Damon - Interativa

11 Freya , Helena e Queen


Notas iniciais
Oie! Meus lindos aqui está mais um capítulo. Espero que gostem. Boa Leitura!

Pov Freya

Endireito-me ao perceber a presença imponente de meu pai ao vir a mesa. Com sua excessão, minha mãe e eu já o esperávamos, sentadas, observando os pratos vazios diante de nós, esperando para serem preenchidos.

Meu pai senta-se em sua cadeira. Somo servidos de peixes e mariscos por uma Seis, no mais absoluto silêncio.

– Como foi no trabalho? — Minha mãe pergunta olhando para meu pai.

– Peter quer que eu direcione o caso para Luke — ele responde irritado. Meu pai é juiz e Luke é um agente do governo. Quando meu pai acha que não é possível julgar um caso, ele manda para Luke, este é responsável por dirigir o criminoso á autoridades maiores — que por exemplo seria o rei, mas é muito raro que isso aconteça. O rei só julga um caso, quando outros não são capazes, para uma ocasião ou por que ele é o rei e pronto.

– Não precisa se enfurecer. Não precisamos de dinheiro, você sabe disto — minha mãe coloca uma garfada de um tipo de peixe estranho na boca. Faço o mesmo e sinto que o gosto me é familiar.

– Já conversamos sobre isso — meu pai diz.

– Sim, mas isso não significa que eu concorde... — minha mãe segura o copo de vinho entre as duas mãos.

– Assunto encerrado — meu pai a interrompe elevando a voz — Pode sair. — Meu pai se direciona para a Seis que esperava algum indício de que poderia sair. Ela sai, meu pai coloca uma garfada generosa de peixe na boca, mastiga-o e o engole, em seguida olha para mim — Algum problema Freya?

– Não, claro que não, — bebo a água do copo — por quê a pergunta?

– Por que sou seu pai. E, aliás, você parece um pouco nervosa.

– Estou bem. Posso ir ao meu quarto? – Ele me olha com reprovação

– Vá! – Sua voz soa ríspida.

O jantar é algo importante para nós, não por ser a última refeição do dia, mas por ser o único horário do dia em que sou obrigada a dar satisfações da minha vida a meus pais; e por incrível que pareça, hoje não fui posta contra a parede com seus estúpidos interrogatórios.

Sento-me com a postura impecável em minha cama e ligo a TV.

Minha ficha para a inscrição havia sido mandada três dias depois do anúncio no Jornal Real. Eu a havia feito por vontade própria. Sim, sem ninguém interferir em minha decisão. Eu não sou apaixonada pelo príncipe eu quero a coroa e vou fazer de tudo para consegui.

O Jornal Real já havia começado.

– Freya Shell , 22 anos, casta dois

Sinto-me importante ao ver minha foto na tela da TV. Meu cabelo loiro num liso intenso, era finalizado com suas pontas num tom azul claro. Meus olhos pareciam brilhar. Eu estava numa posição confiante.

Pov Helena

As estrelas estão mais brilhante hoje. Olho novamente em meu antigo telescópio e faço mais algumas anotações. O brilho das estrelas me deixa maravilhada, e não só isso, como também o que aprendo ao observá-las.

Deito-me na grama do quintal nos fundos da minha casa. A grama não está molhada, e sim muito quente, Angeles não é uma cidade fria. Na maior parte do tempo, seu clima quente deixa todos — que não tem dinheiro (eu e minha família) — com a garganta seca, mas nada prejudicial.

– Bú! — John meu irmão mais velho pula ao meu lado, me causando um leve susto — O que está fazendo? — Ele pergunta.

– Estou olhando as estrelas — digo. Ele se deita ao meu lado – È algo inevitável.

– Eu sei. Desde sempre você faz isso — ele sorri ao dizer, mas seu sorriso logo murcha ao pensar em algo.

– O que foi? — Pergunto.

– Não quero que vá para o palácio.

– Eu nem sei se vou — digo sorrindo. Meu sonho sempre foi conhecer o príncipe, apesar de nem conhecê-lo, tenho certeza absoluta que terei uma chance com ele. Não me interesso pela coroa, mas sim por ele. De todo meu coração. Tenho certeza de que ele é uma boa pessoa. — Mas você ficaria feliz por mim? — Viro-me olhando diretamente em seus olhos.

– Fico feliz se você estiver feliz, Lena. Mas não quero que se machuque.

– Há muitos guardas lá, não há com o que se preocupar, John — continuo fitando-o

– Não é desse modo que não quero que lhe machuquem. — Ele volta a atenção para o céu enquanto absorvo suas palavras. Após alguns segundos entendo. Ele não quer que alguém magoe-me, ele não quer que o príncipe — se eu for sorteada — machuque de alguma forma meu coração.

– Isso não vai acontecer John. — Levanto-me um pouco e apoio meu corpo sobre os cotovelos

– Certeza? — Mesmo com a escuridão nos cercando vejo sua testa franzir.

– Pode ter certeza que sim! — Viro-me um pouco e dou um beijo em sua bochecha. Ele sorri.

– Eu tenho — Ele diz mas continua deitado sobre a grama, enquanto eu me levanto.

– Não vai se levantar? — Arqueio as sombrancelhas ao perguntar de forma irônica.

– Não, irei dormir aqui — ele diz com sarcasmo — mas acabo de mudar de idéia, nessa escuridão tudo fica sinistro. Sendo assim, poderia me ajudar, óh minha querida irmã, ao qual é bondosa e humilde? — Ele tenta segurar o riso, mas á essa altura do campeonato, nós já gargalhávamos ao máximo. Se John não fosse meu irmão — e o príncipe não existisse — eu me casaria com ele.

– Claro, óh meu amado irmão — estendo meus braços e ele os segura, se impulsiona para frente e levanta-se num salto — temos que entrar — digo sorrindo.

Entramos pela porta dos fundos da nossa casa. Somos da Cinco, meu pai é uma artista e minha mãe cantora. Segui o mesmo caminho da minha mãe, que mesmo não exercendo a profissão – de dançarina — era uma ótima dançarina, e assim me ensinou.

Sento-me no chão, aos pés do meu pai, já que o sofá estava lotado. O Jornal Real já havia começado e aguardávamos a apresentação da nona Selecionada.

Eu havia perdido a maior parte do programa — olhando as estrelas.

– Helena Collins, 16 anos, casta Cinco — O apresentador mais famoso de todos os tempos, — de nosso país — . Minha foto aparece diante da tela da TV. Não contenho um gritinho de empolgação. Sinto os braços de alguém envolver-me, mas não me viro para ver quem é. Continuo diretamente olhando para a tela. Não, continuo olhando para a reação do príncipe. Uma expressão de surpresa aparece sobre seu rosto.

Pov Queen

Ajeito novamente a barra do longo vestido enquanto minha mãe, Lívia, prossegue ditando suas últimas – e cansativas – ordens de etiqueta.

Já havia passado do último estágio sobre etiqueta, mas minha mãe sabe muito bem submeter alguém ás suas terríveis ordens.

E por fim, coloque suas mãos sobre o colo. Deixe a postura ereta e nunca, nunca dirija a palavra a algum membro da família real – ela prossegue – Queen! – Ela grita.

– Descupe-me – minha voz soa seca ao ser tirada de meus desvaneios.

– Você tem que prestar atenção, A Seleção não é qualquer coisa. Você precisa ter todas as habilidades de que uma rainha necessita. Você foi feita para ser uma rainha, nada menos que isso.

– Ainda não saiu as Selecionada, mãe. Nem sabemos se eu vou ser sorteada – respondo.

– Você será sorteada e pronto. Não é a toa que lhe dei este nome, você nasceu para ser uma rainha.

– Vai me obrigar a ouvir novamente? – Digo ríspida.

– Não, claro que não – ela sai da sala de jantar. Ela sempre disse que eu deveria ser uma rainha. Este é o motivo do nome. Nada de mais.

Levanto-me da cadeira acolchoada e vou em direção ao pequeno escritório de nossa casa. Estudar é uma das várias virtudes que possuo.

O livro sobre a história de nosso país é impressionante, já que ele surgiu basicamente do nada, após a Grande Guerra, seguida de uma devastadora epidemia. Milhões de pessoas morreram. Os poucos que conseguiram se levantar da ruína, foram vagarosamente formando o que hoje podemos chamar de A Nova Itália – que todos chamam de Itália -, Dinamarca, Nova Àsia, Greshtor... entre outros países que conseguiram sobreviver e se reestabelecer; nosso país é jovem.

A família real possuí parentes diretos na Dinamarca, acho que isto é motivo muito bom para não estarmos tão ruins.

Após ficar mais algum tempo lendo, levanto-me e vou para meu quarto. Após abrir e fechar a porta, passo na frente do espelho – ele vai desde o final da parede até uma altura considerável do teto – e começo a observar-me diante do mesmo. Meu corpo curvilíneo está perfeito, meu cabelo num loiro chocante mas natural cai perfeitamente sobre meus ombros. Olho para mim mesma e vejo a garota confiante de que sempre me orgulho.

E é nesse momento em que vejo que estou sozinha, sem amigos. Mas isso não importa, não agora que estou muito perto de conseguir o que mais quero. Minha mãe me inscreveu, mas eu não a impedi, é algo que eu quero também.

As pessoas dizem que sou muito arrogante. Posso concordar com eles, consigo fazer qualquer pessoa se sentir um lixo.

Tiro o longo e apertado vestido e o troco por um hobbie vermelho, coloco um par de confortáveis pantufas e sigo em direção a sala de estar. Minha mãe já estava lá, sentada com a postura absurdamente ereta, algo que sei que ela herdou pelos longos anos de treinamento individuais.

Meu pai não vive conosco, não sei absolutamente nada sobre ele, e minha mãe evita falar sobre o mesmo. Gostaria de conhecê-lo, mas vejo que isso passa de um acontecimento possível, para impossível

– Você sabe o que terá de enfrentar lá, não sabe, Queen? – Minha mãe mexe no controle remoto enquanto diz – não olhe em nenhum momento para a reação do príncipe, olhe para as Selecionadas, e tente enxergar a fraqueza de cada uma.

– Claro – digo desviando meus olhos dos seus.

– O Jornal acabou de começar – sua voz soa animada.

O apresentador fala sobre alguns assuntos importantes, mas logo que os acaba, dá início á apresentação das Selecionadas.

As Selecionadas estavam felizes, eram muito diferentes, mais na aparência do que na casta. A maioria era Dois ou Cinco. Eu sou Dois, mas se tudo der certo, serei Um. “È mais fácil massacrar os que são iguais”; lembro da frase mais usada por minha mãe. Ela é rígida e perfeccionista, mas a amo. Apesar de tudo.

– Queen Faller, 16 anos, casta Dois

Não surpreendo-me muito ao ver minha imagem na tela, minha mãe já havia dito centenas de vezes que eu seria escolhida, que não acreditar nela, seria loucura.

– Você sabe o que isto significa, Queen? – Ela diz ainda contemplando minha imagem na TV.

– Que estou na Seleção – bufo ao responder.

– È mais que isso, filha – ela levanta do outro sofá e senta-se ao meu lado – você tem que ganhar – ela diz dando ênfase no “você”.

– Sim, eu sei – respondo — e estou disposta a fazer qualquer coisa para que isso aconteça.

Notas finais
Espero que tenham gostado!