Notas iniciais
Oii meus amores ^^ Que saudades, eu estou postando agr porque estava super ocupada na semana passada e esse cap demorou 3 dias para fazer eu estava sem ideia e sem tempo :( Obs: Quem leu Crepúsculo vai ver alguma semelhança ;) Boa Leitura!



P.O.V BELLA


Austin dirigia numa velocidade assombrosa, eu mal podia ver o seu rosto pelo brilho fraco do painel, mas podia sentir todo raiva que o transbordava. Os pneus cantaram quando ele virou para o norte, acelerando muito rápido, desviando dos homens abismados na rua. Eu tive uma breve visão deles se atirando na calçada enquanto acelerávamos na direção do porto.

―Segure-se em mim―, ele comandou, e eu percebi que estava me agarrando no banco com as duas mãos. Eu obedeci rapidamente.

Ele fez uma curva estreita na esquerda, correndo em frente, avançando muitos sinais vermelhos sem parar. Mas eu me sentia extremamente segura e, no momento, completamente despreocupada com o lugar pra onde estávamos indo. Eu olhei para o rosto dele profundamente aliviada, um alívio que ia além das palavras. Eu estudei o seu rosto perfeito na luz limitada, esperando minha respiração voltar ao normal, até que eu percebi que a sua expressão estava assustadoramente zangada.

―Você está bem? ―, eu estava surpresa de ver como a minha voz estava áspera.

―Não―, ele disse curtamente, seu tom estava lívido.

Eu fiquei em silêncio, observando o seu rosto enquanto os seus olhos reluziam sempre olhando para a frente, até que a moto parou bruscamente. Eu olhei ao redor, e não vi nada além da linha de árvores escuras que se estendiam pelo acostamento.

Nós não estávamos mais na cidade.


—Bella? —, ele me chamou, a voz apertada, controlada.

—Sim? —, minha voz ainda estava áspera. Eu tentei limpar a minha garganta silenciosamente.

—Você está bem? — Ele ainda não estava me olhando, mas a fúria estava claramente visível no rosto dele.

—Sim—, eu respondi suavemente.

—Por favor, me distraia—, ele ordenou.

—Perdão, o que você disse?

Ele respirou agudamente.

—Fale sobre alguma coisa sem importância até que eu me acalme— ele esclareceu, fechando os olhos e apertando o nariz com os dedos polegar e indicador.

—Umm—, eu vistoriei meu cérebro à procura de algo trivial. —Eu tenho criadas que fazem tudo por mim, surpreendentemente elas queriam me banhar.

Ele ainda estava apertando os olhos, mas os seus lábios se curvaram.

—Porque?

—Eu ainda não descobri o motivo, mas assim que o fizer, o avisarei... — eu tagarelei sarcasticamente.

—Acho que você terá que se acostumar a isso—, ele falou um pouco mais recomposto.

—Isso é constrangedor, acredito que todo mundo sabe tomar banho. —, eu cochichei indignada.

Austin suspirou e finalmente abriu os olhos.

—Melhor?

—Na verdade não.


Eu esperei, mas ele não falou mais nada. Ele se inclinou no banco. Seu rosto estava rígido.

—Qual é o problema? — Minha voz saiu num suspiro.

—Nada, eu só precisava de um tempo, Bella. — Ele também estava falando baixinho, e, quando ele olhou para mim, seus olhos se transformaram em duas linhas. —Mas não seria de grande ajuda se eu voltasse até lá e concordasse com tudo novam... — Ele não terminou a frase, olhando pra longe, lutando por um momento para controlar sua raiva. —Pelo menos—, ele continuou. —É disso que eu estou tentando me convencer.

—Oh—, a palavra pareceu inadequada, mas eu não consegui pensar em uma resposta melhor.

Nós sentamos em silêncio de novo. Eu olhei para o relógio no painel. Já eram mais de dez e meia.

—Bella, você confia em mim? —, ele perguntou cautelosamente.

—Umm, sim— , eu levantei os ombros.

—Você sairia comigo, por apenas algum tempo? —, ele perguntou numa voz sedosa, irresistível.

—Umm, sim—, ele parecia tão surpreso quanto eu.

Ele ligou o motor sem dizer outra palavra, dando a volta suavemente. Em pouco tempo estávamos fora dos limites da cidade. Grossos arbustos e árvores com os troncos cobertos de verde substituíam os gramados e as casas.

—Agora nós vamos até onde o asfalto termina.

Eu podia ouvir um sorriso na voz dele.

—E onde é que dá, quando o asfalto acaba? — Eu imaginei.

—Numa trilha.

—Nós vamos fazer uma caminhada?

—Isso é um problema? —, parecia que ele esperava que fosse.

—Não—, eu tentei fazer a mentira soar confiante.

—Não se preocupe. São só uns quatro quilômetros, e nós não estamos com pressa.

Quatro quilômetros. Eu não respondi para que ele não ouvisse o pânico na minha voz. Quatro quilômetros de raízes traiçoeiras e pedras soltas, tentando torcer meu tornozelo ou me incapacitar de alguma forma. Isso ia ser humilhante.

Nós dirigimos em silêncio enquanto eu contemplava o horror que se aproximava.

—O que você está pensando? —, ele perguntou impacientemente depois de alguns minutos.

Eu menti de novo. —Só imaginando pra onde estamos indo.

—É um lugar pra onde eu costumava ir quando criança.

—E você contou a alguém o que ia fazer? —, perguntei.

—Não.


—Silvia e Maria vão ficar preocupadas—, eu murmurei. —Eu tinha que me encontrar com elas na aula.

—Ninguém sabe que você está comigo? — ele perguntou mantendo os olhos na estrada.

—Isso depende... eu acredito que alguns dos guardas tenham me reconhecido.

—Isso ajuda muito, Bella—. Ele disparou.


Eu fingi não ouvir isso. Ficamos em silêncio pelo resto do caminho. Eu podia sentir as ondas furiosas de desaprovação que vinham dele, e não conseguia pensar em nada para dizer. E então a estrada acabou, sendo seguida por uma fina trilha, marcada por um pedaço de madeira. Ele parou no acostamento e desceu da moto. Estava mais quente agora, mais quente do que já esteve em Angeles desde o dia que eu cheguei aqui, quase mormacento embaixo das nuvens. Eu tirei meu suéter e amarrei na cintura, praguejei o salto que estava, que por mais que seja confortável, não chegava aos pés de uma roupa apropriada para uma trilha- especialmente já que eu tinha quatro quilômetros de caminhada à minha frente.

Virei para ver que ele também tinha tirado o suéter. Ele estava olhando pra longe de mim, para a floresta.

—Por aqui—, ele disse, olhando pra mim por cima do ombro, os olhos perturbados.

Ele começou a entrar na floresta escura.

—A trilha? —, o pânico começou a tomar conta da minha voz enquanto eu dava a volta na moto correndo para acompanhá-lo.

—Eu disse que havia uma trilha no fim do caminho, não que íamos usá-la.

—Sem trilha? — eu perguntei desesperadamente.

—Você não vai se perder—. Nessa hora ele se virou pra mim, com um sorriso de zombaria e eu tentei prender um suspiro.

A camisa preta dele era sem mangas, e ele estava usando desabotoada, então a suave pele branca do seu pescoço seguia ininterruptamente até os contornos do seu peito, sua musculatura perfeita não estava mais meramente escondida por roupas. Ele era perfeito demais.

Ele olhou pra mim, desconcertado com minha expressão de tortura.

—Você quer voltar para o castelo? — ele perguntou baixinho, uma dor diferente da minha saturando a voz dele.

—Não— eu caminhei até ficar ao lado dele, ansiosa para não desperdiçar nem um segundo do tempo que tinha com ele. O que estava acontecendo comigo?!

—Qual é o problema? — ele perguntou, sua voz gentil.

—Eu não sou muito boa em caminhadas—, eu disse estupidamente. —Você vai ter que ser paciente, ainda mais com esses saltos.

—Eu posso ser paciente- se eu fizer um grande esforço—. Ele sorriu, prendendo o meu olhar, tentando me tirar do meu abatimento inexplicado, repentino.

Eu tentei sorrir de volta, mas o sorriso não foi convincente. Ele analisou me rosto.

—Eu vou te levar para o castelo—, ele prometeu. Eu não sabia se a promessa era incondicional, ou restrita a uma partida imediata. Eu sabia que ele pensava que era o medo que estava me aborrecendo, e eu estava agradecida por ele não saber a verdade.

—Se você quer que eu ande quatro quilômetros dentro da floresta antes que o sol se ponha, é melhor você começar a mostrar o caminho—, eu disse acidamente.


Ele fez uma careta pra mim, lutando para entender meu tom e minha expressão. Depois de um momento ele desistiu e me guiou para a floresta. Era tão ruim quanto eu temia. O caminho era quase todo plano e ele segurou as samambaias e trepadeiras pra que eu passasse. Quando o caminho ficou fechado por causa de árvores caídas e pedregulhos, ele me ajudou, me levantando pelo cotovelo, e depois me colocando no chão instantaneamente quando o caminho estava limpo. O toque da pele dele não parava de fazer meu coração bater alucinadamente.

Eu tentei manter os meus olhos da sua perfeição o máximo que pude, mas eu falhava com frequência.

Na maior parte do caminho, nós caminhamos em silêncio. Ocasionalmente, ele me perguntava algo do cotidiano. Ele me perguntou sobre os meus aniversários, minhas notas, meus animais de estimação na infância- e eu admiti que depois de ter matado três peixinhos, eu tive que desistir da empreitada.

Ele sorriu com isso, mais alto do que o normal- como o dobrar de sinos dentro da floresta vazia. A caminhada me tomou boa parte da manhã, mas ele não mostrou nenhum sinal de impaciência. A floresta se arrastava ao nosso redor como um labirinto de árvores anciãs, e eu comecei a ficar com medo que ele nunca mais encontrasse o caminho de volta. Ele estava perfeitamente calmo, confortável no labirinto verde, parecendo nunca ter dúvidas em relação à direção.

Depois de algumas horas, a luz que passava pela copa das árvores se transformou, o tom azeitona se tornou uma cor brilhante de Jade. Pela primeira vez desde que entramos na floresta, eu comecei a sentir uma excitação que logo se transformou em impaciência.

—Já chegamos? —, eu perguntei, fingindo fazer uma carranca.

—Quase—, ele sorriu pela mudança no meu humor. —Você vê a claridade ali na frente?

Alguns metros mais à frente, eu definitivamente podia ver uma luminosidade atrás das árvores, um brilho que era amarelo e não verde. Eu apertei o passo, minha ansiedade crescendo a cada passo. Ele me deixou guiar agora, seguindo silenciosamente.

Eu alcancei a borda da piscina de luz e entrei pelas últimas samambaias no lugar mais adorável que já tinha visto. A clareira era pequena, perfeitamente redonda, e cheia de flores selvagens violetas, amarelas e de um branco macio. Em algum lugar próximo, eu podia ouvir o som borbulhante de um rio. O sol estava bem afrente, enchendo o círculo com uma incandescente luz amarela. Eu caminhei lentamente, abobalhada, através da grama macia, das flores e do ar morno, convidativo. Eu dei uma meia volta, esperando compartilhar isso com ele.

E lá estava ele, tentando de alguma forma, ler meus pensamentos. Seus braços estavam cruzados sobre seu peito, mais ele tinha um sorriso bobo no rosto. Eu dei um passo na direção dele, seus olhos estavam curiosos. Eu sorri encorajando e o convidei com a mão, dando outro passo na sua direção. Ele levantou a mão, aceitando.

—Você gostou? —ele perguntou, quando estava próximo de mim.

—Você está brincando? Isso, isso—gaguejei—é realmente maravilhoso.

Dei-lhe uns dos meus sorriso mais escaldante e verdadeiro.

—Ei, você não viu nada, vem eu vou te mostrar o que é maravilhoso.

Austin entrelaçou seus dedos nos meus e um arrepio percorreu toda minha espinha. Olhei para aquele rosto divino, e não pude deixar de corar. Seus olhos que antes tinham um ar raivoso, agora estavam calmos. Ele sorriu, e não hesitou em largar minha mão e confesso que naquele momento, era como...como se nos conhecêssemos a uma eternidade, como se... nós tivéssemos um futuro...

Caminhamos cerca de 10 minutos, até ele parar abruptamente. Olhei pra ele confusa.

—Feche os olhos—ele mandou. Encarei-o com o cenho franzido—Vamos lá, Bella. Apenas feche os olhos.

E dessa vez eu obedeci, com uma pitada de curiosidade. Ele segurou minha cintura, e novamente aquele arrepio percorreu todo meu corpo. Fiquei realmente agradecida por estar com os olhos fechados, pois senti meu rosto pegar fogo.

—Pode abrir—ele comandou com uma voz risonha, depois de alguns minutos.

Abri os olhos, e a claridade fez com que eles se fechassem novamente. Tentei outra vez e minha visão quase me cegou com a beleza daquele lugar. Era realmente maravilhoso. Olhei para Austin que também observava com um olhar de admiração. Logo à frente da clareira se encontrava uma cachoeira.~ Cachoeira ~Ela era irreal, com grandes pedras a mantendo, misturando-se com as acoalhadas ervas e verde que ali cresciam. A água chorava da cachoeira e caia de cheio em uma piscina de águas cristalinas. Não sei quando tempo fiquei ali, olhando para aquela maravilhava pois quando percebi Austin estava de shorts e pronto para pular.

—Ei, vem, vamos pular—ele disse estendendo a mão.

Olhei para sua mão estendida, depois olhei para a bacia de águas cristalinas, e por fim olhei para a saia florida e a blusinha de ombro caídos beje. Nem de longe aquilo era apropriado. Austin pareceu entender, e tirou da bolsa uma camisa e me entregou. A camisa era grande e foi até metade das minhas coxas, deixei minhas roupas e sapato perto da bolsa dele.

Olhei pra ele, que agora me esperava já dentro da água. Ele estava tão bonito, seus cabelos estavam encharcados, caiando pela sua testa e sim...não pude deixar de reparar em seus músculos, agora visíveis. Ele me chamou de novo, e dessa vez não hesitei...

♥ ♥ ♥

P.O.V AUSTIN

Passamos a tarde inteira assim: cachoeira e clareira. Já era noite, as estrelas brilhavam no céu negro. Bella estendia nossas roupas encharcadas, enquanto esquentava marshmallows na minha fogueira improvisada. Estávamos na casinha de madeira aonde um funcionário do castelo morava, ela era pequena, mas reconfortante

—Eu poderia viver aqui para sempre—disse, quando ela se sentou ao meu lado.

—Dois—ela disse com um sorriso bobo—Austin, posso te fazer uma pergunta?

Ela olhou para mim, com os olhos curiosos.

—O que você quiser—disse com um sorriso torto.

—Err... bem, porque você fugiu? quero dizer, sua vida parece ser tão boa.

—Eu não sei, sabe... —suspirei—eu sempre tive tudo, amor, carinho, dinheiro... Mas eu nunca pude ter amigos, nunca pude me apaixonar... sempre tive que seguir uma regra de comando, e...e eu só queria ter pelo menos alguns minutos de ar, quer dizer, fugir da minha realidade. Do meu reinado, e bem da seleção...

Bella me encarou, pude perceber que ela ficou chateada por eu querer esquecer um pouco da seleção então completei:

—Bella, eu não estou querendo insinuar isso, eu, eu...eu gosto da sua companhia, hoje você me fez tão bem, e eu não sei como lhe agradecer. Mais é tão difícil, eu procuro uma rainha e além de tudo minha esposa, e... eu não faço a mínima ideia de como fazer isso.

—Eu te entendo—,ela disse suavemente, seus cabelos loiros caiam sobre sua face em cachos rebeldes, seus olhos azuis me encaravam como se tudo que acabei de dizer fosse racialmente claro para ela.

Ela continuou em um tom mais baixo:

—Eu não queria participar da seleção.

Encarei-a surpreso, e não pude deixar de sentir um desapontamento na minha voz.

—Não?

—Não, bem... na verdade eu fui meio chantageada para isso.

Pela primeira vez, agradeci meu pai por ter me treinado a não perder a compostura. Soei bastante razoável ao perguntar:

—Poderia me explicar?

Ela hesitou novamente.

—Isso vai ser longo—ela suspirou, como se isso fizesse lembra-la do passado.

—Bem, a gente tem tempo.

Eu não conseguia imaginar como ela tinha vindo parar no palácio. Tudo o que sabia era que, mesmo que ela não se tornasse minha, gostaria de deixá-la com um sorriso no rosto

(...)

Ela me contou tudo. Desde a chegada da carta, há entrada para a seleção. Contou sobre Eliseu, que confesso senti um pouco de inveja. Ele pode conviver com ela por tanto tempo, ele sabe seus maiores segredos e medos, e mesmo assim ele foi capaz de magoá-la, coisa que nunca seria capaz de fazer.

—Você quer que eu lhe deixe voltar para casa, para sua família? —propus.

Ela abriu um sorriso amarelo.

—Esse é o problema...Não quero ir para casa.

—Mesmo?

Relaxei o corpo e passei a mão no cabelo enquanto ela ria de mim.

—Bella, você tem sido muito sincera comigo até agora. É uma qualidade que admiro profundamente. Vou pedir-lhe que responda uma pergunta, se não for incomodo.

Ela aquiesceu com a cabeça, embora hesitasse.

—Você disse que está aqui porque foi chantageada. Isso faz acreditar que não quer ficar. Mais há alguma possibilidade...de você, você nutrir sentimentos amorosos por mim?

A sensação foi de que ela brincou com as ondas em seu vestido por horas antes de responder.

—Eu, eu acabei de conhecê-lo e bem, eu não posso nutrir sentimentos por você tão rapidamente.

Sorri comigo mesmo olhando para Bella. Comparava-a com as outras, ela era diferente, não só na beleza mais também no caráter. E, claro, ela não nutria qualquer desejo por mim. Ainda assim, não conseguia me livrar do impulso de tentar conquistar ela.
E foi assim que a Seleção me prestou seu primeiro favor: com Bella ao meu lado, eu teria chance de tentar.

Notas finais
Estão gostando do cap meio Bella e meio Austin? Bjs, comentem...recomentem..favoritem :*