A Seleção - Uma nova Chance

18 Capitulo 18 - O que está acontecendo?


Notas iniciais
Oláaaa.. Aqui é a Booh! (postando de madrugada, só pode ser). Estamos com nossa agenda meio trocada, emolada, sei la. Escrever fic em grupo é um desafio. Depender de outras pessoas é sempre dificil. As agendas nunca batem, dai as vezes perdemos o tempo e ficamos assim. Mas cá estou eu.. postando para voces! :) Enfim.. To cheidi sono, então nao tenho ideia do que escrever aqui. Mas digamos que o capitulo de hoje esta, levemente, WOW! haha.. apenas leiam e voces irão ver! Enjoy!

Fiquei lendo alguns livros, em meu quarto, enquanto minhas criadas trabalhavam em meu vestido para o jornal. Mas eu não conseguia me concentrar em nada, só pensava na rebelde. Porque eles não fizeram nada comigo? Eu estava ali, vulnerável. E ela falou comigo como se fosse a situação mais normal do mundo.
Não sabia se contava para alguém, ou se guardava isso apenas para mim. Ouvi batidas em minha porta e fui ate lá. Quando abri, era o guarda que sempre esta na minha porta. Não entendi muito bem o que ele poderia querer, mas pedi para que entrasse.

– Desculpe incomodar senhorita, mas preciso falar a sós, se não for incomodo

– ele disse, mantendo a postura.

– Não seria um pouco inapropriado? Você sabe, eu ficar sozinha com o senhor?

– É apenas um procedimento de segurança. Visto que a senhorita passou por um ataque rebelde.

– Ah! Entendo. Muito bem – eu disse, para depois virar para minhas criadas – Poderiam nos dar licença? Apenas cinco minutos?

– Claro senhorita – Milla disse.

As três saíram, de cabeça baixa. Quando finalmente estávamos a sós, ele desfez a postura, ficando mais a vontade. Agora, olhando para ele dessa forma, reparei que ele era bem jovem. Provavelmente vinte anos.

– Qual seu nome? – finalmente quebrei o silencio.

– Soldado Conner.

– Muito bem soldado Conner, o que posso fazer por você?

– Na verdade, pode me chamar de Jake.

– Acho que não seria apropriado.

– Vou direto ao ponto. Você viu algumas coisas hoje.

– Um ataque rebelde. Sim.

– Um rebelde.

– Como você..?

– Você não estava no esconderijo.

– Não.

– Você conheceu a Megan.

– Não sei o nome dela.

– Megan. Minha irmã.

– Você é um rebelde infiltrado?

– Claro que não. Isso seria burrice. Eu sou um soldado. E sou nortista.

– Você que colocou eles para dentro?

– Não. Sou fiel ao meu cargo. Mas claro que não mato ninguém.

– O que você quer comigo? Porque esta me contando tudo isso?

– Não deveríamos contar a ninguém. Mas você viu. Então, é melhor que alguém explique. Para que você não faça nenhuma besteira.

– Que besteira eu poderia fazer?

– Contar ao seu namoradinho sobre a Megan.

– Eu não sei se faria isso.

– Bom. Não conte. Pode parecer egoísmo meu, mas não sei o que eles poderiam fazer se a encontrasse.

– O que vocês querem?

– Informações.

– Só isso? porque não pedem, simplesmente?

– Você é inocente demais para entender a escala da informação. Quanto menos saber melhor. Mas os nortistas não querem ferir ninguém.

– Tem outros?

– Os sulistas. Eles são baderneiros. E eu irei te proteger, fique tranquila. Mas por favor. Não conte que eu sou um deles.

– Não contarei.

Ficamos nos olhando, em silencio. Ate batidas a minha porta serem ouvidas. Imaginando que eram minhas criadas, pedi para que entrassem. Mas Clarkson entrou. Quando ele viu Jake lá comigo, sua expressão ficou rija.

– O que significa isso? – ele perguntou, entre dentes.

– Majestade – Jake disse, fazendo uma reverencia breve – vim apenas conferir o estado da senhorita, visto que ela não esteve em segurança durante o ataque.

Clarkson olhava para ele com os olhos apertados. Olhou para mim, que mantinha minha melhor expressão de paisagem.

– Muito bem. Já fez o seu trabalho?

– Já sim. Agora reportarei ao chefe. Com licença.

Assim que Jake se retirou, Clarkson andou ate mim, com sua expressão ainda dura. Me segurou pelo braço, apertando um pouco.

– Clarkson, você esta me machucando – eu disse, puxando meu braço.

– O que vocês faziam sozinhos em seu quarto? – ele perguntou, me puxando de volta para perto.

– Como assim? Ele acabou de explicar! Me solte!

– Não gostei do que vi. Isso daria margens para comentários maliciosos, que custariam sua vaga na seleção. É isso que você quer? Ser mandada embora?

– Clarkson pare de agir assim. Foi um procedimento de segurança. O que poderiam falar de tão ruim?

– Não se faça de boba Amberly – ele disse, me soltando com um ultimo aperto.

– Não estou fazendo nada – eu disse, passando a mão em meu braço.

– Se apronte, esta quase na hora do jornal. Quero você em cinco minutos lá em baixo. Sem atrasos.

Ele saiu do quarto, batendo a porta. Continuei imóvel, olhando para o nada, segurando meu braço. Minhas criadas entraram, apressadas. Resmungando sobre a hora. Me arrumaram correndo. Não fizeram perguntas nem comentários, o que eu agradeci mentalmente.

Desci apressada para o salão de transmissão. Nunca tinha visto o Clarkson agir daquela forma, e não queria ver ate onde ele poderia ir. Sentei ao lado de Kath, no fundo, deixando os lugares na frente vagos para quem gosta de aparecer.

– Onde esta Ash? – perguntei.

– Com a Beatrice.

– Porque?

– Para manter as aparências, lembra?

– Ah! Sim!

– Estamos tentando descobrir o que realmente aconteceu no banheiro. Estou achando muito estranho ela não ter jogado na nossa cara.

– Acho que ainda não deu tempo.

– O que aconteceu com seu braço? – Kath perguntou, puxando meu braço, para olhar mais de perto.

Não tinha reparado, mas estava com as marcas de seus dedos, roxos em minha pele clara. Meu vestido não ajudava, era de alça e rosa claro. Olhei, me desesperando. O que eu poderia dizer? Comecei a suar frio. Olhei para ela, Kath pareceu entender e me puxou para sairmos dali, segurando no mesmo lugar. Ela me puxou apressada ate o banheiro. Ela me soltou e começou a abrir o vestido.

– O que você esta fazendo? – perguntei.

– Fale menos e faça mais. Tire o vestido.

– Porque?

– Porque o meu é de manga, e vai ate o cotovelo. Vai cobrir isso ai – ela disse, terminando de tirar – agora me de o seu.

Assenti e tirei o meu apressada. Kath não perguntou o que de fato aconteceu, apenas pegou meu vestido e me entregou o dela, que era laranja, bem clarinho. Ela é mais magra que eu, o que fez o vestido ficar um pouco mais apertado do que eu estava acostumada. Ajudamos uma à outra a fechar e voltamos correndo para o salão. Todas já estavam lá. Fizemos uma reverencia rápida para a família real, que já estava lá e sentamos. Olhei para Clarkson, desafiadora e ele olhou de igual forma.

O jornal começou, não falaram dos ataques. Apenas alguns comunicados e depois o tempo era dedicado as selecionadas. Stephan chamou uma a uma. Não prestei atenção em quase nada, para ser sincera. Mas quando foi a vez de Beatrice, não tinha como não prestar.

– Como esta sendo sua estadia no castelo?

– Incrivel. Um sonho se tornando real – ela respondeu, com sua falsa voz de animada. Não sei como alguém ainda acredita nisso.

– Me conte sobre o príncipe.

– Príncipe Clarkson é muito bom e gentil – quando não esta com ciúmes, claro

– e estamos nos dando muito bem, se é que me entende.

Ela fez mesmo isso? Ela deu a entender em rede nacional que esta saído com ele? Que piranha! Agora era eu que estava com raiva. Não tive nem coragem de olhar para a cara do príncipe. Ele devia esta sorrindo para ela, lembrando de seus momentos no banheiro. Eu sei que isso faz parte, mas, ainda assim. Porque ela? A Kath e a Ash eu entendo, mas a Beatrice? A entrevista dela acabou pouco depois. Kath foi adorável como sempre, uma perfeita dama. Não fez insinuações e nem alfinetou ninguém. Se alguém merecia ser princesa, era ela. Ash arrancou risadas, como sempre. Foi irônica e contou “podres” de algumas selecionadas, sem dizer o nome. Stephan adorava aquilo, pois a entrevista dela foi a mais longa. Fui a ultima a se chamada.

– Senhora Amberly – Stephan disse – Você esta linda hoje.

– Obrigada – eu disse, tímida. Olhei para Kath e pisquei para ela.

– Vejo que a seleção formou uma amizade.

– Sim. Não tem como não formar amizades. Somos muitas e passamos muito tempo juntas.

– Se você não estivesse na competição, torceria para quem?

– Para a Katherine – eu disse, olhando primeiro para ela, depois para Ashley, que sorriu – Ela é uma perfeita dama.

– E como você descreve o príncipe?

– Eu diria.. Misterioso – o que não é mentira.

– Misterioso?

– Sim. Eu sinto que ainda tem muito do Clarkson que ainda não conheço.

Um momento de silencio. Olhei para trás, as selecionadas estavam com cara de paisagem. Olhei para Clarkson, que não tinha mais sua expressão dura. Ele agora sorria. Ainda não entendia o motivo de todo esse drama.

– Vejo que estão bem íntimos – Stephan disse.

– O que? – perguntei, arregalando os olhos.

– Você o chamando apenas pelo nome.

– Ah! Nossa – eu disse, respirando aliviada.

– O que você pensou menina?

– Nada – disse apressada – Como eu disse, a dama sempre foi a Kath.

– Muito bem – Stephan disse, parando de rir aos poucos – Continue descrevendo o “Clarkson”.

– É isso. Ele é misterioso. E não se abre para qualquer um.

– Muito bem. Pode voltar para seu lugar.

Agradeci e voltei. Sentei, sentindo meus músculos derreterem. O jornal seguiu mais alguns minutos e depois fomos para o jantar. Fiz de tudo para não olhar para ele, mas quando acabava olhando, ele estava olhando para mim. Se ele acha que depois de hoje, pode simplesmente me olhar daquela forma e ficaria tudo bem, esta muito enganado. Mesmo que ele seja lindo de morrer. Acabamos o jantar e fomos para nossos quartos.

Eu e Kath fomos para o quarto da Ash. Fui principalmente explicar o porque tinha dito que torceria para a Kath e não por ela, mas ela deu de ombros, falando que nem ela torceria por ela mesma. Ficamos conversando alguns minutos sobre Beatrice, que de fato, tinha beijado o Clarkson e depois fomos para nossos quartos. Entrei, já tirando o sapato e largando no caminho. Comecei a abrir o vestido, com dificuldade. Quando finalmente abri, pude finalmente respirar normalmente. Me joguei na cama, me esparramando e de olhos fechados.

– Misterioso é? – Clarkson disse, surgindo em cima de mim.

Dei um grito, chutando e socando o ar. Por sorte, não o acertei. Ele segurou minhas mãos e as prendeu sobre minha cabeça, se inclinando para me beijar. Virei o rosto, o que não foi um problema para ele, que beijou meu pescoço. Continuou a beijar, cada pedaço de pele aparente, desde minha orelha, ate meu ombro. Minha respiração foi ficando acelerada, e isso parecia incentiva-lo.

– Não Clarkson, pare – eu disse, ainda de olhos fechado – Pare, estou mandando.

– Não.

– Pare! – eu disse, começando a puxar meus braços.

Clarkson continuou, sem nem ao menos se abalar com meus protestos.

– Esse vestido é da Katherine – eu disse.

– O que? – ele perguntou, se afastando o suficiente para me olhar.

– Isso mesmo. Sabe por quê? Por causa disso – eu disse, tirando o braço de dentro da manga do vestido.

Clarkson segurou meu braço, olhando de perto, ainda em cima de mim. Sua expressão mudou drasticamente, assumindo uma forma assustada. Ele se levantou apressado, andando para trás, ate encostar na parede. Continuou olhando para meu braço. Sentei na cama, segurando o vestido. Ele passou a mão no cabelo e saiu correndo. Fiquei olhando para a porta, sem entender. Fui ate o banheiro, tomei meu banho e deitei para dormir.

Claro que eu fiz tudo, menos dormir. Então levantei e fui caminhar.

POV Clarkson

Por favor, que eu esteja preso em um terrível pesadelo. POR FAVOR. Entrei em meu quarto, depois de subir aquelas escadarias correndo. Eu tinha mesmo feito aquilo no braço dela? Claro que tinha. Eu não consigo me controlar quando estou com raiva. E vê-la com aquele guarda, meus pensamentos, imagina-la com ele.
Não acredito que fui capaz de machuca-la. Eu definitivamente preciso me afastar dela. E agradecer a Katherine por ter dado cobertura. Fui para o banho e depois fui dormir. Não posso lidar com essa culpa agora.
Mesmo depois do que eu fiz, Amber ainda falou coisas boas de mim no jornal. Ela existe mesmo? As vezes eu acho que vou acordar e nada disso será real. Tudo na minha vida é tão errado.

Peguei o diário em baixo da cama, hora ler terminar de ler aquele capitulo misterioso.


“Acredito que em minha família existe uma espécie de maldição.

Minha esposa faleceu, meu filho mais velho faleceu misteriosamente

e agora, o casamento de Justin e Abby esta entrando em ruínas.

Ele vive me confidenciando de que desconfia de Abby.

Ele certo dia me disse que temia por sua vida.

Que acredita que Abby tenha um affair.

Que escândalo!

Se esse casamento for a ruínas, ou se algo acontecer

a Justin, será o fim da linhagem Illéa.

Se eu ao menos descobrisse a verdade sobre

Meu filho mais velho, Spencer. Não é possível que ele tenha,

simplesmente morrido, sem deixar vestígio

Damon levou a culpa pelo seu sumiço,

mas a verdade, é que ele nunca foi

tão genial assim, para fazer algo desse porte.”

Como assim? Primeiro ele da a entender que minha mãe matou seu marido e depois que seu filho não matou o irmão? Aos comentários de meu pai finalmente faziam sentido. Ele sempre dizia que ela iria se livrar dele como fez com o outro, e ela sempre respondia que foi ideia dele.
Então é isso? meus pais são assassinos? Agora eu estou ainda mais preocupado com meu comportamento com Amberly.

– Não. Eu jamais faria isso! – eu disse, fechando o diário e colocando de volta no lugar.

Levantei, coloquei meu roupão e sai. Preciso caminhar, para esquecer tudo isso, ou pelo menos tentar. Assim que cheguei ao segundo andar, ouvi vozes. Uma em particular, muito familiar. Amberly. Andei em silencio, me aproximando para ouvir.

– Vá para seu quarto Amberly – disse um homem.

– Já disse, quero caminhar – ela disse, calmamente.

– É perigoso.

– Porque? Está sabendo de algo?

– Não seja tola.eu jamais falaria algo para você.

– Porque?

– Porque você poderia correr para o jardim novamente.

– Eu não corri para o jardim. Eu estava lá.

– Para o quarto, por favor!

– Me solte – ela disse.

Ele estava segurando ela? Isso eu não tolero. Sai de meu esconderijo, indo apressado ate eles. Quando cheguei, o mesmo guarda que estava em seu quarto, agora, segurava seu ombro, de forma delicada. Ele olhou para mim, e a soltou, calmamente. Ela olhou para trás, e arquejou.

– O que esta acontecendo aqui?

Amberly recuou, indo para trás do guarda. Ela estava com medo de mim?

– Estava apenas pedindo para a senhorita voltar para o quarto. Esta tarde e estamos sob precaução por causa dos ataques.

– Ela vai caminhar se quiser. Eu assumo o risco.

Na verdade, ele tem razão. Melhor eu voltar para o quarto – ela disse, indo para a porta.

– Amber, espera. Preciso falar com você.

Ela olhou para mim e assentiu, soltando a maçaneta e indo até mim. Estendi a mão para ela e ela a segurou.

Notas finais
Clarkson, Clarkson.. Suas garras estao começando a aparecer.. E o senhor anda muito do safado Joven! Se acalme cidadão! rum! u.u E esse Jake.. hmmm. Bom zenti.. fui de cama, pois estou necessitada de dormir (oi??) Bjooooos :3