Notas iniciais
oiiiiiii! estou um pouco sumida não é?? É q ando cheia de coisas e atividades e provas para fazer, tá fácil não viu kkkkk mas espero voltar a postar com mais frequência. Muito animada e ansiosa pelos próximos livros da tia Kiera, bom, espero que gostem do capítulo. Boa leitura!

" Daniel "

Não conseguia tira-la da cabeça, tentava me concentrar em algo mas ela sempre vinha a mente.

– Filho? filho?

– Ãh? — estava no escritório com meu pai, ele já havia me chamado a atenção umas três vezes.

– Onde você está com a cabeça? — ele perguntou sorrindo.

– Seleção. — falei tentando sorrir.

– Imaginei, algum problema?

– Não, só estou confusa, tantas meninas diferentes, sei lá. — falei derrotado.

– Pelo menos ninguém te chamou de baixo. — ele falou tentando me animar.

– Mas chamou de idiota. — falei entrando na brincadeira.

– Sério? — ele perguntou gargalhando.

– Isso não foi nem a metade dos insultos.

– Quem é ela? — ele perguntou ainda sorrindo.

Fiquei com medo dele reclamar ou puni-la, mas ele estava sorrindo então relaxei.

– Anica. — só de pronunciar seu nome eu senti algo diferente.

– Ah! a menina do abrigo.

– Isso mesmo.

– Já desconfiava. — ele continuou sorrindo.

– Ela ainda está dormindo, será que tem algo errado? — perguntei preocupado.

– Você já foi vê-la?

– Já, três vezes. — admiti envergonhado.

– Nossa! — ele sorria como se fosse a coisa mais divertida do mundo. — Que tal tentar uma quarta? você não vai se concentrar no trabalho mesmo.

– Desculpa, prometo me esforçar mais.

– Tudo bem eu te entendo.

Sai do escritório e segui para o segundo andar, passei pelos quartos das selecionadas até chegar ao quarto dela, bati de leve, não queria acordá-la.

– Entre! — ouvi sua voz, ela já havia acordado, não tinha planejado isso, o que eu iria dizer? com certeza suas criadas já disseram que eu tinha ido vê-la três vezes.

Abri a porta e encontrei ela sentada em sua cama, desfrutando do seu lanche.

– Atrapalho? — perguntei me sentindo envergonhado.

– De maneira alguma — ela sorriu tão lindamente que me senti a vontade para sentar ao seu lado.

– Fico feliz que acordou, achei que teria que te dar um beijo para te despertar — falei lembrando da bela adormecida. Beijá-la não seria nenhum sacrifício, pelo contrario, tenho vontade de fazer isso o tempo todo.

– Estou longe de ser uma princesa. — ela falou envergonhada.

– Eu discordo. — considerando que eu estava apaixonado por ela e que desejava acabar com tudo isso e tê-la só para mim e fazer dela minha princesa.

– Obrigada. — ela falou vermelha, eu não entendo por que ela estava me agradecendo?

– Pelo que?

– O abrigo, você me ajudou, eu não costumo demonstrar fraqueza mas essa situação ... a seleção, me deixa frágil.

Eu entendo o que ela queria dizer, eu também me sentia assim, vulnerável, confuso.

– Você me ajuda eu te ajudo. — falei pegando em sua mão e nossos dedos se entrelaçaram, senti uma corrente elétrica passando por mim.

Cada vez mais me convencia dos meus sentimentos por ela, se pudesse nunca a soltaria, mas como poderia me arriscar se ela não gostava de mim, não do jeito que eu gosto dela. Me perdi em seus olhos novamente, era tão fácil isso acontecer.

– Bem, eu tenho que ir mas você gostaria de um passeio essa tarde?

– Claro! — ela respondeu sorrindo, beijei sua mão e sai.

sabia onde iria leva-la, ela vai amar, tenho certeza. Eu irei conquistá-la.

Sai determinado, nada iria mudar a minha decisão. Caminhava pelo corredor quando encontrei o Murilo,, fazia tempo que não conversávamos.

– Com licença, você parece muito com meu irmão, faz tempo que não falo com ele.

– Muito engraçado. — falei sorrindo — Sabe que eu estou bem ocupado escolhendo uma esposa.

– O mesmo de sempre. — ele falou e então sorrimos — E então, qual beija melhor?

– O quê? — perguntei surpreso, não esperava por essa pergunta.

– Você ouviu — ele sorriu malicioso — Vai dizer que não beijou nenhuma?

– Tem pouco tempo — dei de ombros.

– Ai, fala sério? quem é você? cadê o cara que passou o rodo em metade das princesas d mundo.

– Mas esse é um assunto sério. — falei me defendendo.

Parecia ter tanto tempo, eu gostava de me divertir, aproveitar quando podia, havia ficado com um monte de princesas mas não sentia nada por elas era só físico mesmo, elas eram todas superficiais e vazias.

– E como você vai saber qual será sua escolha se você não provar? — no fundo ele tinha razão.

– Você tem razão.

– Tenho? — ele perguntou surpreso..

– Tem, e eu vou rir muito quando for sua vez.

– Irei me sair bem melhor que você, eu sempre ganho. — ele sorria.

– Menos em esgrima. — peguei em seu ponto fraco, ele não conseguia ganhar pra mim.

– Eu tenho treinado, estou bem melhor.

– Duvido. — falei sorrindo, fazia muito tempo que eu tinha passado um tempo com ele.

Passamos um bom tempo juntos, foi muito divertido, sem rebeldes, sem selecionadas, casamento, nada.

A tarde me arrumei e fui em direção ao salão das mulheres encontrei uma criada e mandei chamar Anica. Depois de um tempo ela saiu, linda como sempre, não pude evitar sorrir.

– Oi.

– Oi. — ela respondeu sorrindo, ela tinha lindos olhos.

– Lembra do abrigo? Quando me perguntou qual o lugar mais gosto daqui?

– Sim.

– Então, gostaria de conhecer? — perguntei um pouco sem jeito.

– Adoraria. — falou entusiasmada.

Peguei em sua mão e puxei ela para o meu mundo. Fomos para o meu lugar secreto, o terraço. Lembro quando encontrei esse lugar pela primeira vez, eu tinha 12 anos, fiquei impressionado com a beleza do lugar.

– É tão lindo. — ela falou encantada.

– Verdade. — mas não me referia a paisagem e sim a ela.

– Gosto daqui tenho a sensação de liberdade, calma, me aproximei dela e quando ela virou ficamos nos olhando por um longo tempo.

– É um lugar muito lindo mesmo.

– Ninguém sabe dela além dos meus pais e eu, é o meu refúgio, aqui eu me sinto em paz.

– Fico muito grata por sua confiança.

– Será nosso segredo. — falou sorrindo.

– Pode deixar — ela sorriu, ela era tão linda e seu olhos ..

– Gosto de você. — deixei escapar, não queria me abrir desse jeito mas não conseguia evitar.

– Também gosto de você. — ela falou ficando vermelha e depois completou — Você é um ótimo amigo, me sinto protegida com você.

– Que bom. — e ali estava de novo a diferença em nossos sentimentos, mas eu não iria desistir — Gosto de te proteger, gosto de estar com você, mas, gosto mais dos seus olhos.

Estávamos bem próximos, quase nos beijando quando uma borboleta pousou na sacada prendendo a atenção dela.

– A Ana iria amar tudo isso. — ela falou e pegou em sua corrente.

– Me lembre de agradecer a ela. — falei tentando recuperar a sua atenção. Não iria desistir fácil.

– O quê? — ela se virou rápido fazendo com que uma mecha do seu cabelo se desprendesse do seu lindo penteado deixando-a ainda mais bela.

– Me lembre de agradecer a ela.

– Porque? — ela pareceu confusa.

Não resisti, coloquei a mecha de seu cabelo atrás da orelha e acariciei seu rosto. Tinha uma pele tão macia, tão tentadora.

Finalmente acabei a distancia que existia entre nós e a beijei.

Um beijo doce, calmo, que me tirava do chão, que me fez sentir o que nunca senti antes. Mesmo tendo beijado varias, não existia ninguém, só ela. Poderia passar o resto da vida assim, estava prestes a pedir para ficar comigo para sempre, quando ela se afastou.

– Desculpa ... eu não posso. — ela falou triste.

– Porque? — foi impossível não notar a tristeza em minha voz.

– Porque ... eu não posso desculpa. — e saiu correndo.

Fiquei arrasado, o que tinha acontecido? eu fiz algo de errado? eu podia jurar que ela correspondia a minha paixão e do nada ela surta desse jeito.

Fui para meu quarto e avisei a todos que não estava bem, fiquei pensando em tudo que aconteceu . Mas afinal, o que aconteceu?

Notas finais
Bom, espero que tenham gostado, comentem aí o que acharam. ; )
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.