Desta vez, não foi necessário tomar embelezadores ou preparar sua mente para convencer-se a fazer amor com Beatriz. Bastava dar vasão ao desejo que estava sentindo, lembrava-se perfeitamente como havia sido e desta vez queria comprovar se havia sido realmente como lembrava, sem influência de álcool, fotos de modelos ou qualquer outra coisa: apenas os dois.

Se acariciam, com urgência de se desnudarem, mas a roupa em excesso, usadas na fria Bogotá, os levava ao desespero. O desespero de amarem-se. Não querem fazer novamente com roupa, querem se tocar, sentir o calor do outro. Armando tenta acessar o pescoço de Betty, puxando a blusa de gola rolê que usa sob o vestido. Enquanto ela tenta tirar-lhe a gravata, para poder desabotoar sua camisa. Estava tanto frio aquela noite que ele usava uma camiseta regata para proteger o peito aquele dia. Nunca esperavam ter que tirar toda aquela roupa com tanta urgência.

Ele mesmo acabou por arrancar sua gravata e jogá-la no chão, enquanto, Betty acariciava-lhe as costas (como ele gostava disso, fazia com que se sentisse relaxado das tensões) desta vez, com mais fervor e paixão, e menos doçura que da noite anterior.

Betty continuou a acariciar suas costas, enquanto com a outra mão desabotoava sua camisa, a qual também tirou e jogou pelo chão, Enquanto isso, Armando conseguiu abrir o zíper de seu vestido estilo jardineira, e tentava com muito esforço tirar-lhe a blusa de gola rolê, sem deixar de beijá-la. Mas não havia como. Logo, sorriu-lhe, deixando de beijá-la por uns minutos e tirou-lhe a blusa para finalmente, beijar-lhe o pescoço e o ombro. Betty, de sua parte, queria acariciar, livremente, aquelas costas e aquele peito que tanto a encantavam, então, aproveitou que a soltara para tirar sua regata e atirou-a no chão.

Assim, livres das roupas, na parte superior, um começou a percorrer o corpo do outro, a lamber-se, enquanto, se contorciam um sobre o outro, ainda de roupa. Betty não sabia se permanecia de olhos fechados ou abria para desfrutar melhor da companhia de Armando. Preferiu continuar de olhos fechados, por conta da timidez. Queria poder alcançar o interruptor, para deixar tudo no escuro, mas de onde estava, era impossível, pois não queria largar dos braços de seu amado, que servia-se de seu pescoço, então, apertou ainda mais os olhos, engoliu a vergonha e deslizou a mão por suas costas, até chegar em sua calça, onde, escorregou as mãos por cima da calça para abrir o cinto e o botão.

Enquanto, Armando beijava seu pescoço e ombro, entre suspiros ela seguiu descendo a calça, acariciando suas pernas (ele gemia ao toque de suas mãos macias) no afã de tirá-la logo. No entanto, ela não conseguia tirá-la. Então, Armando fez um caminho de beijos da boca, pescoço, colo de Betty, passando pelo nascimento dos seios, a barriga, descobrindo aquela Betty, que a penumbra de agora permitia sentir, e que percebia ser bem parecida com que sentira no quarto do hotel na escuridão.

Levantado no sofá, terminou de tirar sua calça, a qual jogou no chão, e aproveitou para tirar as meias-calças de Betty. Betty, de olhos fechados, ansiava por aqueles lábios carnudos avermelhados nos seus, então, sentou-se para continuar a beijá-lo com paixão. Então, se beijaram, loucos de desejo, de olhos fechados dentando-se apenas de roupa íntima um sobre o outro já em posição de fazer amor. Os beijos, há muito, deixaram de ser doces e ternos, agora, eram carregados de desejo, sufocantes, molhados, com as línguas dançando freneticamente. Apesar do aparelho, Betty tinha um sabor doce de morango, amora com mel nos lábios e beijava muito bem. Mas o pescoço dela, assim como toda aquela extensão de pele macia, que viviam encobertas por tanto tecido, também pediam beijos e lambidas.

—Ai, Seu Armando! -suspirava, baixinho, enquanto sentia as lambidas no pescoço e a pressão do órgão de seu querido chefe dentro da boxer contra a umidade escondida por sua calcinha.

—Diga-me, Beatriz!

—Por favor, doutor!

—Quer ser minha, de novo?

—Sim, Seu Armando! Quero ser sua! Sua!

Armando, ainda pensava em carregá-la para o quarto, onde na cama poderiam desfrutar mais do momento, mas a excitação que sentiam não permitia, logo, trataram de se de livrar de suas roupas íntimas, que caíram em alguma parte, pois no sofá só havia espaço para os dois. Betty abraçou pelo ombro, como sempre fazia para beijá-lo. Para os dois significava que estava entregue à vontade dele.

Finalmente, Armando, sentiu Betty pronta para recebê-lo, sentiu o cheiro da feminilidade, o mesmo cheiro que sentira da primeira vez um cheiro doce. Logo, podia adentrá-la, sem medo de machucá-la com sua volúpia. Apesar de já tê-la possuído uma vez (e descobrir que já tinha tido sua primeira vez, o que lhe desagradou muito), sua Betty era tão frágil e estreita e ele tão impetuoso (e estava tão excitado naquela noite para fazê-la sua mais uma vez) que procurava controlar-se. No entanto, Betty, estava tão excitada quanto ele e apertava as pernas em volta dele, deixando- o louco. Logo, dominado pelo desejo, Armando adentrou Betty com ainda mais paixão.

—AAAIII, doutor!

—Te machuco, Betty?

Mas o sorriso de Betty disse-o contrário, então, ele continuou de forma frenética. Dominados pela paixão, os dois deixaram seus corpos experimentarem sensações incríveis.

—Ai, seu Armando! Te amo!

—Também, Betty!

Loucos de paixão e desejo, os dois tocaram o céu com as mãos nos braços um do outro, unidos pelo desejo plenos em uma união de pele e sentimento, onde seus corpos e almas tornaram-se uma e seus corações bate no mesmo compasso, a partir daquele dia.

Após fazerem amor apaixonadamente por duas vezes, continuaram abraçados, exaustos e suados. Então, ele aninhou-a em seu peito esquerdo. Estava tão encantada por ele, que nem sequer virou-se para esconder sua nudez, embora tivesse muita vergonha. Preferia acariciar-lhe o rosto e beijar ternamente seu peito direito, enquanto ouvia o coração de seu amado batendo em seu ouvido. Ele, beijava-lhe a cabeça, procurando não olhá-la nos olhos. Era tão difícil fazer isto agora desde que começou o jogo. Preferiu olhar para o teto, refletindo sobre o momento. Com ela, sentia a mesma paz e tranquilidade da primeira vez, Betty não lhe dava apenas paz, mas saciava-lhe o desejo, de uma forma que, como confessou a Mário, nenhuma das mulheres com que estava andando, satisfazia. Não era uma coisa sexual, pois o desejo ele poderia saciar, fazendo sexo com muitas mulheres como havia feito até poucos dias. Mas era algo maior: era algo que envolvia sentimento, prazer além do carnal e isto não havia sentido nem com Marcela, apenas com Betty. Depois de fazer amor, não queria larga-se dela, queria permanecer ali abraçado a ela.

“Tão doce, tão carinhosa, minha Betty!” -pensou “Não sei, não sei o que esta mulher desperta em mim. Mas é diferente de tudo que já senti em minha vida.”

Por isto, era tão difícil olhá-la nos olhos. Tinha receio. Se antes olhava e falava com a assistente amiga nos olhos, desde que começou a sentir emoção em sair com ela, não podia evitar olhá-la com ternura e desde da primeira vez também com desejo. Era estranho sentir isto por Betty.

Por fim, seus olhos se cruzaram por alguns momentos. O olhar de Armando era cheio de ternura, sensualidade, paixão e desejo. Enquanto o de Betty era misto de inocência, timidez, sensualidade, picardia, amor, paixão. Uma mistura bem perigosa.

Então, começaram a se beijar, primeiro de olhos abertos, depois fechados. Aos poucos os beijos foram tornando-se mais intensos, a respiração dos dois voltava a bater mais forte. Armando começou a apertá-la contra si. Betty queria deixar o amor e o desejo fluir novamente, mas seu lado racional falou mais alto.

—Seu Armando! Estão nos esperando em nossas casas!

—Não, Beatriz! Deixe isto para lá! Fiquemos mais um pouco juntos, vou ficar fora alguns dias.... (beijos)

—Ai, Seu Armando! Sabe que é meu sonho ficar com o senhor todo o tempo possível, mas estão nos esperando.

—Está com frio? Quer que lhe pegue uma coberta?

—Não sinto frio com o senhor me abraçando.

—Que bom! (Apertando-a mais forte, beijando-a na boca e depois no pescoço)

—Mas temos de ir, doutor! Estão nos esperando!

—Está bem!

—Mas antes de ir, gostaria de tomar um banho, tenho que dar um jeito no cabelo também, não posso chegar assim em casa!

—Sim, claro. Tem chuveiro aqui, pode tomar banho!

Betty, então, levantou-se, pegou a camisa de Armando que estava no chão e vestiu-a para cobrir sua nudez, caiu como um vestido para ela, que era tão pequena e magra.

Ele, então, vestiu a boxer e guiou-a até o banheiro.

—Aconselho que use este, o de hóspedes. Banheiro de Mário nunca se sabe. -risos- Já este tem até roupão. Melhor que toalhas. E também sabonete líquido se necessitas!

—Sim, obrigada, Seu Armando! -olhou-o cheio de amor

Do lado de dentro, Betty passava o sabonete líquido no corpo, lembrando das carícias que ele lhe fizera, sentia-se a mais desejada de todas as mulheres. Ele havia sido ainda mais apaixonado e entregue que da primeira vez, falou que a amava, que a desejava, que ela era especial. Se não precisasse mesmo de um banho por conta do suor e do cheiro da loção dele que embriagava sua pele, não tomaria este banho hoje. Mas temia muito seu pai. Enquanto, a água caía por seu corpo, onde antes Armando se servira e abrigara, se abraçava sentindo de novo, cada sensação de prazer.

—Ele é ainda mais divino que pensei. Tão entregue, tão perfeito. Te amo, Seu Armando! Sinto-me desejada e amada pela primeira vez em minha vida!

Enquanto isso, Armando vestiu sua regata de volta, sentia o cheiro de Betty em sua pele. Quando ela não inventava de usar aquele perfume da segunda vez que saíram (que mais parecia um inseticida de tão forte) o seu cheiro era agradável, cheiro de sabonete floral. Simples, mas agradável. Procurou por sua camisa. Aí lembrou-se que Betty a estava usando antes de seguir para o banheiro. Não havia reparado, agora lembrava-se.

—Onde estará? (a camisa estava pendurada na porta do banheiro do lado de fora). Lembrava-se que parecia um vestido para ela, muito sexy. Mordeu os lábios. Sentiu sua excitação voltar, queria abrir a porta do banheiro e tomá-la nos braços novamente.

“Será que ela trancou ou só fechou?” “Será que vai gostar ou vai se assustar?” -pensava

“Lógico que vai gostar, homem! Qual mulher não gostaria de vê-lo invadir seu banheiro para fazer amor? Imagina a Betty!” -pensou no que Caldeiron diria

—Mas a Betty é diferente! Ela é tímida, pode se sentir mal. Melhor deixar para outro dia. Logo, sossego.

Ele, então, serviu-se de mais um copo de whisky para acalmar-se (o segundo do dia), mas não tomou ainda, colocou mais um pouco de suco de tangerina no copo dela. Deixou sua camisa social, calça, sapatos separados na cadeira. Pegou os de Betty e colocou juntos o vestido, a blusa, as meias.

Fez isto para se acalmar um pouco, e tentar não pensar na onda de prazer que invadiu seus corpos há poucos minutos.

Betty saiu do banheiro, vestindo apenas o roupão, pois havia deixado as roupas pelo chão. Ela havia penteado novamente os cabelos de seu jeito, e repassado o gel.

—Meus óculos?

—Estão comigo, no paletó. Mas tenho que ver onde o deixamos. -riso- Relaxe! Beba um pouco de suco.

—Ai, obrigada. Estava com sede!

—Imagino!

Ele virou seu copo de whisky enquanto ela bebia calmamente seu suco.

—Bem, vou me vestir.

—Betty, não precisamos ir tão logo, temos tempo. (Chegou perto dela, tirou-lhe o copo das mãos e o depositou na estante)

—Doutor!

—Estamos trabalhando, estou te passando instruções! (Ele pegou-a nos braços e apertou-a contra si)

—Ai, Seu Armando, não...

(Beijou-a apaixonadamente)

—Não me deseja?

—Sim, muito.

—Então, fique comigo de novo, Betty! Te desejo.

—Ai, doutor...

—Quê?

Beijou-a tampando-lhe toda a boca

Pegou-a no colo e depositou-a no sofá novamente, pois julgou ser mais confiável que as camas de Mário.

—Apague a luz, por favor, doutor! -Falou com dificuldade, em um momento que ele largou de seus lábios para que respirasse

“Como assim? Depois de me amar daquele jeito, do que sente vergonha”

—Está bem, Betty. Mas não vou deixar tudo escuro, como no hotel, não! Na penumbra.

Após apagar a luz, começou a beijá-la apaixonadamente, deixando-a sem ar, tirou sua boxer, deitou-se sobre ela, deixando que sentisse sua excitação por cima do roupão que ela usava e ainda estava fechado. Logo, que ela abraçou seu pescoço, sentindo-a entregue, abriu-o e inclinou-se sobre ela. Desta vez, ela queria fazer amor do mesmo jeito que fizeram da primeira vez: doce, lento de forma a prolongar-se mais e sentirem todas as sensações. Não se lembra de ter feito assim com nenhuma outra. E queria sentir de novo, agora sem efeito de embelezadores. Pois só havia tomado dois copos de whisky e com gelo. Logo, estava sóbrio o suficiente para comprovar se o que havia sentido era real ou efeito da bebida.

—Ai, doutor! Como te amo!

—Também te amo, te amo, Beatriz! -disse sussurrando no ouvido dela, enquanto lhe possuía lentamente.

Betty agarrava-lhe pelas pernas, beijando seu peito, acariciando-lhe suas costas, enquanto com a outra permanecia em seu ombro.

E assim de forma doce e terna, demoradamente, Betty e Armando foram um do outro novamente, como se não existisse ninguém mais no mundo. Nem Ecomoda, nem os pais, Marcela, modelos, Mário ou qualquer coisa.

Armando sentia um outro tipo de prazer, as carícias de Betty eram suaves, relaxantes, mas carregadas de paixão e carinho. Ninguém nunca o tratara assim, apenas como uma máquina de sexo e prazer. Sua Betty mesmo louca de desejo era doce, carinhosa e amorosa; sentia-se o homem mais importante de sua vida.

“Não sei como explicar, mas ele me ama, sinto isso, sinto-o todo meu. Não tenho os atributos que gosta em uma mulher, sou feia, mas ele não parece se importar. Me sinto a mais desejada e amada das mulheres quando me toca, me toma como dele.” -Betty pensava entre gemidos e suspiros.

Após o amor, Betty vestiu o roupão, e sentados ficaram se beijando de olhos fechados e apaixonados.

—Creio que temos que ir, estão nos esperando!

(Beijos)

Mas Armando não queria largar Betty tão cedo. Queria conversar. Estava curioso, queria saber quem foi o primeiro a ter contato com sua intimidade.

Confissões

Então, Betty, com a insistência dele, resolveu libertar sua alma do trauma da primeira vez em que havia se entregue a um homem – Miguel- com quem perdeu a virgindade. Embora, não tivesse planejado a noite de amor e muito menos aquela conversa, ao ser questionada e percebendo o interesse de Armando em saber como foi sua primeira vez e quanto significou para ela, Betty sentiu-se livre para abrir seu coração para aquele, que para ela, era como ela achava que era para ele: um amigo, confidente, a pessoa com quem podia se abrir. Armando era um príncipe, um homem honesto, cavalheiro, que apesar de bravo e neurótico, a maioria das vezes, a tratava com carinho e doçura, que a amava sem preconceitos, com paixão e desejo, mesmo estando rodeado das mais belas mulheres, que confiava nela, mesmo a conhecendo há tão pouco tempo, que havia prestado atenção nela, de uma forma que ninguém tinha prestado. Se ele havia confiado um cargo tão importante como assistente e praticamente a colocado como vice-presidente financeiro, mesmo sem ser oficialmente, colocado toda sua fortuna, todo seu patrimônio em suas mãos, as coisas mais valiosas de sua vida, até então, e agora colocara em suas mãos momentos de intimidade. Por que não confiar nele confiando seu segredo mais íntimo: a primeira vez? Assim ele saberia que, definitivamente, não foi com Nicolás e que este de nada sabia. Seria mais uma coisa que compartilhariam juntos.

Após contar, Betty sentia-se livre, principalmente por demonstrar que confiava nele não apenas ir para a cama, mas para contar-lhe algo que não havia tido coragem de contar nem para seu pai ou para Nicolás em quem confiava tanto, apenas para seu diário e sua mãe: a sua primeira vez. Algo que fez apenas para retribuir a atenção que Miguel parecia lhe dispensar, para afirmar o compromisso, para seguir namorando nos padrões de um casal moderno. Mas que só lhe trouxe decepção, pois foi apenas uma aposta para poderem ganhar dinheiro e burlarem não apenas de sua aparência, mas também de sua dignidade e da sua moral. Betty sentia-se livre de contar sua intimidade, liberava-se de sua dor, ao compartilhá-la, era uma alma livre de novo.

Mas não sabia que com isso, prendia a alma de Armando, em um abismo de pensamentos de culpa. Ao ouvir de Beatriz tudo, lembrou-se das burlas de Mário das quais muitas vezes partilhara. Burlando da aparência de Betty, embora a defendesse muitas vezes, de todos, deixou que Mário burlasse dela e no começo, quando era apenas sua secretária, mesmo admirando sua inteligência, burlou-se dela. Como era doloroso, saber o quanto, ao contrário, ela o tinha como um homem maravilhoso, digno, honesto, amoroso, sem preconceitos. Tentou dizer-lhe tudo, contar do plano, que Mário sabia, que as coisas não eram como ela pensava, mas que poderiam ser a partir daí, que poderia ser o quê ela sonhava, mas que não sabia como seriam no futuro, até pelo menos, a Ecomoda estar livre do embargo, mas que confiava sim nela, como ela confiava nele.

Mas Betty não o deixou, não o deixou falar, confessar tudo o que havia acontecido, como haviam chegado ali, os ciúmes que sentia de Nicolás, o Plano de Mário, tudo. E como ele se sentia agora, em relação aos momentos que passava com ela. Os sentimentos que ela despertara nele, mesmo sem saber exatamente o que eram, mas que só começava a se dar conta agora, depois destas noites em que ela foi totalmente entregue a ele, de corpo e alma, como nenhuma outra.

Notas finais
Sentimentos que não sabia o que eram, mas que não começaram nestas noites, estavam no seu íntimo, mas que por desconhecidos, não havia ainda se dado conta que existiam por ela. Ou não queria admitir que aquela mulher que deitava em seu ombro no carro, de forma tão terna, suspirando e sonhando, era a mulher que, independente de ser feia, roubou sua mente, seu coração e seu corpo. Ou seja, estava loucamente apaixonado por ela.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!