A Segunda Vida De Bree
2 Lembranças
Notas iniciais
Capítulo 1 – Lembranças
– Não se preocupe criança, tudo vai ficar bem agora. – Ele estendeu a mão para mim. E eu a segurei para levantar-me — Nós vamos cuidar de você.
– o-obrigado, obrigado. – a mulher de cabelo castanho se aproximou com um sorriso bondoso.
– Você vai para a nossa casa querida, lá se sentirá melhor e a propósito, eu me chamo Esme – eu tentei dar um sorriso, mais não consegui, não respirava e mesmo assim minha garganta queimava ter aquela humana tão perto era doloroso e difícil. Era como colocar uma cerveja na frente de um alcoólatra que há tempos está sedento.
Levantei-me e dei alguns passos, Carlisle e Esme estavam ao meu lado, pude ver os outros vampiros de olhos amarelos e a humana, ela ainda estava lá, nossos olhos se encontraram por segundos. Era tudo por ela, a guerra, a morte de todos, era tudo por causa de uma humana. Por mais que tentasse não conseguia sentir raiva dela, porque se não fosse por ela, eu não seria uma vampira, e eu sabia que se ainda fosse humana provavelmente não estaria viva, se não fosse por ela eu não teria conhecido Diego ou Fred. Por mais que grande parte de mim quisesse mata-la, uma pequena parte de mim a agradecia, minha vida como vampira não fora muito boa até agora, mais nada se comparava a minha vida humana.
Eu precisava falar com Fred, contar a ele tudo sobre isso.
– Eu tenho que ir a Vancouver.
– O que? – Carlisle perguntou.
– Tenho um amigo, Fred, ele está em Vancouver. Tenho que contar pra ele sobre os volturi e sobre Riley.
Carlisle me olhou com uma expressão estranha no rosto.
– Vamos para casa antes, e lá poderemos conversar o que acha?
– Ok.
Estávamos andando para dentro da floresta quando Jasper se aproximou.
– Acho melhor a levarmos para caçar antes, — ele disse olhando para Carlisle. – Ela é um risco para Bella. — Carlisle olhou para Jasper e depois me deu um olhar pensativo.
– Você tem razão – ela disse.
– Eu a levo — disse Jasper segurando meu braço – Será mais seguro se eu for.
– Eu também vou – disse um vampiro grandalhão, ele me lembrava de Felix e isso me deixou assustada mais quando nossos olhos se encontraram ele sorriu e todo medo que senti se esvaiu.
– Então acho que está tudo bem, eu tenho que ir ver Jacob – Carlisle disse – Não se preocupe Bree, Emmet e Jasper vão te ensinar a caçar da nossa maneira.
– Que maneira? – eu perguntei curiosa, porque eles pareciam ser tão diferentes?
– Nós nos alimentamos apenas de animais Bree, não machucamos os humanos, não matamos. – Carlisle me olhou fixamente – nos tomamos sangue humano, nunca.
– Mais... Eu, eu nunca pensei que isso fosse possível, eu nunca nem imaginei isso. – então eu não precisava mais matar, toda a matança e dor que eu causava acabaria. – Isso é fantástico – eu disse sorrindo, mais eles pareceram apreensivos, do outro lado da clareira pude ver a vampira que se chamava Alice, indo embora com a humana, Edward se aproximou com a vampira loura. – Quero dizer, não ter que matar mais, isso é fantástico.
– O sangue de um animal mantem você forte mais nunca saciada – Jasper disse ainda segurando meu braço – você sempre vai querer matar, sempre vai sentir a queimação quando chegar perto de um humano.
Então era isso, a dor nunca acabaria eu não sabia se seria capaz de ser como eles. Eu queria ser mais não sabia se teria esse controle, Lembrei-me de Jane dizendo que eu não me adaptaria a alimentação deles.
– No começo será difícil – Disse Edward – Mais depois você se acostumará. – ele olhou para Carlisle apreensivo. – Temos que ir, Jacob está mal. – Carlisle me deu um ultimo olhar e depois desapareceu na mata com Edward.
– Vamos – Disse Jasper me puxando. Esme e a loira ficaram na clareira enquanto Jasper, Emmet e eu adentramos na floresta, corremos em uma velocidade inumana, eu estava nervosa, não sabia se isso daria certo. Depois do que me pareceu 10 minutos, nós paramos. Jasper fez um sinal de silêncio, nos escondemos atrás de um enorme tronco derrubado.
– É o seguinte irmãzinha – Disse Emmet — Eu vou à frente pra mostra como é, ok?
– ok. – Irmãzinha?
– Quando você sentir o animal se aproximar você tem que atacá-lo em silêncio. Uma dica: Os ursos são os melhores, você tem que agarrar na cabeça entendeu? – eu acenei com a cabeça – não importa qual é o animal, você tem que segurar bem na cabeça, ok?
– Sim, — Emmet em um estante estava ao meu lado e no outro já estava drenando um urso com o dobro do meu tamanho. Depois foi a vez de Jasper.
Eu me preparei para fazer o mesmo, farejei o urso e em seguida avancei, esqueci completamente tudo ao meu redor, porque podia sentir o sangue do urso pulsando, ele tinha o dobro do meu tamanho. Debateu-se um pouco e rasgou meu casaco, eu consegui agarrar o seu pescoço com muita facilidade, ele ainda se debatia mais parou exatamente quando meus dentes dilaceraram seu pescoço, drenei todo o sangue do urso, tinha um sabor amargo não se parecia nada com sangue humano. Mais aplacava um pouco o fogo na minha garganta, acalmava o vazio corrosivo e persistente do meu estômago. Eu sugava e engolia vagamente consciente de qualquer outra coisa. Então era isso, eu teria que tomar isso por toda a eternidade?
Joguei o corpo vazio do urso no chão e me abaixei sentando-me ao seu lado, Emmet ainda brincava com seu urso e Jasper estava sentando em uma pedra assistindo, eu passei a mão no pelo do meu urso, era macio, o que será que Diego diria disso? Aposto que ele iria querer caçar animais, ele era bom, provavelmente não gostava de matar pessoas. Diego era melhor que eu.
– Então... – Disse Emmet jogando na mata seu urso já drenado – Esse Fred está esperando você em Vancouver?
– sim, ele disse que ficaria lá até amanhã, e depois partiria. – Eu disse.
– E você vai embora com ele? – Jasper perguntou.
– não, eu não sei – eu disse de cabeça baixa e depois olhei para ele. – Depende de vocês, é que é tudo meio novo pra mim, toda essa coisa de vampiros pacificados e família, eu só estou um pouco confusa.
– Não tinha uma família quando era humana? – Perguntou Emmet, ele sentou-se ao lado de Jasper.
– Não, todos do bando eram pessoas da qual ninguém sentiria a falta.
– E como era lá? Refiro-me ao bando, como era?
– Era instável. – Eu forcei um sorriso. – Difícil se manter vivo.
– Já vai escurecer, é melhor voltarmos para casa. – Disse Jasper se levantando. – Consegue nos seguir?
– sim. – Corremos pela floresta, Emmet e Jasper na frente e eu atrás, tentei correr mais para alcançá-los, mais eles eram mais rápidos.
Corremos até uma linda mansão branca, com janelas e portas de vidro. Era ali que eles se escondiam? Os lugares para onde Riley nos levava eram horríveis, nem se comparavam a essa casa. Havia luzes, flores. Quando entramos fiquei ainda mais encantada, eu observava todos os detalhes daquela casa. Entramos em uma sala onde estavam os outros vampiros de olhos amarelos, a humana não estava lá. A sala era grande e iluminada, no centro havia sofás grandes e uma pequena mesa de vidro, era lindo. Emmet e Jasper se juntaram aos outros, eu achei melhor continuar onde eu estava.
– Entre Bree – Disse Carlisle – Sente-se ao meu lado, não tenha medo.
Eu hesitei um pouco mais me sentei ao seu lado, estava entre ele e a vampira Esme. Do outro lado estava Alice, Edward e a vampira loira que eu ainda não sabia o nome, Emmet se sentou ao lado dela e segurou sua mão com carinho, Jasper ficou em pé, perto de Carlisle, pronto para me atacar se eu fizesse algo errado. Todos daquela sala olhavam para mim, eu era o centro das atenções e isso era ruim.
– Bree essa é a minha família, a família Cullen, essa é Esme minha companheira, Rosalie companheira de Emmet, Alice companheira de Jasper e esse é Edward. A humana que viu na clareira é Bella, companheira de Edward. – Companheira de Edward? Isso era impossível, como ele conseguia não mata-la, como ele conseguia aguentar o cheiro?
– Foi difícil no começo – Edward disse, essa coisa de ler pensamentos seria um problema no futuro. – Mais com o tempo você se acostuma. – Ele disse sorrindo, Me acostumar com a humana, isso seria difícil.
– Bree – Carlisle me chamou – Pode nos explicar melhor sobre o exército dos recém-nascidos e sobre o que Edward disse dos volturi?
– Sim. – Todos me olhavam curiosos – Riley nos disse...
– Não – Disse Alice. – Comece quando era humana.
– Esta bem – Droga, eu não gostava de lembrar da minha vida humana. – Não me lembro muito bem, meu pai era muito violento, ele me batia muito. Devia fazer o mesmo com minha mãe, porque ela também foi embora. Eu era muito pequena quando ela fugiu... Não entendia muita coisa. A situação ficou pior. Comecei a pensar que se esperasse demais acabaria morta. Ele me dizia que se algum dia eu fugisse ia morrer de fome. E estava certo. Foi à única vez em que esteve certo, pelo menos com relação a mim. Lembro que era noite, eu estava parada em frente uma lanchonete. Então Riley apareceu. Ele se aproximou e disse: “Quer um hambúrguer, garota?” A voz era gentil, doce. Imaginei que soubesse o que ele ia querer como pagamento pela refeição, e não teria negado. Não por ele ser lindo, mas porque eu não comia nada além de lixo havia duas semanas. Mas ele quis algo diferente do que eu imaginava. . Todos nós éramos pessoas da qual ninguém sentiria a falta e Riley sabia disso, ele sabia que seria fácil. Ele me levou até uma casa abandonada, eu estava assustada, tinha me arrependido de ter ido com ele, ele ficou irritado, estava escuro e depois eu queimava, só conseguia sentir dor As coisas não melhoraram quando eu me tornei vampira. Eu pensava não haver nada mais poderoso neste planeta do que a boa e velha fome. Descobri que a sede é pior. E também era difícil se manter vivo, Na maior parte do tempo eu ficava perto do Fred, ele consegue repelir as pessoas, Tudo está só na nossa cabeça. Ele nos faz sentir repulsa pela ideia de chegar perto dele, ou olhar para ele.
– É um poder incrível. – Disse Carlisle admirado. — Poder passar despercebido por outros vampiros, ser quase invisível. – Ele pareceu um pouco pensativo e depois fez um gesto para que eu prosseguisse com a história.
– Nós caçávamos a noite e durante o dia nos escondíamos, Riley nos tinha dito que queimaríamos se aparecêssemos ao sol. Em uma das caçadas conheci Diego. Nós caçamos juntos, mais quando voltamos o abrigo onde ficávamos estava destruído, já estava amanhecendo. Diego disse que conhecia outro esconderijo. Ficamos em uma caverna perto do mar. Diego dizia que era amigo de Riley, mais o questionava, sobre o porquê da nossa existência, por que não poderíamos saber nada sobre “ela”.
– Victória – Disse Edward entre dentes.
– Sim – concordei – Diego me fez questionar Riley também. Diego fez uma experiência e pôs o braço no sol, E então descobrimos que Riley mentira, mais Diego achava que talvez Riley estivesse sendo enganado por Victória. Quando anoiteceu fomos para o outro abrigo que tínhamos, ficamos em silencio, longe um do outro para ninguém perceber, decidimos seguir Riley e foi assim que descobrimos que ele tinha um caso com Victória, vimos os vampiros de mato negro se aproximar, os volturi, a vampira Jane disse que deixariam eles vivos se conseguissem destruir um clã de Forks, vocês. – Olhei para eles e pude ver a raiva e espanto que se concentrava em cada um dos vampiros daquela sala. – Quando estávamos voltando para o abrigo, para que Riley não percebesse que o tínhamos seguido. Diego disse para eu voltar sozinha, ele disse que queria falar com Riley e que se algo desse errado Riley não saberia que eu também o tinha seguido, ele me disse que isso fazia parte do nosso “plano ninja”. Eu voltei para o abrigo e esperei durante horas, então Riley chegou... Sozinho, ele estava estranho, um dos vampiros do bando perguntou por Diego e Riley disse que Diego estava com nossa criadora. Então contou para o bando sobre vocês, disse que tínhamos que lutar por território, nos deu uma blusa da humana e disse que vocês estariam onde ela estivesse e que tínhamos que lutar. Riley disse que se fizéssemos algo errado nos levaria até “ela” e nos seguraria enquanto ela arrancava cada um de nossos membros lentamente. Depois me chamou em um canto e disse que Diego me esperaria na batalha e que tinha dito algo sobre um plano ninja. Quando amanheceu Riley nos disse que tinha uma época do ano em que poderíamos sair no sol e que estávamos nessa época. Todos acreditaram inclusive eu. Tinha chegado o dia da batalha, ele nos dividiu e disse que nos encontraria lá, então Fred me disse que iria embora, que não seria só mais um peão no jogo de Riley, me pediu para ir com ele, mais eu disse que viria para a batalha buscar Diego, então ele disse que me esperaria em Vancouver por um dia, e que usaria todo o seu poder para Riley não conseguir nem mesmo pensar nele. Nós separamos. Eu vim buscar Diego, não iria lutar, queria apenas busca-lo. Quando eu cheguei todos estavam morrendo e eu não conseguia achar Diego, estavam todos mortos, me obriguei a olhar os restos de corpos. Nenhum deles pertencia a Diego. Eu teria reconhecido até mesmo um dedo dele. Foi então que percebi que a presença de Diego ali era só mais uma das mentiras de Riley. E se Diego não estava ali, então já deveria estar morto. Quando Riley disse como nos puniria se fizéssemos algo errado ele estava narrando à morte de Diego, Fiquei pensando em quanta dor seria necessária para me convencer a trair Diego. Imaginei que teria de ser muita. E tinha certeza de que Diego também havia sofrido terrivelmente antes de me trair.
– Eu sinto muito pela sua perda Bree. – Disse Edward – Posso sentir o quanto ele era importante para você.
– Você o amava? – Perguntou Alice. Eu amava Diego?
– Eu não sei, acho que sim – Disse sincera – Acho que o teria amado mais se tivéssemos mais tempo, não tivemos muito tempo juntos.
– Então — Disse Esme segurando minha mão. – O que vai fazer em relação ao Fred, você vai com ele? Saiba que queremos muito que fique conosco.
– Não se sinta pressionada a ir Bree – Disse Carlisle – E nem a ficar, isso é uma escolha sua.
Eu olhei para todos os rostos daquela sala, eu queria ficar, queria saber como era ter uma família, queria me alimentar de animais e não matar mais. A maior parte de mim tinha medo de decepcionar esses vampiros, como Jane disse, eu era uma vampira selvagem, e também tinha Fred.
– Tenho que ir a Vancouver... Tenho que dizer ao Fred que vou ficar com vocês. – Dei um sorriso.
– VIVA! – Gritou Alice, dando um pulo e batendo palmas, — Eu sabia que você iria ficar. Nós vamos ser tão amigas, eu vou ser a irmã mais velha que você nunca teve. – Eu olhei assustada para Carlisle e ele sorriu. – Esme temos que arrumar um quarto para ela, Bree eu já pensei em toda a decoração. Ai! Nós vamos ser tão unidas, vamos fazer compras juntas, vamos caçar juntas, eu vou te ajudar a escolher suas roupas, vou pentear seu cabelo.
Eu continuei parada a olhando com um olhar assustado.
– Alice pode prever o futuro Bree. – Disse Edward dando gargalhadas.
– Alice a Bree não é sua boneca. – Disse Emmet sério.
– Cala boca Emmet. Bree é menina, é claro que vai gostar das mesmas coisas que eu.
– Talvez ela goste mais das mesmas coisas que eu, já parou pra pensar nisso, ela pode gostar mais de mim. – Emmet disse sério.
Não acredito que eles estavam realmente brigando por isso.
Alice deu uma gargalhada.
– Não pode estar falando sério, é claro que EU vou ser a preferida dela.
– É mesmo? – ele disse com um sorriso irônico. – Pôs fique sabendo sua anã, que ela adorou caçar ursos comigo.
– Só porque ela ainda não caçou comigo seu idiota. Eu vejo o futuro, sei de quem ela vai gostar mais.
– O futuro muda.
– Vocês querem parar. – Disse Rosalie pela primeira vez. – Estão assustando a Bree. – eu sorri para ela em agradecimento.
– Bem... – Disse Carlisle levantando-se – Acho melhor eu leva-la à Vancouver.
–Vamos no meu carro – disse Emmet, e parou em frente à Alice – É mais legal. – Alice fez cara feia e subiu as escadas, Rosalie e Esme foram logo atrás.
– Eu também vou. – Disse Jasper, Eu tinha certeza que ele iria apenas para se certificar de que eu não tentaria matar Carlisle ou Emmet. Pude ver Edward rindo.
– Esta certa – Ele disse, nós dois rimos.
– Eu vou ver a Bella – Edward disse olhando para Carlisle.
O carro de Emmet era um grande Jipe, ele e Carlisle ficaram na frente e eu fiquei atrás, com Jasper do meu lado.
É Bree, essa vai ser uma longa viajem.
Notas finais
Por favor, comentem pra eu saber se gostaram!
=D
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