Notas iniciais
Oi gente, demorou mais chegou!!
OLHEM LÁ EMBAIXO É IMPORTANTE.

POV MAXON



Eu estava nervoso.

Estava mais nervoso do que o dia do meu aniversario de dezoito anos, o dia da seleção e o dia do meu casamento.

Eu estava nervoso pelo meu filho e pela minha filha.

Nunca pensei que em um piscar de olhos aquelas duas crianças iriam crescer tão rápido, e se transformarem em futuros rei e rainha. Não sabia se ficava orgulhoso ou chorava.

Talison o meu menino, forte e inteligente que amava seu povo mais do que amava a ele mesmo, que se preocupava com o bem estar de seu povo mais do que seu bem estar, que eu vi ter noites de insônia pensando em projetos que ajudariam o futuro de Illéa, que aceitou participar de uma seleção para escolher a moça a quem amaria.

Allana tão parecida com a mãe, quantas vezes eu a vi sair do castelo sem segurança alguma para ficar junto de seu povo, para ir a orfanatos, hospitais e casas de repouso, quantas vezes vi ela chegar em casa e sair correndo para o seu quarto para esconder uma pancada que levou de um dos cidadões de Illéa por que não queria que ele fosse punido.

Os dois não eram os filhos que eu desejava ter, eram muito mais que isso. Eram rosas cheias de espinho, mas as rosas que mais iluminavam o jardim que era a nossa vida.

— Pai, o senhor está bem? — Talison colocou a mão em meu ombro e seus olhos azuis brilharam com preocupação.

Sorri para ele, e disse que tudo estava bem, enquanto passávamos pelo salão aonde aconteceria à festa de aniversário.

Talison analisou tudo cuidadosamente.

— Acha que mamãe exagerou? — por fim perguntou.

Observei tudo como ele, mas meus olhos pararam na linda mulher de azul, com o cabelo preso em um coque caprichado, um pequeno colar no pescoço e a voz que saia gentil, enquanto explicava como deveria ser tudo para os empregados e decoradores.

— Não, ela não exagerou, simplesmente está colocando todo o nervosismo dela em cima de alguma coisa. — ouvi-me dizer.

— Mesmo que mamãe odeie festas... — resmungou Talison.

Olhei para ele, era nesses momentos que ele me fazia lembrar a irmã, quando nada acontecia do jeito que ela queria e ficava emburrada. Ele percebeu meu olhar sobre ele e revirou os olhos.

—Há pai, olha só eu e Lanna conhecendo a pessoa com quem iremos nos casar no mesmo dia, não dá né? Você sabe como Lanna consegue ser ciumenta, provavelmente ela ira deixar todas as garotas bem longe de mim.

— Sem contar sua mãe. — lembrei.

Ele fez uma careta infeliz.

— Sem contar a mãe. — repetiu.

Caminhamos um pouco e paramos perto o suficiente para a voz de América nos alcançar.

—...As esculturas de gelo ali, por favor...Alguém já pediu como Lanna quer que aparem a grama?...Não sei se deveríamos mudar a cor, isso daria mais uma correria...O que? Trocar as flores que murcharam, por arranjos coloridos.

Ela parecia muito cansada, como se cada palavra gastasse mais do que deveria do seu estoque de energia. O que não era de se duvidar que estava acontecendo.

Então ela nós viu e seus olhos se iluminaram enquanto ela deslizava para perto de nós.

— O que acharam? — perguntou.

Olhamos novamente para o salão e fingimos analisar o que já sabíamos de cor.

—Está ótimo. — dissera Talison.

— Você é uma perfeita rainha, esposa, mãe e agora decoradora. — disse com um sorriso.

Ela sorriu com alivio como se um peso enorme tivesse saído de suas costas.

—Fico feliz que tenham gostado, eu me vi quase louca de tantas coisas que tenho que fazer em pouco tempo, com sorte já terminei todas elas, e confio que nossos empregados são mais competentes do que imaginamos, nada saiu errado. — disse.

Olhei para o meu relógio e me surpreendi com a hora.

— Mer?! Daqui a duas horas a festa começará, você não devia estar se arrumando?

Ela olhou para o seu relógio e soltou um gritinho de exclamação.

— Estou muito atrasada, as meninas devem estar loucas de preocupação. — sua voz quase se elava num grito — Anellise! — chama.

Uma menina com aparência de dezesseis anos se materializa do lado de América, faz uma reverência exagerada para nós três os cabelos cor de mel caindo em seus olhos âmbar.

Percebo o olhar que Talison lhe lança, um olhar tristemente sonhador.

Anellise fica parada ao lado de América como uma boneca com vida, as pequenas mãos delicadas tentando encontrar alguma imperfeição nos cabelos.

— Sim, majestade. — sua voz era um tintilar de sinos, uma nota musical perfeita que entrava pelos ouvidos e preenchia a alma.

América sorriu com ternura para a menina, que corou e retribuiu o sorriso meio encabulada.

— Terei que sair para me arrumar, deixarei tudo nas suas competentes mãos, quando terminar vá para o seu quarto tem um presente a sua espera, algo para tentar retribuir a ajuda que você me dá há todos esses anos. — disse América os olhos não se desviando dos de Anellise.

Anellise olhou para os lados tentando encontrar um jeito de sair dali, mas viu-se encurralada pela família real.

— Majestade — fez uma mesura — Sabe que nada disso é preciso, estou aqui cumprindo meu dever, que é servi-los.

América riu como se achaste aquilo engraçado e Anellise corou mais ainda. América entregou para ela alguns papeis que segurava e tocou gentilmente a mão dela.

—Com licença— disse por fim e se curvou para nós.

América saiu deslizando pela porta que levava ao jardim agora apenas iluminado pela lua.

Olhei para Anellise que trocava um doce olhar com Talison, sorri para eles e me distanciei.

Por enquanto deixaria-o desfrutar de mais uma amor proibido.


POV ALLANA


O meu coração palpitava descontroladoramente, enxuguei novamente as lágrimas que insistiam em sair, reveleando o que por dentro estava sentindo.

Já havia tentado de tudo para me acalmar, de contar até dez até tomar calmantes que me fizeram ficar zonza e vomitar tudo o que eu havia comido o dia todo, mas nada parecia resolver o meu problema.

Respirei fundo e concentrei meus pensamentos em passarinhos e flores, senti o cheiro doce que elas exalavam e o canto melodioso dos passarinhos, meus olhos se fecharam e agora que podia vê-los... todos estavam voltados para mim como se eu fosse a primavera trazendo a beleza e o calor. Foi como uma onda suave de fogo tivesse se apoderado de mim, abri os olhos e fiz uma pequena reverencia ao meu elemento preferido, ficando sem graça quando uma das empregadas passou e me olhou estranhamente.

Sentei-me numa das poltronas forrada com seda azul turquesa, meu coração mais calmo e confiante, na pequena mesa de mogno ao lado havia uma xícara de porcelana cheia de chá de camomila, havia a marca do meu batom na borda dourada, peguei-a e limpei a marca do batom os meus dedos mergulhando no chá ainda morno.

Então como sempre acontece em momentos estranhos, o mundo pareceu parar.

A delicada xícara escorregou da minha mão e caiu no chão, à porcelana se estilhaçou e vi os pedaços voarem como se tivessem eufóricos, estavam livres! O chá escorregou como uma cobra venenosa, direto para os meus pés descalços, os tirei rapidamente do caminho, ficando numa posição pouco apropriada para uma princesa de vestido,respirei fundo, e coloquei meus pés longe do incidente,pensando em como mamãe iria ficar furiosa quando visse o tapete(presente de casamento do papai)branco com desenhos de flores douradas nas bordas,sujo.

Alevantei-me e coloquei meus pés bem no canto da poltrona, deixando eles longe dos ameaçadores cacos de porcelana, dei um passo para trás, meu pé bateu na perna da poltrona, o alevantei e depois o levei para frente, idiotice minha não ver um brilhante caco de porcelana, que com uma bruta suavidade penetrou no meu pé, mordi meu lábios com força, sentindo uma liquido quente escorrer, nem olhei, sabia que eu estava sangrando e que não iria parar tão cedo.

Pulando num pé só, fui até o pequeno armário e catei uma pequena caixa de lenços de papel e uma garrafinha de água, sentei-me na poltrona que ficava ao lado do armário, encharquei os lenços com água e limpei o corte, com as unhas retire delicadamente o pedaço de porcelana sujo de sangue, e estanquei o sangramento, como não havia esparadrapo por perto fui obrigada a fazer uma cama com os pedaços de papel na sola do meu salto e colocar o meu pé por cima, alevantei-me e enquanto arrastava meu vestido para perto da sujeira.

Bem, eu limpei tudo aquilo.

Pode até parecer estranho, uma princesa limpando o que derrubou, mas cresci aprendendo como se cozinha, por que não como se varre!

Depois disso ouvi uma voz me chamar, alta e imponente, mostrando-me que estava na hora de ir.

Alisei a capa e a saia do vestido, respirei fundo e moldei um cacho com o dedo, fui até a porta e a abri com força.

Sai a passos largos e lentos da sala, como se estivesse dançando.

Ouvi uma risada estridente.

Virei-me na direção contraria da que estava tomando para ir para o grande salão.

Senti uma fúria estranha ao perceber que reconheci aquela risada e que ela não estava no salão.

Bufando fui andando para o corredor esquerdo, meu pé latejando.

Parei, congelei.

Meus braços caíram inertes ao lado do meu corpo, meu queixo foi até o chão, meus olhos se arregalaram de choque e surpresa e lágrimas começaram brotar.

Meu irmão estava se agarrando com minha prima Anellise.

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Gente queria pedir pra vocês dera uma olhadinha na minha finc.

fanfiction.com.br/historia/373062/Princesas_De_Gelo

Espero que gostem, obrigado.

Notas finais
Obrigado por olhar.
Bem desculpa pela demora e desculpe por não conseguir encaixar todos os pedidos, mas no próximo capitulo vai.
Gostaria que vocês dessem uma olhada na minha mais nova finc ( fanfiction.com.br/historia/373062/Princesas_De_Gelo) e veem o que acham, desculpe os erros gramaticais e por tudo gente.
Não era tão importante assim, mas não sei se todo mundo lê as notas finas e notas do capitulo.
BJKS,BJKS,BJKS da Gaby*