A Segunda Princesa
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Não demorou mais que 10 minutos para tirar a maquiagem e a peruca. Mas o vestido tive que pedir ajuda a princesa que me esperava do lado de fora.
— Desculpe a demora. — Disse abrindo a porta — Gostaria de saber como vocês conseguem entrar e sair desses vestidos.
Ela deu uma risadinha, porém não respondeu.
Passamos do corredor e fomos até o jardim dos fundos, aonde se encontrava uma piscina e um local tampado com bolos e o que parecia ser café ou algum chá.
— Chegou aos meus ouvidos que você gosta de bolo.
— A pessoa que lhe passou essa informação, estava mais que certa. — Eu respondi. — Puxei a cadeira para ela se sentar e observei alguns fotógrafos vindo na nossa direção.
— Me Desculpe por isso — ela suspirou — apenas sorria para mim que eles vão embora logo.
Quando ela terminou de falar abri um dos meus melhores sorrisos, melhor do que nunca poderia ter feito antes e como ela disse, foram embora antes mesmo de perceber.
— Então senhor Jason, qual sabor você mais gosta? — Ela tirou um pedaço de um bolo branco.
— Bem... Como minha mãe não tinha lá tanto dinheiro fazia bolo de fubá e as vezes bolo de morango. — Estava olhando para a trilha de bolos.
— Nunca provou bolo de baunilha? — Ela perguntou um pouco abismada.
— Não majestad.. — antes que eu pudesse terminar de falar ela colocou uma colher farta na minha boca.
"Mas que caramba, todos vão colocar algo na minha boca?"
— O que achou? — ela perguntou com brilho nos olhos.
— Hm.. — Eu terminava de engolir o pedaço — É maravilhoso!
Pude jurar que meus olhos se encheram de água pelo sabor doce do bolo.
Ela me explicará o sabor de todos eles e me dava um pedaço na boca sempre que eu respondia que nunca provara.
Foram bolo de chocolate com café, morango com leite em pó, bolo de menta, amora, limão e o último e meu preferido de agora em diante. Baunilha. Nós ficamos conversando sobre a fábrica de alimentos que eu trabalhava e sobre o que ela mais gostava de fazer no palácio, que se resumia em tirar fotos e acompanhar a mãe em suas viagens.
Depois de algum tempo conversando peguei um pedaço do bolo de limão com a minha colher e a levei até a sua boca. Nesse exato momento ouvi um "click" de um fotógrafo. A princesa ficou extremamente corada e disse que o encontro tinha acabado. Agradeci e fiz uma reverência e fui até o salão dos homens. O dia ainda não tinha acabado.
°°°
Estava de volta ao lado de dentro do castelo. Nathan estava ao meu lado e Eduard está a minha frente e ao lado dele, um menino com a pele pouco mais clara que a de Isac, no seu crachá Wid estava estampado. Ao meu lado esquerdo, Romeo olhava para os lados, parecia nervoso.
— Algum problema? — Perguntei olhando para ele. Eduard e Nathan perceberam que o menino estava mais branco do que deveria ser. Ele estava tremendo e a sua boca estava perdendo o tom de rosa.
— Acho que ele vai desmaiar — Nathan se levantou arrastando a cadeira, o que chamou a atenção do rei.... De uma forma negativa.
— Com licença senhor... — O Rei praticamente gritou.
— Na... Nathan.. Majestade. — Ele parou antes de chegar ao menino branco do meu lado. Quem estava branco agora era ele.
— Senhor Nathan, um 4 de Carolina se não me falha a memória — um breve tom de nojo podia ser percebido em sua voz.
— Sim... Majestade — Nathan agora estava de cabeça baixa.
— Poderia me responder, o porquê de se levantar sem uma prévia autorização?
Nathan não abria a boca, podia escutar ele segurando o choro.
— Majestade — Me levantei — Meu amigo do lado não parece está muito bem senhor. — Apontei para o Romeo — Ele está doente senhor.
— E você quem seria?
— Jason — tentei manter a voz firme. Ele parecia ler seus pensamentos caso desse uma brecha.
— Jason. O único 6 que resta. E a única garotinha que está presente aqui. Estêvão! — Um mordomo se aproximou e ele falou algo em seu ouvido.
Eu e Nathan voltamos a nos sentar e o mordomo veio até Romeo e o ajudou a levantar.
A princesa chegou logo depois do acontecido sentando entre o rei e a rainha.
°°°
Estava sonhando com meu irmão novamente. Estávamos em uma sala separados por um vidro, ele estava com a namorada dele, Anne. Os dois sorriam e eu estava sozinha do meu lado então, apareceu outro muro de vidro Nathan apareceu. Ele estava com cara de assustado.
"A....." por mais que tentasse não conseguia escutar o que ele disse.
"Acord...." "Não consigo te escutar!" Tentei gritar, mas minha voz não saia.
Então eu senti algo queimando no meu rosto. A dor ardente começou na bochecha e cresceu até o nariz e testa. Quando abri os olhos estava sendo carregada por Nathan e Isac estava a nossa frente. Estávamos descendo uma escada num espaço pequeno e escuro.
— O que aconteceu? — Perguntei colocando a mão na bochecha.
— Consegue correr? — Nathan parou por um segundo e me colocou no chão — Corra!! — Ele me empurrou escada abaixo.
Passamos 5 minutos correndo e chegamos em um lugar com os outros selecionados e a família real.
A princesa estava rodeada por meninos achando que estavam protegendo-a.
— Um ataque dos rebeldes — Nathan jogou seu roupão em mim e me puxou até o fundo da sala. Ele apontou para os meus seios e só ai percebi — Precisamos conversar...
Depois de alguns minutos todos os selecionados e alguns guardas estavam no quarto subterrâneo.
— Pode começar... — Nathan e Isac olhavam pra mim.
— Hormônios?
— Vamos, não somos burros. — Então Isac falou mais baixo — Você é uma menina?!
Coloquei a mão na boca dele antes que falasse mais alguma coisa. Olhamos para os lados para ter certeza que ninguém tinha escutado.
— Vocês não podem contar a ninguém!! — Pedi com os olhos marejados.
— Como assim não???? — Nathan colocou a mão na cabeça — Podemos ser jogados na prisão — ele sussurrou.
— Aonde você espera chegar? — Isac estava incrédulo.
— Ao coração da princesa? — Foi retórica. E eles ainda olhavam para mim.
Depois de alguns segundos sem falarem nada Nathan balançava a cabeça.
— Você é uma não reprodutora? — Isac perguntou.
Não reprodutora era um nome idiota que o governo tinha nos dado por não ser capaz de reproduzir. Enquanto os reprodutores ficavam em suas casas, nós, "não reprodutores" éramos rebaixados a 8, por sermos uma afronta ao governo imperialista.
— Não me chame assim, soa quase como um xingamento...
Eles ficaram me olhando e eu me senti culpada. Então Nathan me abraçou.
— Não vou te entregar. — Ele me soltou e então ele olhou para Isac.
— Nem eu, irmão. — demos um Hi5.
Nos três suspiramos e demos boa noite e fomos dormi no chão frio, ja que as cama ja estavam ocupadas pelos outros selecionados.
Dormimos aos som de tiros, pessoas gritando e vasos quebrando.
No final daquela noite, não tive sonhos
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