Notas iniciais
Alo Alo vocês sabem que sou eu?

Algo tocava, provavelmente o despertador.
– Jas.... O despertador — chamei pelo meu irmão. Ele dormia perto do despertador, não eu. Por que aquele barulho estava tão alto? — Jas... — então eu abri o olho e dei de cara com um menino ruivo babando do meu lado — AAAAAAH!!!!

Cai da cama de bunda no chão. Não antes de chutar os países baixos de Nathan, que também acordou com um grito segurando seu amiguinho de baixo.

– Por.... Que..... — ele agora estava no chão, chorando.

– Aí meu Deus... Dei... Deixe-me te ajudar.

Fui para perto do menino ruivo e ofereci minha mão para que ele levantasse.

– Eu sinto muito...

– Quem é Jas? — Ele perguntou enquanto esfregava o saco.

– Hm... Minha irmã. — Ele me lançou um sorriso perverso e logo eu entendi o que queria dizer. — Não pense besteira seu idiota! E anda! Saia do meu quarto!
Antes que ele protestasse o puxei e o empurrei para fora do quarto.

"UFA....."

Comecei todo o processo de esconde seios, passa maquiagem para ficar mais masculino e um pequeno enchimento na cueca que o castelo oferecia. Eu tinha meus critérios, não podia deixar aquilo vazio.

David chegou as 7 em ponto, o que me deixou avisada, ele sempre chega na hora.

– Senhor, hoje o senhor irar conhecer a princesa antes do café da manhã.

– Mesmo? — perguntei empolgada de mais o que fez ele rir um pouco.

– Sim e se me permite da uma opinião — ele tirou um terno azul bastante moderno do guarda roupa — ela adora azul.

– Obriga... Do

Peguei o terno e fui para o banheiro, vestindo o mais rápido possível e voltando ao quarto.

– O que acha?

– Perfeito.

– Será que você poderia trocar a roupa de cama hoje David? — Me sentei na cama enquanto ele colocava um sapato preto em mim.

– Claro senhor.

•••

Depois de 20 minutos já estava pronta e descia para o salão dos homens a espera dos outros selecionados.

Me sentei com Nathan (que usava uma calça preta e blusa branca) e Isac ( de Anges). Isac era um cara bonito até. Negro e alto com o cabelo bem enrolado.

– Bom dia princesa — ele me comprimentou com uma reverência feminina, o que me fez rir e retribuir do mesmo jeito, segurando um vestido imaginário.

– Bom dia madames, o que as senhoritas gostariam no seu café da manhã? — Usei minha voz real o que animou os dois meninos para brincar ainda mais.

– Ovos e bacon minha cara Jasonlita — Nathan respondeu cruzando as pernas — E você minha cara Isacquela ? O que gostaria?

– Eu — disse Isac com uma voz extremamente fina, colocando a mão no peito — quero torradas integrais e um suco de laranja. Estou de regime e não quero engordar! — disse ele gesticulando muito.

Quando ele terminou de falar, nos três caímos na gargalhada, atraindo alguns olhares, principalmente de Silvia, que olhou feio para nos três.

– Desculpe. — nos três pedimos quase sem fazer som.

Antes que pudéssemos voltar a conversar, a princesa entrou no salão. Ela era ainda mais bonita pessoalmente do que na TV. Seus cabelos estavam soltos em caiam em pequenas ondas cor de outro pelo seus ombros. O vestido que usava era um verde tão ouro quanto seus olhos.

– Bom dia cavalheiros. Vim conversar com vocês antes do café da manhã. Prometo ser bastante breve. Então vamos começar logo. Artie — quando ela chamou, um menino desmanzelado levantou, ele usava óculos e de longe dava para sentir o cheiro de suor que ele tinha.

– Cara, fecha a boca. Você ta babando. — Isac levou a mão na minha boca limpando uma babá imaginária.

– Não estava babando.

– Mas quase — Nathan riu — tomara que a princesa não ligue para cheiro de suor.

– Tomara que ela esteja em algum lugar ventilado — eu disse.

Eu e os meninos continuamos conversado até que a princesa chamou Isac. Eu e Nathan finalmente olhamos para os lados e percebemos que só restará nos dois ali na sala.

– OK, agora estou nervoso...

– Serio? — eu ri — Nuca falou com uma menina antes? — eu perguntei na brincadeira, mas quando ele olhou pra mim vi que era verdade.

– Eu sempre tive quatro irmãs e atazanando em casa. Na verdade, nunca tinha passado pela minha cabeça que teria uma conversa mais longa que..... "Meu amigo mandou perguntar se está solteira".

Pensei em rir porém vi enquanto ele estava nervoso com isso.

– Ei cara, não fiquei assim — apertei seu ombro — pense que ela é uma irmã sua ou amiga próxima.

Ele sorriu, ia dizer mais alguma coisa porém a princesa chamou pelo seu nome.

Por um longo momento permaneci sozinha na sala. Tinha um espelho numa parede lateral e alguns copos de água, peguei um e fiquei segurando enquanto esperava a princesa.

– Com licença senhor Jason.

– Sou eu... Aliás, eu sou o último — disse rindo nervosa. Ao passar por ela fuz uma reverência e ofereci o copo com água — Achei estivesse com sede majestade.

Ela me olhou com ar curioso, mas aceitou o copo e passou a mão pelo o meu braço. Fomos andando até o salão das mulheres e antes de entrar vi alguns menino já na mesa do café da manhã me esperando.

– Então Jason — ela se sentou em um puff roxo — me fale sobre você.

– Eu venho de uma família que trabalha em fábricas — me sentei no puff rosa que ficava a sua frente — é pequena comparada a outras da minha casta. Eu, minha irmã e meus pais.

– E seus olhos? — perguntou ela me encarando, o que me deixou corada — São de uma cor tão escura.

– Ah... Minha mãe costumava brincar dizendo que é como olhar para o fundo de um poço. Se olhar por muito tempo pode ver o futuro.

Isso era verdade, ela disse logo quando eu e Jason nascemos.

– Interessante. Me lembre de te manter até a elite. Quando a hora chegar irei precisar ver o meu futuro. — ela disse dando risadinhas.

– Sempre que tiver dúvidas ou então quiser saber sobre o futuro pode me chamar majestade.

Ela sorriu novamente e se levantou. Fomos juntos até a mesa do café da manhã e eu me sentei no meu lugar marcado.

A princesa passou pela sua mãe, que lhe deu um beijo no rosto e depois para o seu pai, que só olhou para ela, o que a fez abaixar a cabeça.

– Cavalheiros — ela chamou a todos — assim que o café da manhã terminar, aqueles que eu disse que gostaria de ver por favor me encontrem no salão dos homens. Os demais poderão conhecer o resto do castelo. Bom café da manhã.

Após dizer isso, alguns meninos se entre olhavam. Alguns com cara vitoriosa e outros com dúvida.

– O que será que ela vai falar? — perguntei a Nathan enquanto cortava o pão.

– Não sei... Só sei que Artie e Arthu estavam se vangloriando assim que eu cheguei aqui.

– Ela te chamou? — um menino loiro que se sentava a minha frente perguntou. Consegui ler Eduard no seu crachá.

– Não e a vocês? — perguntei antes de por um pedaço do pão na boca.

– Também não. — responderam em uníssono.

– Tomara que não seja nada de mais.

Notas finais
Ola