A Segunda Lua

3 Uma nova constelação


O sol já havia nascido há muito tempo quando Percy, Annabeth e eu nos sentamos exaustos de baixo de um pinheiro para observar o sol desaparecer atrás das montanhas enquanto recuperávamos as energias.

Havíamos andado em vão pela floresta durante todo o dia à procura de Ártemis. Agora o crepúsculo caia sobre a copa das árvores, lançando sombras fantasmagóricas a nossa volta.

Minha mãe tem que estar aqui, eu pensava comigo mesma, repetindo essa frase em minha mente a toda hora. Mas a noite chegava e trazia com ela o meu maior medo, olhar para o céu e encontrar apenas uma lua brilhando nele.

– Está anoitecendo. – ouvi a voz de Annabeth ao meu lado. – Se quisermos continuar a busca é melhor nos apressarmos.

Concordei. Levantei do chão e no momento em que estendi a mão para ajudar Annabeth a levantar, ouvi algo estranho a 200 metros de onde estávamos. Paralisei, ainda com a mão estendida.

Annabeth pegou minha mão, mas ao ver que eu não a puxava para cima, ergueu os olhos para mim.

– OK, eu levanto sozinha. – disse ela rindo. Então largou minha mão e limpou os joelhos.

Minha mão continuava estendida para o vazio.

– Hei! Eu já levantei. – falou Annabeth ao meu lado.

Farejei o ar sem dar atenção à ela. Em reposta uma brisa leve balançou meus cabelos, trazendo o cheiro familiar que eu tanto esperava.

– O que aconteceu? – perguntou Percy, aproximando-se de mim e de Annabeth.

Annabeth franziu o cenho.

– Eu não sei, de repente ela...

– Mãe! – gritei, e me pus a correr.

Corri pela floresta em direção ao cheiro, tão rápido quanto um guepardo em uma savana africana. Percy e Annabeth ficaram para trás, enquanto eu cortava a floresta como um raio, desviando-se de árvores, pulando riachos e pedras tão naturalmente como se flutuasse sobre elas.

Já era noite agora, mas inexplicavelmente eu enxergava tudo à minha volta, era como uma visão noturna, eu não conseguia definir muito bem as coisas ao meu redor, mas de uma maneira estranha sabia dizer onde tudo estava.

Parei quando vislumbrei uma mulher em um vestido prateado, em pé sobre uma clareira. Um arco em mãos.

– Mãe! – chamei.

Ártemis virou-se tranquilamente para mim, como se minha chegada não tivesse sido um surpresa. E pensando bem, não deveria ter realmente sido, ela provavelmente havia me ouvido se aproximar.

– Gabrielle, não deveria estar aqui. – disse a deusa.

Eu queria atravessar a clareira e abraçá-la. Era um alívio para mim, ver que ela estava bem.

– Eu ouvi você. – continuei. – Mãe você tem que tomar cuidado, eu tive...

Ártemis fez um gesto para que eu parasse.

– Deve voltar ao acampamento. Ordenei as caçadoras que lhe procurassem se algo acontecesse, e é de vital importância que você esteja lá.

– Mas... – comecei.

Nesse momento Percy e Annabeth irromperam pela clareira atrás de mim, Ártemis ergueu o arco para eles, duas flechas já preparadas e apontadas para seus corações.

– Senhora Ártemis. – falou Annabeth.

A deusa suspirou aliviada ao perceber quem era, e baixou o arco.

– Annabeth, Percy. – cumprimentou a deusa com um aceno de cabeça e um leve sorriso.

Vendo que o perigo havia passado, Percy e Annabeth sentaram-se no chão, respirando rapidamente para recuperar o fôlego.

– Da próxima vez que for correr assim... – começou Percy, fazendo esforço para falar.

– Avise. – completou Annabeth no mesmo estado.

Sorri timidamente em um pedido de desculpas.

Ártemis afastou-se até uma árvore, e abaixou-se devagar para analisar o chão.

– Encontrou alguma coisa? – perguntei, ainda junto de Percy e Annabeth.

A deusa franziu a testa. Não parecia ter me ouvido, tão concentrada que estava.

– Onde você está? – sussurrou Ártemis olhando em volta.

Tive uma leve sensação de djavu, aquela cena me parecia familiar.

– Mãe? – chamei.

Ártemis levantou-se em transe. Ela estava no meio de uma caçada, todos os seus sentidos e preocupações voltavam-se a isso. Ela não parecia me ouvir.

– Você pode ser boa em esconder sua presença Selene, mas eu sei que está por aqui. – disse a deusa.

Senti um choque percorrer meu corpo. Meu sonho. Era óbvio que toda aquela cena me parecesse familiar, até mesmo as frases de Ártemis... Eu já as tinha ouvido. Tudo estava acontecendo conforme o que eu havia sonhado. Agora só faltava...

Com um nó na garganta virei-me para um arbusto que se encontrava há alguns metros de distância, e tive que controlar meu coração para ele não sair pela boca.

Lá estava. No meio do arbusto, a haste de uma flecha embebida em Sangue de Corça, apontada diretamente para as costas de Ártemis.

Eu não consigo explicar o que tomou conta de mim naquele momento. Eu só sabia que precisava salvar minha mãe. Não suportaria vivenciar o que eu havia visto no sonho acontecer na realidade. Corri para Ártemis, as árvores corriam ao meu lado como borrões de tinta verde, eu não prestava atenção ao meu redor, meus olhos estavam focados em Ártemis.

Dez passos, cinco passos, três passos...

Ártemis virou-se em tempo de me ver colocar-se a sua frente, e ouvir o barulho da flecha cravando-se em meu peito.

Dor.

Caí para trás, mas Ártemis segurou-me em seus braços e deitou-me no chão da floresta com cuidado.

Com o canto do olho percebei Percy e Annabeth levantarem-se, sem saber direito o que havia acabado de acontecer.

– Gabrielle? – sussurrou Ártemis.

Eu não conseguia falar, sentia meu peito arder, a respiração pesava, o veneno do Sangue da Corça infiltrava-se mais fundo em meu corpo, abrindo caminho por minhas veias.

Ouve um barulho nos arbustos.

O rosto de Ártemis contorceu-se de raiva. Uma fúria descomunal. Senti, mais do que ouvi, Percy e Annabeth correndo em minha direção, enquanto Ártemis levantava-se, os olhos cheios de raiva cravados no arbusto. Era como um predador, pronto para pular sobre sua presa.

Uma menininha ergueu-se do arbusto. Era a menina do meu sonho, aquela que havia sido possuída por Selene. Ela ainda parecia a mesma pobre garota do beco, mas seus olhos não mentiam a respeito de quem estava no controle de seus corpo naquele momento. Seus olhos eram de um vermelho intenso.

A menina sorriu. Um sorriso cruel que pareceu tomar a clareira onde estávamos.

Ártemis começou a tremer e emitir um brilho prateado, a raiva dominava a deusa, uma raiva irracional. Ela não possuía mais controle sobre si mesmo. Percy e Annabeth recuaram com medo que Ártemis viesse a assumir sua verdadeira forma e acabasse por nos transformar em pó.

Ainda de pé, a deusa ergueu o arco e apontou par a menina.

Eu queria gritar, adverti-la de que a menina não tinha culpa, ela estava apenas sendo controlada por Selene, mas eu tinha a sensação de que mesmo se eu houvesse conseguido emitir algum som, Ártemis não me daria ouvidos. Ela estava descontrolada, eu nunca havia visto tanta raiva estampada no rosto de um deus, nem mesmo Ares, e nunca havia sentido tanto medo de um dos deuses olimpianos, nem mesmo quando eu havia tido que falar com Zeus, sabendo que tudo o que ele mais queria era me matar.

– Você vai pagar por isso. – falou Ártemis entre dentes. Sua voz possuía um eco assustador de fundo.

Ela puxou a corda. A ponta da flecha começou a brilhar. Percy e Annabeth recuaram mais um passo, quando o brilho da ponta da flecha consumiu o arco por inteiro e, por um momento, iluminou a floresta como o luar em dia de lua cheia.

Então Ártemis soltou a corda.

Eu tentei gritar, mas era tarde de mais. A flecha atingiu a menina e o sorriso em seu rosto de desfez. Na verdade, todo o seu corpo de desfez, ela literalmente explodiu, e junto com ela a terra ao seu redor fez o mesmo. Explodindo para longe dela.

Era como se uma pequena bomba atômica a tivesse atingido. Uma explosão tão grande que deitou as árvores ao nosso redor levantou folhas e poeira do chão da floresta. Senti a terra rachar ao meu redor, ouvia as árvores caindo ali perto, enquanto um vento descomunal empurrava tudo do seu caminho como um furacão.

Preocupei-me com Percy e Annabeth, pois eu não conseguia vê-los devido a poeira no ar.

Ouvi um grito aterrorizante subir aos céus, e de algum modo eu soube que Selene se fora.

Então tudo terminou.

A poeira da explosão baixou e vi Ártemis ajoelhada ao meu lado, seus olhos cravados nos meus. Não havia mais raiva em seu rosto agora que ela tinha matado Selene. Havia apenas dor.

Percebi a presença de uma espécie de campo de força ao nosso redor, e também ao redor de Percy e Annabeth, que agora desaparecia aos poucos conforme a ventania e a poeira da explosão diminuíam. Ártemis havia nos protegido da catástrofe, a uns poucos centímetros ao nosso redor a terra encontrava-se intacta, mas o chão e as árvores que se encontravam longe de onde estávamos, haviam rachado e caído, era um cenário de total destruição. Como se realmente uma bomba atômica tivesse sido jogada ali. Era difícil acreditar que tudo aquilo havia sido causado por apenas uma flecha.

Ártemis ajoelhou-se novamente ao meu lado e aninhou minha cabeça em seus braços, fazendo uma espécie de travesseiro para que eu deitasse sobre eles.

– Minha filha...

Eu não sabia dizer se sua voz estava fraca, ou se era eu que não escutava mais com clareza.

O olhar da deusa seguia dos meus olhos para a flecha cravada em meu peito.

Percy e Annabeth aproximaram-se com cautela, pois apesar da assustadora expressão de raiva ter sumido do resto de Ártemis, a deusa ainda emitia um brilho prateado ao seu redor, a qualquer momento ela poderia atingir sua forma divina.

– Por que fez isso? – perguntou ela.

Percebi que Ártemis chorava. Eu nunca havia visto um deus chorar.

Reuni forças para falar.

– Ela ia matar você. – respondi, tinha total consciência de como minha voz havia saído pouco mais do que um sussurro, mas imaginei que essas poucas palavras resumiam bem minhas razões.

Meu corpo ainda ardia em brasa e eu sentia dificuldades para respirar, mas eu tentava não transparecer minha dor. Apenas trincava os dentes e agüentava.

As lágrimas escorriam do rosto de Ártemis. Annabeth enterrou o rosto no peito de Percy e a ouvi começar a soluçar descontroladamente enquanto ele a reconfortava ao mesmo tempo em que engolia com dificuldade tentando evitar as próprias lágrimas.

Fitei o rosto de Ártemis.

– Mãe eu...

– Shh. Não diga nada, minha filha.

Tentei erguer minha mão para tocar seu rosto, mas eu não sentia mais meu corpo. Meus músculos não respondiam mais à minha vontade.

Ártemis ergueu o rosto para o céu, em desespero.

– Apolo! – gritou ela. – Apolo, meu irmão! Por favor, preciso de sua ajuda.

– Mãe, não vai adiantar. – sussurrei.

Ártemis voltou-se para mim, a tristeza em seus olhos partiu meu coração. A deusa estava acabada, despedaçada por dentro.

Um luz dourada brilhou à alguns centímetros de onde estávamos, e Apolo apareceu ajoelhado ao lado de Ártemis. Seu rosto também transparecia tristeza.

– Apolo. Por favor, irmão, faça alguma coisa. – implorou Ártemis, seu rosto lavado por lágrimas.

Apolo olhou para sua irmã, a dor de Ártemis o atingia também. Ele não gostava de ver sua irmã sofrer, mas ele não podia mentir para ela. Não havia nada que ele pudesse fazer.

– Me desculpe, maninha. O Sangue da Corça é capaz de matar até mesmo um deus. Eu não posso ajudá-la.

Ártemis começou a balançar a cabeça negativamente, sem aceitar acreditar no que ouvia.

– Não! – gritou ela, então deitou sua cabeça sobre minha testa. – Por favor, não me deixe.

Eu sentia o sangue em meu peito esvair-se rapidamente, e ao mesmo tempo sentia as lágrimas de Ártemis caírem sobre minha testa.

Apolo pousou uma mão sobre o ombro de Ártemis. Devagar a deusa afastou seu rosto do meu, e olhou para ele.

– Não há nada que eu possa fazer para curá-la, mas posso amenizar sua dor. – sussurrou o deus.

Ártemis olhou para mim.

– Vai ficar tudo bem, mãe. – tranqüilizei-a.

Meu coração diminuiu alguns compassos, minha visão embaçou. Trinquei os dentes quando outra pontada do veneno se fez sentir em meu peito. Não, eu não iria gritar.

– Eu te amo. – disse Ártemis, então se virou para Apolo. – Faça o seu melhor.

Apolo tentou sorrir para confortá-la, e devagar pousou a mão sobre minha testa. Na mesma hora senti a dor indo embora, eu não estava melhorando, ainda sentia o sangue escorrer para fora de meu corpo e o veneno penetrar minhas veias, mas agora isso não me trazia mais dor.

Apolo começou a cantar suavemente, e percebi que ele cantava minha música preferida.

Call all your friends (Chame todos os seus amigos)

And tell them you’re never coming back (E diga a eles que você nunca mais vai voltar)

‘Cause this is the end, (Porque esse é o fim,)

Pretend that you want it, (Finja que você quer isso,)

Don’t react (Não reaja)

Enquanto ele cantava percebi o quanto aquela música encaixava-se bem naquele momento. Com dificuldade, virei a cabeça para olhar Percy e Annabeth, e uma lágrima escorreu por meu rosto.

Lembrei-me de tudo que havíamos passado juntos. As doze tarefas, a batalha contra Nêmesis...

And I would have died (E eu teria morrido)

Apolo continuava…

Virei-me para Ártemis.

I would have loved you all my life (Eu teria amado você toda a minha vida)

A deusa ainda chorava.

You’re losing your memory now (Você está perdendo a memória agora)

You’re losing your memory now (Você está perdendo a memória agora)

You’re losing your memory now (Você está perdendo a memória agora)

You’re losing your memory now (Você está perdendo a memória agora)

No momento em que Apolo começou o refrão, memórias invadiram minha cabeça como flashes.

O momento em que conheci Jéssica, eu segurando o céu, lutando contra a hidra, confrontando Ares, ajoelhando-me na frente de Zeus, matando Nêmesis, conhecendo meu pai no reino de Hades, abraçando Ártemis, Jake e nosso primeiro beijo... Todas essas lembranças esvaiam-se enquanto passavam.

Remember the day, (Lembre-se do dia,)

‘Cause this is what dreams (Porque isso é o que os sonhos)

Should always be, (Deveriam sempre ser,)

I just want to stay (Eu só queria ficar)

Minha respiração estava falhando. Ártemis inclinou-se para mim.

– Quem sabe eu volte. Tente renascer três vezes para conseguir conquistar a Ilha dos Abençoados, no Elíseo. Assim como Luke pretendia.

Ártemis sorriu e beijou meu rosto.

I just want to keep this dream in me (Eu só queria manter esse sonho em mim)

– Eu te amo, mãe. – pronunciei minhas últimas palavras.

Meu coração parou, minha respiração cessou, meus olhos se fecharam.

Escuridão.

Annabeth.

Em memória a uma de minhas melhores amigas, eu continuarei daqui.

Após as últimas palavras de Gabrielle, Apolo parou de cantar.

Ártemis delicadamente acariciou o rosto de Gabrielle.

– Eu também te amo minha filha.

Completamente despedaçada por dentro, a deusa colocou a mão em concha sobre a boca de Gabrielle. Percy e eu já havíamos presenciado essa cena antes, muitos anos atrás, quando Ártemis havia feito a mesma coisa com Zoe.

Quando a deusa retirou a mão, havia nela um pequeno ponto de luz prateado. Ártemis o pegou com as duas mãos e o soprou para os céus.

O pontinho voou para as estrelas e desapareceu na noite. Segundos depois algumas estrelas brilharam mais fortemente e senti mais lágrimas escorreram por minha bochecha quando percebi o desenho que elas formavam.

Uma menina com o arco em mãos, guiada pela lua.

Ártemis voltou-se para o corpo de Gabrielle e com cuidado tirou o colar prateado do pescoço dela.

Olhei para o objeto. Gabrielle nunca o tirava, havia sido um presente da própria Ártemis.

A deusa fechou a mão sobre ele. Vi uma lágrima cair de seu rosto. Ela beijou Gabrielle uma última vez.

Wake up is time little girl, (Acorde, está na hora, pequena menina)

Wake up. (Acorde.)

A deusa cantou a frase seguinte da música ao qual Apolo havia parado. Sua voz soou rouca nas duas últimas palavras. Senti meu coração apertado, desejando desesperadamente que o que ela havia cantado realmente acontecesse, mas foi em vão.

Ártemis levantou-se com dificuldade, e Apolo fez o mesmo.

– Eu sinto muito. – disse o deus.

Ártemis secou as lágrimas e Apolo a puxou para um abraço. A deusa não pode mais segurar, e seus soluços de choro ecoaram pela floresta parcialmente destruída.

– Minha única filha...

Desviei o olhar e procurei a constelação de Gabrielle no céu. Mas o que os meus olhos viram, só serviu para aumentar o meu pesar.

A lua estava vermelha.

Chamei a atenção do fato para Percy e ele concordou, cuidadosamente apontado para que eu olhasse Ártemis.

Olhei para a deusa e reparei pela primeira vez que seu vestido prata estava manchado, em alguns pontos, com o sangue de Gabrielle.

Voltei-me para Percy sem saber o que dizer, mas no fim nem precisei pensar. Ele me envolveu em seus braços e juntos sofremos em silêncio.

A Lua de Sangue permaneceu por mais dez dias seguidos. É claro que os mortais acharam mil e uma explicações para aquilo, mas é óbvio que nenhuma chegou perto da verdadeira razão para tal fenômeno.

Quanto à Ártemis, ela parece ter se isolado do mundo, e o único deus que sabe onde ela está é Apolo, mas ele nega-se a contar sobre seu paradeiro. Segundo ele, ela só precisa de um tempo sozinha, a morte de Gabrielle realmente a destroçou por dentro e não é do desejo dela que as Caçadoras a vejam desse jeito.

O Empire State, no momento brilha com uma luz prateada, uma homenagem de Zeus à Gabrielle, por ter salvado a vida de sua filha.

O acampamento está igual ao que sempre foi, exceto pelo fato de o chalé de Ártemis encontrar-se vazio novamente. Mas todos nós nos lembramos de Gabrielle à noite quando nos sentamos ao redor da fogueira para a cantoria, que agora apresenta uma nova música em sua coletânea: Losing your memory, embalada pela constelação brilhante da Filha de Ártemis.

Notas finais
Por favor, não me xinguem pelo que aconteceu com a Gabrielle. O livro ainda não terminou, tenho mais um último capítulo para postar, e tenho certeza que vocês vão se surpreender com o final. :)