A Secret Love
4 Capítulo 4
Notas iniciais
–Violetta, você está me ouvindo? –Dizia a professora me observando. –Você não está prestando atenção. O que você tem? Só temos 4 horas de aula por semana, se seu pai souber que você não está aprendendo nada aqui, eu fico sem esse emprego.
–Desculpa professora. –Disse olhando pra minha professora de piano, ela me dava aula desde os meus 9 anos, aparentava ter uns 50 anos, era um pouco menor que eu, seu cabelo era preto e liso, bem curtinho, seus olhos atingiam um castanho escuro, era bem magrinha, seu nome era Ana, ela era bem legal e educada, as vezes um pouco grossa, mas mesmo assim eu adorava ela.
–Você tá bem, querida? –Ela disse me fitando. –Pode me contar, se quiser.
–Estou bem sim, só estou um pouquinho distraída. Desculpa-me. –Voltei a encarar os livros, mas meus pensamentos estavam longe, pensava no beijo que tive com León, pensava em como ficaria nossa amizade depois disso, pensava em tudo relacionado a isso.
A aula de piano logo acabou, peguei minha bolsa e pus em meu ombro, a abri a procura de meu celular, pois teria que ligar para Ramallo pra avisa-lo que a aula já havia acabo, assim o mesmo viria me buscar, mas não o achei, devia ter o esquecido em casa. Fui andando pra casa, em menos de dez minutos já estava em casa, peguei a chave de casa em minha bolsa e abri a porta, logo vi meu pai com um celular na mão, era o MEU celular em sua mão.
–Por que o filho do Vargas te ligou? EM VIOLETTA, ME EXPLIQUE! Você sabe que não quero que tenha nenhum tipo de contato com os Vargas. –Disse ele alterado, apontando o visor do meu celular a mim, 12 chamadas perdidas do León, merda!
–Eu e ele somos amigos pai. E POR QUE O SENHOR ESTÁ COM O MEU CELULAR? –Eu disse também ficando alterada, quem ele acha que é pra ficar mexendo no MEU celular? Fui até ele e tomei meu celular de suas mãos. Também tentando desviar do assunto. –MEXENDO EM MINHAS COISAS DE NOVO PAI? QUE BONITO! –Gritei.
–Seu celular tocou e eu fui ver quem era. Não esperava isso de você Violetta. Mesmo depois de aquela família ter feito tudo isso em nossa vida? –Disse ele falando alto também, mas não gritava.
–León não fez nada! Ele não tem nada haver com isso papai. –Eu disse, estava muito nervosa, logo senti meus olhos ficarem lacrimejados.
–Violetta, não quero que você converse mais com esse garoto, nem que seja amiga dele, nem que tenha mais qualquer coisa com ele. Você tá me ouvindo? NÃO QUERO VOCÊ PERTO DESSE GAROTO. –Disse German, aumentando seu tom de voz ainda mais. –Você se lembra muito bem do que aconteceu com sua mãe por causa deles, eles são uns vagabundos!
Violetta foi para seu quarto, a mesma já chorava descontroladamente, deitou em sua cama e lembrou desse passado no qual German nunca esquecera.
*FLASHBACK ON*
Era um dia nublado, havia uma previsão de chuva forte, e lá estavam às famílias Vargas e Castillos reunidas, como todos os sábados, eles se reuniam cedo e almoçavam juntos, jogavam cartas e, conversavam enquanto León e Violetta brincavam pela casa de uma das famílias. Já eram 15:00horas, horário de ir para o salão de festas, local repleto de música e dança. As famílias entraram em seus carros e foram em direção ao salão. Chegaram lá em pouco mais de 20 minutos, entraram, cumprimentaram os conhecidos e foram dançar.
León e Violetta, tinham somente 7 anos, eram grandes amigos, eles brincavam no playground, podiam ver seus pais dançando por lá mesmo. Brincaram por uns 45 minutos e foram em direção a área de dança do salão para pedirem aos pais pra pegarem refrigerantes, pois estavam com cede. Mas, ao chegar à área de dança, viram um tumulto e ouviram uma gritaria. Tentaram descobrir o que estava acontecendo e então perceberam que o motivo daquele tumulto eram German e Maria, que estavam em meio a uma discussão.
–VOCÊ ME PROMETEU QUE IA PARAR DE BEBER E É SÓ EU SAIR POR DOIS MINUTOS QUE VOCÊ JÁ ESTÁ COM UM COPO DE CERVEJA NA MÃO. –Maria gritava, a atenção de todos do salão se voltava a eles, León e Violetta estavam assustados com a situação. –Não vou ficar aqui com bêbados. –Disse Maria, logo a mesma se virou para Carlos e perguntou. –Pode me levar para casa? –O mesmo assentiu. Maria o puxou em direção a porta de saída e German foi atrás. Maria virou-se indignada, como ele poderia? –EU NÃO QUERO QUE ME SIGA, ESTÁ ME ENTENDENDO? EU TE ODEIO SEU TRAIDOR. VO-VOCÊ ME PROMETEU. –Maria já chorava, seus soluços saiam junto com sua voz, ela batia no peito de seu marido nervosa.
–Maria, não vamos fazer escândalo aqui. Todos estão olhando. –Disse Carlos baixinho, para que só Maria escutasse. Ela assentiu e os dois foram em direção a porta, Maria ao entrar no carro de seu amigo, bateu a porta com força e soltou um grito. Logo Carlos deu partida.
Todos ainda estavam assustados com tudo o que se passara no salão. Após uns 45minutos as coisas já estavam voltando a funcionar e as pessoas a dançar, menos German, Violetta, León e Helena, mãe de León, que ainda estavam em choque. Helena tentava acalmar German, o mesmo já devia ter ligado umas 15 vezes para o telefone de sua esposa.
Os minutos se passavam, já havia passado um pouco menos de duas horas, e Carlos ainda não havia voltado, German foi procurar a chave de seu carro em seus bolsos, mas algo o interrompeu, seu celular vibrando, German o atendeu na esperança de ser Maria, mas a voz que o telefone transmitia era masculina, e não parecia ser de Carlos.
–Vocês conhecem alguma Maria Saramego?
–Sim, eu sou o marido dela. O que está acontecendo? Quem tá falando? –Dizia German desesperado.
–Sou do corpo de bombeiros, e sinto lhe informar, mas sua esposa acabou de sofrer um acidente de carro, junto a um homem. O homem está bem, mas a mulher infelizmente morreu. –German congelou, Helena já havia passado pra perto dele e o perguntou o que era, mas o mesmo não conseguia responder.
Essa foi a pior experiência que German e Violetta já haviam passado.
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