A Secret Inside
1 Capítulo I - Um segredo
Notas iniciais
Personagens [não estão em ordem de chegada, muito menos em ordem de importância]: Jared e Shannon Leto, Tomo Millicevic, Draco Malfoy, Ron Weasley, Harry Potter, Ginny Wesley, Cho Chang, Hermione Granger, Pansy, Kitty e Pandora.
Observações: Para além das personagens que não estão, de facto, em ordem de importância, vai haver alterações na entrada, chegada e finalização das personagens, assim como a sua caracterização poderá ser diferente da representada nos livros de JK Rowling, que tanto orgulho tenho em ler.
Pequena sinopse:
Jared e Shannon são irmãos.
Habituados à vida sedentária do Haiti, desconhecem a verdadeira entidade de um pai que lhes fugiu demasiado cedo. Apenas Cecília, a mãe adorada dos pequenos, conhece a verdadeira entidade do seu ex-marido que casou com uma mulher muita mais nova que ele, da qual teve dois filhos. Cecilia esconde um segredo.
Com quase menos um ano de diferença, Shannon vê-se obrigado a esconder um segredo que acha que a mãe poderá condenar se descobrir.
Depois de várias lutas com as bolas de futebol que acabavam a levitar apenas com um olhar e de copos rachados no chão, e de simples folhas das árvores caírem sem qualquer rabanada de vento, Shannon apercebe-se que tudo aquilo não é feito por uma pura e simples coincidência, aquilo que ele pensa e deseja acontece. Até aos 8 anos do irmão, Shannon percebe que Jared não consegue responder aos seus truques de maneira fácil, mas sem maldade prefere ajudar o irmão que se limita a ver com os olhos e a comer com a boca o que lhe é mostrado.
Um dia, em pleno verão, uma carta súbita chega sem o ‘dono do correio’ se avistar perto da caixa de entrega de correspondência. Shannon e Jared estão divertidos a fazer ‘truques de magia’ e a mostrá-los aos amigos do bairro que secretamente saiam das suas casas para irem brincar com os jovens Leto.
Odiados pela vizinha, os Leto sofrem em desespero e em silêncio, pobres e sem dinheiro, vivem com a ajuda mensal do dinheiro que a mãe recebe do seu trabalho na farmácia do hospital voluntário de Prince-au-Port.
As cartas continuam a chegar até um certo dia que cessam de vez.
«Querido Albus, há muito que não nos falamos, e com muita e dolorosa pena minha, mas o tempo é escasso, e tenho de admitir que não há espaço para correspondências directas.
Temo dizer Tony há muito que abandonou esta família.
Lamento pelo incómodo que sei que estou a causar a Hogwarts, e os riscos que estou a criar na educação dos meus dois queridos e preciosos filhos, mas não tenho dinheiro para mandar Shannon para a escola, pelo menos durante este ano lectivo. Talvez seja demasiado pedir que espere pelo menos um ano até Jared se aperceber que o que ele e o irmão fazem não são apenas e simples truques de magia, mas sim magia pura e verdadeira, tão verdadeira quanto o sangue que corre nas minhas veias.
Sei que dia menos dias os meus queridos filhos vão ter de desertar para a escola do meu velho e terno ex-marido que ainda amo, mas peço-lhe, mais uma vez clemência. Por favor, mais um ano e libertarei Shannon e Jared das minhas pobres mãos de mãe não-feiticeira, e deixá-los-ei ir em liberdade para Hogwarts. Jared ainda não sabe que os truques que tanto o faz rir são mais que simples coincidências de toques e artimanhas, apenas Shannon sabe o que realmente tudo aquilo é, embora não saiba que é de meu conhecimento tal verdade.
Por favor, e sem pedir mais que isto, um ano! Peço-lhe um ano, apenas um ano, e deixá-los-ei ir com todo o prazer para Hogwarts. Tudo para o bem de Jared que não sabe o que o espera. Este pequeno precisa de acompanhamento, e Shannon é o único que o conseguirá acompanhar, e se Shannon for agora para a escola, Jared ficará desamparado, e eu sou mãe sem marido, preciso de Shannon para acompanhar Jared.
Muito obrigado pela compreensão,
Um abraço,
Cecilia Leto.»
O segredo manteve-se até ao dia, até ao grande dia, um ano depois, dia 25 de Junho quando, finalmente, numa entrega rápida e súbita, duas corujas apareceram junto da porta de entrada de um pequeníssimo apartamento de dois quartos e uma cozinha, com uma muito pequena casa de banho.
Cecilia respira fundo e abre a porta.
As cartas caiem e as corujas saem disparadas para mais uma remessa – era hora de os deixar ir. Uma hora cruel, mas justa e sincera. Cecilia tinha de os deixar ir, mesmo que os pequenos quase ou mesmo nada soubessem daquele mundo, daquele mundo existente de magia e de feitiçaria, de feiticeiros e gigantes, e gnomos, e vampiros, e lobisomens, e dragões e de varinhas, um mundo onde os desejos pagavam os desejos, e onde o dinheiro se guardava num banco de um edifício curvado e estranho.
A história foi contada, Cecilia deu tempo para Jared se habituar à ideia, e tinha sido mais fácil do que ela pensava – ele aceitou, e não só e apenas aceitou como também saltou de alegria e de fascínio – era verdade, tudo com que tinha sonhado era verdade… mas estranho!
Era um mundo estranho, um mundo de magia, estranho, complexo, ridículo, mas real.
Não escapando às lágrimas, Cecilia viu-os partir num táxi fechado que os levava até uma estação longe daquela casa, longe de tudo.
Uma estação que lhes ia mudar a VIDA!
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