Notas iniciais
Dedico a fic à minha Hermana Rosi, por me incentivar a escrever e a postar essa fic.É uma fic diferente, mas feita com muito carinho! Espero que gostem!

O toque do telefone celular o alertou para o que poderia acontecer a seguir. Sua folga provavelmente estava por um fio.

— Grissom – ele respondeu prontamente.

— Gil – falou uma voz conhecida do outro lado da linha – Sou eu, Jim. Desculpe-me por interromper seu momento de descanso. Você tem um minuto?

Se Jim Brass havia lhe telefonado em um momento em que ele sabia que estava descansando, podia ter certeza de que sua tão sonhada e merecida folga acabara. Por que outro motivo o capitão lhe telefonaria?

— Tenho sim, Jim. Pode falar – respondeu sinceramente.

— Temos um novo caso e eu preciso de você e é de extrema urgência. Eu não o privaria de sua folga se não fosse importante – Jim desculpou-se.

Ele suspirou contrariado. Sua tão esperada folga havia ido por água a baixo. Esperara ansiosamente por aquele dia. Tinha tantos planos e agora tudo se evaporara. Havia planejado sair com sua namorada. No entanto, agora deveria adiá-lo. Ela entenderia. Pelo menos era o que ele esperava. Voltou sua atenção para a conversa que mantinha com o capitão Jim Brass.

— Muito bem. Onde é o incêndio? – indagou Grissom com um pouco de ironia, tentando ocultar sua contrariedade.

— Essa você vai gostar, Gil. A vítima se encontra no condado de Clark, na mansão de Richard Pratts.

Grissom deixou escapar um assovio. Brass tinha mesmo razão. Aquele caso era de extrema importância. O endereço referido ficava na região mais chique do Estado de Nevada. Havia inúmeras mansões e a mais imponente era a de Richard Pratts, o magnata dos cassinos em Vegas. Não havia uma única pessoa que não tenha ouvido falar dele e de sua ascensão nos negócios.

— Estou indo.

— Grissom – Brass chamou-o mais uma vez – prepare-se para a repercussão do caso. Será um prato cheio para a imprensa. Não poupe esforços.

— Certo Brass. Minha equipe e eu faremos o possível e o impossível para solucionar esse crime – ele confirmou e encerrou a ligação.

Nem se preocupou em trocar de roupa, por sorte não tinha o costume de ficar tão à vontade em casa. E para falar a verdade, já estava arrumado para sair com sua bela namorada. Sairia da maneira que estava: camiseta preta com uma camisa manga curta listrada por cima, calça Jeans e tênis. Antes de sair, pegou novamente o celular, dessa vez para enviar uma mensagem. Já podia antever a expressão dela ao saber que teriam que adiar o tão sonhado encontro. Ossos do ofício. Digitou a mensagem, leu e ficou satisfeito com o que escrevera. A mensagem dizia o seguinte:

“Amor, infelizmente teremos que adiar nosso encontro. Surgiu um novo caso que exigirá muito da equipe. Prometo compensá-la por isso. Com amor, do sempre seu Grissom.”

Apertou a tecla enviar.

Seguiu para a cena do crime. Seus companheiros e subordinados já se encontravam lá, diante da pesada porta de madeira da magnífica mansão quando chegou. Lançou um olhar inquiridor para cada um. Todos pareciam satisfeitos por estarem ali. Por poderem colaborar na resolução de um caso tão importante. Apenas uma pessoa demonstrava estar chateada.

Entraram na casa e Grissom pôs-se a delegar as funções.

— Nick e Greg, vocês ficam com o perímetro externo. Catherine e Warrick, perímetro interno. Sara e eu ficaremos com o corpo.

Com a ajuda do mordomo da casa, cada dupla seguiu para sua área de atuação.

— Essa casa é esplêndida! Nem que eu trabalhasse mil anos, conseguiria comprar uma assim – comentou Grissom.

Sara apenas assentiu. Seguiram calados para o andar superior. Passaram por várias portas até chegarem na que foi indicada pelo mordomo como sendo a suíte da vítima. Ao chegar na porta, Grissom deparou-se com algo inusitado. Junto a David encontrava-se um jovem homem de aproximadamente 35 anos, cabelos e olhos castanhos escuros, de porte atlético. Ele conversava alguma coisa com o legista do laboratório enquanto este analisava a vítima.

— Os abutres sentem cheiro de carcaça de longe – disse Grissom baixinho para Sara, enquanto apontava para o homem que estava ao lado de Super Dave e que xeretava sua cena de crime.

— Espero que ele não contamine a cena – expressou-se Sara, enquanto caminhavam em direção ao corpo – E espero que terminemos logo esse caso, porque meu namorado me deve um passeio – ela respondeu no mesmo tom, piscando para ele.

— Garanto que ele teve um bom motivo para isso – respondeu Grissom zombeteiro.

A vítima, um senhor de cabelos brancos, estava deitado na cama coberto por um lençol. Quem o visse de longe, pensaria que ele estivesse dormindo, a não ser é claro que se chegasse mais próximo dele. Estava de olhos e boca abertos.

— O que temos Dave? – Grissom o inquiriu.

Antes que Dave pudesse abrir a boca, o homem que estava ao seu lado respondeu:

— Este é Richard Pratts, dono da famosa rede de Cassinos Royale. Ele tem 67 anos. A causa da morte, através de uma análise superficial, ouso dizer que é ferimento por objeto cortante afiado, – ele falou apontando para a vítima – No entanto só podermos ter certeza depois de um exame mais detalhado da autópsia. A hora da morte, levando em consideração a temperatura do fígado e a rigidez do corpo, está estimada entre as 20h00min e 00h00min. E pela dilatação das pupilas, e pela abertura da boca que sugere um grito de espanto, podemos supor que a vítima conhecia seu agressor – declarou o desconhecido quase sem respirar.

Grissom estava surpreso. Analisou-o de cima abaixo. Quem aquele homem pensava que era para tomar o lugar de seu legista? Ele vestia uma camisa branca, gravata vermelha, e terno (as três peças: colete, paletó e calça) cinza e sapato preto. No pescoço trazia um cachecol também cinza. No colete havia uma corrente dourada. Não duvidava nada de que aquele tipo que parecia ter vindo do século passado, estivesse usando um antigo relógio de bolso. Devia medir não mais que 1,80m e tinha o indiscutível sotaque britânico. O seu comportamento era de um lorde. Ficou impressionado com a facilidade com que ele falava de um cadáver, como se fosse especialista.

— E você, quem é? – quis saber Grissom.

— Permita-me que me apresente – começou o desconhecido, corrigindo a postura – Sou o doutor Henry Morgan, legista do Departamento de Polícia de Nova York.

Notas finais
O que acharam? Por favor me digam o que estão achando! Recomende, comente, favorite! Críticas construtivas são bem vindas!Sugestões mande no privado.Bjins da Bia