A Sala de Pelúcia

1 Prólogo: A sala maldita


Notas iniciais
Isso talvez seja só uma one-shot, ou pode se tornar uma fic, não sei ainda. Vamos ver. Mas desfrutem. q

Mais uma vez estava no completo breu. Só que desta vez, quando tentou erguer a própria mão para tentar enxergar apenas seu vulto, notou que algo estava enrolado em seus braços, impedindo que os movesse.

Não... Não somente seus braços, mas havia algo enrolado em seu corpo todo, prendendo-a firmemente, com textura escamosa e pesado.

"Uma... Cobra?" — adivinhou, entrando em pânico. Tentou gritar, mas seu grito saiu como um mero gemido de pavor sufocado. Estava amordaçada.

Ouviu as mesmas risadas agudas e diabólicas de antes explodirem de todos os cantos, ecoando dentro de seu cérebro.

— Como se sente, Mirela? — as vozes donas das risadas perguntaram em uníssono, vindas de todas as direções.

Começou a chorar. De quem eram aquelas vozes? Onde estava? Por que faziam isso? Eram perguntas que rodavam em sua cabeça. Porém, a mais estranha de todas era a que mais lhe assaltava a mente: Por que nunca acertavam seu nome? Já a haviam chamado de Lúcia, Mirela, Anna, Ravena, Carolina, Poliana... Mas nunca de Sarah.

Tentou pedir para que a soltassem, sentindo as lágrimas rolarem quentes por suas bochechas, mas a mordaça a impediu. Soluçou, tentando se mexer, mas a suposta cobra apenas apertou-a mais, fazendo-a ter dificuldade para respirar.

— Você quer ter paz? — as vozes perguntaram.

Tinha certeza de que não seria vista por causa da escuridão, então assentiu minimamente.

Mas eles viram.

— Então vamos acabar com seu sofriment — vários passos macios começaram a rodeá-la, e seu pânico cresceu. A tal cobra já não a prendia mais, e de repente a mordaça também sumira.

Levou a mão à boca, e de repente tudo ficou claro numa explosão de luz.

Comprimiu os olhos. Doía olhar para uma luz tão intensa depois de tanto tempo na mais profunda escuridão. Esfregou os olhos e observou o local pela primeira vez desde que chegara.

Ofegou com o que viu.

Estava no centro de um quarto de paredes impecavelmente brancas. O chão era quadriculado, em preto e vermelho. Não havia janelas nem portas. E ela estava cercada pelos mais diversos bichinhos de pelúcia. Olhavam-na com maldosos olhos vermelhos ou amarelos e sorrisos psicopatas. Todos tinham dentes afiados como navalha, e o pior: a atenção de todos, naquele momento, era ela.

Talvez tivesse sido melhor ficar presa e no breu total, sem saber de nada.

— Bem vinda à família, Sarah.

Ofegou de novo, e dessa vez deu um grito agudo de pavor quando os bichinhos avançaram.

Notas finais
Bem, quero reviews para saber se devo desfiar a fic que explicará sobre a Sala de Pelúcia ou não, e pra saber se ficou bom. qBeijos :*Suh