A Sagrada Filha
17 Gosto de Causar! Sqn.
Notas iniciais
Boa Leitura amores!
Fomos até um homem gordo e barbudo que estava atendendo e deixamos dois dias pagos, já que não sabíamos quantos dias teríamos que ficar ali, qualquer coisa era só deixar a chave em cima do balcão e #partiuAcampamentoMeio-Sangue...
Fomos até o nosso quarto, sim, era um só, mas tinha três camas de solteiro.
- Eu vou tomar banho primeiro! - disse, ou melhor, gritei, para que os meninos não se atravessarem na minha frente.
Peguei uma toalha, minhas roupas íntimas e normais e fui em direção do banheiro. Tranquei a porta, não queria passar vergonha, de novo.
Tirei minhas roupas e entrei de baixo, levando um choque, a água estava fria.. Esperei um pouco e água esquentou, entrei de baixo novamente, desta vez tomando o banho. Fiz o que era necessário e sai, me secando. Coloquei minha roupa e abri a porta do banheiro, fazendo o vapor sair. Penteei meu cabelo e o deixei solto, não ia lutar ou fazer alguma coisa parecia (pelo mesmo é o que eu esperava).
- Achei que tinha morrido la dentro - disse Matheus, Cínico. Mandei o dedo do meio para ele, que riu — Tá, vou tomar banho agora e por favor vocês dois, sem putaria. -corei.
Matheus foi para o banheiro e eu coloquei minhas roupas sujas dendro da mochila, depois via um lugar para lavar.
Sim, estava tentando não fazer contado visual com Joel, o que não estava dando muito certo, já que el ficava me olhando...
- Acho que vai ficar muito tarde se começarmos a procurar hoje, podemos começar amanhã de manhã bem cedo. O que achas? — Já deveria ser 4 horas da tarde, até nos localizarmos levaria um tempo e ficaria escuro demais para procurar Beta e Sam.
- Acho melhor, assim podemos descansar da viagem, aqueles bancos não são muito confortáveis, ainda mais que já lutamos duas vezes hoje. — concordei me jogando na cama, que deu um estralo, parecia que ia se desmanchar a qualquer momento.
- Prefiro que você não pule na nessa cama — rimos — É capaz de termos que pagar e não temos dinheiro suficiente. — apenas concordei.
- Estou com fome. O que vocês compraram na rodoviária? — perguntei, sentindo minha barriga roncar.
- Apenas biscoitos, mas acho que Matheus comeu tudo na viagem..
- Aquele menino parece um saco sem fundo! Nunca para de comer — Joel riu. — Depois de você tomar banho nós vamos em algum mercado comprar alguma coisa para nós comer. — ele assentiu.
Um silêncio se instalou no quarto, apenas o barulho do trânsito lá fora, aquilo estava ficando desconfortável, fazendo eu me mexer na cama e a mesma rangendo com forme meus movimentos.
Joel estava sentado na outra cama olhando para seus pés, como se isso fosse a coisa mais interessante do mundo e fosse a coisa mais inteligente que ele poderia fazer.
Vários perguntas vieram a minha cabeça, muitas delas sem respostas. A Profecia era confusa, o começo era até decifrável, mas e o resto? Mãe-Terra era Gaia, mas quem era o sol, que derrotaria a mesma? Estava ficando confusa e sem esperanças, pode até parecer bobo/idiota, mas tinha medo de não conseguir liderar, de conseguir encontrar Beta e nem Sam, tinha medo de falhar em alguma batalha e algum de nós acabar se ferindo e até morrer.
- O que vamos fazer se não acharmos Sam e Beta? E se falharmos? — disse piscando, meus olhos estavam ardendo, não queria chorar ali, iria parecer que eu era fraca.
- Hey, não fica assim — disse Joel vindo até mim e sentando ao meu lado -, sei que você é uma ótima líder e vai conseguir achar elas. — ficamos em silêncio por um momento — Sei que é nossa missão, que é importante, mas eu percebi que você se preocupa muito com Sam. Por quê?
- Eu não sei ao certo, mas desde que Beta falou de Sam, sinto que devo protege-la, que não devo deixar nenhum monstro chegar perto dela, como se ela fosse minha — levantei meu tronco, ficando sentada ao lado de Joel, olhei o mesmo com um pouco de vergonha — Posso te abraçar? — ele sorriu
- Claro — e abriu os braços. Ele me abraçou com força, e naquele momento era tudo o que eu precisava, me sentia segura nos braços de Joel, até porque ele era mais alto que eu e mais forte, fazendo eu parecer uma nanica ao seu lado.
Ouvimos a porta do banheiro ser aberta e nos separamos, o que não adiantou de nada, pois Matheus no olhou com um sorriso malicioso no rosto.
- Vou tomar banho para que possamos ir no mercado — disse Joel e concordei com a cabeça. Ele pegou sua roupa e entrou no banheiro.
- Seu esganado! Comeu todos os biscoitos, não deixou nenhum para mim — disse fazendo biquinho.
- Oh! Coitadinha, vai ficar desnutrida do jeito que é. — falou ele irônico, em um gesto infantil, mostrei a língua para ele. Ele se aproximou e sentou-se ao meu lado, igual a Joel — Bruh, sei que sou menino e tudo mais, mas sou seu amigo, pode contar sempre comigo ok? Para qualquer assunto, mesmo que seja garotos — Ri de sua última frase.
- Eu sei que posso contar sempre com você e pode ter certeza de que vou contar tudo, ta bom? Fica tranquilo. Ciumento — ri.
- Eu?! Ciumento? Nunca — disse ele emburrado
- Admite!
- Nunca! — ponto da Brunna diva aqui
- Admitiu que tem ciumes mas que não vai admitir — isso ficou confuso (pelo menos para mim, as vezes sou lerda mesmo — EU TO COM FOME! — gritei
Não era para tanto, mas minha barriga estava roncando e eu odiava isso, e também porque eu gosto de causar! Sqn.
Esperamos uns 5 minutos e Joel saiu do banho, tinha passado perfume, sou louca por perfume masculino, já disse para vocês? Se eu pudesse usava, mas acho muito forte para mulheres.
- Vamos, estou com fome... — disse manhosa e saimos do quarto, chaveando o mesmo...
Continua...
Notas finais
Espero que tenham gostado do capítulo, desculpa postar mais tarde, mas é que estava sem ideias mais cedo.
Agora uma pergunta para as Directioner: O Matheus te lembram quem?
Sem Vácuo, Please!
Kisses
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