A Saga dos Deuses
5 Arco 1 - Thanatos - Novos Inimigos: Mais aliados se juntam ao grupo!
Notas iniciais
A espadachim estava pronta para desferir seu ataque contra o inimigo. Porém, a aura que havia em volta de seu corpo, tinha desaparecido por completo.
– Meu poder... – A ruiva não tinha acreditado naquilo. Seu poder simplesmente desapareceu – O que está acontecendo? Diga desgraçado!
O inimigo nada disse, apenas desferiu mais um explosão contra o palco, onde Elesis e Jin estavam. Por sorte, o ruivo foi rápido e puxou a garota, para que a explosão não agarrasse na mesma.
– Ora, vamos lá! Por que vocês não ficam parados, hein? — O inimigo caçoava deles, enquanto soltava mais e mais explosões contra os dois.
– Droga... será que ele não vai parar? – Perguntava Jin para Elesis. Agora os dois estavam escondidos embaixo do palco. Eles sabiam que aquilo não iria protegê-los para sempre. Teriam que contra-atacar.
– Já chega! Não vou ficar aqui enquanto aquele infeliz destrói tudo lá fora! – Resmungava a garota – Eu já disso a ele, que quem iria destruir tudo era eu!
– Mas... então é assim que você quer assistir a Amy?
– Por mil diabos! Eu não vim ver a Amy! Eu vim aqui para chamar vocês três para combater a ira dos deuses! – Gritou, um pouco alto demais.
– Oh... então quer dizer que, os deuses estão destruindo a terra que eles mesmo criaram? – O garoto não poderia se conformar com tal injustiça – Chega! Vamos destruir esse maldito de uma vez por todas!
– É assim que se fala!
Os dois se dirigiram para fora do palco, e encararam o inimigo, que ainda estava a flutuar.
– E então, se rendem? – Perguntou enquanto descia ao chão.
– Nos render? Acha mesmo que nos renderíamos assim? – A ruiva ainda mantinha seu espírito de luta aceso. Claro, não iria desistir tão fácil.
– Então, vamos lá! – O inimigo levantou a mão, fazendo mais uma esfera de energia ser lançada, atingindo-os, e os fazendo voar.
– Desgraçado! Golpe Brutal! – A ruiva, mesmo no ar, conseguiu lançar sua seqüência de ataques.
– Patético! – Segurou a espada da ruiva com apenas uma mão, enquanto com a outra deu um soco no rosto dela, a fazendo recuar com o impacto e cair no chão.
– Eu não entendo... minha energia está baixa! – A garota não entendia o porque, mas não estava conseguindo mais se levantar.
– Ainda não entenderam? – Apontou a mão novamente para os dois, fazendo Jin entrar em modo de defesa, porém não atacou, apenas falou – Estão vendo isso? – Mostrou uma espécie de esfera que ficava na palma de sua mão – Isso se chama Energy Absorver! É usado para absorver energia.
– Absorver... – Começou Jin.
– Energia? – Terminou Elesis.
– Aham!
– Ei... esse rosto... eu já vi esse rosto antes! – Gritou Elesis.
– É mesmo. Essa é a Evillis! Do Templo da Sintonia! – Por fim, exclamou Jin.
– Evillis? Não. Eu sou muito melhor que ela. Eu sou Mecha Evillis! – Mecha Evillis então tira seu capuz, revelando ser um andróide.
– Mecha Evillis? Uou! Então quer dizer que o Thanatos não conseguiu ficar longe dela, não é? E por isso resolveu recriá-la em forma de um robô... realmente. É doentio! – Caçoou Elesis.
– Um Robô? Eu sou um andróide! – Exclamou Mecha.
– Não importa! Andróide ou robô, eu vou acabar com você! – A ruiva se revolta, indo pra cima de ‘’Evillis’’ novamente, empunhando sua espada no ar – Giro Luminoso! – Avançou contra ela, fazendo uma seqüência com sua lâmina.
Porém, o resultado foi o mesmo. O andróide pega a espada de Elesis e a joga no ar, quebrando por completo a sua lâmina.
– Oh, nossa. Realmente, essa espada é bem vagabunda – Ria Evillis, enquanto olhava a espada de ruiva no chão, quebrada
– Elesis! – O amigo da ruiva correu para ajudá-la – Você está bem?
– Minha espada... – A garota olhava a sua espada quebrada, enquanto lágrimas escorriam por seu rosto.
– Você está... chorando?
– Eu... eu...! Aquela espada... foi o meu pai que deu! – A garota se levanta com uma aura de fúria ao seu redor.
– E-Elesis... – O ruivo se assusta com a atitude da amiga, dando alguns passo para trás.
A ruiva levantou-se indo na direção de Mecha Evillis, com seus punhos cerrados. Estava de cabeça baixa, mas dava-se pra ver que em seus olhos, chamas de ódio queimavam.
– Você vai pagar! – A menina realmente estava irritada. Não se sabia como ela iria lutar agora, estava sem espadas. Há não ser que... – Maldita!
– Como vai lutar sem sua espada, garotinha burra?!
– Eu não preciso de espadas para te derrotar! – Ela levantou seus punhos indo em direção a Evillis, socando várias e várias vezes o rosto da andróide.
– Elesis... – Jin estava realmente assustado pela atitude da garota ruiva.
– Morra, morra, morra! – Continuava a dar repetidos socos. Porém, seus ataques foram interrompidos pelo andróide, que já estava com sua bochecha meio amassada.
– Desgraçada...! – Mecha Evillis se revolta, tentando revidar os golpes que a ruiva havia desferido nela. Porém, na mesma hora Elesis segura os punhos da andróide, o quebrando – Droga! Você quebrou o meu punho, maldita!
– Eu quebrarei a sua cara também! Não se preocupe! – Do nada, punhos brilhantes aparecem nas mãos de Elesis – O quê? Punhos?
– Não pode ser! Sua espada se quebrou! Como pode punhos aparecem em seus punhos?!
– Eu não sei. Apenas apareceram! – A garota agora estava num estado de pensamento tão insano, que nem percebeu o golpe que havia dado – Vôo do Dragão na Nuvem! – Enormes dragões flamejantes começaram a dançar em volta do andróide, criando um grande turbilhão de fogo.
– Mas, como! Eu não consigo absorver a energia desse golpe! — Gritava Evillis.
– Desse você não vai absorver! – Os dragões pararam de dançar, e subiram aos céus, descendo em seguida, atingindo o andróide e o destruindo por completo.
Várias peças avulsas estavam espalhadas pelo chão, enquanto Elesis caminhava na direção de Jin.
– Jin... – A garota cai nos braços do amigo, ficando inconsciente.
– Elesis... você lutou bem. Agora descanse – Falava o ruivo, enquanto afagava os cabelos da amiga.
* * *
– Muito, bem! Quem está ai? – Perguntava Ronan, enquanto tentava se esquivar de vários galhos e raízes o atacavam.
– Meu nome é muito sagrado para ser falado por meros humanos! – Uma voz se manifesta ao longe.
Edel já estava perdendo a paciência com isso tudo. Por que Ronan não parte logo pra violência? Ele prefere falar a lutar!
– Ronan! Diplomacia não irá adiantar com esse cara... ou seja lá o que for! – Se irrita a garota. Ela queria acabar logo com isso, por isso, empunha seu florete e o faz pegar choque – Lâmina Espectral.
– Edel, calma! – Ronan coloca a mão no ombro da amiga, tentando acalmá-la.
– É por isso que continua fraco! – Edel responde com ignorância, o que faz Ronan ficar com uma expressão triste em sua face – Me... me desculpa, Ronan! Mas conversar não vai adiantar nada. Precisaremos lutar!
– Tudo bem, Edel... – Responde com seu semblante triste – Vamos lutar, então!
– É assim que se fala! – Com o seu Florete ainda eletrificado, ela avança contra a floresta, cortando todos os galhos e raízes que via pela frente.
– Malditos! Estão machucando a floresta! – Gritava a voz – Não vou permitir! – Várias árvores começaram a sair de seu lugar e a andar, indo em direção aos dois guerreiros que estavam correndo contra a floresta.
– O que é isso? Guerreiros da natureza? – Pergunta Edel, de deboche.
– Precisamos mesmo destruir as árvores?
– Claro que sim! Ainda temos que derrotá-las se quisermos derrotar o inimigo a nossa frente!
– Então, vamos lá, Força Glacial – O arcano levanta seu gládio, fazendo várias estrelas de gelo congelarem as árvores.
– Vão pagar!
– Humpf! Vamos pagar? Veremos então! – Edel continuava a cortar as árvores com seu florete, enquanto Ronan as cortava com seu gládio.
Logo, todos os guerreiros-árvore estavam caídos, derrotados e cortados. Os dois lutam muito bem juntos. Mas, a voz ainda continuava irritada.
– Maldição! Como ousam destruir a floresta?! – Uma figura salta do meio da floresta, caindo bem na frente dos dois guerreiros, que estavam parados agora.
– Ótimo! O covarde finalmente resolveu aparecer! – Antes de dar um golpe, Edel é acertada com um soco, que a faz voar a bater numa árvore – Argh! Maldição!
– Edel! – O arcano ia se virar pra ajudar a amiga, porém recebe o mesmo golpe.
– Não se preocupe, você vai junto com ela!
Edel e Ronan haviam batido com muita força na árvore, a fazendo quebrar e cair por cima das pernas dos dois.
– Droga! Que dor! – Agonizou Edel, enquanto tentava tirar o tronco pesado de sua perna, usando o florete.
– Edel, use a flintock! Dê um tiro no tronco. Talvez ele se quebre – Sugeriu o arcano.
– Vou tentar! – A garota tirou a arma de seu bolso – com muita dificuldade, é claro – e atirou contra o tronco, o fazendo partir ao meio.
– Ótimo! Agora vamos cuidar daquele inimigo! – E apontou seu gládio na direção do inimigo.
– Humfp! – A pessoa nada fez, apenas esperou que os dois tomassem a frente. Abaixou sua cabeça e ficou olhando para o chão.
– O que aconteceu? – Pergunta Ronan, notando o estado em que o inimigo se encontrava.
– Eu não sei. Mas essa é a oportunidade perfeita para atacar! – Levantando seu florete, corre na direção do inimigo.
– Tolos! – O inimigo levanta suas mãos, fazendo várias raízes prenderem Edel.
– Edel! – O amigo corre para tentar ajudá-la, porém acontece a mesma coisa a ele.
– E agora? Estão presos! E não poderão sair dai a menos que eu os liberte!
– Droga! E agora o que vamos fazer Ronan?! Temos que achar um jeito de sair daqui! – Edel se contorcia, tentando achar um jeito de sair daquela armadilha.
– Eu não sei! A magia dele é forte demais!
– Morram de uma vez! – O inimigo ia dar o último golpe nos dois, porém, um enorme raio atravessa as raízes, as fazendo partir – O que é isso?
– Não deveria atacar meus amigos! – Uma figura aparece ao longe.
– Quem é você? Eu te matarei também!
– Não, você não vai! É uma peninha, mas vou te dar uma surra!
* * *
– Então, é aqui? – Pergunta uma figura misteriosa, com um capuz.
– Claro que é. Senti uma forte energia vinda deste lugar! Não posso estar enganada! – A outra figura misteriosa responde.
– Você pode ter se enganado dessa vez. Afinal, todos erram, não é?
– Já disse que não errei! – A outra pessoa se irrita, fazendo algumas pedras voarem com sua raiva.
– Está bem – A primeira pessoa começa a andar, sendo seguida pela outra, logo atrás.
– Ei, me espera seu inútil! Espera! Cadê a Mary?
– Eu não sei. Talvez eu tenha dado um jeito nela... – Ri o primeiro.
– Maldito! Se você tiver feito alguma coisa com ela, eu vou...
– Estou só brincando. Acho que ela vem logo ali atrás – Apontou numa direção – Então, vamos?
– Claro.
* * *
– Elesis! Elesis! – Amy tentava acordar a amiga com leves tapas na cara da mesma.
– Hum... – Elesis ia acordando aos poucos. Abria seus olhos lentamente, observando o local em que estava — Onde estou?
– Ora, está no mesmo lugar em que estava antes – Responde a rosada histérica – Eu não acredito! Como você teve coragem pra vim aqui e destruir o meu show?!
– Eu... – Ainda estava um pouco tonta devido a energia que fora sugada de seu corpo – Eu... não destruí nada!
– Amy, calma. A Elesis salvou a gente! Ela lutou contra a Mecha Evillis! — Exclama Jin.
– Mecha Evillis? – Pergunta Azin, que até então estava calado.
– É, uma dos guerreiros da sintonia.
– Guerreiros da sintonia? – Amy e Azin perguntam em uníssono.
– Sim – Elesis se intervém – É assim que são denominados os guerreiros de Thanatos.
– Thanatos? Mas nós o matamos no Templo da Sintonia! Como ele pode estar vivo? – Interroga Amy.
– Simples: Zeus o reviveu. E agora ele e os outros deuses planejam destruir Ernas. Por isso vim aqui pedir ajuda a vocês três – Explica a ruiva.
– Pedir... nossa ajuda? Então quer dizer que você está pensando em reunir a antiga Grand Chase?
– Sim, Amy, é isso mesmo. Eu, o Ronan e o Ryan já estamos dentro! E vocês, o que dizem?
– Eu topo! – Grita Jin colocando sua mão no centro.
– Eu também! – Amy coloca sua mão em cima da de Jin.
– Eu também vou! – Azin faz a mesma coisa.
– Então ta. Vamos dar uma surra nos deuses! Grand Chase, avante!
Fale com o autor