A Saga do Olimpo
5 Capítulo V - Aliança
O homem encapuzado andava em um campo florido, debaixo de um clima ensolarado e agradável. Ele chegou até uma torre que de tão grande era impossível ver-se o topo. Olhou para cima e suspirou:
- Mas que coisa... Hermes me acorda cedo para mandar uma porcaria de mensagem justamente para Zeus... Ai, ai, terei que subir essas malditas escadas...
Subiu a longa escadaria por um tempo que o homem encapuzado não sabia se foram horas ou minutos. Até que chegou a um prédio anexo à torre. Para seguir em frente, era preciso passar por esse prédio. Entrou lá se anunciando:
- Bom dia, sou Darko, mensageiro do deus Hermes e vim mandar uma mensagem para Zeus.
Um grupo de pessoas que conversava alegremente parou abruptamente de falar e olhou para Darko. Até que um deles se pronunciou:
- Ah, uma mensagem? Pode ir, mas cuidado com o que vai dizer, afinal esse templo serve para meditação de Zeus-sama, portanto ele não deve estar muito a fim de aborrecimentos.
- Aah sim, obrigado. Tchau, tchau, Blitzes.
(Blitz é a elite do exército de Zeus. São aclamados como os guerreiros mais poderosos de todo o Olimpo).
Darko seguiu caminho até a Torre de Zeus. Um cosmo gigantesco tomava conta do local, porém o cosmo era tranquilo e relaxante. Darko percorreu toda a sala impressionado com a decoração estonteante e belíssima, até que chegou à pessoa visada. Zeus estava sentado de maneira desleixada em um trono dourado. Seu cabelo louro-prateado e sua aparência jovial destacavam-se na sala repleta de encantos.
- Mensagem de Hermes, suponho.
- Exatamente, Zeus.
- Não me lembro de ter te dado tanta intimidade assim, mensageiro – diz Zeus, erguendo as sobrancelhas.
- Perdoe-me, Zeus-sama – diz Darko, sorrindo.
- Qual é a mensagem?
- Sim, de fato, a mensagem. Devo salientar que a mensagem foi considerada como urgente por Hermes e trata-se da situação em que a Terra se encontra. Como você, ops, o senhor já deve saber, Ares está se mobilizando. E Hermes diz que participará da guerra ao lado da Deusa Athena, assim como Hefaísto e Afrodite. Ao mesmo tempo em que esclarece sua posição nessa guerra, indaga o seguinte: “Em que lado o senhor estará, Zeus-sama?”
- Hum... Essa situação está se agravando. Pelo jeito uma batalha sem precedentes está prestes a acontecer. Que problemático. Apollo, Arthemis, Athena, Ares, Hermes, Hefaísto, Afrodite... Quem mais irá tomar algum partido? Droga... Bem, como obviamente devo mandar uma resposta, diga a Hermes que manterei minha opinião já dada no Círculo do Destino. Não tomarei partido, seguirei indiferente, ficarei neutro.
- Então essa é sua resposta final? – diz Darko – Decepcionante... – murmura em seguida.
- O que disse, maldito?
- Iih, merda, ele me ouviu!
Zeus ataca Darko, que corre. Este, porém, não vê a coluna à sua frente e bate de cabeça nela, caindo de costas no chão.
- Mas que diabos...? – diz Zeus, entre risos.
- Hehehe, que situação hein, Zeus-sama? Bem, vou-me. Adios, muchacho!
- Hahahaha, que cara engraçado, até que ele não é má pessoa. E parece ser bem forte, escapar de um ataque meu a essa distância... Interessante.
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O chão árido que exibia apenas areia quente tremia sob a pressão de duas forças ameaçadoras. O cosmo que se elevava dos dois homens era muito maior do que a imaginação humana poderia alcançar. A noite ameaçava chegar, substituindo o calor sufocante por um frio de congelar os ossos. O ar ficava pesado com todo o poder do Titã Prometeu e de Phobos, o homem que era o terror encarnado.
- Vamos começar a luta de verdade, Prometeu – disse Phobos de forma intimidadora.
- Aceito o desafio, Phobos.
Phobos fecha os olhos e eleva seu cosmo ameaçadoramente. O cosmo negro que está concentrado em suas mãos toma cada vez uma forma mais caótica, mais densa, mais aterradora. Phobos abre os olhos, que agora não passam de uma esfera vazia, um vácuo que tomou o lugar dos seus olhos. Phobos lança as esferas negras que estavam em suas mãos de encontro a Prometeu. Este se utiliza das mesmas linhas que sugam cosmo que usou anteriormente. O golpe é sugado, mas antes do contra-ataque de Prometeu, Phobos já estava a menos de 1 metro de distância do Titã, com outra esfera em suas mãos, lançada no rosto de Prometeu.
Prometeu se levanta, com o rosto banhado de sangue, com uma expressão de fúria. Uma fúria divina.
- Maldito... Agora você vai sentir todo o poder de um Titã enfurecido.
Prometeu usa sua agilidade fora do comum para atingir Phobos dezenas de vezes com socos e chutes na velocidade da luz. Quando Phobos já se encontrava no ar, Prometeu concentra seu cosmo gigantesco e põe as mãos no chão:
- Ignis Fatuus, Snake Attack!
Sob o crepúsculo, uma roda de fogo encontrava-se no chão, da qual saíram serpentes gigantes de fogo. O fogo, porém, não era um fogo qualquer, que os humanos estavam acostumados a ver. Era um fogo multicolorido, que emanava um calor inimaginável, um calor que revigorava. Mas Prometeu não queria revigorar. Queria destruir. E esse fogo fazia isso com maestria.
As serpentes de fogo atingem Phobos no ar, causando uma explosão intensa. O barulho da explosão misturou-se aos gritos de dor e ira de Phobos que cai misturando areia com sangue. Ele se levanta com o corpo inteiramente ensangüentado e ombreiras destruídas. Sua roupa preta e dourada ganhou uma nova coloração: a do sangue.
O braço direito de Phobos começa a tremer e lentamente adquire garras, mas Phobos interrompe o processo, o que lhe custou um grande esforço. “Não posso usar isso agora, controle-se”, pensa Phobos.
Prometeu ataca Phobos, que se esquiva, mesmo com os ferimentos, e joga Prometeu para longe. O Titã está de joelhos, pensando em um jeito de eliminar Phobos definitivamente. A resistência de Phobos já estava cansando Prometeu que tinha uma missão a cumprir, e sabia que seria difícil apenas os 4 garotos concluírem sozinhos. Portanto, era crucial sua vitória.
Porém, o desejo de vitória de Phobos também era enorme. Os dois estavam dando tudo de si nessa luta, apesar das motivações diferentes, o objetivo de ambos era apenas um: vencer.
Phobos estava com a adrenalina a mil e ficava cada vez mais agitado e tendo leves tremulações no braço direito. Com o aparente intuito de não forçar o trêmulo braço direito, Phobos concentra seu cosmo no braço esquerdo, criando uma energia densa e escura com seu cosmo sinistro. A energia começa a tomar forma, adquirindo o formato de uma espada longa.
- Prometeu, o fato de eu usar minha Vacuum Bladesignifica que seu poder não deve ser subestimado. Mas isso acaba aqui.
Phobos avança e, mesmo estando a alguns metros de distância, brande a espada e uma rajada negra de energia vai de encontro ao Titã, rasgando o chão durante a trajetória. Prometeu tenta se defender indo para lado e usando suas linhas que sugam cosmo, todavia as linhas são absorvidas pelo poder de atração da onda negra vinda da Vacuum Blade. Após absorver as linhas de Prometeu, a onda muda de trajetória, indo à direção ao Titã, que dá vários pulos para trás. Para não ser atingido, Prometeu improvisa um escudo de cosmo que é sugado pela onda, porém, a onda começa a crescer e não agüenta a própria massa, se decompondo. “Esse ataque foi perigoso, essas ondas produzidas pela sua espada se assemelham muito a buracos negros, tenho que tomar cuidado.” Pensa Prometeu.
A troca de golpes que se seguiu após o ataque frustrado de Phobos foi feroz e violenta. Os adversários se enfrentavam com terrível brutalidade e o sangue, naturalmente, não deixou de aparecer, maculando o chão árido com seu brilho rubro.
Aparentemente equilibrada, a vantagem da luta, porém, estava com Prometeu. O braço direito de Phobos estava tremendo mais do que nunca no calor da batalha, e isso atrapalhava tanto o ataque como a defesa. O guerreiro de Ares estava sendo constantemente acuado, até que ele foi obrigado a usar seu braço direito. No pequenino espaço de tempo durante o percurso do braço ao rosto de Prometeu, o braço aumentou de tamanho, as mãos adquiriram garras longas e afiadas. O braço direito de Phobos tinha se tornado totalmente negro com manchas roxas escamosas. O impacto do punho de Phobos no rosto de Prometeu foi enorme, e fez o Titã ser jogado longe até cair na areia de costas.
“Droga, tive que usar a minha última carta na manga”, pensou Phobos. “Nada mal, uma semana de cama ouvindo sermão de Ares.”
Prometeu se levantou e viu Phobos de pé à sua frente, com o braço direito alterado e a Vacuum Blade na mão esquerda. Prometeu tenta um chute, defendido por Phobos que ataca rapidamente com a Vacuum Blade acertando um dos ombros do Titã.
No ferimento, era possível observar uma particularidade, uma pequena camada roxa escura de cosmo se instalava ao redor do corte. Com o passar do tempo, a camada de cosmo se expande e se transforma em uma esfera de cosmo girando ao redor de Prometeu que olha espantado e diz:
- Mas isso é...!
O giro toma mais e mais velocidade, até desaparecer por completo juntamente com Prometeu.
- Fim de batalha – afirma convicto, Phobos.
“Agora ele está preso na minha dimensão artificial, que sugará todo o seu sangue exposto pelo ferimento causado pela Vacuum Blade”, pensa Phobos. “É impossível ele se teleportar para fora da minha dimensão, afinal essa não é uma dimensão comum, nem mesmo um Deus como ele conseguirá sair de lá.”
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Os olhos de Prometeu miravam o nada. A pupila havia se dilatado ao máximo na inútil tentativa de enxergar alguma coisa naquele mar de escuridão. Uma terrível e implacável sensação de claustrofobia tomando conta do metabolismo de Prometeu, e uma dor aguda em um dos ombros, que Prometeu, em meio à agonia, não sabia dizer qual era.
O Titã tentou pôr a mão no ferimento, mas algo o impediu. Não era nada físico, era apenas cosmo. O cosmo sinistro da Vacuum Blade. Prometeu acende uma tocha com seu cosmo, a fim de ver o que acontecia com o seu ferimento. De relance, viu o que era. Seu sangue estava lentamente sendo sugado pelo cosmo negro ao redor do seu ombro ferido. De alguma forma, o Titã sabia que tinha alguma relação com a dimensão estranha em que ele se encontrava.
Ele precisava sair dali. A única maneira possível de transitar entre dimensões era o teletransporte. Porém, alguma presença externa à dimensão impedia Prometeu de se teleportar. Algo desconhecido. Algo que precisava ser superado. E rapidamente.
“Concentração. Foco. Determinação.”
Nada acontece. A dor continuava, a falta de ar provocada pela claustrofobia e o ar rarefeito do lugar continuava. O sofrimento continuava. Nada mudava.
Ele não tinha tempo. E sabia muito bem disso. Se não saísse de lá logo, todo seu Ikhor, o sangue divino, seria sugado. E só sobraria a morte. Morrer. Uma palavra tão controversa para um ser imortal. Uma palavra poderosa, como todas as outras. Morrer era impensável. Ele tinha uma missão a cumprir. Uma missão que só ele poderia cumprir.
Ele não tem tempo a perder.
“Concentração. Foco. Determinação. Cosmo.”
Seria difícil. Sim, seria. Prometeu não imaginava que sairia tão ferido da batalha. Pelo jeito, ajudar aqueles garotos seria impossível, eles teriam que se virar sozinhos. Mas Prometeu tinha esperanças de que outros deuses pudessem se aliar a Athena. Ela estava longe de ser odiada, tem fortes aliados. Os garotos de bronze nunca ficarão sozinhos. Prometeu se concentrou, se focou no seu objetivo, estava determinado a sair de lá e seu cosmo queimou ao limite.
Finalmente conseguiu, perdera muito sangue, mas nada que o impedisse de lutar. Perdera o braço ferido. O braço ficou para trás. “Maldita dimensão complexa”. Tudo ficaria mais difícil agora, corpo frágil devido à perda do sangue, um dos braços faltando. Entretanto, nada disso importava. Prometeu estava novamente frente-a-frente com Phobos. A luta iria recomeçar.
- Ei, Phobos, por que essa cara? – pergunta Prometeu, desdenhosamente.
Phobos se espanta, mas logo se recompõe do susto.
- Impressionante você ter saído, mesmo tendo esquecido-se de um dos braços. Parece que o resultado da luta já está óbvio. Eu vou vencer!
- Quanta autoconfiança. Espero que essa pose não seja infundada.
Phobos soca o chão, causando um tremor. O braço direito dele está afundado pela metade na areia. Porém, segundos depois, a verdadeira finalidade do soco ao chão foi descoberta por Prometeu, que se desviou do ataque por baixo do braço escamoso de Phobos. Ainda no ar, Prometeu teve que escapar de uma onda negra da Vacuum Blade. Mal toca os pés no chão, já recebe golpes em alta velocidade de Phobos. A força e a velocidade de Phobos aumentaram consideravelmente e era bem perceptível a expansão da camada escamosa pelo seu corpo. Toda a metade direita de Phobos estava totalmente negra com manchas roxas.
“Essa é a verdadeira força dele, mas que droga... Terei que recorrer a essa técnica? Justamente nessa situação? Merda, sairei em estado gravíssimo dessa luta.”
Caído no chão, o Titã pensa em tudo isso, pálido pela perda de sangue, abatido pelos golpes furiosos de Phobos, cansado pela exaustiva batalha.
Já era noite, o intenso e infernal calor dera lugar a um frio seco. A brusca variação de temperatura do deserto, porém, passou despercebida aos dois guerreiros que lutavam sem resultados. Prometeu não tinha mais tempo. À medida que o corpo de Phobos se transformava mais agressivo ele ficava, inteiramente dominado por um único pensamento: destruir. A selvageria dos seus ataques estavam sobrepujando o seu oponente, quebrando seu corpo, esmagando suas tentativas de vitória.
Prometeu tentava achar uma brecha. E logo a teve. Phobos atacou ferozmente, mas sem sucesso. Prometeu puxou o braço do inimigo para baixo, desequilibrando-o. Aproveitando-se da guarda aberta de Phobos, o Titã criou uma serpente de fogo com o mesmo fogo multicolorido de antes, atingindo Phobos em cheio e jogando-o ao chão.
Prometeu ganhou alguns segundos, tempo este suficiente para concentrar uma quantidade enorme de cosmo. A imagem de um cavalo prateado formou-se atrás dele. O cosmo estava condensado em uma pequena esfera. Phobos levanta-se e observa o fenômeno, até que toda a energia contida na esfera se dispersa. Nada acontece. Nada externamente visível, pelo menos.
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Água. E um cavalo prateado com uma expressão calma, como se estivesse zombando do sofrimento alheio. O ar se perde, não se absorve oxigênio. A água entra pelos pulmões, dando sensações de agonia. Ele se esforça para sair de lá. Inutilmente, claro.
O cavalo prateado observa. Apenas observa. Parado, olhando fixamente Phobos se debater debaixo d’água, tentando achar uma saída, mas há um meio de fugir da própria mente?
Phobos em meio a seu desespero descomunal, não percebe nada além do próprio sofrimento. Ele tem que sair dali, precisa sair dali. Mas é impossível. A percepção da inexorável verdade aumenta o sofrimento, mas não diminui a tentativa. Tentativa e fracasso. Após o fracasso, mais uma tentativa. E mais um fracasso. Um círculo vicioso que só não é eterno porque nem mesmo a vida do imortal é eterna. Um dia aquilo ia acabar. Ia ser pior ou melhor? Como saber?
Phobos, porém, não queria nem saber. Usa toda a sua força para se manter vivo, afogado na mente, tentando achar sua superfície.
A luz da esperança se acende, pois o cavalo prateado perde a forma até desaparecer e a água desaparece. Só sobra a areia. O céu noturno, a areia fria e as estrelas.
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Essa técnica de Prometeu exige um controle cósmico perfeito e uma quantidade enorme de cosmo. O Titã não conseguiu o efeito esperado, Phobos não tinha morrido. Mas seu estado não era nada bom. Estava tendo convulsões e cuspia água. Sim, água. Esta podia não ser real, mas a mente fez ser real. A ilusão de Prometeu, que controla a mente fazendo a pessoa ter alucinações de afogamento faz ser real. Um pouco mais de tempo e Phobos estaria morto.
O estado físico de Prometeu, entretanto, não permitiu esse uso espantoso de cosmo. Ele cai no chão, inconsciente, fraco, sem mais poder.
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Deimos aparece no deserto com seu habitual capuz. Ajoelha-se e observa a água caindo do queixo de Phobos e percebe seus batimentos cardíacos quase inexistentes. O seu corpo já estava normal, porém havia marcas de queimaduras em meio ao profundo ferimento causado pelo fogo de Prometeu.
“Esse imbecil... Quase se suicidou” pensa Deimos.
Deimos vê Prometeu caído alguns metros adiante. Rapidamente, faz menção de eliminá-lo, mas é imobilizado por duas pessoas vestidas como humanos normais.
- Quanta covardia, Deimos. Atacar uma pessoa inconsciente. Ares não vai gostar de saber disso. – diz sarcasticamente Darko, dessa vez vestindo uma jaqueta de couro com uma camisa roxa escura por baixo, uma calça preta e tênis branco. – Aliás, gostou da minha roupa humana? Eros insistiu que vestíssemos para disfarçar, como se algum humano viesse nesse fim de mundo...
- Cale-se, Darko! Viemos resgatar Prometeu – diz Eros, rapidamente mudando de assunto.
Deimos se desvencilha da imobilização e eleva seu cosmo, desafiando para o combate.
- Não crie coragem desnecessária. Pode ir embora levando esse moribundo para seu covil, Deimos. Você sabe muito bem que suas chances contra nós dois são mínimas. – diz Eros, bruscamente.
- Cale-se, Eros. Eu vou acabar com os dois e depois executar o Titã.
- Você deve ganhar todas as partidas de Pôquer no Templo da Guerra para achar que tem tanta sorte, Deimos. – diz Darko, sorrindo maleficamente e elevando seu cosmo a um nível que causa tremores no chão.
Deimos analisa suas possibilidades, porém Eros e Darko avançam e Deimos mal tem tempo de reagir. Rapidamente a mão ágil de Darko está apontando para o coração do guerreiro de Ares, em uma sutil ameaça e Eros com um dedo na jugular de Deimos, mostrando que a qualquer momento pode estourar essa artéria.
Apesar do risco de Deimos morrer no mínimo movimento, ele reage, novamente escapando das mãos dos dois guerreiros e fugindo com o corpo de Phobos.
- AAAH, MERDAA!! – grita Darko.
- O que foi?!? – questiona, alarmado, Eros.
- O maldito furou minha jaqueta!
- E EU COM ISSO? – grita em resposta Eros dando uma tapa no pescoço de Darko.
- Aliás, impressionante Deimos ter escapado e ainda mais nos ferido, mesmo que levemente.
- De fato, incrível. Mas vamos adiantar logo o serviço e tirar Prometeu daqui, ele está quase morto. Vamos fazer os tratamentos básicos e levá-lo para Afrodite.
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Darko e Eros adentram no Templo de Afrodite carregando o corpo inconsciente de Prometeu. Apesar de ser chamado de templo, a própria Afrodite não gostava do termo, afirmando que o lugar perdia a beleza com uma denominação tão formal quanto templo.
De fato, o lugar parecia um jardim enorme com uma mansão bonita e bem-construída no meio. Não havia monumentos da Deusa do Amor, nem do seu filho do Eros nem nada que retratasse eventos históricos. “O lugar tem que ser bonito, não um museu”, diria a belíssima e bem-humorada Afrodite. Esta, aliás, faz jus ao título de deusa da beleza. O intenso negro dos seus cabelos ondulados em perfeita sincronia com a pele morena e as curvas sinuosas do seu corpo. Qualquer indivíduo que se aproximar de Afrodite, será enfeitiçado pelo seu perfume inebriante.
Darko, enquanto anda pela trilha que leva à mansão, observa a perfeita simetria do jardim, todas as decorações combinando impecavelmente. Eros, já acostumado àquela visão paradisíaca, apenas olhava para o caminho à frente.
- Tivemos sorte, Darko. Se chegássemos um pouco mais tarde, Prometeu seria um cadáver. Fora a presença de Deimos, ele não agüentaria os ferimentos e morreria sem que ninguém se intrometesse.
- É verdade...
Eros abre a porta da mansão e vê Afrodite e mais 5 pessoas sentadas na sala de estar, aparentando estarem preocupadas.
- E aí? – questiona Afrodite.
- Ah, vou bem, obrigado por perguntar. – responde Darko.
- Falo do Titã, imbecil.
Darko sorri.
- Ele está bem, Senhora. Sua situação é crítica, mas pudemos atrasar a morte dele. – diz Eros.
- Ótimo, cuidarei dele a partir daqui. E pare de me chamar de senhora, filho desnaturado!
Darko ri até chorar.
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