Em Uma Pequena Cidade da Grécia

Sofia tem 17 anos, desde pequena mora em um orfanato, assim que ficou mais velha começou a ajudar a cuidar das crianças menores, ela é uma moça bondosa, possui um caráter muito justo, seus longos cabelos são castanhos escuros e olhos castanhos, seu sorriso encanta todo mundo, sempre está sorrindo e cantando pelos corredores do orfanato, ela possui uma voz muito suave, os pequenos sempre se acalmam quando ouvem o seu canto.

Ela dá muito amor a todos e seu objetivo é fazer todas crianças pequenas sorrirem e esquecerem um pouco das dificuldades de morarem em um orfanato, Sofia faz de tudo para que essas crianças não se sintam só ou que eles sintam raiva dos seus pais por terem lhes abandonado aqui.

Por morar em um orfanato, a jovem teve pouca oportunidade de estudar, o pouco que sabe aprendeu com as freiras do orfanato e mesmo assim, ela ensina o pouco que sabe para os mais jovens e lê para eles.

Mesmo tendo essa dificuldades Sofia não perde a esperança de dias melhores e que todos desse orfanato seja felizes e tenham todo o conforto que ela deseja pra eles.

Deu 20:00 e a jovem estava deitada em sua cama, ela dorme sozinha em um pequeno quarto, sempre dorme cedo porque acorda as 06:00 para fazer o café da manhã para as crianças.

De repente ela começa a sentir seu corpo estranho, uma sensação que nunca sentiu antes, ela ficou um pouco tonta, seu corpo treme por inteiro, ela rola na cama até cair no chão onde adormece

Horas depois, ela acorda e vê que está no chão, se levanta do chão sentindo-se um pouco estranha, sem saber o que foi que aconteceu e o que fez ela cair da cama, ela senti que tem algo dentro dela e o mais estranho era que sentia sua roupa muito apertada e parecia que tinha algo nas suas costas.

Na mesma hora ela corre até o banheiro e pega um pequeno espelho para olhar o era aquilo que sentia em suas costas, levanta a blusa e ve um pequeno par de asas saindo da sua costas, ela deixa o espelho cair e fica assustada com o que está acontecendo com ela.

Sua mente está perturbada, como assim uma asa nas suas costas? Ela tira a camisa e o par de asas se abre, mesmo assustada admira aquelas asas tão brancas, até parece que foram desenhadas.

Sofia: Não entendo como isso veio parar em mim, mas é tão bonito e ao mesmo tempo tão assustador. Mas se tenho assas, então eu sou um anjo? Estou tão confusa que não consigo me concentrar, já estou até imaginando coisas, eu não sei o que fazer, logo as crianças acordarão e acabarão vendo essas asas, não quero que elas se assustem e principalmente não quero que elas acham que sou um monstro. O que eu faço para esconder isso para ninguém ver?

Não tenho como me vestir, pois as roupas que tenho ficaram apertadas por causa das asas, meu coração dispara e uma sensação de medo tomou conta de mim.

Não posso ficar nesse lugar, não quero ser tratada como um monstro, visto o meu vestido mais largo e saio do orfanato enquanto é madrugada e todos ainda dormem, caminho sem direção e sem saber para onde vou, quando sinto alguma voz na minha cabeça me falando para ir para o santuário de Atena.

Quem é Atena? Porque eu teria que ir para esse lugar? Afinal porque estou escutando essa voz me mandando ir até essa Atena? Será que estou ficando maluca?

Caminho sem sentido, as lágrimas começam a caírem dos meus olhos, não consigo parar de chora e nem de pensar nessa tal Atena, como não tenho outra opção vou atrás dessa Atena.

Themis: Essa noite resolvi ficar no santuário, ainda de madrugada sinto um cosmo diferente, parece que chama pelo meu, mas não consigo identificar quem seria, nem sei se seria amigo ou não.

Sofia: Já estou bem próxima do santuário e sinto algo estranho vindo daqui lugar que estava bem próximo.

Themis: O cosmo está cada vez mais próximo do santuário e resolvo ir ver de quem se trata. Chegando na entrada do santuário, encontro uma linda moça que parece estar muito cansada e confusa.

Sofia: Estava chegando mais próximo, quando vejo uma mulher em frente do santuário, ela está olhando para mim, respiro fundo e caminho em direção a ela e pergunto meio gaguejando.

Aqui é o santuário onde se encontra Atena?

Themis: É sim, mas porque está tão ofegante? Está sentindo alguma dor?

Sinto um cosmo de uma deusa vir dessa jovem, mas como fiquei muitos séculos afastada de todos, sou incapaz de saber qual deusa teria reencarnado.

Sofia: Por favor, eu preciso falar com Atena, por favor, me leva até ela.

Themis: Atena está morta, sou Themis, a deusa da justiça, em que posso lhe ajudar?

Sofia: Eu não sei se você pode me ajudar, a voz que veio de dentro da minha cabeça, me mandou vir falar com essa Atena, agora que ela está morta eu não sei o que fazer.

Themis: Você se sente bem? Me fala o que lhe incomoda que tentarei lhe ajudar, sinto que tem um bom coração e ninguém viria aqui de madrugada se não precisasse de ajuda.

Sofia: Eu estou escutando vozes, sentindo sensações estanhas, tanto física como mental, talvez seja fruto da minha imaginação, acho que estou ficando louca ou estou em um pesadelo, eu só quero entender o está acontecendo comigo.

Themis: Você é a reencarnação de uma deusa, as vozes que está ouvindo com certeza são pensamentos ou sentimentos dessa deusa, o fato de sentir sensações físicas é o cosmo que está tomando conta do seu corpo.

Sofia: Eu reencarnação de uma deusa? Você só pode estar brincando comigo.

Themis: Eu falo sério, sinto há horas seu cosmo chamar pelo meu.

Sofia: Eu não posso aceitar que sou reencarnação de uma deusa e o isso é o cosmo ?

Themis: São perguntas demais, acho mais fácil fazer ela despertar suas memórias de deusa. Coloco uma mão em sua testa e uso o meu cosmo para que se lembre de quem é, ao fazer isso, descubro que essa jovem é Nike, me lembro que essa deusa é uma alado, isso explica porque está com a respiração ofegante e sua roupa parece lhe apertar, vou para atrás dela e rasgo um pouco seu vestido libertando as suas lindas asas.

Nike: Lembro de tudo o que aconteceu, há muitos séculos vivia no báculo de Atena, mas tinha consciência de tudo que se passava ao meu redor, agora sei como fui covardemente morta por aquela a quem eu mais confiava e que era a minha melhor amiga, me viro para Themis que me olha de uma forma triste, por ser a deusa da justiça deve sentir e entender a minha dor.

Themis: Eu sinto muito pela sua dor, agora venha comigo, precisa descansar para colocar seus pensamentos em ordem.

Nos teleporto para o meu quarto já que não queria a deixar sozinha e a faço dormir, sei que isso lhe fará bem.

Quando o dia amanhece mando uma mensagem telepática a todos que estão no santuário falando que a deusa Nike reencarnou e que cuidaria dela até que se sentisse bem.

Todos ficam surpresos com a reencarnação da deusa Nike, já que nunca havia reencarnado, pois vivia no báculo de Atena, nesse momento entendem porque se sentiam desencorajados com a guerra, é porque não tinham mais a presença de Nike no santuário e ficam ansiosos para conhecerem o caráter dessa deusa.